Desafio de Observação da Natureza em Itaguaçu mobiliza a comunidade
- Leonardo Merçon

- 10 de dez. de 2025
- 3 min de leitura
O Instituto Últimos Refúgios (IUR) iniciou em Itaguaçu uma mobilização de ciência cidadã voltada à documentação da biodiversidade local. Entre 11 de dezembro e 11 de janeiro, moradores, estudantes e professores participaram do Desafio de Observação da Natureza de Itaguaçu, ação parte do projeto Clube de Observadores da Natureza nas Escolas.

A iniciativa conta com o apoio do Instituto Unimed, ComproCard, Prefeitura de Itaguaçu e do Plano de Ação Territorial para Conservação de Espécies Ameaçadas – PAT Capixaba-Gerais, que se somam ao esforço para fortalecer o vínculo da comunidade com seu território e ampliar o conhecimento sobre a fauna e flora nos territórios, e neste caso, em Itaguaçu-ES.

Por que Itaguaçu?
Durante o planejamento das ações do Clube de Observadores da Natureza, o Instituto Últimos Refúgios identificou que Itaguaçu estava entre os municípios com menor número de registros de espécies no iNaturalist, uma das maiores plataformas de ciência cidadã do mundo. O diagnóstico indicava um potencial biológico subdocumentado, não por falta de biodiversidade, mas pela ausência de iniciativas que incentivassem a observação e o registro.
Antes da chegada do projeto às escolas, havia apenas 18 espécies registradas para o município. Logo após a primeira atividade conduzida pelo Instituto, esse número saltou para 62. Esses resultados reforçaram a decisão do IUR de transformar Itaguaçu em um caso-piloto de mobilização comunitária para ciência cidadã.
O “Clube de Observadores da Natureza Sabiá”
A primeira etapa do projeto ocorreu na EMIEIF Pedro Thomazini, onde foi realizada uma atividade de sensibilização ambiental. Durante a visita, um episódio marcou estudantes e equipe técnica. Um sabiá-barranco havia construído ninho no terraço da escola, e as crianças acompanhavam diariamente o cuidado dos adultos com os filhotes. A cena inspirou o nome oficial do grupo: Clube de Observadores da Natureza Sabiá.
O Instituto registrou o momento, que se tornou um símbolo do propósito do projeto no local. A observação que nasce de um gesto simples pode transformar a forma como uma comunidade se relaciona com sua biodiversidade.
Como funciona o Desafio de Observação da Natureza de Itaguaçu
O desafio convida toda a população a registrar espécies encontradas no município ao longo de um mês. Vale fotografar plantas, insetos, aves, mamíferos, fungos, rastros e outros elementos naturais.
As fotografias devem ser enviadas para o iNaturalist, e o observador estar inscrito no no projeto criado pelo Instituto: https://www.inaturalist.org/projects/itaguacu-es
O objetivo é construir, de forma colaborativa, um panorama mais completo da biodiversidade local, utilizando a metodologia da ciência cidadã.
Primeira saída oficial ocorrerá na RPPN dos Guaribus
Como parte das ações conduzidas pelo Instituto Últimos Refúgios, o Clube Sabiá realizará sua primeira saída de campo em 11 de dezembro, com visita à RPPN dos Guaribus, em Triunfo. A atividade inclui trilha guiada, escutas e observações, reforçando o aprendizado ambiental das crianças e estimulando o contato direto com os ecossistemas locais.
Um modelo
O Instituto Últimos Refúgios considera Itaguaçu um território estratégico para desenvolver um modelo replicável em outras regiões do Espírito Santo que ainda apresentam baixa documentação de biodiversidade.
O avanço dos registros nas primeiras semanas evidencia o potencial de engajamento quando há mediação qualificada e ações educativas consistentes.
O Desafio de Observação da Natureza segue ativo até 11 de janeiro, e o Instituto junto com seus parceiros, reforçam o convite para que moradores participem e colaborem com a construção de um retrato mais completo da vida silvestre do município.
Instituto Últimos Refúgios – Inspirando pessoas, promovendo mudanças.




































































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