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Mesa-redonda "O mar que nos une: Educação Ambiental como Ferramenta Estratégica para Economia Azul" no CBO 2026”

Foto do escritor: Marcella Rosa
Marcella Rosa
há 4 minutos
5 min de leitura

Durante o 9º Congresso Brasileiro de Oceanografia, CBO’2026, realizado em Vitória, o Instituto Últimos Refúgios participou da mesa-redonda “O Mar que nos Une: Educação Ambiental como Ferramenta Estratégica para Economia Azul”, um espaço de diálogo sobre a importância da educação na construção de uma relação mais sustentável entre sociedade, oceano e territórios costeiros.


A mesa propôs uma reflexão sobre a construção de uma Economia Azul sustentável, considerando pessoas, comunidades, cultura, conhecimento científico, conservação da biodiversidade e as diferentes formas de relação com o mar.


Mesa-redonda CBO 2026
Foto: Vitor Pinheiro

A discussão reuniu perspectivas ligadas à ciência, conservação, turismo, cultura, empreendedorismo, educação e desenvolvimento socioeconômico, mostrando que o oceano não deve ser visto apenas como fonte de recursos, mas como território de vida de muitas pessoas.


A mediação foi conduzida por Danielle Awabdi, bióloga, mestre e doutora em Ecologia e Recursos Naturais pela Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro. Pesquisadora, consultora e educadora ambiental do Instituto Últimos Refúgios, Danielle também integra o grupo de pesquisa Ecologia Humana do Oceano, vinculado ao Laboratório de Oceanografia Socioambiental da UFES, onde coordena o eixo de Educação Ambiental, contribuindo para conectar os diferentes olhares apresentados na mesa.


Mesa-redonda CBO 2026
Foto: Vitor Pinheiro

Sensibilização ambiental como estratégia


Na programação, Leonardo Merçon, fotógrafo de natureza e fundador do Instituto Últimos Refúgios, apresentou a palestra “Inspirando pessoas, promovemos mudanças! Sensibilização Ambiental como ferramenta estratégica”.


Mesa-redonda CBO 2026
Foto: Vitor Pinheiro

A apresentação abordou a experiência do Instituto no uso de imagens, livros, exposições, documentários, projetos culturais e ações educativas como instrumentos de aproximação entre a sociedade e a natureza.


A proposta defendida por Leonardo parte de uma ideia simples: para proteger, é preciso primeiro conhecer. 

Quando a biodiversidade chega até as pessoas por meio de imagens, histórias e experiências sensíveis, ela pode começar a deixar de ser uma ideia distante e passa a fazer parte da percepção do público.


Nesse sentido, a Educação Ambiental vai além da transmissão de informações. Ela pode sensibilizar, provocar mudanças de comportamento, fortalecer iniciativas locais, aproximar ciência e sociedade e estimular novas formas de participação social.


A mesa também contou com a participação de Andréia Teixeira Ramos, professora e pesquisadora da UFES, com trajetória nas áreas de Educação Ambiental, infâncias, territórios de aprendizagem, diversidade, práticas pedagógicas e relações entre educação, cultura e cotidiano. Vice-coordenadora do projeto de extensão Narradores da Maré e coordenadora pedagógica do Centro de Educação Ambiental do Espírito Santo, Andréia trouxe para o debate a importância de práticas educativas construídas a partir dos territórios, dos saberes locais e das diferentes formas de relação das comunidades com o mar.


Mesa-redonda CBO 2026
Foto: Vitor Pinheiro

Também participou da mesa Wallace Barbosa, químico de formação e ecologista de coração, que atua como educador ambiental e trabalha com ecoturismo no Manguezal de Goiabeiras, em Vitória. A partir de sua experiência prática com visitantes, estudantes e comunidades, Wallace contribuiu com uma visão voltada à sensibilização no território, mostrando como o contato direto com o manguezal pode transformar a percepção das pessoas sobre esse ecossistema e fortalecer sua conservação.


Mesa-redonda CBO 2026
Foto: Leonardo Merçon

Que Economia Azul queremos construir?


Um dos pontos centrais da mesa foi a necessidade de discutir a Economia Azul para além do crescimento econômico. O mar não pode ser tratado apenas como espaço de exploração, produção e oportunidade de mercado.


Uma Economia Azul responsável precisa considerar a conservação dos ecossistemas marinhos e costeiros, a justiça socioambiental, a valorização das culturas locais, o fortalecimento das comunidades e a qualidade de vida das populações que dependem direta ou indiretamente do oceano.


A Educação Ambiental tem papel estratégico nesse processo, ao ampliar a compreensão das pessoas sobre os desafios e as oportunidades relacionados ao oceano e estimular uma participação mais consciente nas decisões que envolvem os territórios costeiros e marinhos. 


Ela também contribui para que conceitos como inovação, sustentabilidade, turismo, conservação e desenvolvimento não caminhem separados, mas integrados a uma visão mais cuidadosa sobre os territórios.


Foto: Leonardo Merçon e Marcella Rosa

Manguezais, rios e comunidades costeiras


A participação do Instituto Últimos Refúgios também dialogou com o projeto “Entre Raízes e Marés: Manguezais Capixabas”, realizado em parceria com a SEAMA, Secretaria de Estado do Meio Ambiente, e o FUNDÁGUA.


Os manguezais são um exemplo claro de como a Educação Ambiental pode conectar ciência, conservação, cultura e desenvolvimento territorial. Eles protegem a linha de costa, funcionam como berçários naturais, sustentam atividades pesqueiras, armazenam carbono, abrigam grande biodiversidade e fazem parte da história de muitas comunidades.


Fotos: Leonardo Merçon


Apesar disso, ainda são ambientes pouco compreendidos por grande parte da sociedade.


Ao levar essa pauta para a mesa redonda, o Instituto reforçou a importância de transformar conhecimento em sensibilização e mudança.


Ciência e sociedade 


A discussão também se conecta aos princípios da Década da Ciência Oceânica para o Desenvolvimento Sustentável, que reforça a necessidade de aproximar ciência e sociedade para ampliar a compreensão, a valorização e o cuidado com o oceano


No mesmo sentido, dialoga com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, especialmente aqueles relacionados à educação de qualidade, trabalho decente, consumo responsável, ação climática, vida na água, vida terrestre e fortalecimento de parcerias.


A mesa propôs refletir sobre o tipo de relação que queremos construir com o mar. Se queremos um futuro sustentável, a educação precisa estar no centro desse processo.


Participação no CBO


Além da mesa redonda, o Instituto Últimos Refúgios também participou do CBO2026 com um estande dedicado ao projeto “Entre Raízes e Marés: Manguezais Capixabas”, recebendo visitantes, pesquisadores, estudantes e profissionais das Ciências do Mar ao longo do evento.


Fotos: Leonardo Merçon

Leia também:


CBO’2026 reúne a Oceanografia brasileira em Vitória



Instituto Últimos Refúgios participa do CBO com estande sobre manguezais capixabas



Participar da mesa “O Mar que nos Une” foi uma oportunidade de reforçar uma mensagem que orienta o trabalho do Instituto Últimos Refúgios: conservar a natureza também passa por comunicar, sensibilizar, educar e fortalecer as conexões entre pessoas, territórios e biodiversidade. 


Equipe do estande do projeto “Entre Raízes e Marés: Manguezais Capixabas”


Caroline Reis: Produtora e Monitora 

Danielle Awabdi: Monitora 

Henrique Mariano: Monitor 

Victória Campos: Fotografia 

Vitor Pinheiro: Fotografia 

Marcella Rosa: Social Mídia 

Felipe Facini: Videomaker 

Felipe Mattar: Montagem 

Raphael Gaspar: Montagem 

Vieira da Mota: Voluntário

Carol Albano: Voluntária 

Newton Azevedo: Voluntário 

Theo Mendonça: Voluntário

Ingrid Cole: Voluntária 


Entre Raízes e Marés: Manguezais Capixabas
Entre Raízes e Marés: Manguezais Capixabas.

O Projeto ENTRE RAÍZES E MARÉS: MANGUEZAIS CAPIXABAS é uma realização do Instituto Últimos Refúgios em parceria com o FUNDÁGUA.


Até o momento, conta com o apoio de importantes instituições que fortalecem sua execução no território, como o Grupo Águia Branca, a Prefeitura de Aracruz, o SESC Aracruz, o IMD, por meio do Projeto Caiman e IEMA, Manguejar e IBRAFF, que somam esforços técnicos e institucionais à iniciativa. 


​PARTICIPE TAMBÉM: Tem interesse em ser parceiro deste projeto? Entre em contato. Acreditamos que a colaboração é a chave para a mudança!


Ficha técnica “Entre Raízes e Marés: Manguezais Capixabas”


Coordenação Geral -  Leonardo Merçon

Coordenação de Produção -  Raphael Gaspar

Assistente de Coordenação -  Henrique Mariano

Coordenação de Pesquisa (Biodiversidade, Social e Ameaças) -  Iasmin Macedo

Consultoria em Gerenciamento Costeiro, Manguezal e Socioeconomia -  Danielle Awabdi

Consultoria em Ecossistema Manguezal -  Professora Mônica Tognella

Pesquisa de Biodiversidade - Thiago Silva-Soares

Pesquisa Social -  Daniela Gerhard

Fotografia (Direção e Captação) -  Leonardo Merçon

Assistente de Fotografia / Apoio Técnico -  Felipe Facini

Ilustração -  Jenifer Zamperlini

Logger e Organização do Banco de Imagens -  Marcella Rosa

Editoração do Livro -  Danielle Awabdi

Textos para o livro - Rafael de Rezende Coelho

Design Gráfico -  Felipe Facini

Educação Ambiental -  Caroline Reis

Administrativo e Financeiro -  Thiago Negrelli

Contabilidade - Orbis Contabilidade

Apoio administrativo - Thiago dos Santos Nunes








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