Instituto Últimos Refúgios participa de Grupo de Trabalho sobre carbono azul e manguezais no Sustentabilidade Brasil 2026
- Marcella Rosa
- há 2 horas
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O Instituto Últimos Refúgios participou do Grupo de Trabalho sobre Manguezais, realizado no Campus Goiabeiras da Universidade Federal do Espírito Santo, dentro da programação do evento Sustentabilidade Brasil 2026.
Representando o Instituto, participaram Leonardo Merçon, fotógrafo de natureza e Mestre em Conservação da Biodiversidade, e Danielle Awabdi, Doutora em Ecologia e Recursos Naturais. A presença da equipe teve como objetivo contribuir com as discussões sobre valorização, conservação e comunicação dos manguezais capixabas, especialmente a partir da experiência do projeto “Entre Raízes e Marés: Manguezais Capixabas”.

Durante o encontro, com tema “Carbono Azul e Projetos Bancáveis em Manguezal” o Instituto apresentou o projeto, que busca registrar, valorizar e divulgar os manguezais do Espírito Santo por meio da fotografia, da produção de conhecimento, da escuta das comunidades e de ações de educação ambiental. A iniciativa tem como proposta aproximar a sociedade desses ecossistemas, muitas vezes vistos apenas como áreas alagadas, poluídas ou degradadas, mas que estão entre os ambientes mais importantes para a biodiversidade, para a proteção costeira, para a pesca artesanal e para o enfrentamento das mudanças climáticas.
O Grupo de Trabalho reuniu pesquisadores, representantes de comunidades tradicionais, instituições públicas, organizações da sociedade civil e empresas privadas em torno de um tema urgente: como reconhecer o valor dos manguezais e construir caminhos reais para sua conservação, considerando a economia azul e os pagamentos por serviços ambientais.
A participação do Últimos Refúgios foi marcada pela apresentação do projeto e também pela escuta atenta das demais contribuições. As falas de pesquisadores, lideranças comunitárias e representantes de diferentes setores reforçaram que os manguezais precisam ser compreendidos de forma integrada: como ecossistemas estratégicos para o clima, mas também como territórios de vida, cultura, trabalho, alimento e pertencimento de muita gente.
Fotos: Leonardo Merçon e Danielle Awabdi
Nas discussões, foram abordados temas como legislação ambiental, serviços ecossistêmicos, mercado de carbono, mensuração e verificação de carbono azul, soluções baseadas na natureza, permanência das comunidades nos territórios e formas mais justas de fazer com que eventuais recursos cheguem a quem vive e protege esses ambientes no dia a dia.
Para o Instituto Últimos Refúgios, a experiência reforçou uma das bases do projeto “Entre Raízes e Marés”: os manguezais não podem ser representados apenas por seus dados ambientais ou por seu potencial econômico. Eles também precisam ser apresentados por suas histórias, suas paisagens, suas espécies e pelas pessoas que constroem relação direta com esses territórios.
Ao participar do GT, o Instituto contribuiu com sua visão de comunicação para a conservação, defendendo a importância de tornar os manguezais mais conhecidos, mais valorizados e mais presentes no imaginário da população capixaba. Afinal, proteger os manguezais também passa por fazer com que mais pessoas saibam mais sobre eles, entendam sua importância e reconheçam seu valor para o Espírito Santo.
O Instituto Últimos Refúgios agradece especialmente à professora Mônica Tognella, pela coordenação do Grupo de Trabalho, e ao Instituto Sustentabilidade Brasil, pela organização desta importante oportunidade de diálogo, escuta e construção coletiva em favor dos manguezais.






























