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- Vitória da Restinga realiza mais uma ação de educação ambiental em condomínio de Jardim Camburí
Equipe presente no evento/ FOTO: Laiz Pontes No último sábado (15) o Projeto Vitória da Restinga foi até o condomínio Atlântica Ville, no bairro Jardim Camburi, em Vitória- ES, para participar da Feira do Meio Ambiente. O evento, promovido pela empresa Vale, junto aos próprios moradores, adotou a temática “meio ambiente” para promover, através de oficinas, a importância da educação ambiental e hábitos sustentáveis no cotidiano. O projeto desenvolveu diversas atividades para os 45 participantes. Para o público infantil foi aplicado o jogo “Trilha Ecológica”, assim como uma pintura corporal, com desenhos representativos de animais oriundos da restinga. Já para os mais velhos, foi realizada uma abordagem introdutória da restinga com informativos impressos e explicações de aspectos específicos sobre o ecossistema. Equipe aplicando atividades de educação ambiental / FOTOS: Laiz Pontes Quem também marcou presença foi a mascote coruja Atena, que interagiu bastante com as crianças presentes e garantiu a inteiração de todo o público no estande de atividades da equipe. Equipe aplicando atividades de educação ambiental / FOTOS: Laiz Pontes Projeto Vitória da Restinga O projeto é uma realização do Instituto Últimos Refúgios. Em parceria com a Vale e a Prefeitura de Vitória busca promover o diálogo com a comunidade por meio de ações de sensibilização ambiental, informando sobre a importância da restinga, a biodiversidade local e o trabalho de revitalização na restinga da Orla de Camburi, em Vitória, capital do Espírito Santo. O objetivo é gerar um efeito positivo para as comunidades locais e ressaltar a importância de conservar a biodiversidade desse ambiente tão impactado pela ação humana. O Instituto Últimos Refúgios faz um agradecimento especial para todo o público presente na ação, além de toda a equipe que tornou possível a realização das atividades.
- Projeto Harpia: Parque Estadual do Rio Doce entra no mapa de identificação e proteção do Gavião-real
Região do Parque Estadual do Rio Doce / FOTO: Paulo Quadros Com equipe de pesquisa do Espírito Santo, em trabalho conjunto com o Instituto Últimos Refúgios, o Projeto Harpia estendeu sua área de atuação e agora também realiza um mapeamento em busca de aves de rapina no Parque Estadual do Rio Doce (PERD), com o foco principal no gavião-real (Harpia harpyja). O parque, que não tem nenhum registro dessa espécie desde 1977, foi escolhido como novo território de atuação devido à proximidade com áreas de ocorrências recentes dessas aves, como a Reserva Biológica de Sooretama e a Reserva Natural Vale, na região nordeste do Espírito Santo. Equipe do Projeto Harpia atuando no PERD / FOTO: Paulo Quadros Para Brener Fabres, coordenador do projeto, não há motivos para a espécie não ser encontrada pelos 36 mil hectares de região do PERD, já que no ambiente se encontram todas as presas que a harpia necessita para a sobrevivência. “O trabalho está sendo realizado basicamente com duas metodologias: a utilização de pontos de som que reproduzem um playback de vocalizações comuns da espécie para atrair as aves pelas estradas e trilhas do parque, assim como filmagens através de voos com drone, que também buscam ninhos em árvores emergentes”, explicou o biólogo, graduado pela Universidade Federal do Espírito Santo. Equipamento aéreo utilizado para registros fotográficos / FOTOS: Paulo Quadros e Henrique Mariano Vale lembrar que além do gavião-real, o projeto trabalha com outras águias florestais, como o gavião-de-penacho (Spizaetus ornatus), gavião-pato (Spizaetus melanoleucus) e o gavião-pega-macaco (Spizaetus tyrannus). harpia (Reserva Natural Vale - ES); gavião-pega-macaco (Vargem Alta - ES); gavião-pato (Viana -ES); gavião - de - penacho (Reserva Natural Vale - ES) / FOTOS: Leonardo Merçon e Brener Fabres Após dois anos de visitas ao Parque Estadual do Rio Doce, o projeto, que terá a duração inicial de 12 meses, foi promovido pela Plataforma Semente e contemplado pelo Ministério Público de Minas Gerais, em março de 2023. A princípio o cronograma conta com três fases: a busca por evidência de indivíduos, o levantamento de ninhos de Harpia e posteriormente o monitoramento desses ninhos. A divulgação de todos os resultados e processos do projeto serão divulgados por meio de matérias no site do Instituto Últimos Refúgios e postagens em mídias sociais da instituição e do Projeto Harpia. FOTO: Paulo Quadros Projeto Harpia Há mais de 20 anos, a descoberta de um ninho de gavião-real nas florestas da região norte do Brasil, próximo a Manaus, dava origem ao que viria a se tornar o “Projeto Harpia”. A oportunidade de proteger a espécie - ameaçada de extinção desde 2014 - inspirou um pequeno grupo de biólogos a desenvolver estratégias de identificação, mapeamento e monitoramento de ninhos com ajuda de voluntários engajados na luta pela conservação da ave na Amazônia brasileira. O projeto cresceu e passou a atuar em diversas localidades do Brasil, como o Cerrado mato-grossense, a Mata Atlântica capixaba e mineira. O "Programa de Conservação do Gavião-real" (PCGR) foi rebatizado como “Projeto Harpia”, consolidando-se como a iniciativa do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA), com diversos parceiros espalhados pelo Brasil, que atuam no mapeamento e monitoramento da espécie gavião-real em regiões da Amazônia, do Cerrado e da Mata Atlântica capixaba. As ações apoiam o desenvolvimento de pesquisas científicas, a reabilitação de aves feridas, a sensibilização ambiental e o incentivo ao turismo sustentável com ajuda de pesquisadores, biólogos, voluntários e estudantes. A equipe ainda conta com ajuda de comunidades locais para monitoramento de ninhos em habitat natural.
- Mangrove Photography Awards 2023: inscrições de competição fotográfica estão abertas até o dia 23
FOTO: Janos Leo G. Andanar Para apoiar a campanha do Mangrove Action Project, o Instituto Últimos Refúgios está divulgando o 9º Mangrove Photography Awards. A competição convida fotógrafos de todos os níveis em todo o mundo a contribuir com suas imagens para destacar a beleza e a fragilidade dos ecossistemas de mangue e inspirar ações de conservação para protegê-los. Os manguezal, é um dos ecossistemas mais importantes do mundo e um dos mais ameaçados. Hoje, menos da metade das áreas de mangue ao redor do mundo permanecem preservadas, e o “Mangrove Photography Awards tornou-se uma plataforma para intrigar as pessoas sobre o magnífico papel ecológico que os manguezais desempenham em todas as nossas vidas”, diz o embaixador Dhritiman Mukherjee. Existem seis categorias que apelam a uma variedade de interesses e abordagens, incluindo uma categoria de imagens múltiplas de fotojornalismo, permitindo ao fotógrafo contar histórias importantes sobre manguezais. A competição deste ano será julgada pelos fotógrafos de conservação Octavio Aburto, Daisy Gilardini, Daniel Kordan e Fulvio Eccardi. A competição do ano passado recebeu mais de 2.000 inscrições de 68 países. Você pode ver os vencedores aqui. Todas as inscrições serão apresentadas como uma exposição online no dia 26 de julho, Dia Mundial dos Manguezais. Em setembro serão anunciados: o vencedor geral, o qual será premiado com o Mangrove Photographer of the Year; os vencedores para cada uma das categorias, bem como o Young Mangrove Photographer of the Year. Você pode seguir as páginas oficiais do Mangrove Photography Awards atravéz do Instagram e no Facebook. Mangrove Action Project – Antecedentes O Mangrove Action Project (MAP) é uma Organização sem Fins Lucrativos, registrada nos Estados Unidos, que defende a conservação e restauração das florestas de mangue globais desde 1992. O pessoal do MAP, agora baseado em vários continentes, conduziu oficinas de mangue em mais de 20 países, ensinando as melhores práticas para conservação, restauração e educação de manguezais. O MAP trabalha com uma variedade de partes interessadas em manguezais, incluindo comunidades costeiras, ONGs, cientistas e governos para melhorar as práticas de manguezais globalmente. Mais informações sobre o MAP podem ser encontradas em www.mangroveactionproject.org.
- A Baía das Tartarugas vai virar livro: publicação sobre a Unidade de Conservação está em produção
Visando registrar a abundante biodiversidade costeira na região litorânea do município de Vitória-ES e promover a sensibilização da comunidade capixaba, a Unidade de Conservação marinha da capital vai virar livro, a Área de Proteção Ambiental (APA) Baía das Tartarugas. "Baía das Tartarugas: Riqueza marinha na capital do Espírito Santo", será uma obra fotográfica de realização do Instituto Últimos Refúgios e LICC - Lei de Incentivo a Cultura Capixaba, por meio do Projeto de Conservação Baía das Tartarugas, com patrocinio do Grupo Águia Branca, apoio da Grafitusa e parceria da Prefeitura de Vitória. Com o lançamento previsto para o primeiro semestre de 2024, o livro é parte de uma iniciativa que abordará questões como a conservação, educação ambiental nas escolas públicas e a necessidade de soluções para desafios sociais. Registro aéreo na Baía das Tartarugas/ FOTO: Leonardo Merçon Para a produção do material, o fotógrafo de natureza, Leonardo Merçon se lançará em uma jornada fotográfica subaquática e na restinga (além da curadoria das imagens já captadas ao longo da última década), dentro da APA Baía das Tartarugas, abrangendo toda a Baía do Espírito Santo, incluindo as Praias de Camburi e do Canto, Ilhas do Boi e do Frade, dentre outras. O resultado desse trabalho será uma coleção de mais de 150 imagens da natureza local, buscando registrar suas belezas e fragilidades, além de toda a interação com o ser humano. A obra será bilingue (idiomas português e inglês) e possuirá dois formatos de adaptação: o tradicional impresso e o sistema de informação digital Daisy, que inclui audiodescrição e narração para torná-lo acessível às pessoas com deficiência visual. O material escolhido para a versão impressa foi o papel com certificação FSC (Forest Stewardship Council® – Conselho de Manejo Florestal), que reforça o compromisso com a sustentabilidade e resguarda os direitos trabalhistas com relação à produção do material. Fauna marinha registrada na Baía das Tartarugas/ FOTOS: Leonardo Merçon Além das fotografias, uma equipe de especialistas contribuirá com a produção textual, criando um conteúdo inédito que explora a relação entre a natureza e a cultura local. Um esforço inédito para o Instituto será feito. Haverá uma consulta pública para que a comunidade dê sugestões sobre os temas e conteúdos a serem abordados na publicação. Um ilustrador também participará do projeto, enriquecendo o material gráfico com imagens complementares. Para divulgação e transparência, serão produzidos registros em vídeo do making of, que serão utilizados em teasers e divulgações. Junto à publicação, o Instituto Últimos Refúgios planeja uma exposição de lançamento, com as principais fotos e histórias do material, além de ações de sensibilização para escolas da rede municipal de Vitória. O objetivo é incentivar a conservação e o uso sustentável da APA Baía das Tartarugas. Bastidores da produção/ FOTOS: Leonardo Merçon, Caroline Reis e Laiz Pontes O Instituto Últimos Refúgios tem o orgulho de realizar o projeto "Baía das Tartarugas: Explorando a Riqueza Marinha e Cultural do Espírito Santo", mais uma produção cultural significante para o estado, pois acreditamos que a união entre a produção cultural, a educação ambiental e o envolvimento comunitário é fundamental para preservar e valorizar as maravilhas naturais do nosso planeta. FOTOS: Leonardo Merçon APA BAÍA DAS TARTARUGAS O Projeto de Conservação da Baía das Tartarugas tem como objetivo geral realizar e fomentar pesquisas científicas, comunicação (cultural e difusão científica), sensibilização ambiental e fomento ao turismo na Unidade de Conservação APA Baía das Tartarugas, localizada em Vitória-ES. A Área de Proteção Ambiental (APA) Baía das Tartarugas é uma nova Unidade de Conservação (UC) de uso sustentável, que foi decretada pela Prefeitura do Município de Vitória em 2018. A APA, gerida pela Prefeitura Municipal de Vitória, tem o intuito de proteger e valorizar o território que possui uma das mais ricas biodiversidades do mundo, mesmo estando localizada em uma área urbana. A região litorânea da capital capixaba, em 2018, tornou-se a primeira Unidade de Conservação Marinha de Vitória por meio do Decreto Municipal nº 17.342, que foi publicado no Diário Oficial do município (BRASIL, 2018). De acordo com este decreto, a nova Área de Proteção Ambiental (APA), que recebeu o título de “Baía das Tartarugas”, envolve toda a Baía do Esírito Santo, englobando a Praia de Camburi, Praia do Canto e Ilhas do Boi e do Frade, somando uma área de 1.685,47 hectares. O PROJETO O Livro "Baía das Tartarugas: Riqueza marinha na capital do Espírito Santo", é uma realização do Instituto Últimos Refúgios e Projeto de Conservação da Baía das Tartarugas, com o patrocínio do Grupo Águia Branca; Apoio: Grafitusa; Parceria: Prefeitura Municipal de Vitória. Este projeto foi viabilizado pela Lei de Incentivo à Cultura Capixaba (LICC), da Secretaria da Cultura (Secult).
- Instituto destaca importância da educação ambiental na 3ª edição do Sustentabilidade Capixaba
Leonardo Merçon durante apresentação no evento / FOTO: Caroline Reis No último dia 27, o Instituto Últimos Refúgios marcou presença no palco da 3ª edição do Sustentabilidade Capixaba para uma discussão sobre o tema “Educação Ambiental para o Desenvolvimento Regional”. Na ocasião, Leonardo Merçon que é fotógrafo de natureza e fundador do Instituto, compartilhou suas experiências de quase duas décadas na área ambiental. Para enriquecer a discussão sobre os critérios Ambientais, Sociais e de Governança (ESG), Merçon recapitulou a trajetória do Instituto Últimos Refúgios desde sua fundação, em 2006, até os dias de hoje, para explicitar a importância da educação ambiental e como isso também pode ser empregado no mundo empresarial. O fotógrafo ainda atribuiu ao Espírito Santo uma das maiores diversidades que já encontrou no mundo. “As ONGs lutam por um bem estar entre sociedade e meio ambiente. Com a busca cada vez maior das empresas por critérios que garantam a sustentabilidade (ESG) é possível ver muito potencial no diálogo entre as duas partes. O equilíbrio entre sociedade e natureza só pode ser alcançado quando a sociedade civil, empresas privadas e o poder público estão trabalhando em conjunto”, pontuou Leonardo, que exaltou a importância do indivíduo para o processo de desenvolvimento do planeta e terminou a apresentação com uma fala inspiradora. “O princípio da educação ambiental é inspirar pessoas, é assim que mudamos o mundo, inspirando crianças e pessoas no geral”, concluiu. FOTO: Iasmin Macedo O painel “Educação Ambiental para o Desenvolvimento Regional” também contou com palestras de Durval Vieira Freitas (sócio da DVF Consultoria Empresarial), Yhuri Cardoso Nobrega (coordenador geral do Projeto Caiman), João Bosco Reis da Silva (gerente geral de sustentabilidade & relações institucionais da ArcelorMittal) e Cezar Fernandes (Coordenador núcleo de conteúdos especiais da GAZETA). O evento ocorreu na Praça do Papa, Vitória-ES, e contou com mais participações do Instituto, como a exposição do Projeto Vitória da Restinga e a exibição de produções audiovisuais em sessões de cinema no local. FOTOS: Leonardo Merçon e Caroline Reis
- Clube de Observadores da Restinga: grupo de escoteiros participa de atividades de educação ambiental
Grupo reunido exibindo faixa do Projeto Vitória da Restinga / FOTO: Leonardo Merçon No dia 6 de junho, o Clube de Observadores da Restinga realizou atividades no Atlântica Parque, na Praia de Camburi, dessa vez integrando o Grupo Escoteiros do Mar Ilha de Vitória para uma aula teórica e prática a respeito do ecossistema de restinga. Os escoteiros, que realizam atividades junto à capitania dos portos do Espírito Santo, inicialmente receberam uma aula introdutória, em que a educadora ambiental, Marina Mello, explicou o que é a restinga, sua importância e detalhes sobre a fauna e flora presentes no ecossistema. Explicações introdutórias sobre a restinga / FOTOS: Leonardo Merçon Em seguida, o grupo de 40 escoteiros foi guiado para uma exploração fotográfica pela praia, onde o objetivo era a captura de imagens das espécies estudadas anteriormente. O percurso foi guiado pela equipe do Projeto Vitória da Restinga, que contou com o fotógrafo de natureza Leonardo Merçon para compartilhar dicas e técnicas de fotografia para os registros de plantas e animais presentes no trajeto. Algumas espécies de animais observadas durante a caminhada foram o Bem-te-vi, Guruçá e o Sabiá-do-campo, bem como plantas diversas como a Ipomea, Cactos e Aroeiras. Escoteiros observando espécies presentes na restinga / FOTOS: Leonardo Merçon Ao fim da atividade, o grupo de escoteiros realizou uma entrega de mudas de restinga. O Projeto fará a entrega das mudas ao viveiro municipal de Vitória para que futuramente possam ser integradas à vegetação já presente na costa e ajudar a preservar o ecossistema. Projeto Vitória da Restinga O projeto é uma realização do Instituto Últimos Refúgios. Em parceria com a Vale e a Prefeitura de Vitória busca promover o diálogo com a comunidade por meio de ações de sensibilização ambiental, informando sobre a importância da restinga, a biodiversidade local e o trabalho de revitalização na restinga da Orla de Camburi, em Vitória, capital do Espírito Santo. O objetivo é gerar um efeito positivo para as comunidades locais e ressaltar a importância de conservar a biodiversidade desse ambiente tão impactado pela ação humana. O Instituto Últimos Refúgios faz um agradecimento especial para todo o público presente na ação, além de toda a equipe que tornou possível a realização das atividades.
- Projeto Vitória da Restinga participa do 3º Sustentabilidade Capixaba com educação ambiental
Equipe Vitória da Restinga e alunos durante o Sustentabilidade Capixaba 2023 / FOTO: Jenifer Zamperlini Na última quarta-feira (28) o Instituto Últimos Refúgios encerrou sua participação na 3ª edição do Sustentabilidade Capixaba, fórum na área ambiental que reuniu profissionais de diversas áreas para discutir sobre o meio ambiente. O evento aconteceu entre os dias 26 e 28 de junho na Praça do Papa, em Vitória. O Projeto Vitória da Restinga, que foi um dos mais de 150 expositores nos três dias de programação, atendeu cerca de 3.200 pessoas, entre alunos e professores do ensino fundamental, além de outros interessados que passaram pelo estande. As atividades do projeto foram direcionadas para a educação ambiental a respeito do ecossistema de restinga e contou com uma equipe de educadoras, que teve a tarefa de realizar uma apresentação introdutória sobre o tema, assim como levantar questões influentes no cotidiano, visando passar a importância da conservação da fauna e flora dessa região. Aplicação de atividades de educação ambiental / FOTOS: Jenifer Zamperlini Uma das “ferramentas” utilizadas foi o flanelógrafo da restinga, jogo que possui uma representação fiel e didática dos elementos explicados, além de informativos impressos, sobre as ações desempenhadas pelo Projeto Vitória da Restinga, o novo Parque Costeiro de Camburi e o Termo de Compromisso Ambiental, assumido pela empresa Vale. FOTOS: Jenifer Zamperlini Outra presença que agitou o evento foi a da Coruja Atena, a mascote do Projeto, que não poupou esforços em interagir com o público, seja tirando fotos, dançando ou participando de brincadeiras com os presentes. Destaque para a presença do governador Renato Casagrande, que não perdeu a oportunidade de conversar com as educadoras ambientais e garantir sua foto com a mascote da restinga (representação da Coruja-buraqueira). Renato Casagrande (Governador do ES) com a equipe Vitória da Restinga / FOTOS: Jenifer Zamperlini e Laiz Pontes Demais atuações As outras participações do Instituto Últimos Refúgios no fórum ficaram por conta de Leonardo Merçon, que integrou uma mesa de palestrantes sobre o tema “Educação Ambiental para o Desenvolvimento Regional”, no dia em que se discutia o ESG, além das produções audiovisuais que foram exibidas nas sessões de cinema do evento, como a série de vídeos “História de Fotógrafo”, filmagens de apresentação da Baía das Tartarugas e do Projeto Marsupiais. Outras atuações durante o evento / FOTO: Jenifer Zamperlini Projeto Vitória da Restinga O projeto é uma realização do Instituto Últimos Refúgios. Em parceria com a Vale e a Prefeitura de Vitória busca promover o diálogo com a comunidade por meio de ações de sensibilização ambiental, informando sobre a importância da restinga, a biodiversidade local e o trabalho de revitalização na restinga da Orla de Camburi, em Vitória, capital do Espírito Santo. O objetivo é gerar um efeito positivo para as comunidades locais e ressaltar a importância de conservar a biodiversidade desse ambiente tão impactado pela ação humana. O Instituto Últimos Refúgios faz um agradecimento especial para todo o público presente na ação, além de toda a equipe que tornou possível a realização das atividades. FOTOS: Jenifer Zamperlini
- Juntos pela Baía das Tartarugas! Conservação da Natureza e Desenvolvimento Comunitário.
No contexto dos recentes debates relacionados ao tema da Área de Proteção Ambiental (APA) Baía das Tartarugas, compreendemos, como membros da comunidade capixaba e da sociedade civil organizada, a necessidade de nos posicionarmos. Entendemos que a Baía de Vitória constitui-se como uma área pública da qual uma parcela da comunidade tira também o seu sustento e/ou realiza atividades importantes para suas vidas – de moradores locais, esportistas, pescadores, turistas a comerciantes. Estamos certos de que todos querem e prospectam o melhor para nossa querida Baía das Tartarugas. Acreditamos que a APA seja um bem público coletivo. Ela é de todos nós! Enquanto Instituto Últimos Refúgios, estivemos envolvidos com a área ainda antes da criação da APA, e posteriormente, lançamos o Projeto de Conservação da Baía das Tartarugas. Nossa missão é a busca e a construção de uma relação equilibrada entre as pessoas e a natureza, envolvendo todos os pilares da sociedade: o poder público, a comunidade, sociedade civil e as empresas privadas. Somos uma organização capixaba sem fins lucrativos, comprometida com a nossa terra e nosso povo – e por nossa história de atuação, nos entendemos como parte dessa discussão e acreditamos que podemos contribuir na formulação de soluções que envolvem o lugar em que vivemos. Vitória é um dos lugares mais bonitos e com um dos maiores potenciais turísticos do mundo. No entanto, esse atributo não chega a ser verdadeiramente explorado como poderia. Ainda que os impactos sejam grandes, temos uma rica biodiversidade. Imaginem se o lugar fosse realmente conservado? Nossa cidade é citada em livros de naturalistas que passaram por aqui há 200 anos, como sendo o lugar com a natureza mais rica que já haviam visto. E saibam que essas pessoas eram viajantes! Rodavam e estudavam o mundo inteiro quando este ainda era bem preservado. São peixes de coral, cavalos-marinhos, grandes cardumes de arraias, grupos de golfinhos e tartarugas-marinhas. Uma área reprodutiva de muitos animais, como baleias, peixes e aves costeiras. Já até registramos desovas de tartarugas em Camburi, por exemplo. Aqui realmente temos algo especial. E isso não é à toa. As correntes marinhas vindas do norte encontram-se com as vindas do sul, criando um ambiente ideal para a vida. A cadeia Vitória x Trindade é de fato um grande divisor: são longas praias de areia ao norte e praias curtas e cheias de pedras ao sul... e o epicentro disso tudo é Vitória. Exatamente a BAÍA DAS TARTARUGAS, que além do já mencionado é enriquecida pela biodiversidade do banco dos abrolhos, que se estende até o norte do Espírito Santo e também por um grande e importante manguezal, sendo um dos maiores do Brasil e do mundo, um fantástico berçário. Esses são alguns dos motivos para termos tanta vida por aqui: uma configuração geográfica rara e que, se bem conservada, pode ser um grande ativo para qualquer cidade! Nesse contexto, inclusive, é que o Instituto Últimos Refúgios busca também contribuir - como por exemplo com a publicação do livro que vem sendo produzido há mais de dois anos (com lançamento previsto para início de 2024) e cujo tema são exatamente as potencialidades da Baía das Tartarugas, apresentadas por meio de registros fotográficos artísticos e mapeamento das questões sociais e ambientais. Almejamos que a publicação seja uma ferramenta sensibilizadora para a conservação da APA e impulsionador do fomento das atividades turísticas na região. Por se falar em "Conservação" e não em "Preservação", nesse sentido, a condição de vida das pessoas deve ser levada em consideração. Logicamente que, para qualquer plano de conservação de uma área, é preciso um forte trabalho social. Nos referimos aqui ao diálogo com a comunidade local, criação de oportunidades e desenvolvimento de novas cadeias econômicas sustentáveis: identificar potenciais e trabalhar para torná-los acessíveis para a população. Sabemos que a tarefa não é simples, no entanto é um desafio que precisamos enfrentar. É importante registrar que, se por um lado acreditamos que a pesca predatória dentro da APA seja um retrocesso, isso não significa ignorar uma economia tradicional familiar que se constituiu de pescadores e catadores que dependem, para sua sobrevivência, da exploração da área. Essa não é uma questão política local – como muitos acreditam, mas um debate global que precisa ser encarado se quisermos continuar existindo como sociedade. O bem estar de todas as pessoas envolvidas nesse cenário precisa entrar na lista de ações prioritárias para a conservação da Baía das Tartarugas. Deve haver uma solução emergencial que assista aos pescadores que passam necessidade AGORA, e a médio e longo prazo, é preciso haver esforços para uma solução mais duradoura e sustentável para todos e que não envolva a matança da biodiversidade presente nesse berçario tão importante. Nos servem de inspiração ações de sucesso como as do Projeto Tamar, que se aproximou dos caçadores de tartarugas – os carebeiros, trazendo-os para perto e tornando-os co-partícipes das ações de conservação de espécies de tartarugas-marinhas ameaçadas de extinção. Chamamos a atenção para a grande importância do Plano de Manejo da APA, cujo objetivo principal deve ser a sua conservação, garantindo o bem estar social de toda a comunidade - com garantia de zoneamentos para a proteção mais criteriosa em áreas mais sensíveis, onde as matrizes dos animais tenham a tranquilidade para reproduzir e repovoar toda a região, e áreas reservadas para as atividades econômicas, incluindo a pesca, caso não sejam possíveis novas soluções: esse é um bom negócio inclusive para os pescadores. A Unidade de Conservação APA Baía das Tartarugas foi criada porque a biodiversidade local é sensível e importante. É possível que alguns não conectem uma coisa com a outra, mas quem já não ouviu histórias de como atualmente aparecem menos peixes nas redes dos pescadores do que antigamente? Se isso é verdade, esse é um grande sinal de que é necessário proteger ambientes mais sensíveis como o manguezal e a Baía das Tartarugas, visando não somente o potencial ecológico e turístico, mas o potencial desse tipo de área abrigada em ser um grande repositor de estoques pesqueiros. Esse é um dos motivos pelos quais a pesca com redes de espera é proíbida na região. Para vocês que lêem este texto, perguntamos: qual o valor da Baía das Tartarugas? Cada um, provavelmente, tem uma resposta diferente. Precisamos ouvir a TODOS, fazer uma valoração e saber quanto esforço e recursos estamos, como sociedade, dispostos a investir na proteção dessa região. Sim, será necessário um grande esforço. Porém, as consequências de escolhas não sustentáveis e o não entendimento de valor do que temos de mais precioso, poderá cobrar preços ainda maiores em breve. No futuro, contarão a história do que estamos discutindo hoje... não necessariamente sobre a APA, mas sobre a conservação e o valoração (não o preço) da natureza. E essa é uma questão que devemos resolver juntos – dizemos juntos com muita ênfase, pois se não nos ajudarmos, se não trabalharmos para buscarmos uma solução conjunta, certamente ninguém ficará satisfeito. Nós, do Instituto Últimos Refúgios, nos importamos não só com a natureza, mas também com as pessoas. Defendemos as Unidades de Conservação e a proíbição da pesca nas mesmas, pois sabemos que qualquer passo para trás dado hoje em relação à proteção da natureza, ainda que para mitigar questões sociais atuais, será potencializado em desafios ainda maiores em breve. Porém, voltamos a reforçar para não deixar dúvida: também é igualmente necessário termos empatia pelo sofrimento causado às pessoas que têm sua forma de sustento impactadas pelas iniciativas de conservação necessárias. Essa parcela importante da comunidade não deve ser marginalizada nem deixada desamparada. Não defendemos a liberação da pesca predatória, mas sim, ouvirmos as pessoas e buscarmos alternativas sustentáveis em conjunto. Sabemos que esse debate é complexo e não se esgota aqui, mas acreditamos na capacidade de construirmos uma solução à altura de uma sociedade evoluída, consciente e alinhada aos esforços globais pelo desenvolvimento sustentável. Vamos juntos pela Baía das Tartarugas e pelo bem estar de todas as pessoas!
- Projeto Vitória da Restinga participa do Domingo no Tamar em prol da conservação do ambiente marinho
Coruja Atena durante observação de tartarugas/ FOTO: Jeniffer Zamperlini No último dia 18, o Projeto Vitória da Restinga esteve na sede do Projeto Tamar, em Vitória - ES, para o Domingo no Tamar. O evento, que ocorreu na semana do Dia Mundial da Tartaruga Marinha (16/06), contou com diversas organizações, todas em prol da conservação do ambiente marinho. Para promover a informação acerca do ecossistema de restinga, a equipe do projeto apresentou banners e folders explicativos, além dos jogos Quebra-Cabeça e Flanelógrafo da Restinga, para de forma lúdica fixar o conteúdo com o público infantil. Outro fator determinante para o momento foi o ambiente em que as atividades foram realizadas; em que as educadoras ambientais tiveram a oportunidade de utilizar de exemplos reais das espécies abordadas, o que tornou toda a atividade mais didática. Aplicação e explicação de jogos e informativos da restinga/ FOTOS: Jeniffer Zamperlini A ação também contou com a presença da Coruja Atena, a mascote do Projeto Vitória da Restinga, que foi sucesso com o público do evento, interagindo com o público adulto e infantil, o que atraiu as pessoas e contribuiu para diversas abordagens ambientalistas. FOTOS: Jeniffer Zamperlini Ao fim das atividades, as crianças puderam participar de uma alimentação interativa para tartarugas, em que auxiliaram os tratadores do Projeto Tamar na tarefa. Projeto Vitória da Restinga O projeto é uma realização do Instituto Últimos Refúgios. Em parceria com a Vale e a Prefeitura de Vitória busca promover o diálogo com a comunidade por meio de ações de sensibilização ambiental, informando sobre a importância da restinga, a biodiversidade local e o trabalho de revitalização na restinga da Orla de Camburi, em Vitória, capital do Espírito Santo. O objetivo é gerar um efeito positivo para as comunidades locais e ressaltar a importância de conservar a biodiversidade desse ambiente tão impactado pela ação humana. O Instituto Últimos Refúgios faz um agradecimento especial para todo o público presente na ação, além de toda a equipe que tornou possível a realização das atividades. FOTOS: Jeniffer Zamperlini
- Com colaboração do Instituto, livro infantil de Edla Zim promove conscientização ambiental
Autora Edla Zim apresentando capa de O Gambazinho Travesso Com participação do Instituto Últimos Refúgios, “O Gambazinho Travesso”, da autora Edla Zim, chega às livrarias no dia 8 de julho. A obra tem a tarefa de aproximar esse marsupial do público infantil e levar conscientização ambiental, seja em casa ou na sala de aula. O prefácio do livro ficou por conta da presidente do Instituto Últimos Refúgios, Iasmin Macedo que buscou introduzir o leitor no universo dos marsupiais e destacar a importância das espécies, tanto na interação humana quanto para a manutenção do planeta. Ela descreve o material como uma forma divertida de crianças terem contato com um assunto tão importante e um estímulo à leitura, o que futuramente poderá ter um impacto positivo na conservação. “Poder colaborar com um material direcionado ao público infantil é super importante e especial. Apresentar para as crianças a fauna presente em nosso país e poder sensibilizá-las sobre a importância desses animais nos trás um pouquinho de esperança”, enfatizou Iasmin, que também é idealizadora do Projeto Marsupiais, fonte de informações para o processo de produção da obra. Páginas do livro O Gambazinho Travesso / ILUSTRAÇÕES: Schi Martins Edla conta que quando decidiu lançar “O Gambazinho Travesso”, começou a fazer pesquisas para embasar as informações ao contar a história. Foi então que se iniciou o contato com o Projeto Marsupiais, assim como o Instituto Últimos Refúgios. “Em uma dessas pesquisas conheci o Projeto Marsupiais e fiquei encantada. Estávamos no período pandêmico e aproveitava para assistir às lives. Foi neste momento que conheci a Iasmin e fiz o convite para prefaciar a obra”, contou a escritora catarinense, que revelou ter o sonho de fazer um evento de lançamento no Espírito Santo e prestigiar todos que lutam pela causa no estado. "Com as informações do instagram do projeto marsupiais, poderemos levar conscientização ambiental para sala de aula através do posfácio do livro" Edla Zim O livro “O gambazinho Travesso”, sucessor de “A Família do Senhor Lagarto”, é o sexto lançamento de Edla Zim. Na história, Tevinho é um dos filhos de uma família de gambás e cativa o leitor com suas travessuras. O livro retrata de forma muito peculiar, a afetividade no ambiente familiar, traço forte na narrativa da escritora. “O Gambazinho Travesso” traz ilustrações de Schi Martins, brasileira que atualmente reside em Barcelona, na Espanha, onde dedica-se ao estudo na área de ilustração. Schi apresenta a família de gambás de forma graciosa através da técnica de aquarela e lápis de cor. A diversão na contação da história nesta obra literária é esperada por conta de um fato inusitado que acontece com um dos gambazinhos. A obra já tem lançamentos agendados nas cidades de Porto Alegre, Braço do Norte, Capivari de Baixo, Florianópolis, Imbituba, Laguna, Rio Fortuna e Tubarão SC. ILUSTRAÇÕES: Schi Martins
- Mês do Meio Ambiente: Instituto Últimos Refúgios participa com palestra no Dia Mundial dos Oceanos
Arte de divulgação do evento O calendário do Instituto não para no mês do meio ambiente. Desta vez, em comemoração ao Dia Mundial dos Oceanos e dos Oceanógrafos (8), o Instituto Últimos Refúgios marcou participação no evento Diálogos em Educação Ambiental nos Oceanos, promovido pelo Centro de Oceanografia da Universidade Federal do Espírito Santo. Na ocasião, Caroline Reis, bióloga atuante em diversas frentes do instituto como os Projetos Vitória da Restinga, Ecofrade e Marsupiais, concedeu uma palestra em que compartilhou experiências no trabalho de educação ambiental, desde o ensino infantil até o superior. Dentre os temas abordados, Caroline ressaltou a importância das metodologias de ensino para alunos com necessidades especiais. Ao falar sobre o Clube de Observadores da Natureza, atividade do Projeto Vitória da Restinga, ela explicou como as tarefas são realizadas com alunos cegos ou com deficiência visual. “De primeira impressão a gente se pergunta: como levar alunos deficientes visuais para um clube de observadores? Nesses casos exploramos exclusivamente outros sentidos como o tato, que é essencial para a pessoa experienciar as sensações, sons e texturas daquele local e entender o que está sendo explicado”, concluiu Reis, que também ressaltou o procedimento adotado com crianças com autismo. “Para ilustrar um ecossistema de maneira adequada, utilizamos um flanelógrafo, que é um cenário, onde o aluno precisa fixar os elementos de fauna e flora nos lugares adequados, o que com a instrução do educador, permite uma maior e mais efetiva interação da pessoa com o conteúdo apresentado”, terminou Caroline. O diálogo aconteceu no formato online e contou com a presença de mais quatro palestrantes; Camilah Antunes Zappes, doutora em Ecologia e Recursos Naturais pela Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro (2011); Juliana Fernandes Botelho dos Santos, estudante de oceanografia da UERJ, estagiária do projeto StandUpet; Dr. Paulo Guilherme Vasconcelos de Oliveira, professor associado da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE) e representante no Conselho Gestor da APA de Fernando de Noronha e Emmanuelly Creio Ferreira, Bióloga e Mestra em Recursos Pesqueiros e Aquicultura- UFRPE e Professora de Ciências e Biologia. Confira como foi o evento:
- No Dia do Meio Ambiente (5), Últimos Refúgios participa de bate-papo promovido pelo Instituto Terra
Ainda no ritmo da semana do meio ambiente, o Instituto Últimos Refúgios esteve presente na Semana Socioecológica do Meio Ambiente, evento em formato de LIVE, realizado no último dia 5 pelo Instituto Terra. Na ocasião, Leonardo Merçon, fotógrafo de natureza e fundador do Instituto Últimos Refúgios, foi convidado para contar histórias vividas com o Instituto Terra e como essas experiências influenciaram na vida em prol do meio ambiente. “Em 2010 fui convidado pelo Sebastião Salgado para fazer vários registros de animais que haviam voltado para o Instituto Terra. Apesar de me sentir muito pressionado por ser um grande fã do trabalho do Sebastião, consegui fazer registros como a foto da jaguatirica, que foi um grande desafio e serviu para me despertar sobre a importância da educação ambiental”, contou Leonardo que se recordou com carinho desse trabalho que posteriormente foi apresentado para crianças das escolas locais de Aimorés, cidade onde o Instituto Terra está sediado. Foto de jaguatirica registrada na sede do Instituto Terra / FOTO: Leonardo Merçon “Quando fizemos uma apresentação para crianças no Instituto Terra, pedi para desenharem o que tinham achado mais importante. Para a minha surpresa, me desenharam enquanto fotografava a jaguatirica. Isso me fez tomar noção da importância do meu trabalho, do peso que posso ter na vida dessas pessoas em um mundo onde influências positivas são tão raras”, concluiu Merçon, que já realizou outros projetos em parceria com o Instituto Terra e outras instituições como a BBC Londres. Também participaram da transmissão os inspiradores profissionais do Instituto Terra, Camila Alves (head de desenvolvimento e negócios sustentáveis no Instituto Terra) e Renivaldo Andrade (técnico em restauração florestal do Instituto Terra), além de Mário Constantino (Head de Comunicação), que mediou toda a conversa. INSTITUTO TERRA O Instituto Terra é uma organização civil sem fins lucrativos fundada em 1998 pelo fotógrafo Sebastião Salgado e sua esposa, Lélia Salgado. Nos últimos 20 anos, realizou o plantio de milhões de árvores na região entre Minas Gerais e Espírito Santo com o objetivo de estimular o desenvolvimento sustentável por meio da recuperação e da conservação das florestas, da proteção das nascentes de água, da educação ambiental e do uso correto dos recursos naturais. Desde então, o Instituto cumpre um papel fundamental na recuperação da primeira área degradada do Brasil a receber o título de Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN). Tal importância criou oportunidades para que a região fosse retratada em obras como "The Green Planet": uma forma de acompanhar o retorno gradual da floresta, da biodiversidade e da água, após um intenso trabalho de restauração ambiental.
















