Mesa-redonda "O mar que nos une: Educação Ambiental como Ferramenta Estratégica para Economia Azul" no CBO 2026”
há 4 minutos
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Durante o 9º Congresso Brasileiro de Oceanografia, CBO’2026, realizado em Vitória, o Instituto Últimos Refúgios participou da mesa-redonda “O Mar que nos Une: Educação Ambiental como Ferramenta Estratégica para Economia Azul”, um espaço de diálogo sobre a importância da educação na construção de uma relação mais sustentável entre sociedade, oceano e territórios costeiros.
A mesa propôs uma reflexão sobre a construção de uma Economia Azul sustentável, considerando pessoas, comunidades, cultura, conhecimento científico, conservação da biodiversidade e as diferentes formas de relação com o mar.

A discussão reuniu perspectivas ligadas à ciência, conservação, turismo, cultura, empreendedorismo, educação e desenvolvimento socioeconômico, mostrando que o oceano não deve ser visto apenas como fonte de recursos, mas como território de vida de muitas pessoas.
A mediação foi conduzida por Danielle Awabdi, bióloga, mestre e doutora em Ecologia e Recursos Naturais pela Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro. Pesquisadora, consultora e educadora ambiental do Instituto Últimos Refúgios, Danielle também integra o grupo de pesquisa Ecologia Humana do Oceano, vinculado ao Laboratório de Oceanografia Socioambiental da UFES, onde coordena o eixo de Educação Ambiental, contribuindo para conectar os diferentes olhares apresentados na mesa.

Sensibilização ambiental como estratégia
Na programação, Leonardo Merçon, fotógrafo de natureza e fundador do Instituto Últimos Refúgios, apresentou a palestra “Inspirando pessoas, promovemos mudanças! Sensibilização Ambiental como ferramenta estratégica”.

A apresentação abordou a experiência do Instituto no uso de imagens, livros, exposições, documentários, projetos culturais e ações educativas como instrumentos de aproximação entre a sociedade e a natureza.
A proposta defendida por Leonardo parte de uma ideia simples: para proteger, é preciso primeiro conhecer.
Quando a biodiversidade chega até as pessoas por meio de imagens, histórias e experiências sensíveis, ela pode começar a deixar de ser uma ideia distante e passa a fazer parte da percepção do público.
Nesse sentido, a Educação Ambiental vai além da transmissão de informações. Ela pode sensibilizar, provocar mudanças de comportamento, fortalecer iniciativas locais, aproximar ciência e sociedade e estimular novas formas de participação social.
A mesa também contou com a participação de Andréia Teixeira Ramos, professora e pesquisadora da UFES, com trajetória nas áreas de Educação Ambiental, infâncias, territórios de aprendizagem, diversidade, práticas pedagógicas e relações entre educação, cultura e cotidiano. Vice-coordenadora do projeto de extensão Narradores da Maré e coordenadora pedagógica do Centro de Educação Ambiental do Espírito Santo, Andréia trouxe para o debate a importância de práticas educativas construídas a partir dos territórios, dos saberes locais e das diferentes formas de relação das comunidades com o mar.

Também participou da mesa Wallace Barbosa, químico de formação e ecologista de coração, que atua como educador ambiental e trabalha com ecoturismo no Manguezal de Goiabeiras, em Vitória. A partir de sua experiência prática com visitantes, estudantes e comunidades, Wallace contribuiu com uma visão voltada à sensibilização no território, mostrando como o contato direto com o manguezal pode transformar a percepção das pessoas sobre esse ecossistema e fortalecer sua conservação.

Que Economia Azul queremos construir?
Um dos pontos centrais da mesa foi a necessidade de discutir a Economia Azul para além do crescimento econômico. O mar não pode ser tratado apenas como espaço de exploração, produção e oportunidade de mercado.
Uma Economia Azul responsável precisa considerar a conservação dos ecossistemas marinhos e costeiros, a justiça socioambiental, a valorização das culturas locais, o fortalecimento das comunidades e a qualidade de vida das populações que dependem direta ou indiretamente do oceano.
A Educação Ambiental tem papel estratégico nesse processo, ao ampliar a compreensão das pessoas sobre os desafios e as oportunidades relacionados ao oceano e estimular uma participação mais consciente nas decisões que envolvem os territórios costeiros e marinhos.
Ela também contribui para que conceitos como inovação, sustentabilidade, turismo, conservação e desenvolvimento não caminhem separados, mas integrados a uma visão mais cuidadosa sobre os territórios.
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Foto: Leonardo Merçon e Marcella Rosa
Manguezais, rios e comunidades costeiras
A participação do Instituto Últimos Refúgios também dialogou com o projeto “Entre Raízes e Marés: Manguezais Capixabas”, realizado em parceria com a SEAMA, Secretaria de Estado do Meio Ambiente, e o FUNDÁGUA.
Os manguezais são um exemplo claro de como a Educação Ambiental pode conectar ciência, conservação, cultura e desenvolvimento territorial. Eles protegem a linha de costa, funcionam como berçários naturais, sustentam atividades pesqueiras, armazenam carbono, abrigam grande biodiversidade e fazem parte da história de muitas comunidades.
Entre Raízes e Marés: Manguezais Capixabas. Entre Raízes e Marés: Manguezais Capixabas. Entre Raízes e Marés: Manguezais Capixabas. Entre Raízes e Marés: Manguezais Capixabas. Entre Raízes e Marés: Manguezais Capixabas. Entre Raízes e Marés: Manguezais Capixabas. Entre Raízes e Marés: Manguezais Capixabas.
Fotos: Leonardo Merçon
Apesar disso, ainda são ambientes pouco compreendidos por grande parte da sociedade.
Ao levar essa pauta para a mesa redonda, o Instituto reforçou a importância de transformar conhecimento em sensibilização e mudança.
Ciência e sociedade
A discussão também se conecta aos princípios da Década da Ciência Oceânica para o Desenvolvimento Sustentável, que reforça a necessidade de aproximar ciência e sociedade para ampliar a compreensão, a valorização e o cuidado com o oceano
No mesmo sentido, dialoga com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, especialmente aqueles relacionados à educação de qualidade, trabalho decente, consumo responsável, ação climática, vida na água, vida terrestre e fortalecimento de parcerias.
A mesa propôs refletir sobre o tipo de relação que queremos construir com o mar. Se queremos um futuro sustentável, a educação precisa estar no centro desse processo.
Participação no CBO
Além da mesa redonda, o Instituto Últimos Refúgios também participou do CBO2026 com um estande dedicado ao projeto “Entre Raízes e Marés: Manguezais Capixabas”, recebendo visitantes, pesquisadores, estudantes e profissionais das Ciências do Mar ao longo do evento.
Entre Raízes e Marés: Manguezais Capixabas no CBO 2026 Entre Raízes e Marés: Manguezais Capixabas no CBO 2026 Entre Raízes e Marés: Manguezais Capixabas no CBO 2026 Entre Raízes e Marés: Manguezais Capixabas no CBO 2026
Fotos: Leonardo Merçon
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Participar da mesa “O Mar que nos Une” foi uma oportunidade de reforçar uma mensagem que orienta o trabalho do Instituto Últimos Refúgios: conservar a natureza também passa por comunicar, sensibilizar, educar e fortalecer as conexões entre pessoas, territórios e biodiversidade.
Equipe do estande do projeto “Entre Raízes e Marés: Manguezais Capixabas”
Caroline Reis: Produtora e Monitora
Danielle Awabdi: Monitora
Henrique Mariano: Monitor
Victória Campos: Fotografia
Vitor Pinheiro: Fotografia
Marcella Rosa: Social Mídia
Felipe Facini: Videomaker
Felipe Mattar: Montagem
Raphael Gaspar: Montagem
Vieira da Mota: Voluntário
Carol Albano: Voluntária
Newton Azevedo: Voluntário
Theo Mendonça: Voluntário
Ingrid Cole: Voluntária

O Projeto ENTRE RAÍZES E MARÉS: MANGUEZAIS CAPIXABAS é uma realização do Instituto Últimos Refúgios em parceria com o FUNDÁGUA.
Até o momento, conta com o apoio de importantes instituições que fortalecem sua execução no território, como o Grupo Águia Branca, a Prefeitura de Aracruz, o SESC Aracruz, o IMD, por meio do Projeto Caiman e IEMA, Manguejar e IBRAFF, que somam esforços técnicos e institucionais à iniciativa.
PARTICIPE TAMBÉM: Tem interesse em ser parceiro deste projeto? Entre em contato. Acreditamos que a colaboração é a chave para a mudança!
Ficha técnica “Entre Raízes e Marés: Manguezais Capixabas”
Coordenação Geral - Leonardo Merçon
Coordenação de Produção - Raphael Gaspar
Assistente de Coordenação - Henrique Mariano
Coordenação de Pesquisa (Biodiversidade, Social e Ameaças) - Iasmin Macedo
Consultoria em Gerenciamento Costeiro, Manguezal e Socioeconomia - Danielle Awabdi
Consultoria em Ecossistema Manguezal - Professora Mônica Tognella
Pesquisa de Biodiversidade - Thiago Silva-Soares
Pesquisa Social - Daniela Gerhard
Fotografia (Direção e Captação) - Leonardo Merçon
Assistente de Fotografia / Apoio Técnico - Felipe Facini
Ilustração - Jenifer Zamperlini
Logger e Organização do Banco de Imagens - Marcella Rosa
Editoração do Livro - Danielle Awabdi
Textos para o livro - Rafael de Rezende Coelho
Design Gráfico - Felipe Facini
Educação Ambiental - Caroline Reis
Administrativo e Financeiro - Thiago Negrelli
Contabilidade - Orbis Contabilidade
Apoio administrativo - Thiago dos Santos Nunes




















