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758 resultados encontrados com uma busca vazia

  • Google, criou o projeto "Coleção de História Natural" no site do Google Arts & Culture

    Hoje recebemos uma ótima notícia. O Google, criou o projeto "Coleção de História Natural" no site do Google Arts & Culture. O Instituto Terra foi convidado para participar da iniciativa e temos a felicidade de, através deles, ter nossas fotos como parte desse projeto. VISITE: www.google.com/culturalinstitute/beta/u/0/partner/instituto-terra História Natural - Além do Instituto Terra (como representante do bioma Mata Atlântica), a nova coleção de História Natural do Google reúne outras 58 instituições de 16 países, entre elas o Museu de História Natural de Londres, o Museum für Naturkunde em Berlim e o Museu Americano de História Natural. Ao navegar pela coleção do Google será possível também ficar de frente com os gigantes jurássicos em vídeos 360 graus, tendo uma noção melhor de como esses animais viviam. Ao todo, são mais de 100 histórias fascinantes, reunindo um total de 300 mil fotos, vídeos e outros documentos online. As mais recentes tecnologias ajudam a trazer a magia desses locais lendários à vida, e dar a todos a chance de se reconectar com a história da nossa evolução e toda riqueza do meio ambiente do nosso planeta. Ficamos muito felizes de ver nosso trabalho ser utilizado em iniciativas tão interessantes. Agradecemos aos amigos do Instituto Terra por valorizarem tanto nossas imagens.

  • Simbora pro parque: Desbravando a Serra do Caparaó

    O Instituto Últimos Refúgios e o Instituto Marcos Daniel embarcaram juntos em uma aventura pela Serra do Caparaó. A aventura pela região, onde fica localizado o Pico da Bandeira, começou no dia 15 de julho, dia e que embarcaram, e se encerrou no dia 17 de julho. Os participantes do evento puderam desfrutar das belezas naturais do parque, fazendo trilhas e curtindo as piscinas naturais e cachoeiras da região, além de aproveitarem para observar os deslumbrantes visuais da Serra do Caparaó, como os espetáculos do alvorecer e do pôr do sol. Confira o vídeo da aventura: O Projeto O projeto “Simbora pro Parque” consiste em visitas temáticas a Unidades de Conservação (áreas naturais legalmente protegidas), com diversas atividades selecionadas de acordo com a área a ser visitada, como trilhas interpretativas, dinâmicas, caminhadas, contemplação da natureza, tudo isso em um ambiente descontraído e divertido e integrado com a natureza.

  • Nossa primeira publicação na National Geographic!

    Ficamos muito felizes que uma de nossas histórias foi contada na National Geographic Brasil! Acompanhamos a expedição do Instituto Marcos Daniel para Coroa Vermelha, na Bahia. Uma pequena ilha no meio do oceano... Eles foram estudar a saúde das tartarugas de lá, constatando que a situação não é das melhores. Junto com os pesquisadores Marcelo Renan e Yhuri Nóbrega contamos essa história para alertar as pessoas sobre o que está sendo verificado nos estudos, pois as sensíveis tartarugas são um grande indicador ambiental. De nossa parte, é um orgulho conseguirmos transmitir nossa mensagem em uma das revistas mais famosas do mundo. Para nosso fotografo Leonardo Merçon, autor da foto que ilustra a matéria, tem um sentido ainda mais especial. Leia abaixo o relato que ele fez em um post em seu perfil do Facebook: "Minha primeira foto publicada na revista National Geographic! :) Quando criança meu pai lia as revistas National Geographic para mim antes de dormir. A revista, em inglês na época, já vinha com as imagens fantásticas de natureza e as história dos aventureiros que faziam aquelas fotografias. Lembro vividamente o dia que, com cerca de 10 anos de idade, impressionado com aquelas histórias fantásticas nas páginas da revista, afirmei para meu pai 'Um dia ainda vou ter um trabalho igual ao dessas pessoas. Com certeza!'. Meu pai, com a sabedoria que lhe era peculiar, me disse: 'Se essas pessoas da revista conseguiram, você também pode conseguir. É só trabalhar muito pra isso!'. Então, prometi para ele que um dia iria ter fotos minhas publicadas na National Geographic. Meu pai não está mais entre nós, porém, fico feliz de conseguir cumprir aquela promessa que marcou minha vida! Obrigado meu pai e minha mãe por sempre acreditarem em mim e por em NENHUM momento de minha vida me dizerem para seguir caminhos contrários aos de meus sonhos! A nota que saiu na revista foi sobre a pesquisa dos amigos do IMD - Instituto Marcos Daniel sobre as tartarugas marinhas e sua saúde, coordenado pelo amigo Marcelo Renan. Espero que seja a primeira, porém, que não seja a última publicação na revista. Obrigado a todos que apoiam minha luta." Gostou da matéria? Compartilhe este post e ajude-nos a inspirar ainda mais pessoas a perseguirem seus sonhos! :)

  • Exposição itinerante “Lágrimas do Rio Doce” segue seu curso

    A próxima parada da exposição fotográfica “Lágrimas do Rio Doce”, do Instituto Últimos Refúgios, será o Centro de Educação Ambiental Jacuhy que funciona graças a uma parceria entre a Prefeitura de Serra e a Fundação Alphaville, no mesmo município. A exposição, que tem como objetivo despertar olhares e reflexões sobre as questões ambientais envolvendo a tragédia do Rio Doce, tem o apoio da loja virtual de pôsteres Na Casa da Joana. A partir de 02 de agosto (terça-feira), às 9 horas, os visitantes poderão interagir com as imagens registradas pelo fotógrafo do UR, Leonardo Merçon, e conferir como o Rio Doce era antes da tragédia do rompimento da barragem da empresa Samarco, na cidade de Mariana/MG, e como está agora. Merçon ressalta a importância do trabalho que o Instituto tem feito para dar voz às vítimas do desastre ambiental. “Estamos atuando desde o início do desastre, e acreditamos que já conseguimos vitórias significativas, desde o fato de termos alertado as pessoas sobre a situação, pressionando para que os ribeirinhos recebessem ajuda mensal, mostrando a mortalidade da fauna, evitando o consumo e venda de peixes mortos, dentre outras ações. Vamos continuar fazendo a nossa parte como capixabas e ambientalistas, difundindo os conhecimentos sobre a atual situação do Rio Doce, assim como as consequências para a população afetada e para a flora e fauna. A tragédia ainda não acabou!”, afirma o fotógrafo. A exposição, que já passou pelo Café Bamboo, depois do CEA-Jacuhy, seguirá para o Ifes Vitória, Instituto Federal do Espírito Santo. Visitação gratuita: De 02 de agosto a 04 de outubro de 2016 Horário: 8 às 16:30 hs Local: CEA – Centro de Educação Ambiental Jacuhy, Alameda Augusto Ruschi, Serra/ES - Alphaville Jacuhy - CEP 29160-612

  • Instituto Últimos Refúgios marca presença no Cine.Ema

    Instituto Últimos Refúgios marca presença em Festival de Cinema ambiental e Sustentável de Burarama, em Cachoeiro do Itapemirim. Entre os dias 13 de maio e 18 de junho o Instituto Últimos Refúgios ofereceu na região de Burarama a oficina de cinema ambiental. A atividade fez parte do 2º Cine.Ema, resultando na produção de três documentários curtos que foram exibidos durante o Festival de Cinema Ambiental e Sustentável de Burarama, realizado nos dias 1 e 2 de julho. Orientados por Ilka Westermeyer e Léo Merçon, membros do Instituto Últimos Refúgios, aproximadamente 16 estudantes da escola Wilson Resende participaram ativamente na produção dos documentários. Os filmes foram ancorados na realidade de Burarama, que resultou em três produções com temas distintos: agroindústrias, observação de aves e meninas bordadeiras de Burarama. Os alunos receberam os certificados das atividades no dia da mostra de cinema do festival, na Praça José Gava, mesmo local onde suas produções foram exibidas. Além da oficina de cinema ambiental, também foram realizadas durante o evento as oficinas de observação de aves e a de empreendedorismo. Todas as atividades durante o evento visaram capacitar a comunidade para as oportunidades geradas pelo festival, estimulando os moradores para a prática do cinema ou para o turismo e o empreendedorismo criativo. O 2º Cine.Ema Realizado pelo Instituto Últimos Refúgios, pela Cajú Produções e pelo Ministério da Cultura, o 2º Cine.Ema – Festival de Cinema Ambiental e Sustentável de Burarama teve como teve como tema central “Aves de Burarama”. O Festival surgiu da idéia de valorizar a Pedra da Ema, uma das principais rotas turísticas de Cachoeiro do Itapemirim. A pedra possui esse nome, pois dependendo da posição do sol forma-se a figura perfeita de uma Ema. Além disso, a região de Burarama possui uma vasta riqueza ambiental e turística, e o festival vem para capacitar a comunidade local para que eles possam aproveitar da melhor maneira possível os potenciais da região.

  • Pesquisas científicas na Rebio de Sooretama

    A Reserva Biológica de Sooretama é uma Unidade de Conservação (UC) de proteção integral, isto é, as atividades permitidas nessa área são mais restritivas quando comparadas às unidades de uso sustentável. Segundo o SNUC – Sistema Nacional de Unidades de Conservação (Lei nº 9.985), a Reserva Biológica tem como objetivo a preservação integral da biota e demais atributos naturais existentes em seus limites, sem interferência humana direta ou modificações ambientais. Dessa forma, as atividades permitidas nesta UC são visitação com fins de educação ambiental e pesquisas científicas, a qual representa uma atividade de extrema importância para a gestão dessa unidade. Para a realização de qualquer pesquisa científica na REBIO de Sooretama é necessária a autorização prévia do órgão responsável e administração da unidade, o qual pode sugerir alterações e restrições para a correta adequação da pesquisa na UC. As pesquisas realizadas em qualquer UC federal (e cavernas) devem ser previamente cadastradas no SISBIO, o Sistema de Autorização e Informação em Biodiversidade, coordenado pelo ICMBio – Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade, que permite ao pesquisador solicitar autorização para a realização de atividades científicas, didáticas, licenças permanentes ou coletas de material biológico em unidades federais. As pesquisas já realizadas ou em andamento abordam os diversos seres existentes na unidade, seja estudos com a fauna, como abelhas, vespas, aves, antas, onças e fauna atropelada, ou com a flora, dentre elas, o levantamentos florísticos e estudos de avaliação da regeneração de áreas degradadas da Reserva, pesquisas de solos, pólen fossilizado, dentre outras. Os pesquisadores e suas instituições relacionadas vão desde aquelas localizadas próximas à REBIO, como estudantes da UFES (Universidade Federal do Espírito Santo – Campus de São Mateus, Vitória e Alegre), universidades de outros estados brasileiros, como a USP (Universidade de São Paulo) e a UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro), até instituições estrangeiras, como a Universidade de Harvard, Estados Unidos, uma das maiores universidades do mundo. A maior motivação desses pesquisadores em estudar a Reserva Biológica de Sooretama vai muito além da sua simples existência. Essa unidade é a maior área de Mata Atlântica protegida do estado do Espírito Santo (24.250 hectares) e um dos últimos resquícios de Mata de Tabuleiros (ou Floresta Ombrófila Densa) do Brasil, um tipo de vegetação deste bioma caracterizado por ter um relevo que geralmente não se eleva acima dos 200m (NUNES, SILVA & VILAS BOAS, 2011) e possuir árvores sempre verdes com dossel que pode chegar até 50m. Em comparação com as outras formações de matas neotropicais, a Mata de Tabuleiros é inigualável devido à elevada diversidade de espécies e à elevada densidade de lianas que apresenta (CONSERVAÇÃO INTERNACIONAL, 2014). Assim, as pesquisas científicas representam uma importância singular para a REBIO de Sooretama, pois além de promoverem a valoração e o conhecimento de espécies da biodiversidade local, fornecem subsídios para estratégias de gestão da unidade, contribuindo para tomadas de decisões eficientes no que tange à conservação e à manutenção ecossistêmica da região. Referências Bibliográficas: CONSERVAÇÃO INTERNACIONAL. Corredor Central da Mata Atlântica. Disponível em: . Acesso em: 22 out. 2014. NUNES, F. C.; SILVA, E. F.; VILAS BOAS, G. S. Grupo Barreiras: Características, Gênese e Evidências de Neotectonismo. Rio de Janeiro: Embrapa Solos, 2011.

  • Que tal subir o terceiro ponto mais alto do Brasil?

    Participe de uma aventura com o Instituto Marcos Daniel no projeto Simbora Pro Parque Pico do Caparaó, rumo ao Parque Nacional do Caparaó. Sua presença será bem vinda nessa incrível expedição. LOCAL/DATA: Parque Nacional do Caparaó com subida ao Pico da Bandeira de 05/08/2016 a 07/08/2016. OBJETIVO DO SIMBORA PRO PARQUE: São visitas temáticas a Unidades de Conservação (áreas naturais legalmente protegidas), com diversas atividades selecionadas de acordo com a área a ser visitada, como trilhas interpretativas, dinâmicas, caminhadas, contemplação da natureza, tudo isso em um ambiente descontraído e divertido e integrado com a natureza. CARACTERÍSTICA DO PARQUE NACIONAL DO CAPARAÓ: Localizado na Serra do Caparaó, na divisa dos estados de Minas Gerais e Espírito Santo, o Parque Nacional do Caparaó abriga o terceiro ponto mais alto do País, o Pico da Bandeira, com 2.892 metros de altitude. O parque tem várias trilhas, os visitantes podem se deliciar com banhos em cachoeiras e piscinas naturais, observar deslumbrantes visuais da Serra do Caparaó e região, com belos espetáculos no alvorecer e do pôr do sol A QUEM SE DESTINA: Qualquer pessoa, acima de 16 anos. Pessoas com idade entre 12 e 16 anos poderão participar desde que acompanhados dos responsáveis. ROTEIRO DE VISITA PREVISTO 15/07/2016 23:30h: Saída em frente da sede do Instituto Marcos Daniel 16/07/2016 6h: Chegada a pousada com café da manhã, seguido de visita a cachoeiras, com direito a banho para os corajosos. 12h: Almoço na pousada, seguido de embarque para a portaria do parque no lado do Espírito Santo. 14h. Entrada no parque com orientações de segurança. 15h: Subida até o acampamento da Casa Queimada. 19h: Lanche (o participante é responsável pelo seu lanche), seguido da contemplação do céu e descanso para subida do pico. 17/07/2016 00:30h: Início da trilha noturna rumo ao Pico da Bandeira (pontualmente para não comprometer a chegada). 05:00h: Chegada ao Pico da Bandeira e momento de contemplação e, fotos. 07:00h: Descida do pico. 10:00h: Lanche da manhã no acampamento (o participante é responsável pelo seu lanche), desmontar acampamento, embarque para retorno à Vitoria. 13:00h Almoço na pousada, seguido de embarque para à Vitória. ITENS INCLUSOS - Transporte terrestre ida e volta (Vitória x Dores do Rio Preto – Portaria de Pedra Menina) em micro-ônibus fretado. - Transporte de Jipe (Portaria de Pedra Menina x Acampamento da Casa Queimada) - Um café da manhã (16/07/2016) - Dois almoços (16/07/2016 – 17/07/2016) - Taxa de ingresso do parque e de pernoite de acampamento no parque - Seguro viagem - Dois guias credenciado pelo parque * Todo o recurso de sua contribuição será utilizado para custeio das atividades do projeto Simbora pro Parque. VALORES E CONDIÇÕES DE PAGAMENTO Pagamento à vista – R$ 350,00 Pagamento a prazo – R$ 380,00 (2 vezes) Para grupos de no mínimo 3 pessoas: Pagamento à vista – R$ 300,00 Pagamento à prazo – R$ 340,00 (2 vezes) Formas de pagamento: Cartão de crédito VISA e Mastercard através do Pagseguro, depósito bancário ou transferência, cheque ou em dinheiro direto no IMD. Venha participar conosco será incrível!!! VEJA O VÍDEO ABAIXO DE COMO FOI A ÚLTIMA EXPEDIÇÃO:

  • Uma estrada no caminho

    Por que os animais silvestres atravessam as estradas? Na verdade são as estradas que atravessam as áreas e rotas naturais dos animais, utilizadas por eles há milhares de anos. O caso da rodovia BR-101 na Reserva Biológica de Sooretama não é diferente. Onça-parda atropelado (https://youtu.be/U6io6QdAVhQ) A BR-101 foi estabelecida nas décadas de 1960 e 1970, à revelia da legislação ambiental, atravessando a Reserva Biológica de Sooretama. Um trecho de aproximadamente 5 quilômetros da BR-101 cortou a Reserva, dividindo a unidade em dois blocos de floresta, fragmentando as populações silvestres. Além disso, aproximadamente 20 quilômetros dessa rodovia também cortou todo o complexo florestal da paisagem do entorno da Reserva. O resultado é que diariamente dezenas de animais morrem atropelados na região, um problema que se agrava dia após dia com a intensificação do tráfego de veículos. Grandes animais, como a onça-pintada, a onça-parda, a anta e o gavião-real, e outras espécies ameaçadas, compõem a lista de vítimas dessa rodovia. No entanto, a maioria são pequenos vertebrados, como morcegos, anfíbios e passarinhos. Alguns animais escapam de serem atropelados, utilizando, de forma oportuna, as estreitas estruturas de drenagem pluvial sob pista para atravessar a estrada. Esse é o caso das jaguatiricas, que usam essas estruturas com bastante frequência para passar de um bloco de floresta ao outro. Entretanto, algumas foram vistas atropeladas. Ainda que algumas espécies pareçam superar os obstáculos das estradas, para grande parte dos animais as estradas funcionam como barreira física, impedindo o acesso dos mesmos aos recursos ecológicos, como comida e parceiros reprodutivos, isolando as populações e interrompendo o fluxo genético. Além disso, pelas estradas, espécies exóticas e domésticas de animais e plantas invadem áreas naturais preservadas, competindo por alimento e espaço com as espécies nativas locais, além de transmitirem doenças para as espécies nativas. As estradas promovem uma extensa perda de qualidade da floresta a partir da borda, devido à maior incidência de luz solar, calor, poluição sonora, do ar, do solo e da água. Pelas vias de escoamento de águas, as substâncias poluentes das estradas entram na paisagem de forma mais ampla e permanecem no meio ambiente, interagindo com a vida silvestre. Pelas estradas, caçadores, madeireiros e extrativistas ilegais também invadem as áreas protegidas. Rodovias são empreendimentos sociais importantes, mas também promovem grandes ameaças a biodiversidade. A Reserva Biológica de Sooretama é uma área protegida com destacada importância social e ecológica, reconhecida como Patrimônio Mundial da Humanidade. Porém, mesmo assim, todos os tipos de crimes ambientais, violência, negligência e omissão a atravessam pela BR-101, enquanto, às margens da rodovia, a fauna aguarda vulnerável para trilhar seu caminho em segurança. VíDEOS DA MATÉRIA: Anta (femea, gravida) atropelado (https://youtu.be/yv2t5qQVAPk) Anta (macho, jovem) atropelado (https://youtu.be/NPS9T6Tu0XM)

  • As antas da Reserva Biológica de Sooretama

    Você já deve ter ouvido ou usado a palavra Anta, e provavelmente em um sentido muito mais pejorativo. Acredite, se usou a palavra com este sentido você estava equivocado. Ou talvez você já tenha confundido a anta com tamanduá, capivara ou porco. A anta (Tapirus terrestris), também conhecida como anta brasileira, é o maior mamífero terrestre brasileiro e um animal bastante inteligente. Ela é também considerada a Jardineira das Florestas. Esta denominação deve-se a sua importante função na natureza, que é dispersar sementes, ou seja, levar as sementes de um ambiente para outro, especialmente a longas distâncias. Dessa forma, a anta é essencial para a manutenção das florestas, mantendo a diversidade de espécies vegetais. Viram que a anta está longe de ser um animal estúpido? A anta possui uma grande distribuição geográfica e habita diversos ambientes, no entanto, as suas populações têm diminuído. Devido à redução no tamanho populacional e outros fatores de ameaça, a anta é considerada ameaçada de extinção pela União Internacional para a Conservação da Natureza, como Vulnerável, e no estado do Espírito Santo como Em Perigo. Dentre os principais fatores que ameaçam as antas, inclusive no estado do Espírito Santo, estão o desmatamento e a fragmentação das florestas, o forte impacto de caça, atropelamento, perda de qualidade de habitat e o crescimento de centros urbanos e das áreas rurais no entorno das unidades de conservação. Características específicas da espécie, como um longo período de gestação e o nascimento de apenas um filhote, associadas a essas ameaças também aumentam a suscetibilidade da anta à extinção. No Espírito Santo, as últimas áreas de mata relativamente expressivas estão representadas por áreas naturais protegidas e é justamente nessas áreas, no norte do estado, onde ainda é confirmada a ocorrência atual das antas. Apenas sete unidades de conservação possuem ocorrência da espécie e a Reserva Biológica de Sooretama, uma exuberante Floresta de Tabuleiro localizada no município de Sooretama, pode ser considerada o principal refúgio das antas no Espírito Santo. Juntamente com a Reserva Natural Vale, as RPPNs Mutum-Preto e Recanto das Antas, e outros fragmentos florestais particulares, essa paisagem é considerada uma das três áreas que ainda podem manter populações mínimas viáveis da espécie. Isso quer dizer que a população dessa região será capaz de sobreviver nos próximos 100 anos. Porém, é preciso enfatizar que isso só será realmente possível se as principais ameaças à sobrevivência da espécie não ocorrerem mais, especialmente os atropelamentos na rodovia BR 101, que corta um trecho da Rebio de Sooretama. Recentemente, um macho adulto da espécie foi atropelado nesta rodovia. Ali, naquele trecho que a rodovia corta, é a casa dos bichos da mata e nós que devemos pedir licença para passar. Ver um animal tão forte, bonito e imponente perder a vida, mostra claramente o quanto intensificamos a sua fragilidade. A importância da Rebio de Sooretama na conservação da anta, assim como de outras espécies da fauna capixaba, é incontestável. Por isso, investir na proteção e no manejo adequado dessa unidade de conservação deve ser uma das prioridades do governo federal e também do governo do estado do Espírito Santo, bem como de cada cidadão. Seja, você, também um cidadão consciente, e ajude na conservação das antas, da fauna e da flora capixaba, e da Rebio de Sooretama. Pequenas ações podem fazer muita diferença! Nós somos amigas da anta, e você?

  • As Corujas de Sooretama

    Corujas são aves de rapina, tradicionalmente noturna, das famílias Tytonidae e Strigidae. Possuem visão e audição apuradas, conseguindo enxergar pequenos animais mesmo na noite mais escura e ouvir o menor dos ruídos, ainda que seja de algum pequeno roedor por baixo da terra. Além disso, conseguem girar a cabeça 270º (3/4 de uma volta) auxiliando na visão, e possuem penas serrilhadas que não produzem ruído durante o voo. Tudo isso faz das corujas predadores precisos e silenciosos. No Brasil ocorrem 23 espécies de corujas, e na Mata Atlântica, em torno de 16 espécies, sendo 5 endêmicas. Elas atuam no controle populacional de pequenos mamíferos (como roedores e morcegos), aves de pequeno porte, répteis, insetos e aranhas, pois são predadores de todos esses grupos, tornando bastante interessante a sua presença, ao contrário do que alguns pensam. Presas das corujas (cuíca, cigarra, aranha, morcegos, lagarto e ave. Nas listas de espécies ameaçadas, as corujas aparecem como “espécies com dados desconhecidos”, refletindo a falta de informação sobre a biologia e a distribuição desse grupo. Sabemos porém que a maioria das mortes não naturais das corujas são por eletrocussão, colisões (atropelamento, cercas de arame farpado), intoxicação, caça (devido a sua “má fama”), e degradação de seu ambiente natural. Culturas mais antigas tradicionalmente associam corujas a prosperidade, filosofia e sabedoria, devido ao “poder” da sua visão, e também ao azar e a morte, devido a seus hábitos silenciosos e noturnos. Infelizmente é essa segunda característica que foi mais efetivamente passada a diante. No Brasil, alguns indígenas tinham as corujas como aves sagradas, acreditando que elas traziam sorte para a tribo. No norte, caboclos mais antigos consideravam o Caburé (Glaucidium brasilianum) como ave de boa sorte, e por isso suas penas eram usadas como amuletos. Alguns povoados amazônicos dizem que o Murucututu (Pulsatrix perspicillata) é uma alma penada castigada pelo mal que fez em vida, condenada a vagar pelas florestas na forma de coruja, sem que ninguém se aproxime dela. Caburé. Na ReBio de Sooretama, há registro de pelo menos 9 das 16 espécies que ocorrem na Mata Atlântica, sendo algumas delas a Coruja-da-igreja (Tyto furcata), Murucututu-de-barriga-amarela (Pulsatrix koeniswaldiana), Coruja-preta (Strix huhula), e Coruja-buraqueira (Athene cunicularia). Apesar das espécies da ReBio aparecerem com estado de conservação de “pouco preocupante”, isso se da mais por conta da escassez de informação do que por serem espécies de fato bem conservadas. Coruja-de-igreja e coruja-buraqueira. Ao invés de julgarmos essas belas aves pela sua injusta fama de agourenta, devemos conscientizar as pessoas da necessidade e dos benefícios das corujas no ambiente, e promover a divulgação e conservação desse grupo e de seus habitats, como por exemplo a própria Reserva de Sooretama, que apesar de contar com toda a proteção que uma ReBio possui, ainda sofre com ações ilegais de caça, e com perda de área florestal. Referências: MOTTA-JUNIOR, José Carlos; BUENO, A. de A.; BRAGA, Ana Cláudia Rocha. Corujas brasileiras. Departamento de Ecologia, Instituto de Biociências da Universidade de São Paulo, 2004. Aves de Rapina do Brasil, http://www.avesderapinabrasil.com/materias/corujas_brasileiras.htm http://www.dicionariodesimbolos.com.br/coruja/ http://www.globalowlproject.com/ http://www.icmbio.gov.br/rebiosooretama/ http://www.significados.com.br/coruja/

  • BR-101, uma ameaça ao "refúgio dos animais da mata"

    A BR-101 é uma das mais movimentas rodovias do Brasil, ligando as regiões sul e sudeste ao nordeste do país. No Estado do Espírito Santo, essa rodovia foi implantada durante a década 70, à revelia da legislação ambiental da época, cortando uma das mais importantes paisagens de Floresta Atlântica de Tabuleiros, o complexo florestal de "Sooretama", nome que em tupi-guarani significa "terra e refúgio dos animais da mata". Jabuti (Chelonoidis carbonaria) atravessa a BR 101 que corta a Rebio de Sooretama. Foto: Leonardo Merçon. Desde a década de 40, muitos anos antes da BR-101 ser implantada, a área foi destinada à conservação da biodiversidade, com a criação das duas Unidades de Conservação mais antigas do Espírito Santo e do Brasil: a Reserva Florestal Estadual de Barra Seca e o Parque de Refúgio de Animais Silvestres Sooretama. Em 1981, as duas unidades foram unidas na Reserva Biológica de Sooretama. Outras reservas importantes também foram estabelecidas na área, como a Reserva Natural Vale, a RPPN Mutum-Preto e a RPPN Recanto das Antas. Hoje, a área possui aproximadamente 50 mil hectares de floresta protegida, entretanto, cortada por um intruso trecho de 25 km da BR-101, que diariamente mata dezenas de animais por atropelamento e fragmenta as populações silvestres. A presença da BR-101 em um dos últimos remanescentes de Floresta Atlântica de Tabuleiros, legalmente protegido, é um grave conflito na conservação da biodiversidade. Esta situação será agravada devido ao processo de ampliação e duplicação desse trecho, dentro do contrato de concessão da rodovia para a administração privada, até 2025. No momento, a ampliação está em fase de estudo de impacto ambiental. Ilustração que mostra o complexo florestal que inclui a Rebio de Sooretama, Reserva da Vale e RPPNs visinhas. Ilustração: Rodrigo Zocolotti. O complexo florestal de Sooretama é uma área de extrema prioridade para a conservação da Mata Atlântica, tombada como patrimônio natural da humanidade pela UNESCO e é o último refúgio, no Estado, para a onça-pintada e também para o tatu-canastra. A anta, o maior mamífero terrestre brasileiro, também encontra na região um de seus últimos refúgios. Em 2014, em um intervalo de quatro meses, duas antas adultas foram atropeladas neste trecho da BR-101. A primeira, um macho, morreu na noite do dia 30 de junho, atropelada por um caminhão. A segunda, uma fêmea adulta jovem, morreu na noite do dia 24 de outubro, atropelada por um carro de passeio. A fêmea estava prenhe de outra vítima, um machinho que já estava bem formado. Três vidas atropeladas que representam perdas irreparáveis para a biodiversidade, pois trata-se de uma das espécies mais ameaçadas de extinção na Mata Atlântica. Algumas características, como um longo período de gestação (13 a 14 meses), o nascimento de apenas um filhote e o longo tempo de cuidado com a cria tornam as antas ainda mais suscetíveis à extinção, principalmente quando são associadas a ameaças tão impactantes quanto os atropelamentos. Não foram perdidas apenas estas três antas, mas também muitas outras que poderiam nascer nos próximos anos. Antes mesmo de conhecermos a quantidade de antas que existe na região, já se conta o número de vítimas. Em ambos os acidentes, a alta velocidade dos veículos se revela pela violência do impacto. Os animais tiveram fraturas múltiplas de costelas, ossos das pernas e ruptura de diversos órgãos internos como coração, pulmão, fígado e intestinos. O impacto foi grande o suficiente para fazer com que o conteúdo do estômago fosse parar junto com os pulmões na cavidade torácica, através do rompimento do diafragma. O feto encontrado teve a coluna vertebral completamente fraturada e ruptura do abdômen, com exposição das vísceras.​ BR 101 que corta a Rebio de Sooretama. Por que animais como a anta atravessam as estradas? Na verdade, são as estradas que atravessam as áreas naturais desses animais, utilizadas por eles há milhares de anos. A probabilidade de atropelamento de animais é grande, principalmente em uma via com alto fluxo de veículos em alta velocidade e totalmente despreparada para evitar a tragédia anunciada, como é o caso da BR-101, em Sooretama. Muitos outros casos de atropelamento ocorrem também porque as estradas atravessam as rotas de migração dos animais ou porque as vias acabam atraindo os bichos devido a algum recurso alimentar disponível, como alimentos caídos na pista durante o transporte, insetos atraídos pela luz ou carniça de outros animais atropelados. O atropelamento é a maior causa humana direta de morte de animais silvestres no mundo. No Brasil, estima-se que mais de 475 milhões animais silvestres são atropelados por ano. Esse número é 10 mil vezes maior que a quantidade de pessoas mortas por ano em acidentes de trânsito no país, sendo que vários desses acidentes com vítima humana fatal são causados pela colisão de veículos com animais silvestres de grande porte, como a anta. O problema não é um atentado somente à vida dos animais, mas também à vida das pessoas. Por sorte, nos acidentes em Sooretama, não houve vítima humana. Apesar de muito preocupante, o atropelamento de fauna é apenas a ponta do "iceberg", uma vez que as estradas têm uma série de outros efeitos negativos. Funcionam como barreiras físicas para o movimento dos animais, impedindo o acesso dos mesmos aos recursos ecológicos, como comida e parceiros sexuais, isolando as populações e impedindo o fluxo genético. Por outro lado, funcionam como acesso para introdução de espécies exóticas e domésticas de animais e plantas em ecossistemas preservados. Estes, por sua vez, competem com as espécies nativas locais por alimento e espaço, além de transmitirem doenças potencialmente fatais. Além disso, a implantação de uma estrada em uma paisagem natural leva a uma perda de habitat maior do que apenas a área coberta pela própria estrada, pois promove uma extensa e inevitável perda de qualidade da floresta a partir da borda da estrada, devido a maior incidência de luz solar, calor, poluição sonora, do ar, do solo e da água. Pelas vias de escoamento de águas pluviais, por exemplo, os contaminantes tóxicos das estradas, como metais pesados dos automóveis, entram na paisagem de forma mais ampla e permanecem no meio ambiente, interagindo com a vida silvestre. Os organismos são sensíveis a essas alterações em seus ambientes. Todos esses fatores aumentam os riscos de extinção das populações de espécies silvestres, agravando a atual crise global da biodiversidade. As estradas são empreendimentos sociais, mas não podem ser um atentado contra os últimos refúgios da biodiversidade, principalmente as áreas protegidas em um dos biomas mais ameaçados do mundo, a Mata Atlântica. Visto que estes remanescentes naturais, para além do papel na conservação, também cumprem importante papel social, como fornecedores de serviços ambientais indispensáveis às atividades humanas e garantia de sustentabilidade global. O Estado Brasileiro, o setor produtivo e a sociedade civil têm que assumir esse grave problema da BR-101 em Sooretama de forma responsável. O ideal é que a rodovia seja realocada, ou seja, desviada da Rebio de Sooretama e seu entorno. Sooretama nunca foi lugar para estrada, sempre foi a terra e o refúgio dos animais da mata. - Aureo Banhos é biólogo formado pela Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), Doutor em Genética, Conservação e Biologia Evolutiva pelo Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia e Professor do Departamento de Biologia, do Centro de Ciências Agrárias da UFES. aureobs@gmail.com - Andressa Gatti é bióloga formada pela UFES, Doutora em Biologia Animal pela UFES e Coordenadora do Programa Pró-Tapir: Monitoramento e Proteção das Antas da Mata Atlântica Capixaba.gatti.andressa@gmail.com - Marcelo Renan de Deus Santos é médico Veterinário formado pela Universidade Federal de Viçosa, Mestre em Biologia Animal pela UFES e Presidente do Instituto Marcos Daniel. mrenansantos@gmail.com - Leonardo Merçon é designer Gráfico formado pela UFES, Especialista em fotografia e publicação de livros pela Academia de Mídia e Artes de Colônia (Alemanha) e Presidente / fotógrafo do Instituto Últimos Refúgios. leonardomercon@gmail.com

  • Os documentários do Instituto Últimos Refúgios na educação ambiental

    A 4ª Mostra de Cinema Brasileiro nas Escolas foi novamente um sucesso, conforme organizadores. Cerca de 300 alunos foram contemplados com dois documentários sobre a tragédia de Mariana e um sobre a peregrinação 'Os Passos de Anchieta' e a trajetória do santo em terras capixabas. Coordenado pela Secretaria Municipal de Comunicação Social de Alfredo Chaves, o evento foi realizado nos dias 20 e 21 de junho, no auditório da Câmara Municipal de Vereadores, em comemoração ao Dia do Cinema Brasileiro, celebrado no dia 19 de junho. Nos dois dias de Mostra foram exibidas sete sessões nos horários da manhã e tarde com duração de 30 minutos cada para alunos da Escola Ana Araújo, Centro Educacional José de Anchieta, Escola Família Agrícola, Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculo, grupo da terceira idade e a Escola Estadual Camila Motta. As alunas do 7º ano da Escola Municipal Ana Araújo, Jaqueline Valter Zucolotto, 13, e Jeissilane Canases, 11, imediatamente elogiaram os documentários. “E a primeira vez que participamos e gostamos muito de saber mais sobre a vida do Padre José de Anchieta. Ele fez muito pelos índios do nosso Estado”, comentaram. A Maria Vitória e Lian Alves, ambos de 10 anos e inscritos no Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculo também prestaram atenção nos documentários. “Foi na verdade triste relembrar sobre o acidente que matou tantos peixes e deixou pessoas sem emprego. Aprendemos todos temos que preservar a natureza”, disseram. Os documentários foram cedidos pelo Instituto Últimos Refúgios e do Cineclube Ludovico Percici.

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