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Lagoa Encantada é ameaçada por Plano de Mobilidade de Vila Velha

O Plano de Mobilidade de Vila Velha (PlanMOB VV), implantado pela prefeitura municipal, propôs recentemente a abertura de quatro novas vias na Área de Preservação Permanente Lagoa Encantada, localizada na região metropolitana da Grande Vitória. A ação impacta diretamente a biodiversidade local e tem sido alvo de protestos nas mídias sociais. Confira o vídeo.


A área, com cerca de 1.194.804.85 m², compreende os bairros do Vale Encantado, Jardim do Vale, Santa Clara, Rio Marinho e Jardim Marilândia, além das Rodovias Darly Santos e Lindemberg. A região já sofre com desmatamentos, queimadas, descaracterização ecológica e ocupação urbana e, após construção das vias, oferecerá novas ameaças às espécies animais e vegetais locais.

A Lagoa Encantada apresenta uma rica biodiversidade e exerce papel fundamental no equilíbrio de todo seu ecossistema. Abrange a nascente do Rio Aribiri, fragmentos importantes de Mata Atlântica, Restinga e Manguezal e espécies ameaçadas de extinção, como o Jacaré-de-papo-amarelo (Caiman latirostris).


A região é um tesouro ecoturístico e fomenta uma das atividades mais valorizadas pelo Governo do Estado: a observação de aves. O local é morada de aves raras, como o tricolino e o socoí-amarelo, encontradas em poucas localidades do Espírito Santo.


Tricolino e Socoí-amarelo, respectivamente. Fotos: Leonardo Merçon


A proposta visa melhorar o tráfego urbano do município, ainda que a implementação de novas vias provoque sérios danos ambientais à região. Uma petição, veiculada no site “Petições da Comunidade”, reivindica a preservação desta área e, até o momento, conta com 671 assinaturas.

O PlanMOB VV idealiza a construção de quatro novas vias arteriais primárias, caracterizadas pela presença de semáforos, intersecções e vias de acesso secundárias. Além do impacto ambiental, as obras podem comprometer populações do entorno, já que a impermeabilização do solo favorece enchentes em períodos chuvosos.


O “Plano Municipal de Mobilidade e Acessibilidade de Vila Velha” objetiva, segundo relatório oficial, “contribuir para o acesso universal à cidade, o fomento e a concretização (...) da política de desenvolvimento urbano, por meio do planejamento e da gestão democrática do Sistema Nacional de Mobilidade Urbana.”


Neste contexto, a construção das novas vias propõe um progresso ilusório e viola diretrizes em prol do desenvolvimento urbano sustentável. O Instituto Últimos Refúgios não apoia iniciativas “progressistas” que destroem, ainda mais, o meio ambiente.


Hoje em dia, progresso sem pensar em conservação não é progresso, é regresso!


A proposta ainda será votada na Câmara de Vereadores e aberta à consulta popular. Assine a petição online e proteste.

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