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10/07/2019

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A ariranha (Pteronura brasiliensis) é um mamífero endêmico da América do Sul. É um animal semiaquático e vivem em regiões úmidas como as margens dos rios, lagos e pântanos, sendo comum nos rios da Amazônia e do Pantanal. Vivem aproximadamente 20 anos. Possuem hábitos diurnos, vivem em bando de até dez indivíduos. Costumam fazer tocas debaixo das raízes das árvores próximas das margens dos rios, para se abrigarem durante a noite.

 

 Ariranha

 

 Lontra

 

São carnívoros, se alimentam de peixes, crustáceos e moluscos que encontram nos rios, e ainda de pequenos mamíferos e aves aquáticas. Sua mordida é bem forte, facilitando abocanhar e matar suas presas. São ótimos nadadores, até porque é mergulhando que capturam alimento.

Mas e a lontra?

 

Muita gente faz confusão com as duas espécies. Mas vamos desfazer essa confusão com suas principais diferenças. A primeira delas é o tamanho, as ariranhas são maiores que as lontras, podem medir até 1,80 metros de comprimento, incluindo a cauda, e pesam cerca de 35 Kg.  Já as lontras chegam a medir 1,30 metros, incluindo a cauda, e pesando 25 Kg. Sendo os machos de ambas as espécies sempre maiores que as fêmeas.
 

  
Outra diferença é que o hábito e o habitat delas são diferentes, a ariranha é diurna e a lontra é mais noturna. As ariranhas são nativas da América do Sul, as lontras podem ser encontras na Europa, nas Américas, na Ásia e na África. As lontras (Lutra lutra) possuem a pelagem um pouco mais clara que das ariranhas e também são ótimas nadadoras.
 
Infelizmente tanto a ariranha quando as lontras sofrem com o risco de extinção, principalmente devido à perda do habitat, ao desmatamento para expansão da urbanização e destruição das matas ciliares. A mineração também é um fator que contribui devido a contaminação de mercúrio nos rios. E ainda, no caso das lontras, a caça para comercialização de sua pele. Segundo a União Internacional para a Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais (IUCN), o estado de conservação da ariranha está na categoria “em perigo” e o da lontra está na categoria “quase ameaçada”.
 
* Texto de Jennifer Oliveira, graduanda em Biologia e voluntária do Instituto Últimos Refúgios.

 

* Fotos de Leornado Merçon, fotógrafo de natureza e conservação, voluntário do Instituto Últimos Refúgios (Instagram - @leonardomercon).

 

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REFERÊNCIAS
 

Duplaix, N. Observation on the ecology and behavior of the giant otter Pteronura brasiliensis in Suriname. Revue Ecologique (Terre Vie) n. 34, p. 495–620, 1980.

 

Carter, S. K. & Rosas, F. C. W. Biology and conservation of the giant otter Pteronura brasiliensis. Mammal. Rev. 27, p. 1–26, 1997.

 

Rosas, F. C. W., da Rocha, C. S., de Mattos, G. E. & Lazzarini, S. M. Body WeightLength Relationships in Giant Otters (Pteronura brasiliensis) (Carnivora, Mustelidae). Braz. Arch. Biol. Technol. n.52, p.587–591, 2009.

 

Farinha, N.J.R. A Lontra. João Azevedo Editor, Viseu. 98p. 2000.

 

Ruiz-Olmo, J. & Palazón, S. The diet of the European Otter (Lutra lutra L., 1758) in Mediterranean Freshwater Habitats. The Journal Of Wildlife Research. n.2, v.2, p.171-181, 1997


Groenendijk, J., Duplaix, N., Marmontel, M., Van Damme, P. & Schenck, C.  Pteronura brasiliensis. The IUCN Red List of Threatened Species 2015. Disponível em: <http://dx.doi.org/10.2305/IUCN.UK.2015-2.RLTS.T18711A21938411.en.>. Acesso em 19 Out. 2017.

 

Roos, A., Loy, A., de Silva, P., Hajkova, P. & Zemanová, B.  Lutra lutra. The IUCN Red List of Threatened Species. Disponível em: <http://dx.doi.org/10.2305/IUCN.UK.2015-2.RLTS.T12419A21935287.en.>. Acesso em 19 Out. 2017.

 

 

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