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  • Foto do escritorVitor Pinheiro

Projeto Harpia oficializa sua primeira ave de rapina na região do PERD


Registro do gavião-de-penacho em voo


Em campanha realizada entre os dias 16 e 27 de maio, a equipe do Projeto Harpia PERD registrou sua primeira aparição de uma ave de rapina nas dependências do Parque Estadual do Rio Doce (PERD). Trata-se do gavião-de-penacho (Spizaetus ornatus), ave sorrateira que costuma planar entre os pontos mais altos de grandes árvores. Vale lembrar que o Projeto iniciou as atividades no PERD em março deste ano, com o objetivo de estudar as espécies de gaviões e águias na região, em especial encontrar a Harpia (Harpia harpyja) e terá um período de doze meses para realizar o trabalho com essas espécies.


O grupo formado por Brener Fabres, Paulo Quadros e Henrique Mariano, utilizaram a técnica de playback para fazer um registro do gavião em voo e posteriormente utilizaram um drone para fazer imagens aéreas, essas com a ave já pousada em uma galhada.


Ave pousada em galhada


O coordenador do projeto, Brener Fabres, já confirmou relatos de moradores sobre a possível aparição de um gavião-real (Harpia harpyja), além de outros comentários a respeito do gavião-de-penacho. Outra parte do processo de monitoramento desses animais é o contato direto com a comunidade local, que vivencia o dia a dia na região e contribui com depoimentos de ocorrências em potencial.


“O trabalho está sendo realizado basicamente com duas metodologias: a utilização de pontos de som que reproduzem um playback de vocalizações comuns da espécie para atrair as aves pelas estradas e trilhas do parque, assim como filmagens através de voos com drone, que também buscam ninhos em árvores emergentes”, explicou Fabres, mestrando em biologia animal pela Universidade Federal do Espírito Santo.


Projeto Harpia

Há mais de 20 anos, a descoberta de um ninho de gavião-real nas florestas da região norte do Brasil, próximo a Manaus, dava origem ao que viria a se tornar o “Projeto Harpia”. A oportunidade de proteger a espécie - ameaçada de extinção desde 2014 - inspirou um pequeno grupo de biólogos a desenvolver estratégias de identificação, mapeamento e monitoramento de ninhos com ajuda de voluntários engajados na luta pela conservação da ave na Amazônia brasileira.


O projeto cresceu e passou a atuar em diversas localidades do Brasil, como o Cerrado mato-grossense, a Mata Atlântica capixaba e mineira. O "Programa de Conservação do Gavião-real" (PCGR) foi rebatizado como “Projeto Harpia”, consolidando-se como a iniciativa do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA), com diversos parceiros espalhados pelo Brasil, incluindo o Instituto Últimos Refúgios, que atuam no mapeamento e monitoramento da espécie gavião-real em regiões da Amazônia, do Cerrado e da Mata Atlântica capixaba.


As ações apoiam o desenvolvimento de pesquisas científicas, a reabilitação de aves feridas, a sensibilização ambiental e o incentivo ao turismo sustentável com ajuda de pesquisadores, biólogos, voluntários e estudantes. A equipe ainda conta com ajuda de comunidades locais para monitoramento de ninhos em habitat natural.


O Projeto Harpia PERD é uma realização do grupo Unidos Pelo PERD, que conta com o envolvimento das seguintes instituições. Instituições: Instituto Últimos Refúgios, Instituto de Conservação de Animais Silvestres (ICAS), Muriqui Instituto de Biodiversidade (MIB), Waita Instituto de Pesquisa e Conservação e Universidade Federal de São João del-Rei (UFJS).








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