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- Onde estará a cuíca-d’água no Espírito Santo?
Você viu? Tem foto ou vídeo? Manda para a gente!!! A espécie Chironectes minimus, conhecida popularmente como cuíca-d’água, chichica-d'água ou até mesmo gambá-d'água, é considerada de grande importância ecológica, por ser bioindicadora do estado de conservação de córregos e rios; além de ser apontada como espécie bandeira, pois contribui na preservação de diversas outras espécies. Mas o que significa ser bioindicadora de um rio?! E por que ela é apontada como tal?! A cuíca-d’água é totalmente dependente de um ambiente aquático preservado e rico em fauna. Por esse motivo, é comum se dizer: onde tem cuíca-d’água, tem um rio em bom estado de conservação. Pesquisadores apontam que a degradação desses ambientes é um grande fator para o risco de extinção da espécie, e a perda de uma de suas subpopulações seria irreversível. Por que estamos buscando a cuíca-d’água no estado do Espírito Santo? Ela tem sua distribuição por todo o território capixaba. No entanto, atualmente, dificilmente é encontrada. Existem no estado apenas dois registros depositados em Museu, sendo os dois indivíduos de Santa Teresa da década de 1940. Outros registros foram feitos por Augusto Ruschi em 1978 para a região do Caparaó e Tonini em 2010 para a Reserva Biológica de Duas Bocas, em Cariacica. Porém, são apenas dados visuais. Em trabalhos já realizados, diversos pesquisadores ressaltam a dificuldade em visualizar e capturar a espécie. Por esse motivo contamos com a ajuda da população do Espírito Santo e comunidades próximos a locais preservados para localizarmos e registrarmos os indivíduos presentes no estado. Sobre a espécie Segundo a União Internacional para Conservação da Natureza (IUCN) e o Ministério do Meio ambiente (MMA), a espécie está listada na categoria de ameaça como de “menor preocupação” (Least Concern - LC). Porém, no estado do Espírito Santo está classificada como “criticamente em perigo”, assim como em outros tantos estados brasileiros. Pesquisadores afirmam que o conhecimento sobre a cuíca d'água ainda é muito limitado e que sua categorização nas listas nacional e internacional são subestimativas, baseadas em crenças anedóticas e não em inquéritos de campo e avaliações da população. Habitat e abrigo: O leito do rio apresenta corrente moderada, com predominante vegetação arbórea e em alguns casos com vegetação arbustiva.Os abrigos são cavidades nas margens de rios, em pedras ou em meio às raízes e ao solo. Apenas com uma abertura, direcionada diretamente para a água.Esses animais raramente se distanciam dos cursos d’água, pois ali se encontram seus abrigos e alimentos. O que o Projeto Marsupiais já realizou e ainda vai realizar: Nossa equipe está indo a campo para realizar a busca ativa com o objetivo de localizar a espécie no Espírito Santo. A busca ativa consiste em realizar caminhadas em locais de possível presença dos animais e, por vezes, se manter estacionados à espera. É de grande importância que essas caminhadas aconteçam em horários de atividades da espécie, ou seja, durante o período noturno. Sendo assim utilizamos lanternas para a localização do indivíduo. Além da busca ativa, instalamos também câmeras "traps", estas armadilhas fotográficas são amarradas em troncos de árvores, próximas aos rios, capturam o movimento e registram o comportamento natural dos animais. Até o momento não obtivemos sucesso em encontrar o animal, mas coletamos dados importantes, como condições climáticas e ambientais, além de dados sobre o local. Até mesmo a fase da lua foi considerada. Com informações e registros da espécie em localidades aqui do estado do ES, enviados pela população, iremos fazer outras expedições para tentarmos coletar ainda mais informações sobre esses animais de tamanha importância para a biodiversidade capixaba. Telefone para contato: (27) 3022-1667 / (27) 99810-5848 Email: projetomarsupiais@gmail.com Ajude-nos a proteger nossos marsupiais! Siga o Projeto Marsupiais e compartilhe nossas publicações. Fotos: Daniel Gois *O Instituto Últimos Refúgios é uma organização sem fins lucrativos na qual os participantes são voluntários. Se gosta de nosso trabalho e quer que ele continue, saiba como colaborar no link: PARTICIPE Artigo 29 da Lei nº 9.605 (Lei de Crimes Ambientais) de 12 de Fevereiro de 1998 É crime - Matar, perseguir, caçar, apanhar, utilizar espécimes da fauna silvestre, nativos ou em rota migratória, sem a devida permissão, licença ou autorização da autoridade competente, ou em desacordo com a obtida. Pena - detenção de seis meses a um ano, e multa.
- Visita do Últimos Refúgios a escola municipal da Serra
No dia 08 de julho deste ano, os voluntários do Instituto Últimos Refúgios realizaram mais um trabalho de educação ambiental. A apresentação foi feita na EMEF Professora Naly da Encarnação Miranda, em Feu Rosa, e abordou o tema Animais da Mata Atlântica. O objetivo da ação era mostrar aos alunos do sétimo ano do Ensino Fundamental que os animais existentes na fauna da mata atlântica são de extrema importância, e é preciso preservá-los. Os voluntários apresentaram diversas espécies de animais, muitas das quais os alunos nem conheciam, mesmo estando perto de casa, já que o Espírito Santo é um estado riquíssimo em mata atlântica. Além de garantir novos conhecimentos aos alunos, a equipe do UR ressaltou a importância e a necessidade de preservar, apresentando alguns dos projetos realizados no estado. Assim, as crianças tiveram a chance de descobrir ações ambientais e, quem sabe, receberam uma dose de incentivo para se envolver com a preservação e fazer a diferença. Com fotografias, os alunos puderam ver de perto características interessantes e curiosidades de cada animal mencionado. A fauna foi exibida de um jeito que as crianças não estão acostumadas a ver e, com isso, o interesse pela natureza aumentou. A ação terminou com uma dinâmica na qual os alunos desenharam o animal que mais chamou atenção, além de escreverem em quatro parâmetros notas de zero a dez, que eles dariam para aquele animal. A brincadeira é semelhante ao jogo Super Trunfo e, assim, as crianças poderiam jogar como se fossem cartas, grupo contra grupo, enquanto relembravam os detalhes do dia de educação ambiental. A professora Mariana Brandão foi muito receptiva e apoiou os voluntários durante todas as atividades. Por fim, disse que os alunos gostaram das apresentações e a que a visita ajudou no desenvolvimento do conteúdo abordado em sala de aula. As crianças também se mostraram interessadas e muitas deixaram claro a preocupação com o meio ambiente, além da vontade de ajudar no futuro. Esse tipo de reação é exatamente o que satisfaz os voluntários, afinal, é esse tipo de atitude que confirma que o objetivo foi alcançado, que a mensagem de conservação foi passada adiante. * Texto de João Pedro Zanardo de Andrade, Biólogo e Voluntário do Últimos Refúgios. * Imagem de Lais Pimentel e João Pedro Zanardo de Andrade. * Participação: Wesley Simões Lapa, Luriê Damiani, Lais Pimentel Evangelista e João Pedro Zanardo de Andrade Acompanhe também o Instituto Últimos Refúgios nas mídias sociais. Facebook - www.facebook.com/ultimosrefugios Youtube - www.youtube.com/ultimosrefugios O Instituto Últimos Refúgios é uma organização sem fins lucrativos na qual os participantes são voluntários. Se gosta de nosso trabalho e quer que ele continue, saiba como colaborar no link: PARTICIPE "Inspirando pessoas, promovemos mudanças!"
- Conheça a "Penélope", uma Gambá resgatada
A Penélope, uma gambazinha fofa foi resgatada e adotada pela bióloga Iasmin Macedo. Segundo a legislação brasileira, é ilegal possuir animais silvestres de estimação. Para adotá-la, Iasmin precisou de uma autorização especial. A Penélope perdeu a cauda, ainda novinha, e por isso ficou impossibilitada de voltar para a natureza. Em uma das visitas feitas ao Centro de Triagem de Animais Silvestres – CETAS, depois que Iasmin começou a estudar uma possível parceria com o Projeto Marsupiais, ela deparou com a situação dessa filhote, uma gambá resgatada, ainda pequena, e que havia perdido a cauda e assim ficaria impossibilitada de voltar a natureza. Alguns perguntam, “Porquê?” “Só por causa da cauda?” - Sim, a cauda é muito importante para os marsupiais em geral, eles utilizam-na para equilíbrio. Se por acaso ela tivesse perdido a cauda depois de adulta, talvez não teria tanto problema, mas perdeu numa fase muito importante da vida. Desde o dia 23 de novembro de 2017 que a Iasmin está com ela, e já presenciou alguns impasses. Penélope não gosta muito de andar pelas árvores, anda meio desengonçada e já caiu de lugares altos, exatamente pela falta de equilíbrio. A cauda dos marsupiais é preênsil, isso quer dizer que eles se seguram nas coisas, como por exemplo nos galhos de árvores. Se ela tivesse a cauda, em um momento de desequilíbrio, a usaria para se agarrar. Assim não correria o risco de cair e, dependendo da altura, acabar se machucando. Com todo esse problema, a equipe responsável do CETAS decidiu que ela não poderia voltar para a natureza e então o Instituto Últimos Refúgios, representado pela bióloga Iasmin Macedo, através do documento de autorização concedido pelo Ministério do Meio Ambiente por meio do Termo de Transferência de Animais Silvestres nº42/17 – CETAS/IBAMA/ES, tornou-se mantenedor da Gambá. Isso significa que temos a guarda provisória para cuidar e auxiliar no que for necessário para ela. Para deixar claro, ela não é animal doméstico, assim como qualquer outro marsupial, são animais silvestres da nossa fauna brasileira e devem ser valorizados e respeitados. A Penélope achou uma nova casa e recebe todos os cuidados necessários. E ela é até famosinha. Já passou no programa Em Movimento na TV Gazeta. Ficou curioso? Confira o programa aqui: Lembra-se, segundo a legislação brasileira, é ilegal possuir animais silvestres de estimação. Se você encontrou um animal silvestre ferido ou órfão, procure um responsável especialista para auxiliá-lo nos procedimentos e entre em contato com os órgãos responsáveis (IBAMA, CETAS, CRAS, Polícia Ambiental, entre outros). Artigo 29 da Lei nº 9.605 (Lei de Crimes Ambientais) de 12 de Fevereiro de 1998 É crime - Matar, perseguir, caçar, apanhar, utilizar espécimes da fauna silvestre, nativos ou em rota migratória, sem a devida permissão, licença ou autorização da autoridade competente, ou em desacordo com a obtida. Pena - detenção de seis meses a um ano, e multa. Ajude-nos a proteger nossos marsupiais! Segue o Projeto Marsupiais e compartilhe nossas publicações. Se achar um marsupial na região da grande Vitória/ES que precise de atenção entre em contato, se for de outras regiões e precisar de orientação estaremos disponíveis. Telefone para contato: (27) 3022-1667 / (27) 99810-5848 Email: projetomarsupiais@gmail.com *O Instituto Últimos Refúgios é uma organização sem fins lucrativos na qual os participantes são voluntários. Se gosta de nosso trabalho e quer que ele continue, saiba como colaborar no link: PARTICIPE
- As Baleias-Jubarte chegam em Vitória! Temporada 2018
As baleias-jubarte estão novamente em casa! O Projeto Amigos da Jubarte inicia as pesquisas da temporada de 2018. No dia 01 de junho, foi possível avistar e registrar a nossa primeira jubarte em águas capixabas deste ano. Começou no dia 31 de maio, quando o parceiro Rafael Braga avistou duas baleias-jubarte (Megaptera novaeangliae) e um grupo de cerca de doze golfinhos-nariz-de-garrafa (Tursiops truncatus) em Vitória no estado Espírito Santo. Os golfinhos acompanharam a embarcação e deram um show de saltos e manobras. No dia seguinte Rafael entrou em contato com a nossa equipe, para que pudéssemos acompanhá-lo na procura das grandonas e realizarmos os nossos primeiros registros. No finalzinho da expedição conseguimos encontrar uma única baleia. Ela não se exibiu muito para nós, por isso não tivemos grandes chances para registrá-la, mas ainda assim, foi possível captar cenas bem legais, inclusive do alto, com o uso de drone. A chegada das baleias neste período já era esperada. Ainda assim, é sempre uma grande emoção recebe-las! As donas da casa estão, agora, voltando do seu período de férias pela Antártida. Nesses primeiros dias, é possível perceber a timidez das gigantes, mas elas já estão se aquecendo. O que vem por aí: Lembrando que elas têm os mares do Espírito Santo e Bahia como berçário e área de reprodução. Ficam por aqui de junho a novembro. O Projeto Amigos da Jubarte recomenda saídas a partir da segunda semana de junho. Assim, as chances de ver as grandonas dando show de acrobacias é bem maior. Esse show pode, inclusive, ser feito com várias delas, até mesmo acompanhada dos filhotes. A expectativa para essa nova temporada é de que nossos mares sejam uma festa das baleias. Nós vamos estar no mar para registrar todos os "passos", tanto para a pesquisa cientifica, quanto para divulgação turística.No ano passado tivemos a honra de ver muitas baleias por aqui e, neste ano, esperamos encontrar ainda mais, já que a população de jubartes está crescendo. Nas palavras de Rafael Braga, @vidadeilha: "Já faz um tempo que a saudade de ir para o mar e encontrar com essas dóceis gigantes estava difícil de aguentar. Desde o início de maio começamos a sair a procura das primeiras a chegarem, para podermos quantificar, com mais precisão, o início da temporada. Além disso, queríamos novamente bater palmas e dar gritos de incentivos espontâneos para esses cetáceos que habitam nossa costa por aproximadamente 6 meses do ano. Foi então que, na saída do dia 31 de maio, chegamos a navegar 20 milhas para fora da costa sem o menor sinal delas. Aguardamos por aproximadamente 40 minutos em alto mar, até que comecei a voltar bem devagar, para ver se encontrava algum sinal. Quem está sempre no mar sabe como os nossos olhos pregam peças, ainda mais quando o desejo de ver algo é grande. Toda hora pensávamos ter visto um borrifo ou um splash. Infelizmente, eram alarmes falsos. Mesmo com o desanimo, uma dessas ‘miragens’ me deixou muito intrigado. ‘Não posso estar enganado’ eu pensava. Comecei a voltar para terra na direção desse suposto sinal de baleia. O que me desanimava é que por muitas milhas, navegando em busca da origem daquela suspeita, nada mais aparecia. Eu estava chegando mais perto da terra, onde no início da temporada as chances de encontrar uma baleia é menor. Foi quando, depois de muita expectativa, veio a confirmação! Dois borrifos na nossa proa! Meu Deus, que festa que foi a bordo. Quanta alegria! Estávamos distantes do ponto onde a vimos, mas saber que elas estão de volta, que a porteira está aberta, bastou. Foi incrível. Foi como quando um familiar, que viajou e ficou muito, mas muito tempo fora, volta para casa e você o encontra no aeroporto. ELAS ESTÃO EM CASA! Chegando mais perto, tivemos mais uma surpresa. Um grupo de Golfinhos Nariz de Garrafa nadava escoltando as baleias. Eram aproximadamente 12 golfinhos que deram um show à parte. Todo esforço valeu a pena e tenho a honra de anunciar que: está aberta a temporada de baleias Jubarte no Espírito Santo!” O Projeto Amigos da Jubarte e seus parceiros buscam fomentar a observação de baleias no estado como instrumento de conservação, educação ambiental e desenvolvimento econômico sustentável para toda região. Para saber mais sobre o projeto, além de saber como ver as baleias capixabas, acesse: www.queroverbaleia.com * O projeto Amigos da Jubarte é uma realização do Instituto O Canal, com co-realização do Instituto Últimos Refúgios, Instituto Baleia Jubarte (Projeto Baleia Jubarte) e Instituto Ecomaris, com apoio da Vale e Universidade Federal do Espírito Santo. Além de prever ações de caráter educacionais, científicos e culturais, a iniciativa aposta num novo panorama turístico, pautado no desenvolvimento sustentável, fomentando a indústria limpa e servindo principalmente de vetor para a sensibilização ambiental.
- Montanhas: as vigias do clima
Sempre me encantei com montanhas. A grandiosidade dos paredões rochosos envoltos por neblina ou cobertos por neve evoca algo de mágico no imaginário humano. Quase como se esses gigantes quisessem nos dizer algo. De fato, para os fotógrafos, cientistas e entusiastas da natureza, eles dizem muita coisa. Muito além da sua beleza estética, as montanhas carregam também uma parte importante da história do nosso planeta e também de como ele vem mudando ao longo do tempo. Isso é especialmente interessante quando o assunto é aquecimento global e mudanças climáticas. Muitos dos animais e plantas que vivem nas montanhas passaram por um longo processo evolutivo de adaptação a condições ambientais hostis, como temperaturas extremas, solos pobres, alta exposição solar, ar rarefeito e restrição de água. Falamos aqui de uma relação muito íntima entre os organismos e seu ambiente. Sendo assim, se o ambiente mudar e tornar-se desfavorável, as opções são restritas: migrar para lugares mais favoráveis, evoluir (o que biologicamente significa mudar, e geralmente demanda muito tempo de diversificação e atuação da seleção natural) ou simplesmente perecer. No cenário de mudanças climáticas globais, com aumento da temperatura média do planeta, aquecimento de alguns lugares e resfriamento de outros, a vida nas montanhas é uma das primeiras a ser afetadas. Isso porque os organismos que acabamos de mencionar, tão especializados na vida nas montanhas, são obrigados a acompanhar as mudanças de temperatura que lhes são favoráveis. Como a temperatura cai em função da altitude, se o clima de uma região esquenta, as espécies que antigamente ocupavam a base de uma montanha, mais adaptadas ao calor, agora são capazes ou mesmo forçadas a ocupar áreas mais altas, que agora tem temperatura mais amena. Por outro lado, as espécies mais adaptadas ao frio presenciam uma redução na sua área de ocorrência potencial, pois são obrigadas a ocuparem regiões mais próximas ao topo das montanhas, onde a temperatura é mais baixa. De forma semelhante, se o clima regional esfriar, as espécies do topo das montanhas são capazes de colonizar áreas mais baixas, enquanto as espécies adaptadas ao clima mais quente da base das montanhas são obrigadas a descerem ainda mais em busca de temperaturas menos extremas. Bom, até aí tudo bem. O grande problema é que a área disponível também diminui com a altitude, já que o relevo montanhoso tende a se aproximar de uma forma cônica. O que isto significa? Significa que os animais e plantas adaptados a viver nas regiões mais frias e com condições ambientais mais rigorosas, no topo das montanhas, não terão para onde ir caso a temperatura aumente, simplesmente por que não há como subir mais! Isso tem levado à extinção de inúmeras espécies em âmbito global, e tem se tornado uma preocupação cada vez maior de ecólogos e ambientalistas. Estudos conduzidos nos campos rupestres da Cordilheira do Espinhaço (maior cadeia montanhosa do Brasil, ilustrada pelas quatro primeiras fotos desta matéria), por exemplo, apontam para uma possível perda de mais de 80% da área adequada para sobrevivência das espécies ali existentes até 2070, devido às mudanças climáticas. Essa perda pode ser ainda maior quando considerados outros fatores que agem em conjunto, com a perda de hábitat pela expansão urbana, minerações, avanço da agropecuária, silvicultura e espécies invasoras. Isso faz com que as espécies e ecossistemas associados às montanhas fiquem cada vez mais ilhados e vulneráveis a outros impactos. As montanhas atuam assim como grandes vigias do clima, nos alertando sobre as mudanças pelas quais nosso planeta está passando. A mudança nos padrões de distribuição das espécies é um dos primeiros sinais de que mudanças ambientais maiores estão por vir, e deve ser cuidadosamente analisada para evitar futuras perdas de biodiversidade e de todos os serviços ambientais associados. * Texto e fotos de Augusto Milagres e Gomes, Biólogo, mestre em ecologia e fotógrafo da natureza. Conheça mais sobre o trabalho do Augusto no LINK. Acompanhe também o Instituto Últimos Refúgios nas mídias sociais. Facebook - www.facebook.com/ultimosrefugios Youtube - www.youtube.com/ultimosrefugios O Instituto Últimos Refúgios é uma organização sem fins lucrativos na qual os participantes são voluntários. Se gosta de nosso trabalho e quer que ele continue, saiba como colaborar no link: PARTICIPE "Inspirando pessoas, promovemos mudanças!" Referências Fernandes, G.W.; Barbosa, N.P.U.; Negreiros, D.; Paglia, A.P. 2014. Challenges for the conservation of vanishing megadiverse rupestrian grasslands. Natureza & Conservação 12(2): 162–165. Fernandes, G.W. 2016. Ecology and conservation of mountaintop grasslands in Brazil. Springer, Switzerland. Fernandes, G.W.; Barbosa, N.P.U.; Alberton, B.; Barbieri, A.; Dirzo, R.; Goulart, F.; Guerra, T.J.; Morellato, L.P.C. & Solar, R.R.C. 2018. The deadly route to collapse and the uncertain fate of Brazilian rupestrian grasslands. Biodiversity and Conservation (https://doi.org/10.1007/s10531-018-1556-4).
- Não à redução da Área de Proteção Ambiental do Mestre Álvaro!
Já foi um grande retrocesso o plano do contorno do Mestre Álvaro, o novo traçado para a BR-101, que promoverá o isolamento da área do Mestre Álvaro do corredor florestal da região serrana do ES, impactando a biodiversidade, além de promover impactos nos solos e drenagem da região. O problema de alto fluxo do veículos, baixa velocidade e segurança viária da BR-101 na Serra poderia ser resolvido com novas faixas e alguns viadutos no traçado original, tornando o trânsito fluído e contínuo. Mas, infelizmente, optaram por um projeto de expansão do uso e ocupação das terras da área remanescente verde da Grande Vitória, tendo como vetor o contorno do Mestre Álvaro. É nessas horas que tenho vergonha dos políticos do ES, pois negligenciam o meio ambiente, justamente na terra do Patrono da Ecologia no Brasil, o capixaba Augusto Ruschi. Ruschi, na primeira metade do século XX, foi um dos proponentes da demarcação da área do Mestre Álvaro como uma das reservas florestais do ES. A primeira demarcação dessa unidade de conservação ocorreu 1976, mas como Reserva Biológica e Parque Florestal, categorias de proteção integral. A condição de APA e a delimitação atual foi dada em 1991, passando assim de categoria de proteção integral para uso sustentável. Ao invés dos impactos ambientais do plano do contorno do Mestre Álvaro serem mitigados e compensados, através da ampliação da sua área e da mudança de sua categoria de APA para uma categoria proteção e manejo mais restritiva, e que confira melhor uso público (considerando a vocação da área para o turismo e os serviços ecológicos prestados, como na manutenção do clima e na drenagem pluvial da Grande Vitória), como a categoria de Parque Estadual, a proposta infeliz agora é reduzir 1/3 da área total dessa unidade de conservação. A área do Mestre Álvaro não deveria servir à especulação de políticos e poderosos, mas sim servir à manutenção dos serviços ecológicos/ambientais que presta a todos nós capixabas. Serviços esses garantidos hoje pelos esforços daqueles que no passado pensaram em nós, no momento em que resolveram determinar a proteção daquela área. Devemos legar pelo menos o que foi defendido até agora também às próximas gerações, e com mais esforços melhorar a proteção do Mestre Álvaro, não retroceder ainda mais. * Texto de Aureo Banhos, Professor da Universidade Federal do Espirito Santo - UFES. * Fotografias de Frederico Pereira. Acompanhe também o Instituto Últimos Refúgios nas mídias sociais. Facebook - www.facebook.com/ultimosrefugios Youtube - www.youtube.com/ultimosrefugios O Instituto Últimos Refúgios é uma organização sem fins lucrativos na qual os participantes são voluntários. Se gosta de nosso trabalho e quer que ele continue, saiba como colaborar no link: PARTICIPE "Inspirando pessoas, promovemos mudanças!"
- Cine.Ema divulga filmes selecionados para mostra competitiva
Festival de cinema ambiental vai acontecer em junho, em Burarama. Esta edição traz como novidade a seleção de filmes voltados para o público infantil. Curta de animação “Pedro e o Velho Chico” concorre ao troféu Sino de Ouro Acabou o suspense! O Festival de Cinema Ambiental e Sustentável do Espírito Santo (Cine.Ema) acaba de divulgar o resultado dos filmes selecionados para a mostra competitiva que vai acontecer no distrito de Burarama, em Cachoeiro de Itapemirim, em junho. Oito curtas com a temática ambiental concorrem ao troféu “Sino de Ouro”, honraria dada para as melhores produções audiovisuais nas categorias animação, documentário e ficção. Minas Gerais foi o Estado com maior número de filmes selecionados, três no total: “Pedro e o Velho Chico”, de Renato Gaia, “Tembîara”, de Jackson Abacatu, e “A garota que reciclava sonhos”, de Patrick Moysés. Também concorrem os curtas “A Horta”, de Carla Leoni e Richard Dantas, “Desbrava”, de Gustavo Girotto, “Latossolo”, de Michel Santos, “Nanã”, de Rafael Amorim e “Cisternas nas escolas”, de Tiago Vieira dos Santos. O Cine.Ema 2018 recebeu um conjunto de cerca de 100 filmes, entre os da mostra competitiva e os da não-competitiva para uma reflexão cultural e de educação ambiental a partir do tema "Cadê a árvore que tava aqui?", que foram julgados pelos curadores Ilka Westermeyer, Leonardo Merçon e Roberta Fassarela. Além da seleção para a Competitiva, os curadores embarcaram na missão de escolher obras sobre meio ambiente para o público infantil, que compõem a mostra inédita Cine.Eminha. A curadora Roberta Fassarela destaca que pode parecer fácil demonstrar uma alusão da participação de crianças e jovens em ações de pro atividade pela questão ambiental, pura e simplesmente mas não é. “Nosso desafio é de nos lançarmos numa aventura de intersubjetividades e abordar a relação de crianças com a natureza; a questão ecológica da sociedade, porém relacionando-a a perspectiva infanto-juvenil; reconhecer o protagonismo infanto-juvenil nas discussões ambientais, resgatar nossa criança criativa frente a nosso adulto que adultera; e muito mais”, declara. Segundo ela, refletir sobre o roteiro, produção, imagens, sons e edição completa o exercício de diálogo com esses saberes-e- fazeres, que, em resumo, almejam um mundo melhor em que nos incluímos como pessoas melhores. “Nossas escolhas para a mostra são simplesmente um pequeno-grande recorte de nosso prazer por compartilhar essa aventura! Tem animação, documentário, ficção e mais expressões de nossas esperanças coletivas de seguirmos juntos. E vamos!", enfatiza. O curta documentário "Desbrava". O festival tem como proposta reconhecer a produção audiovisual destinada ao relacionamento com o meio ambiente nas mais diversas formas narrativas e introspectivas, trazendo à tona a importância da preservação de forma criativa, dinâmica e interativa, proporcionando um verdadeiro encontro entre a cultura e os aspectos naturais que circundam o distrito e a diversidade do Brasil. Inspirado na Pedra da Ema, ícone natural e paisagístico de Burarama, o “Cine.Ema” é realizado desde 2015 e conta com uma vasta programação, com atividades paralelas de educação ambiental que relacionem a ruralidade do distrito de Burarama, que é considerada a principal rota agroturística de Cachoeiro de Itapemirim, ao sul do estado. O curta de animação "Tembîara". Os curtas serão exibidos para o público nos dias 8 e 9 de junho, na Praça José Gava, com entrada gratuita. O vencedores serão conhecidos no encerramento do evento. Mostra Cine.Eminha A grande novidade desta edição do evento é o Cine.Eminha, uma mostra de cinema ambiental infantil. Os filmes também passaram pela avaliação dos curadores e os selecionados são: “Os Segredos do Rio Grande”, de Analúcia Godoi e os alunos do Projeto Animação (ES/MG, animação, 5min), “Bolona de Pelo”, de Almir Correia, (PR, animação, 11min), “As aventuras da Marigota - Quem conta um conto, aumenta um ponto”, de Daniel Barosa e Nikolas Maciel (SP, animação, 5min), e “O menino leão e a menina coruja”, de Renan Montenegro (DF, ficção, 16min). Sobre os curtas - Desbrava, de Gustavo Girotto (SP), doc, 8min Após muito tempo sem acampar, dois amigos partem em busca da cachoeira do Itiquira, uma das maiores do Brasil. No caminho, se aventuram refazendo uma trilha que marcou sua infância no cerrado brasileiro. - A Horta, de Carla Leoni e Richard Dantas (SP), fic, 12min Em um mundo distópico, Camila precisa escolher entre viver em sua zona de conforto ou romper as amarras e entrar numa desconhecida, porém fascinante realidade. Curta-Metragem vencedor do edital 21 Cultura Inglesa Festival. - Pedro e o Velho Chico, de Renato Gaia (MG), ani, 18min Curta metragem de animação inspirado no livro infantil “Pedro e o Velho Chico” conta a história do garoto Pedro e do catador de material reciclável “Seu Chico“. Ao emprestar seu diário ao garoto o "Velho Chico" o convida para uma viagem mágica pelo rio São Francisco. Apresenta um universo lúdico de leveza, magia e encantamento para as crianças, o curta traz reflexões importantes para as futuras gerações acerca dos problemas que envolvem o Rio São Francisco. O curta foi premiado com o troféu canoa de Tolda como melhor filme por juri popular durante o Circuito Penedo de Cinema 2018. - Latossolo, de Michel Santos (BA) híbrido, 18min O filme aborda de forma sensorial as relações humanas e a exploração da agricultura na região oeste da Bahia. Suas consequências sociais e ambientais no crescimento da cidade de Luís Eduardo Magalhães, utilizando da montagem e da construção imagética e sonora como narrativa. - Nanã, de Rafael Amorim (PE), fic, 25min Em um complexo portuário e industrial, a população enfrenta o processo de gentrificação do território. A resistência é a terra. “Uns escutam raízes, outros sussurram, a Terra se abre em gretas, grita. Nanã reimagina o cotidiano no território em trânsito de Suape em Pernambuco, conectado as forças sutis e violentas que o atravessam. Articulando a denúncia de ações mundanas com o anúncio de um mundo por vir. O filme de imagens-sons-re-encanta o mundo ao recriá-lo.” - Tembîara, de Jackson Abacatu (MG), ani, 10min Narrado na língua tupi, “Tembîara” traz a história de três caçadores, uma caça e um observador, em um lugar onde a ação pode se tornar inútil ante seu objetivo. Inspirado no poema de mesmo nome, que significa "a presa". - Cisternas nas escolas, de Tiago Vieira dos Santos (GO/BA), doc, 18min É a história da implantação de um projeto em escolas sertanejas, que aliou novas oportunidades para o desenvolvimento da criança, através de cisternas e hortas comunitárias. - A garota que reciclava sonhos, de Patrick Moysés (MG) fic, 25min Rosa é uma garota que foge de casa e vai morar na rua. Seu único modo de sobrevivência é a reciclagem do lixo que encontra nas lixeiras de sua cidade. Porém seu destino muda quando encontra antigos colegas de sala de aula. Serviço 4ª edição do Cine.Ema - Festival de Cinema Ambiental e Sustentável do Espírito Santo Oficinas, mostras de cinema, shows e teatro Data: 05 a 09/06 Local: Praça José Gava, Burarama - Cachoeiro de Itapemirim/ES Entrada gratuita
- #EaHoradoMar
Cientistas e ambientalistas lutam contra a possibilidade de parte sensível dos arquipélagos ficar de fora das Unidades de Conservação Marinhas propostas para os arquipélago de São Pedro e São Paulo (PE), e da cadeia de Montes Submarinos Vitória-Trindade e Arquipélagos de Trindade/Martim Vaz (ES) Essa questão é relacionada às discussões recentes sobre a criação de duas grandes reservas marinhas no Brasil. É necessário um movimento para aglutinar pessoas que tenham vontade de ver um Brasil que respeita a Natureza, para cobrar o que foi tão amplamente debatido e aprovado em reuniões públicas e após muitos anos de esforços em pesquisas. Há a preocupação de que as modificações no desenho, proposto para as Unidades de Conservação, torne as áreas de proteção não tão efetivas quanto deveriam e como havia sido propostas por cientistas e conservacionistas. Nas ilhas oceânicas e águas do entorno vivem dois tipos de animais, os recifais e os pelágicos/oceânicos. Os recifais são aqueles associados a rochas, algas calcárias, corais, esponjas e substratos consolidados. As espécies oceânicas e pelágicas vivem em uma vasta região, e se deslocam em águas mais profundas. Ao se desenhar uma reserva nesse cenário, é fundamental incluir nela uma boa parcela de região de ilhas, recifes rasos e picos submersos. Assim como, para os animais oceânicos, uma grande área de mar aberto, devido à sua grande área de vida. É preciso que a sociedade reforce a necessidade de termos as Unidades de Conservação Marinhas com os limites que foram discutidos nas reuniões e debates públicos. Todos sairemos ganhando! Natureza, conservação, soberania e pesca. Para isso é preciso englobar as ilhas, parte emersa e recifes rasos do entorno, para que as Unidades de Conservação façam pleno sentido. "Compatibilizar as necessidades de gestão entre Marinha e ICMBio, para que soberania e conservação da natureza sejam garantidas é possível. Reverter a perda de biodiversidade não." Angela Kuczach Manifeste seu apoio à inclusão da ilhas oceânicas, recifes rasos e picos submersos nas reservas da seguinte forma: 1 - POR TELEFONE: * Comandante da Marinha, Almirante Bacellar Ferreira: (61)3429–1001 * Casa Civil da Presidência - Ministro Eliseu Padilha: (61) 3411-1573/1935 * Gabinete Pessoal do Presidente da República: (61) 3411-1200 / (61) 3411-1201 2 - E-MAILS Institucionais ou Pessoais: * Educadamente peçam pela INCLUSÃO DAS ILHAS, RECIFES RASOS e PICOS SUBMERSOS, NOS MONUMENTOS NATURAIS. Ao Comando da Marinha assistcm@marinha.mil.br e ao gabinete da Presidência da República gabinetepessoal@presidencia.gov.br 3 - PETIÇÃO ONLINE: * Link: http://redeprouc.org.br/campanhas/eahoradomar/ 4 - CARTA ABERTA: * Instituições e Universidades - Solicite a participação através do e-mail: painelmar@gmail.com 5 - DIVULGAÇÃO: Divulgue esse conteúdo para a maior quantidade de pessoas e instituições possíveis, seja compartilhando a mensagem (em midias sociais, imprensa, whatsapp) ou criando seu próprio conteúdo. MAIS INFORMAÇÕES * Matéria no site da Associação O Eco * Relato do biólogo e documentarista da natureza João Paulo Krajewski Fotos: João Luiz Rosetti Gasparini
- EDITAL DE CONVOCAÇÃO PARA ASSEMBLEIA GERAL ORDINÁRIA
INSTITUTO ÚLTIMOS REFÚGIOS, localizado na R. Humberto Balbi, nº 21, sala 208, Ed. Renê Descartes, Jardim Camburi, Vitória (ES) – CEP 29.092-080 pelo seu Presidente, LEONARDO PREST MERÇON ROCHA, CONVOCA a todos os associados para comparecer à ASSEMBLEIA GERAL ORDINÁRIA, que será realizada às 17 h, do dia 27 de março de 2018, na R. Vila Lobos, nº 123, Barro Vermelho, Vitória (ES), 29.057-610, com a seguinte ordem do dia: 1. Apreciação e aprovação do Relatório de Atividades da gestão 2017, e parcial do ano de 2018; 2. Apreciação e aprovação das contas do exercício de 2017 e parcial do ano de 2018; A Assembleia Geral instalar-se-á em primeira convocação às 17h; e em segunda convocação 20 (vinte) minutos depois. Vitória (ES), 01 de março de 2018. LEONARDO PREST MERÇON ROCHA Presidente FUNDADO EM 12 DE DEZEMBRO DE 2011 CNPJ: 15.716.272.0001-60
- Inscrições abertas para o Cine.Ema 2018
Festival de Cinema Ambiental e Sustentável do Espírito Santo acontecerá em junho em Burarama. Estão abertas até o dia 10 de março as inscrições de curtas metragens para a quarta edição do Cine.Ema, o festival de cinema ambiental e sustentável do Espírito Santo realizado em Burarama, Cachoeiro de Itapemirim. Podem se inscrever filmes de curta metragem (até 30 minutos) nas categorias de ficção, documentário, animação ou gênero híbrido que tematizem ou relacionem de alguma forma o meio ambiente e as questões sustentáveis. Os filmes inscritos serão avaliados por uma curadoria e, caso selecionados, participarão da mostra competitiva do Cine.Ema, previsto para ocorrer nos dias 08 e 09 de junho de 2018. O evento premiará os melhores filmes de cada categoria com o troféu “Sino”, uma alusão a lenda da Pedra da Ema, uma criação do artista plástico Bruno Salvador. A novidade de 2018 é a proposição da realização do Cine.Eminha, uma mostra de cinema ambiental infantil cujos filmes também serão selecionados através das inscrições realizadas. A proposta consiste na realização de uma mostra voltada para os pequenos, possivelmente crianças entre 06 e 14 anos, realizando pelo menos uma sessão e contemplando pelo menos 04 títulos de curta metragem. Os interessados podem inscrever seu filme através do formulário disponível aqui. Informações detalhadas sobre a forma de seleção poderão ser obtidas através do regulamento do festival. Com o tema “Geração Futura - Pequenos Grandes Aprendizes”, o festival propõe refletir sobre a relação dos pequeninos com a natureza e o respeito ao meio ambiente contribuindo para a formação de uma consciência ecológica infantil por meio de ações educacionais, com o objetivo de desenvolver uma população que cresça consciente e preocupada com a preservação e conservação do meio ambiente. Inspirado na Pedra da Ema, cartão postal do bucólico distrito de Burarama, em Cachoeiro de Itapemirim (ES), o “Cine.Ema – Festival de Cinema Ambiental e Sustentável do Espírito Santo” é um projeto social e cultural de ampliação da consciência ambiental através do cinema, exibindo gratuitamente obras audiovisuais que tematizem o meio ambiente e o desenvolvimento sustentável em mostras realizadas em rua, praça pública ou escolas. O evento realiza atividades paralelas de educação ambiental que relacionem a ruralidade do distrito, que é considerado a principal rota agroturística de Cachoeiro de Itapemirim, ao sul do estado. O Cine.Ema é uma realização do Instituto Últimos Refúgios e da Caju Produções. Até o momento o festival tem o apoio da Secretaria do Audiovisual do Ministério da Cultura - Governo Federal através do Edital de Mostras e Festivais de Cinema 2017.
- Existem camaleões no Brasil?
Os camaleões são lagartos capazes de efetuar rápidas e complexas mudanças em sua cor de pele. Essa característica é muito conhecida e já foi retratada em diversos filmes e desenhos animados, tornando esses bichinhos ainda mais famosos. Além de permitir que se camuflem em seus ambientes (assumindo cores que se confundem com o meio e diminuindo as chances de ser detectado por um predador), a mudança de cores em camaleões também pode ocorrer durante o cortejo dos machos para atrais fêmeas e afastar outros machos competidores. Essas mudanças de cor são possibilitadas pela presença de nanocristais fotônicos em sua pele. Parece complicado né? Tão complicado que os cientistas só conseguiram desvendar esse complexo mecanismo em 2015! A pesquisa de cientistas da Universidade de Genebra, na Suíça foi a primeira a mostrar que a mudança de cor ocorre devido à estrutura da pele desses animais, onde existem células (iridóforos) que contêm minúsculos cristais formados por uma susbtância chamada guanina. Essas células são organizadas em duas camadas, formando uma grade de cristais que refletem a luz que recebem de diferentes formas, dependendo da posição dessas camadas de cristais, o que explica como os camaleões conseguem assumir tamanha diversidade de cores. O estudo, publicado na revista Nature, mostra que a cor dos camaleões é resultado da reflexão da luz em diferentes comprimentos de onda, e não simplesmente pelo acúmulo de pigmentos, como ocorre na maioria dos animais. No entanto, o mecanismo molecular que permite que os camaleões alterem a organização dos nanocristais permanece desconhecido. Muito interessante, mas ainda não responde a nossa pergunta principal: afinal, existem camaleões no Brasil? A resposta é que não existem camaleões verdadeiros! A presença de grades de cristais que refletem luz é uma característica que só existe em algumas espécies da família Chamaeleonidae. Além disso, a posição dos dedos e a presença de olhos que se movimentam de forma independente são características que definem os animais dessa família, que não ocorre no Brasil, mas apenas na África, Ásia e sul da Europa. Vários lagartos no Brasil são conhecidos como camaleões ou camaleãozinhos, como Enyalius perditus, Dactyloa punctata e até iguanas, em certas regiões do país. No entanto, nenhuma delas pertence à família Chamaeleonidae e por isso não são consideradas camaleões verdadeiros. Mas se você já viu lagarto mudando de cor por aí, pode acreditar em seus olhos! Apesar de o mecanismo de cristais fotônicos ser uma característica da família Chamaeleonidae, vários lagartos brasileiros são capazes de, em certo nível, mudar a tonalidade de sua pele contraindo ou relaxando células que contém pigmento, assumindo cores mais opacas como marrom ou cinza ou mais vibrantes, como verde, de acordo com seu ambiente e comportamento. * Texto de Lissa D. Franzini, Bióloga pela Universidade Federal da Paraíba e Voluntária do Últimos Refúgios. * Imagem de Leornado Merçon, fotógrafo de natureza e conservação, voluntário do Instituto Últimos Refúgios (Instagram - @leonardomercon) e Frank Lukasseck. Quer conferir o estudo publicado na Nature? Clique no link (texto em inglês). Acompanhe também o Instituto Últimos Refúgios nas mídias sociais. Facebook - www.facebook.com/ultimosrefugios Youtube - www.youtube.com/ultimosrefugios O Instituto Últimos Refúgios é uma organização sem fins lucrativos na qual os participantes são voluntários. Se gosta de nosso trabalho e quer que ele continue, saiba como colaborar no link: PARTICIPE "Inspirando pessoas, promovemos mudanças!" Referências Teysser, J. Saenko, S. V., van der Marel, D. & Milinkovitch, M. C. 2015. Photonic crystals cause active colour change in chamaleons. Nature communication. Disponível em: link.
- Evento sobre conservação inova nas discussões dos problemas ambientais do Brasil
Os problemas da conservação da biodiversidade precisam ser enfrentados por todos. Todos merecem participar dessas discussões e opinar sobre o futuro ambiental do nosso planeta. Esse tão desejado empoderamento popular começa com o acesso à informação, mas imagine o desafio que é tentar unir a linguagem acadêmica, a linguagem popular e os diversos setores que fazem parte da conservação. Precisamos de profissionais de várias áreas para chegarmos à conclusões aplicáveis para entender as diversas situações que encontramos no ambiente natural. Precisamos de informações disponibilizadas por pesquisas de base, estudos de impactos sociais, serviços ambientais e ainda transmitir essas informações para os tomadores de decisão. Só assim temos condição de realizar a gestão da conservação da biodiversidade eficientemente no nosso país. E foi com essa ideologia que organizamos em 2017 o IV Simpósio Brasileiro de Biologia da Conservação (IV SBBC). O evento presencial, que foi sediado em Belo Horizonte/MG, teve a participação de vários setores responsáveis pela conservação e teve como um dos principais objetivos a aplicação prática do conhecimento a partir da socialização de experiências e conhecimentos relacionados às questões ambientais no Brasil. Além das tradicionais palestras, separamos um tempo considerável para discussões em mesas redondas abertas ao público, sempre com o objetivo de resolver problemas da conservação. Promotores públicos, advogados, pesquisadores, ONGs e profissionais da conservação participaram, discutindo sobre o papel da ciência na conservação, das políticas públicas, do terceiro setor e ainda a importância da comunicação científica e da socialização do conhecimento. A partir destas temáticas centrais, foram elaboradas recomendações e diretrizes visando a otimizar os resultados das ações de conservação da biodiversidade no país. A meta é que tais documentos possam ser utilizados para influenciar as tomadas de decisões políticas, científicas, econômicas e sociais relativas ao meio ambiente. Cada participante também podia apresentar seu trabalho, caso tivesse contribuições para a conservação, e ainda produzir um vídeo de divulgação com linguagem acessível. Depois de fecharmos esse cronograma multidisciplinar, ainda sentíamos que faltava muita coisa pra ser discutida e abordada e pensamos em uma alternativa que diminuiu as barreiras entre a academia e a sociedade. Então criamos o Pré-Simpósio Online, um espaço de diálogo virtual para estimular as discussões de forma democrática e gratuita ao longo do ano, por meio de vídeo-palestras semanais, entrevistas, tutoriais e outras atividades. Temas como planos de ação para a conservação de espécies e ecossistemas, gestão de conflitos e recursos hídricos e documentação científica da natureza foram disponibilizadas na internet de maneira gratuita. Tivemos a participação do Leonardo Merçon do Últimos Refúgios em um dos temas discutidos. Confira! O portal do Pré-Simpósio Online tem mais de 1600 pessoas inscritas e, até o dia de hoje, acessos aos conteúdos do site foram realizados em 402 municípios de todos os Estados brasileiros (Figura 1) e de 26 países dos 5 continentes (Figura 2). Isso demonstra o grande potencial dessa inovação para transpor as barreiras geográficas. O evento online tem possibilitado conhecer a realidade ambiental brasileira, assim como a socialização do conhecimento existente de forma ampla e acessível. Desafios da conservação devem ser discutidos por todos! Figura1: Mapa de acessos no Brasil ao Portal do Pré-Simpósio Online. Figura 2: Mapa de acesso dos países ao Portal do Pré-Simpósio Online. Com o IV SBBC, realizamos um evento integrativo com o uso de ferramentas online, promovendo a socialização da informação e a capacitação da sociedade para as questões ambientais. O resultado desta integração será a elaboração de diretrizes aplicáveis a diversos contextos nacionais, otimizando as ações de conservação no Brasil. Aguardem mais resultados desse evento e participe no site! Ah, e gravamos todo o evento presencial. Em breve estará tudo disponível no YouTube da Bocaina Biologia da Conservação. Vamos juntos pensar os novos rumos para a conservação da biodiversidade. *Texto e imagens de Lucas Neves Perillo, Biólogo, Doutor em Ecologia, Conservação e Manejo da Vida Silvestre pela UFMG. Diretor da Bocaina Biologia da Conservação, organizadora do IV SBBC. www.biologiadaconservacao.com.br www.biologiadaconservacao.com.br/IVSBBC Acompanhe também o Instituto Últimos Refúgios nas mídias sociais. Facebook - www.facebook.com/ultimosrefugios Youtube - www.youtube.com/ultimosrefugios O Instituto Últimos Refúgios é uma organização sem fins lucrativos na qual os participantes são voluntários. Se gosta de nosso trabalho e quer que ele continue, saiba como colaborar no link: PARTICIPE "Inspirando pessoas, promovemos mudanças!"
















