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Desastre ambiental ignorado!

Segundo o último informe do Ministério da Saúde foram notificadas 4.240 mortes de macacos brasileiros associados ao atual surto de febre amarela silvestre. Infelizmente, sabemos que é uma pequena parte do que já morreu. Ou seja, à sombra do drama na saúde pública, existe um desastre ecológico que está sendo negligenciado.


Bugio morto pela Febre Amarela no Espírito Santo (Foto: Projeto Muriqui - ES)

Exceto no Espírito Santo, em que a Secretaria de Meio Ambiente está financiando um estudo sobre o impacto da febre amarela sobre os primatas, não tenho visto pronunciamentos dos órgãos ambientais estaduais e nacionais sobre esse tema. Eu esperava que não só o Ministro da Saúde viesse a público tratar do assunto, mas também o Ministro do Meio Ambiente.


Espécies estratégicas para os ecossistemas florestais e ameaçadas de extinção estão sendo dizimadas e, exceto alguns setores técnicos e imprensa, o assunto continua ignorado pela área ambiental. A febre amarela, mais do que nunca, vem demonstrar que saúde humana e saúde ambiental precisam ser tratadas de maneira integrada.

Fonte: Texto escrito pelo Professor Dr. Sérgio Lucena, da Universidade Federal do Espírito Santo - UFES


VEJA FOTOS DE MACACOS NAS FLORESTAS DO ESPÍRITO SANTO, ANTES DA FEBRE AMARELA:



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