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- #69: Entre Seres e Ser - Últimos Refúgios na TV Ambiental
Instituto Últimos Refúgios e TV Ambiental apresentam um novo episódio do ‘Programa Últimos Refúgios’. Nesta edição especial, conheça a história de César Musso, médico, professor e ambientalista que dedicou a vida à conservação ambiental no Espírito Santo. O ambientalista César Musso O ambientalista foi o fundador da Associação Vila-Velhense de Proteção Ambiental (AVIDEPA), entidade sem fins lucrativos que integra pessoas e organizações ambientais para conservação das áreas naturais de Vila Velha/ES e região. A iniciativa colaborou na proteção de alguns dos principais pontos turísticos do território capixaba, como a APA de Setiba (conhecida como Parque Estadual Paulo César Vinha) e o arquipélago de Três Ilhas, em Guarapari. O trabalho focado em ações educativas e culturais sempre foi uma grande inspiração para que César continuasse sua luta pela conservação do meio ambiente. “Preservar a natureza é preservar a espécie humana”. Assista o documentário na íntegra: PARTE 1 PARTE 2 "Programa Últimos Refúgios é um oferecimento Reserva Ambiental Águia Branca"
- Gambás e outros marsupiais brasileiros: Projeto Marsupiais no podcast "Biologismo"
O podcast “Biologismo”, criado por quatro biólogos apaixonados por ciência e meio ambiente, convida especialistas e amantes da natureza para falar sobre os mais diversos temas relacionados à biologia. No último mês, o programa recebeu a bióloga Iasmin Macedo em uma edição exclusiva dedicada aos marsupiais brasileiros e ao trabalho de conservação realizado pelo Projeto Marsupiais no Espírito Santo. A bióloga aproveitou sua primeira participação no ‘mundo dos podcasts’ para apresentar todas as frentes da iniciativa: desde o trabalho de divulgação científica e sensibilização ambiental realizado nas redes sociais ao trabalho de campo, focado nos resgates e cuidados veterinários dos marsupiais encaminhados ao Centro de Animais Silvestres do Espírito Santo (CETAS). Nas mídias sociais, os seguidores frequentemente pedem ajuda com cuidados de gambás recém-nascidos e enviam dúvidas sobre o que fazer com os animais encontrados nos arredores de casa. Alguns casos são mais urgentes e exigem atenção imediata de toda a equipe. Os pedidos de resgate chegam das mais diferentes formas, seja por mensagens nas redes sociais, ligações ou indicação de outros órgãos ambientais. A demanda costuma aumentar durante a fase reprodutiva dos gambás, entre junho e julho, e se estabilizar no final do ano, nos meses de novembro e dezembro. A equipe permanece sempre ativa, desdobrando-se nos períodos de maior necessidade. Nos últimos anos, a equipe do Projeto Marsupiais precisou se diversificar para acompanhar o crescente engajamento e visibilidade na internet. O projeto fez novas parcerias, participou de palestras, eventos de conservação e foi convidado para participar de programas como o Biologismo. Ficou curioso para saber mais? Ouça o programa completo AQUI. O Projeto Marsupiais é a iniciativa do Instituto Últimos Refúgios que atua em prol da conservação dos marsupiais brasileiros a partir do desenvolvimento de pesquisas e ações de divulgação científica, sensibilização ambiental (em mídias sociais, palestras e eventos), resgate e cuidados de marsupiais. A equipe participa de resgates e colabora na recuperação dos marsupiais encaminhados ao Centro de Triagem de Animais Silvestres do Espírito Santo (CETAS), viabilizada pelo Acordo de Cooperação Técnica entre o Instituto Últimos Refúgios e o IBAMA.
- #68: Golfinhos saltam na frente do drone - Últimos Refúgios na TV Ambiental
Instituto Últimos Refúgios e TV Ambiental apresentam um novo episódio do ‘Programa Últimos Refúgios’. Nesta edição, viaje com o projeto Amigos da Jubarte e a equipe do Jubarte.Lab em uma expedição de monitoramento de cetáceos no litoral do Espírito Santo. A ação buscou estudar o comportamento dos cetáceos na região e quantificar o número de indivíduos em cada ponto de observação. Para isso, a equipe utilizou diversos métodos de pesquisa, como a observação de bordo, que utiliza binóculos e câmeras fotográficas para registro dos animais; dronemonitoramento e monitoramento acústico com hidrofone para identificar a vocalização das jubartes no fundo do mar. A grande surpresa foram os golfinhos nariz-de-garrafa que apareceram nas filmagens e fizeram a alegria de toda a tripulação. Confira a cena no episódio na íntegra: A ação, realizada em outubro de 2020, seguiu todos os protocolos de segurança sanitária, com aferição de temperatura da tripulação e constante higienização das mãos e superfícies. "Programa Últimos Refúgios é um oferecimento Reserva Ambiental Águia Branca"
- Duplicação da BR-101 ameaça Reserva Biológica de Sooretama
A Reserva Biológica de Sooretama e sua zona de amortecimento, que cobre o maior fragmento de Floresta de Tabuleiro de toda a Mata Atlântica, pode sofrer ainda mais impactos com a duplicação da rodovia federal BR-101. O projeto traz diversos problemas ambientais à região, como o aumento dos atropelamentos de fauna, da poluição e da caça, fatores de risco à perda definitiva de espécies nativas ameaçadas de extinção. A reserva está situada a 170 quilômetros da capital Vitória, abriga diversas espécies endêmicas da Mata Atlântica e é consagrada como patrimônio biológico de valor inestimável à biodiversidade capixaba, do Brasil e do mundo. O workshop “"Impactos da Rodovia BR-101 na Reserva Biológica de Sooretama: estudos, alternativas e mitigação", realizado em 2014 pela Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) em parceria com o Instituto Últimos Refúgios, já abordava muitos dos problemas ambientais causados pela rodovia que voltaram a ser discutidos nos últimos meses. Trecho da BR-101 que passa pela ReBio Sooretama. Foto: Leonardo Merçon PROBLEMÁTICA A BR-101 foi construída no início da década de 1970, após a criação da Reserva Biológica de Sooretama como unidade de conservação, 30 anos antes da rodovia. Desde então, a legislação ambiental impede a duplicação da rodovia no trecho de 25 km que corta a ReBio e sua zona de amortecimento, incentivando pesquisadores e ambientalistas a se posicionarem a favor da construção de um desvio para amenizar os impactos à biodiversidade. O atropelamento de fauna é um problema comum nas estradas que cortam a ReBio. Foto: Leonardo Merçon No Espírito Santo, a rodovia foi concedida à administração privada para um plano de duplicação em todo o estado. O projeto está em análise de licenciamento pelo Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama), com alternativas de contorno nas cidades de Iconha (onde já foi construído), Serra (em processo de construção), Fundão, Ibiraçu e Linhares. Nos últimos meses, voltou-se a falar sobre a duplicação da rodovia no trecho norte do Espírito Santo. A matéria do jornal Século Diário, conhecido por abordar temas relacionados ao estado, questiona o valor ambiental da concessionária responsável pelo projeto. A empresa, apoiada pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), recusa a possibilidade de contornar a reserva para duplicar o trecho, alegando que a medida aumentaria os custos da operação. Leia a matéria completa AQUI. Desde 2011, pesquisas coordenadas pelo biólogo e professor da UFES Aureo Banhos analisam os impactos da BR-101 na biodiversidade da ReBio de Sooretama. A morte de animais por atropelamento ao longo dos 50 mil hectares de florestas se destacou como um dos principais problemas ambientais da região, e embora não seja o único, é o mais evidente para aqueles que frequentam o local. Atropelamento de fauna. Fotos: Leonardo Merçon Ao longo dos anos, Aureo fala sobre a preocupação dos pesquisadores em diversos fóruns, audiências, mídias e reuniões. Após a notícia sobre a reunião da Comissão Especial de fiscalização da concessão da BR-101 da Assembléia Legislativa do Espírito Santo (Ales), o biólogo expôs novamente, nas redes sociais, sua opinião contra a duplicação e a favor do desvio da rodovia. O texto foi republicado por veículos como Século Diário e Conexão Planeta. Conheça o texto na íntegra: A rodovia BR-101 está na contramão da conservação da Reserva Biológica de Sooretama, ao norte do estado do Espírito Santo. A área é um dos últimos refúgios de Mata Atlântica do estado e também, um raro ponto do Sudeste brasileiro onde é possível encontrar vestígios de espécies amazônicas. Para manter a biodiversidade local da “Terra dos Animais da Floresta” (Sooretama em língua Tupi), prestando seus relevantes e ricos serviços ecossistêmicos em nível regional e global por longo prazo, especialmente protegendo a fauna, mas também a flora e a paisagem, não cabe naquele cenário a rodovia federal BR-101, muito menos duplicada. Aquela rodovia passou ali à revelia do Código Florestal da época, no final da década de 1960, quando a Reserva Biológica de Sooretama já existia como unidade de conservação desde o início da década de 1940, legada pelos poderes públicos estadual e federal comprometidos em proteger uma amostra da riqueza da região, especialmente da fauna, relatada a sua importância por naturalistas, ambientalistas e cientistas, que nos séculos e décadas anteriores conheceram a região, frente ao acelerado processo de transformação da cobertura do florestal do norte do estado a partir do acesso à região estabelecido pela ponte sobre o rio Doce, em 1923, no município de Colatina. A legislação não permitia, e hoje também não permite, tal empreendimento no interior daquela área protegida. Essa rodovia causa uma alta taxa de mortandade de animais. São atropelados não somente médios e grandes vertebrados terrestres ameaçados de extinção, como onças e antas, mas também animais arborícolas, como macacos e preguiças, e inclusive voadores, como a maior águia do mundo, a harpia. Na Reserva de Sooretama foi registrada a maior diversidade de morcegos vítimas de atropelamentos no mundo. A perda desses animais é um passivo impossível de evitar, qualquer que seja a medida de mitigação feita no eixo dessa rodovia que atravessa esse ecossistema tão único e frágil. Mas os atropelamentos são apenas uma parte dos problemas, que vão muito além. Pode-se citar, dentre vários outros impactos, a perda de habitat pela área de floresta suprimida no eixo da construção da estrada e adjacências, a poluição promovida pela estrada (restos da estrutura da própria estrada, resíduos de combustíveis e da carga química transportada pelos veículos, lixo, guimbas de cigarros, faíscas dos veículos, ruído do tráfego…), que afetam a biodiversidade por quilômetros de distância na floresta a partir da estrada. No meu ponto de vista, o principal problema é que esse tipo de empreendimento é um vetor de ocupação humana na paisagem, incluindo o estabelecimento de outros empreendimentos e até outras estradas, potencializando todos os outros problemas, concorrendo pelos recursos da área, como água, solo e terra, e rivalizando com a proteção da reserva (reduzindo a água para a biodiversidade, e promovendo o desmatamento, a caça, as queimadas, o uso de agrotóxicos no ambiente, a poluição industrial, o lançando efluentes domésticos urbanos…), uma situação impossível de controlar. Um claro exemplo disso é que em 1994 a ocupação humana intensificada pela BR-101 promoveu o estabelecimento na região da cidade chamada de Sooretama, nome em homenagem à própria reserva. A região agrícola cresceu e se emancipou beneficiada pelos serviços ambientais prestados pela proteção das reservas, mas o crescimento acelerado da região impacta negativamente a prestação desses próprios serviços. Pior será com a BR-101 duplicada. Sooretama não mais será a terra dos animais, será substituída por aquilo que vemos em todos outros lugares, a ação devastadora humana. Estamos sobre ombros de gigantes, que por esses atos no passado, nos permitiram hoje conhecer uma amostra do que era biodiversidade de toda a região. E só nos resta agora garantir que as gerações futuras também possam se beneficiar desse legado. Mas a rodovia BR-101 definitivamente não é o caminho para isso. Mas os atropelamentos são apenas uma parte dos problemas, que vão muito além. Pode-se citar, dentre vários outros impactos, a perda de habitat pela área de floresta suprimida no eixo da construção da estrada e adjacências, a poluição promovida pela estrada (restos da estrutura da própria estrada, resíduos de combustíveis e da carga química transportada pelos veículos, lixo, guimbas de cigarros, faíscas dos veículos, ruído do tráfego…), que afetam a biodiversidade por quilômetros de distância na floresta a partir da estrada. No meu ponto de vista, o principal problema é que esse tipo de empreendimento é um vetor de ocupação humana na paisagem, incluindo o estabelecimento de outros empreendimentos e até outras estradas, potencializando todos os outros problemas, concorrendo pelos recursos da área, como água, solo e terra, e rivalizando com a proteção da reserva (reduzindo a água para a biodiversidade, e promovendo o desmatamento, a caça, as queimadas, o uso de agrotóxicos no ambiente, a poluição industrial, o lançando efluentes domésticos urbanos…), uma situação impossível de controlar. Um claro exemplo disso é que em 1994 a ocupação humana intensificada pela BR-101 promoveu o estabelecimento na região da cidade chamada de Sooretama, nome em homenagem à própria reserva. A região agrícola cresceu e se emancipou beneficiada pelos serviços ambientais prestados pela proteção das reservas, mas o crescimento acelerado da região impacta negativamente a prestação desses próprios serviços. Pior será com a BR-101 duplicada. Sooretama não mais será a terra dos animais, será substituída por aquilo que vemos em todos outros lugares, a ação devastadora humana. Estamos sobre ombros de gigantes, que por esses atos no passado, nos permitiram hoje conhecer uma amostra do que era biodiversidade de toda a região. E só nos resta agora garantir que as gerações futuras também possam se beneficiar desse legado. Mas a rodovia BR-101 definitivamente não é o caminho para isso. Aureo Banhos Biólogo, Doutor em Genética, Conservação e Biologia Evolutiva Professor da Universidade Federal do Espírito Santo
- #65: Redescobrindo a Mata Atlântica - Últimos Refúgios na TV Ambiental
Instituto Últimos Refúgios e TV Ambiental apresentam um novo episódio do ‘Programa Últimos Refúgios’. Desta vez, confira a edição especial em três episódios sobre o documentário “Redescobrindo a Mata Atlântica”, que apresenta as questões ambientais do bioma e as iniciativas focadas na conservação da fauna silvestre. A Mata Atlântica é uma das áreas mais ricas em biodiversidade do planeta. O bioma ajuda a controlar o clima, abriga espécies de plantas medicinais e uma grande variedade de espécies da fauna brasileira. (...) Embora seja protegida por lei, é um dos ambientes mais devastados do Brasil, com cerca de 8% da cobertura nativa original. O Espírito Santo abriga um grande número de áreas preservadas da Mata Atlântica, responsáveis pela proteção de diversas espécies de plantas e animais. Apesar da fragmentação ambiental, algumas espécies ameaçadas ainda residem nas florestas capixabas, como os muriquis-do-norte, maiores primatas das américas; as antas, maiores mamíferos terrestres nativos do Brasil; e os saguis-da-serra, típicos das regiões mais altas do estado. Ao longo dos últimos anos, diversas iniciativas ambientais trabalham para conscientizar a população sobre a importância de preservar a natureza e as espécies da Mata Atlântica. Confira todas elas no documentário completo. Confira os episódios na íntegra: PARTE 1 PARTE 2 PARTE 3 "Programa Últimos Refúgios é um oferecimento Reserva Ambiental Águia Branca"
- Um Dia das Mães muito especial - UR no Conexão Planeta
Inspirado pelo Dia das Mães, celebrado no último domingo (9), o fotógrafo de natureza Leonardo Merçon compartilhou mais um relato marcante em sua coluna no Conexão Planeta. O momento especial aconteceu em meados de 2016, quando acompanhava as expedições do Projeto Muriqui pelas florestas de Santa Maria de Jetibá, município da região serrana do Espírito Santo. Na ocasião, o fotógrafo teve a grande sorte de encontrar uma mamãe-muriqui e seu filhotinho correndo livres na natureza: A equipe acompanhou os malabarismos por toda a floresta, enquanto eu, simplesmente maravilhado, tomava a liberdade de procurar os melhores ângulos para eternizar o momento. Observei os animais com atenção, tentando entender seus padrões de comportamento. Até encontrar, em meio à folhagem, o lugar perfeito para registrar o exato instante em que mãe e filhote trespassaram os galhos e, junto com o restante do grupo, seguiram seu caminho mata adentro. Ficou curioso? Leia a história completa no CONEXÃO PLANETA.
- Expedição ao arquipélago de Três Ilhas, em Guarapari/ES, documenta espécies da flora capixaba
O biólogo e coordenador de educação ambiental do Instituto Últimos Refúgios, João Zanardo, acompanhou a expedição do Herbário VIES, do CCHN/UFES, ao arquipélago de Três Ilhas, em Guarapari/ES. O trabalho faz parte do levantamento da flora local para auxiliar o Instituto de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (IEMA) na conservação de espécies nativas e manejo das espécies exóticas encontradas na região. Vegetação do arquipélago de Três Ilhas. Foto: João Zanardo A atividade foi liderada pela doutora em botânica Valquíria Dutra, professora da Universidade Federal do Espírito Santo (UFES) e curadora do Herbário VIES. O local documenta coleções científicas da flora capixaba com ajuda de alunos, pesquisadores, biólogos e cidadãos comuns, responsáveis pela construção do acervo que reúne mais de 40 mil espécimes vegetais. Acompanhe o relato do biólogo João Zanardo sobre sua experiência durante o trabalho de campo: No início de 2021, a professora Valquíria convidou alguns alunos e colaboradores do Herbário VIES para um trabalho de pesquisa em um dos pontos turísticos mais famosos do litoral capixaba: o arquipélago de Três Ilhas. Fiquei bastante empolgado com o convite e resolvi aproveitar a oportunidade para estudar a região, além de contribuir com o registro das fotografias para os relatórios de pesquisa e futuros artigos científicos. Espécies fotografadas na região. Fotos: João Zanardo O arquipélago integra a Área de Proteção Ambiental de Setiba (também conhecida como APA Paulo César Vinha), grande referência na conservação da biodiversidade capixaba. O acesso é feito exclusivamente pelo mar, mas, para nosso trabalho, o IEMA forneceu uma equipe com embarcação até o local. Embarcações. Foto: João Zanardo Nossa pequena equipe precisou se dividir em dois grupos para cobrir toda a extensão do arquipélago. Contornamos o local em um único dia, coletando uma grande variedade de plantas férteis - com flores e/ou frutos - para identificar, quantificar e avaliar o estado de conservação da região. Vegetação. Fotos: João Zanardo Observamos muitas árvores frutíferas, provavelmente cultivadas por visitantes que consideram a ação benéfica ao meio ambiente. O problema é que muitas delas são espécies exóticas/invasoras - ocorrem fora de sua área de distribuição natural - e comprometem seriamente o desenvolvimento da vegetação nativa daquele local. Um dos grandes objetivos do Herbário VIES é gerar dados sobre a ocorrência das espécies na ilha e fomentar ações para o convívio mais sustentável com a natureza. O IEMA é o órgão responsável pela fiscalização do arquipélago e estabelece uma série de regras para a manutenção da biodiversidade, como a proibição da pesca, do corte das árvores e do descarte de lixo na região. Ainda assim, observamos áreas bastante degradadas, a exemplo da casa que já foi utilizada para pesquisas, com paredes riscadas e fogueiras no entorno. Apesar destes pequenos problemas, a região incentiva o turismo ecológico e consciente, provando-se excelente opção de passeio para aqueles que procuram um momento de contemplação e conexão com a natureza. As praias paradisíacas, as paisagens de tirar o fôlego e a grande variedade de espécies nativas tornam o arquipélago de Três Ilhas um dos lugares mais interessantes para se conhecer no território capixaba. Confira outras fotografias da expedição (clique para ampliar):
- Pesquisadores estudam população de tatus-canastra na Mata Atlântica
O maior engenheiro da Mata Atlântica brasileira corre grande risco de ser extinto nas florestas do Espírito Santo. É o que aponta uma pesquisa do Projeto Tatu-Canastra em parceria com a Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), que investigou o estado de conservação do tatu-canastra no bioma. Confira a reportagem do Jornal do Campo e ES Manhã sobre o estudo. O Projeto Tatu-Canastra é realizado pelo Instituto de Conservação de Animais Silvestres (ICAS). No Espírito Santo, a iniciativa conta com o apoio da Reserva Biológica de Sooretama, Reserva Natural Vale, Projeto Harpia - Mata Atlântica, PPBIO Mata Atlântica, Projeto Felinos, Pró-Tapir e do Instituto Últimos Refúgios. Em Minas Gerais, recebe apoio do Parque Estadual do Rio Doce. PESQUISA Para analisar e identificar a população de tatus-canastra da Mata Atlântica, os pesquisadores analisaram mais de 15 anos de dados e imagens. As câmeras de monitoramento foram distribuídas em uma área de 50 mil hectares na Reserva Biológica de Sooretama, Reserva Natural Vale e Reserva Recanto das Antas, as maiores áreas de proteção da Mata Atlântica no estado. Tatus-canastra registrados pelas câmeras de monitoramento. Fotos: Instituto de Conservação de Animais Silvestre (ICAS) Segundo o biólogo e pesquisador Aureo Banhos, os dados revelam um cenário pouco promissor à espécie: “Nos anos de monitoramento, vimos dezenas de caçadores nas nossas câmeras de pesquisa, enquanto tatus-canastra, apenas quatro. Aliás, dezenas das câmeras instaladas na floresta foram roubadas ou destruídas por estes mesmos caçadores. Também acompanhamos uma fêmea adulta durante cinco anos e ela nunca apareceu com um filhote, indicativo de que os poucos animais que restam não estão se reproduzindo. Isolados, sob forte pressão de caça e com pouca reprodução, os tatus-canastra podem desaparecer em breve das reservas”, relata. O Parque Estadual do Rio Doce, em Minas Gerais, é um dos últimos refúgios da espécie na Mata Atlântica. De acordo com Lucas Mendes, biólogo do ICAS, desde 2020 foram identificados 28 indivíduos na reserva, resultado mais animador do que o ocorrido no Espírito Santo. Os dados coletados pelos pesquisadores nos dois estados podem ajudar a elaborar estratégias de proteção à espécie no bioma. TATU-CANASTRA O tatu-canastra constrói tocas rasas em busca de alimento (formigas e cupins) e tocas mais profundas, com até cinco metros de profundidade, para formar seus abrigos. Os buracos abandonados atraem outros tatus e animais como quatis, jaguatiricas, antas e veados, que utilizam a acomodação para alimentação e abrigo. Mais de 90 espécies usam as tocas dos tatus-canastra, consolidando seu importante papel para outras formas de vida do ecossistema. A baixa taxa reprodutiva do animal dificulta sua recuperação na natureza. As fêmeas levam cerca de sete anos para iniciar o período reprodutivo e geram apenas um filhote a cada três anos. Além das dificuldades biológicas, o tatu-canastra está se tornando cada vez mais raro em decorrência da caça e da perda de habitat, tornando essa espécie ameaçada de extinção em toda a América do Sul, principalmente na Mata Atlântica. O Instituto Últimos Refúgios apoia iniciativas de conservação do tatu-canastra e colabora para divulgar e incentivar a conversação desta espécie fundamental na natureza.
- Projeto Harpia ganha destaque na edição de 50 anos do Jornal Hoje
Durante os últimos três anos, a Reserva Natural Vale abrigou uma das principais “estrelas” do Projeto Harpia no Espírito Santo. A jovem águia ‘Aruana’ ganhou o carinho do público, dos biólogos do projeto e de pesquisadores da Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), que acompanharam o nascimento, desenvolvimento e primeiros voos do filhote até a edição de 50 anos do Jornal Hoje. Assista a reportagem completa clicando aqui. O nome “Aruana” (sentinela, na língua tupi) foi escolhido em uma votação na internet. A campanha foi lançada nas redes sociais e permitiu que o público votasse no melhor nome para a ave entre as opções sugeridas por alunos da escola “EEEF Regina Bolssanello Fornazier”, situada nos arredores da Reserva Biológica de Sooretama. O filhote de harpia "Aruana" As harpias são as maiores águias das Américas. Podem pesar cerca de 7 quilos e atingir mais de 2 metros de envergadura. Alimentam-se de mamíferos, como macacos e bichos-preguiça e, por isso, precisam de grandes áreas preservadas para sobreviver. O desmatamento impacta diretamente o desenvolvimento da espécie, comprometendo a busca por alimento e a disponibilidade de árvores altas, onde acasalam e constroem seus ninhos. Ninho de gavião-real. Foto: Leonardo Merçon Atualmente, a Reserva Biológica de Sooretama e a Reserva Natural Vale são uns dos últimos refúgios das harpias no bioma de Mata Atlântica. O Projeto Harpia faz o monitoramento da população de harpias na região desde 2009, e conta com o apoio de diversas organizações ambientais. O Instituto Últimos Refúgios é parceiro de longa data, colaborando no trabalho de divulgação e no monitoramento das aves na natureza. HISTÓRIA Há mais de 20 anos, a descoberta de um ninho de gavião-real nas florestas da região norte do Brasil, próximo a Manaus, dava origem ao que viria a se tornar o “Projeto Harpia”. A oportunidade de proteger a espécie - ameaçada de extinção desde 2014 - inspirou um pequeno grupo de biólogos a desenvolver estratégias de identificação, mapeamento e monitoramento de ninhos com ajuda de voluntários engajados na luta pela conservação da ave na Amazônia brasileira. O projeto cresceu e passou a atuar em diversas localidades do Brasil, como o Cerrado mato-grossense e a Mata Atlântica capixaba. O "Programa de Conservação do Gavião-real" (PCGR) foi rebatizado como “Projeto Harpia”, se consolidando como a iniciativa do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA) que atua no mapeamento e monitoramento da espécie gavião-real em regiões da Amazônia, do Cerrado e da Mata Atlântica capixaba. As ações apoiam o desenvolvimento de pesquisas científicas, a reabilitação de aves feridas, a sensibilização ambiental e o incentivo ao turismo sustentável com ajuda de pesquisadores, biólogos, voluntários e estudantes. A equipe ainda conta com ajuda de comunidades locais para monitoramento de ninhos em habitat natural. O Instituto Últimos Refúgios acredita nessa iniciativa e é parceiro do Projeto Harpia. SAIBA MAIS NO SITE DO PROJETO: https://www.projetoharpia.org/
- #64: Retrospectiva 2020 Projeto Amigos da Jubarte - Últimos Refúgios na TV Ambiental
Instituto Últimos Refúgios e TV Ambiental apresentam um novo episódio do ‘Programa Últimos Refúgios’. Nesta edição, confira a retrospectiva do Projeto Amigos da Jubarte durante o ano de 2020, período em que muitas iniciativas ambientais precisaram se reinventar para retomar suas atividades. Baleia-jubarte. Foto: Leonardo Merçon O grande diferencial do projeto foi a implementação de um novo protocolo de segurança sanitária para retorno dos trabalhos de pesquisa e dos passeios turísticos de observação de baleias. O trabalho ganhou repercussão no jornal A Gazeta com uma matéria especial sobre a adoção das medidas protetivas pelos colaboradores e turistas. O projeto ainda coordenou a produção de conteúdo para as mídias sociais e a realização de eventos em formato online, como o “Festival da Baleia 2020” que reuniu diversos artistas e personalidades da cultura capixaba. O ano culminou na participação em uma matéria internacional, feito inédito para a modalidade turística no Espírito Santo. Confira a retrospectiva no episódio na íntegra: “Programa Últimos Refúgios é um oferecimento Reserva Ambiental Águia Branca”
- #61: Documentário Itaúnas - Últimos Refúgios na TV Ambiental
Instituto Últimos Refúgios e TV Ambiental apresentam os novos episódios do ‘Programa Últimos Refúgios’. Desta vez, confira mais uma edição especial segmentada em três episódios sobre Itaúnas, distrito do município de Conceição da Barra, no Espírito Santo, repleto de praias, tradições e belezas naturais. Paisagens de Itaúnas. Fotos: Leonardo Merçon O “Parque Estadual de Itaúnas” foi criado na década de 1990 para garantir a proteção ambiental da região, principalmente dos sítios reprodutivos das tartarugas marinhas, espécie ameaçada de extinção. O parque é o mais visitado em todo o território capixaba, recebendo mais de 100 mil pessoas todos os anos. O documentário apresenta o contexto sociocultural e ambiental da região a partir de entrevistas com biólogos, coordenadores de projetos de conservação, moradores e trabalhadores locais, além de trazer um lado artístico, com timelapses, registros de natureza, animais selvagens e paisagens de tirar o fôlego. A dedicação dos gerentes e funcionários com o Parque foi um grande incentivo para implementação de ações de sensibilização e conservação ambiental na região, mesmo com inúmeras dificuldades para desenvolvimento de políticas públicas voltadas à preservação de suas riquezas naturais. Confira os episódios na íntegra: EPISÓDIO 1 EPISÓDIO 2 EPISÓDIO 3 “Programa Últimos Refúgios é um oferecimento Reserva Ambiental Águia Branca”
- #60: Conheça o Projeto Marsupiais - Últimos Refúgios na TV Ambiental
Instituto Últimos Refúgios e TV Ambiental apresentam um novo episódio do ‘Programa Últimos Refúgios’. Nesta edição, confira a apresentação do Projeto Marsupiais, iniciativa do Instituto Últimos Refúgios que atua na conservação dos marsupiais brasileiros por meio da sensibilização ambiental e pesquisa científica. Gambá na natureza. Foto: Leonardo Merçon Os marsupiais são espécies de grande importância ecológica, e exercem um papel ecológico fundamental na manutenção da biodiversidade. São ótimos dispersores de sementes, bioindicadores da qualidade de habitats e, no meio urbano, ainda ajudam a controlar a proliferação de insetos e pragas. Desde 2017, o projeto desenvolve trabalhos de educação ambiental, orienta a população e realiza resgates no perímetro urbano, estabelecimentos e moradias. Os animais resgatados são encaminhados ao CETAS (Centro de Reabilitação de Animais Silvestres) do Espírito Santo, onde recebem cuidados médicos e são reintroduzidos na natureza. Confira o episódio na íntegra: “Programa Últimos Refúgios é um oferecimento Reserva Ambiental Águia Branca”
















