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- Exposição sobre Restinga chega ao Shopping Vitória e pode ser conferida até o fim do mês
A exposição Restinga de Vitória continua seu itinerário pela capital e agora chegou ao Shopping Vitória . Produção do Instituto Últimos Refúgios , o material retrata um apanhado do conteúdo do livro “Vitória da Restinga: vida no Litoral da capital do Espírito Santo” e ficará até o dia 28 de julho no local, piso 1, em frente a loja iPlace. Vale lembrar que entre abril e junho a apresentação passou pelo Aeroporto de Vitória e a sede do Projeto Tamar , na Enseada do Suá . Nos 15 totens, estão contidas fotos e histórias do material base, assim como descrições de ações de sensibilização para escolas da rede municipal de Vitória. O objetivo é incentivar a conservação e o uso sustentável da área de Restinga. A realização é uma parceria entre Instituto Últimos Refúgios, Vale , Instituto Cultural Vale , Shopping Vitória e Instituto Américo Buaiz . Não é necessária a compra de ingressos para visitação. Livro "Vitória da Restinga: Vida no Litoral da capital do Espírito Santo" A obra tem como proposta a apresentação dos elementos naturais e culturais relacionados à restinga da Praia de Camburi ; para isso foram utilizados textos e imagens do fotógrafo de natureza Leonardo Merçon e convidados, para oferecer uma experiência de contemplação da riqueza da fauna e flora local. O Livro “Vitória da Restinga: Vida no litoral da capital do Espírito Santo" é uma realização do Instituto Últimos Refúgios, Projeto Vitória da Restinga e Projeto de Conservação da Baía das Tartarugas, com o patrocínio do Instituto Cultural Vale; parceria: Grafitusa e Prefeitura Municipal de Vitória. Interação do público com o material / FOTOS: Vitor Pinheiro Projeto Vitória da Restinga O Projeto Vitória da Restinga é uma realização do Instituto Últimos Refúgios. Em parceria com a Vale e busca promover o diálogo com a comunidade por meio de ações de sensibilização ambiental, informando sobre a importância da Restinga, a biodiversidade local e o trabalho de revitalização na Restinga da Orla de Camburi, em Vitória, capital do Espírito Santo. O objetivo é gerar um efeito positivo para as comunidades locais e ressaltar a importância de conservar a biodiversidade desse ambiente tão impactado.
- Formação envolve quase 40 participantes em discussões e descobertas pela Restinga
O dia 13 de julho foi marcado por muito aprendizado e discussões sobre a natureza no Parque Botânico Vale . Isso porque o Projeto Vitória da Restinga promoveu uma formação de educadores ambientais, buscando instruir pessoas interessadas em repassar esse conhecimento posteriormente, assim como é feito pelos profissionais que atuam na iniciativa, criada pelo Instituto Últimos Refúgios . Baseada na atuação do Projeto Vitória da Restinga em suas ações externas, as atividades, que foram iniciadas pela manhã, se dividiram em conceitos e metodologias, além de uma visita técnica à Restinga da Praia de Camburi , para encerrar a programação ao fim da tarde. Dentre os assuntos abordados estavam: a educação ambiental como ferramenta pedagógica, comunicação na conservação e uma apresentação detalhada do ecossistema de Restinga . Temas ricos o bastante para envolver os 37 participantes e gerar debates como a relação da Restinga com os Manguezais e os efeitos de ações antrópicas na Mata Atlântica . As inscrições foram realizadas de forma online, com divulgação por meio das redes sociais do Projeto. Conteúdo da formação sendo repassado na sala Pau Brasil, no Parque Botânico Vale / FOTOS: Jenifer Zamperlini “Ter participado me abriu mais a mente e o leque de possibilidades para levar a educação ambiental para a população não só da forma convencional, dentro das sala de aula”, declarou a bióloga, Amanda Pietsch, que ainda ressaltou a importância de promover a conscientização através de práticas que incentivem e minimizem os danos aos recursos naturais. “Informar e instruir pessoas a tomarem decisões, contribuindo para uma construção mais justa e equilibrada é essencial para garantir um futuro saudável para as próximas gerações, além de fomentar uma cultura de respeito e cuidado com o planeta”, concluiu a participante, que após a formação, foi convidada para atuar como educadora ambiental na ação “Julho Sem Plástico”, próxima agenda do Projeto Vitória da Restinga. Momento de troca de ideias com participantes / FOTOS: Jenifer Zamperlini A coordenadora do projeto, Iasmin Macedo, chamou a atenção para a alta demanda de profissionais da área de educação ambiental e descreveu o momento como uma oportunidade de trocar experiências, já que alguns dos inscritos desenvolvem atividades desse âmbito. “Para nós do Instituto Últimos Refúgios foi gratificante poder compartilhar nosso trabalho, conhecimento e experiências. Ainda saímos de lá com ideias para novas formações. Entendemos que ainda há muita coisa para conversar! Estamos animados com o que podemos oferecer no futuro, quem sabe próximo!”, declarou Iasmin, que também é presidente do Instituto Últimos Refúgios. Vale lembrar que a atividade foi direcionada a pessoas de todos os âmbitos acadêmicos e profissionais e teve como único requisito em comum o interesse pela área da conservação. Ao fim do curso foram recolhidas sugestões e melhorias para serem acrescentadas em formações futuras. Momento de sorteio de brindes durante o evento / FOTOS: Jenifer Zamperlini e Vitor Pinheiro Ao final do mês de julho, os participantes entregarão um produto de difusão científica, baseado no conteúdo reproduzido durante as atividades. Após análise os trabalhos serão difundidos nas redes sociais do Projeto Vitória da Restinga. Projeto Vitória da Restinga O Projeto Vitória da Restinga é uma realização do Instituto Últimos Refúgios, em parceria com a Vale e busca promover o diálogo com a comunidade por meio de ações de sensibilização ambiental, informando sobre a importância da Restinga, a biodiversidade local e o trabalho de revitalização na Restinga de Vitória, capital do Espírito Santo. O objetivo é gerar um efeito positivo para as comunidades locais e ressaltar a importância de conservar a biodiversidade desse ambiente tão impactado.
- Exposição sobre a Restinga de Vitória chega ao Aeroporto da Capital
Exposição completa no aeroporto de Vitória - ES / FOTO: Leonardo Merçon A novidade do Instituto Últimos Refúgios é a volta da exposição do livro "Vitória da Restinga: Vida no Litoral da capital do Espírito Santo" , que chegou ao aeroporto de Vitória . Apresentado anteriormente, na cerimônia de lançamento da obra, o material agora ficará exposto até o mês de junho, logo no saguão de entrada, próximo aos elevadores. São quinze totens sobre a Restinga de Vitória . Estão contidas fotos e histórias do material base, assim como descrições de ações de sensibilização para escolas da rede municipal de Vitória. O objetivo é incentivar a conservação e o uso sustentável da área de restinga. Transeuntes durante o primeiro dia de exposição / FOTOS: Julia Seixas e Leonardo Merçon A exposição é realizada em parceria com a Vale, Instituto Cultural Vale e Zurich Airport , que administra o aeroporto de Vitória. Livro "Vitória da Restinga: Vida no Litoral da capital do Espírito Santo" A obra tem como proposta a apresentação dos elementos naturais e culturais relacionados à restinga da Praia de Camburi; para isso foram utilizados textos e imagens do fotógrafo de natureza Leonardo Merçon e convidados, para oferecer uma experiência de contemplação da riqueza da fauna e flora local. O Livro “Vitória da Restinga: Vida no litoral da capital do Espírito Santo" é uma realização do Instituto Últimos Refúgios, Projeto Vitória da Restinga e Projeto de Conservação da Baía das Tartarugas , com o patrocínio do Instituto Cultural Vale ; parceria: Grafitusa e Prefeitura Municipal de Vitória. Projeto Vitória da Restinga O Projeto Vitória da Restinga é uma realização do Instituto Últimos Refúgios. Em parceria com a Vale e a Prefeitura de Vitória e busca promover o diálogo com a comunidade por meio de ações de sensibilização ambiental, informando sobre a importância da Restinga, a biodiversidade local e o trabalho de revitalização na Restinga da Orla de Camburi , em Vitória, capital do Espírito Santo . O objetivo é gerar um efeito positivo para as comunidades locais e ressaltar a importância de conservar a biodiversidade desse ambiente tão impactado. FOTOS: Leonardo Merçon
- Formação Vitória da Restinga: confira formulário de inscrição
No próximo sábado, dia 13 de julho, das 8h às 17h, você participar do evento "A Restinga em Diálogo com a Educação Ambiental" no Parque Botânico Vale, na Sala Pau Brasil. Os principais tópicos abordados serão: o Projeto Vitória da Restinga, a Educação Ambiental como ferramenta pedagógica, a Comunicação na Conservação, a Forma de Atuação Profissional e o Ecossistema de Restinga. Além das palestras e discussões, haverá uma Visita Técnica ao Ecossistema de Restinga na Praia de Camburi e a entrega de um produto final de Difusão Científica. Ao início das atividades disponibilizaremos uma mesa de café da manhã. Já o almoço ficará por conta dos participantes. Para a realização das atividades, os inscritos deverão estar de calça e sapato fechado . É importante para o momento: usar camisa UV (manga longa); protetor solar; garrafa (ou copo) para beber água; repelente. Serviço Formação: A Restinga em diálogo com a educação ambiental : Local: Parque Botânico da Vale, na sala Pau Brasil Data: 13 de julho Horário: 8h às 17h Ao final das atividades, será fornecido um certificado de dez horas, além da aptidão para atuar junto ao Projeto Vitória da Restinga.
- O tempo não para: retrospectiva do Projeto Harpia no Parque Estadual do Rio Doce
Equipe do Projeto Harpia reunida no Parque Estadual do Rio Doce / FOTO: Acervo do Parque Estadual do Rio Doce Há um pouco mais de um ano, o Projeto Harpia começava uma verdadeira imersão no Parque Estadual do Rio Doce (PERD) , um dos mais importantes remanescentes de Mata Atlântica do estado de Minas Gerais . A cada dois meses, uma equipe multidisciplinar percorria todos os cantos do parque com o único objetivo: encontrar e monitorar a harpia ( Harpia hapyja ) e outras águias florestas, como o raro e deslumbrante Uiraçu ( Morphnus guianensis ) e o belíssimo e sensível gavião-de-penacho ( Spizaetus ornatus ) . Bom, então é hora de sentar em uma cadeira confortável e vir com a gente em uma retrospectiva para lá de especial. No início de março de 2023 a equipe do Projeto Harpia realizou sua primeira incursão no PERD, uma iniciativa que contou com o apoio da eficiente equipe do Projeto Tatu-Canastra . Durante cinco dias foram realizadas ações de reconhecimento da área, buscas ativas e sobrevoos de drone, em busca de ninhos das maravilhosas espécies-alvo. Após essa atividade, a equipe ficou verdadeiramente otimista, tendo em visto que a estrutura da floresta, presença de presas e de grandes árvores emergentes condizem com o habitat esperado para a harpia. Além do mais, um indivíduo jovem de gavião-de-penacho já havia sido registrado por um guarda-parque, indicando uma possível área de nidificação da espécie. Confira matéria postada em nosso site anteriormente: “ Projeto Harpia: Parque Estadual do Rio Doce entra no mapa de identificação e proteção do Gavião-real ” Em conversas regulares com a comunidade do entorno, funcionários do PERD e visitantes, o Projeto Harpia conseguiu acumular relatos e mapear diversos pontos de ocorrência de algumas espécies, incluindo a harpia. Esse contato com moradores locais, além de fomentar a ciência cidadã, é muito importante para o trabalho proposto, já que as informações repassadas podem direcionar o esforço para áreas prioritárias. Mapeamento de pontos de ocorrência de espécies no PERD / FOTOS: Henrique Mariano e Leonardo Marujo E foi através de uma foto na plataforma WikiAves que a equipe do Projeto Harpia chegou a um indivíduo de gavião-de-penacho, sendo ele, inclusive, avistado em sobrevoo de drone. Este evento gerou mais expectativas na equipe, afinal de contas, ali parecia ser um território da espécie. Achar o ninho do gavião-de-penacho era questão de tempo. “Projeto Harpia oficializa sua primeira ave de rapina na região do PERD” Enquanto isso, nada mais justo que encontrar as presas potenciais das magníficas águias, certo? Alguém precisa se alimentar nessa história. Registro do gavião-de-penacho em voo / FOTO: Henrique Mariano Utilizando o drone como ferramenta de busca, o Projeto encontrou diversas espécies como a preguiça-comum ( Bradypus variegatus ) , o ameaçado muriqui-do-norte ( Brachyteles hypoxanthus) , bugio ( Alouatta guariba ) , guigó ( Callicebus nigrifrons ) e macaco-prego ( Sapajus nigritus ) . Ainda não havia sinal da harpia, mas uma coisa era certa: havia alimento para ela. E muito. Para quem não sabe, a harpia é um predador topo de cadeia, atuando como uma importante controladora de populações de mamíferos de médio e grande porte, sobretudo arborícolas e diurnos. A presença da harpia indica um ecossistema em equilíbrio. Ao controlar superpopulações, a ave mantém a saúde dos ecossistemas, incluindo o seu! Isso mesmo; já parou para pensar que mosquitos e carrapatos são vetores de doenças e estão concentrados em se alimentar de fluidos de mamíferos? Menos predadores de topo, mais vetores. Mas isso é um papo para outra história. Voltando para o nosso relato, as campanhas de campo continuam dando bons frutos. Embora a harpia ainda não tenha dado o “ar da graça”, foram registradas espécies como o gavião-pato ( Spizaetus melanoleucus ) e gavião-pega-macaco ( Spizaetus tyrannus ) . Além disso, olha que bacana: o ninho de gavião-de-penacho foi encontrado. E com a ajuda da fêmea!! “No segundo dia de busca da terceira campanha, uma fêmea de gavião-de-penacho foi registrada pousada em uma bela e grande árvore. Ela, logo em seguida, voou para uma árvore próxima. Na tentativa de não a perder de vista, a equipe não só a encontrou, como também conseguiu registrar o exuberante ninho do casal E EM ATIVIDADE! “Lindo, pode acreditar!”, contou o pesquisador do Projeto Harpia, Paulo Quadros. Tudo isso é só um resumo. Também teve avistamento de anta ( Tapirus terrestris ), onça-parda ( Puma concolor ), mamíferos de pequeno porte, além de outras aves, como o ameaçado e endêmico da Mata Atlântica, gavião-pombo-pequeno ( Amadonastur lacernulatus ) e um fantasma das matas, o lendário jacu-estalo ( Neomorphus geoffroyi ). “Projeto Harpia completa nove meses de atuação no Parque Estadual do Rio Doce” Instalação e monitoramento de armadilhas fotográficas / FOTOS: Leonardo marujo e Paulo Quadros Também foram registradas imagens de tatu-canastra ( Priodontes maximus ), jaguatirica ( Leopardus pardalis ), cutia ( Dasyprocta sp.), gato-mourisco ( Herpailurus yagouaroundi ) e onça-pintada ( Panthera onca ), captadas por armadilhas fotográficas, também chamadas de câmeras trap. O projeto também deixou sua participação em eventos extremamente salutares nas tomadas de decisão dentro do PERD, como foi o caso do Plano de Pesquisas e Seminário de Pesquisas Integradas . Vale destacar que os registros nas armadilhas fotográficas contribuem de forma importante para o levantamento de dados e fortalecimento de laços entre os projetos atuantes no PERD. Ufa... É muita coisa que só aconteceu graças a todos e todas que estiveram envolvidos com o projeto. Gente no mato, no escritório, na estratégia, na produção e na ciência. Enquanto houver tempo, o Projeto Harpia vai estar lutando pela defesa da biodiversidade. Pode apostar! Espécies captadas por meio de câmera trap Projeto Harpia Há mais de 20 anos, a descoberta de um ninho de gavião-real nas florestas da região norte do Brasil , próximo a Manaus , dava origem ao que viria a se tornar o “Projeto Harpia”. A oportunidade de proteger a espécie - ameaçada de extinção desde 2014 - inspirou um pequeno grupo de biólogos a desenvolver estratégias de identificação, mapeamento e monitoramento de ninhos com ajuda de voluntários engajados na luta pela conservação da ave na Amazônia brasileira . O projeto cresceu e passou a atuar também em outras localidades do Brasil, como o Cerrado mato-grossense, a Mata Atlântica capixaba e mineira. O "Programa de Conservação do Gavião-real" (PCGR) foi rebatizado como “Projeto Harpia”, consolidando-se como a iniciativa do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA) , com diversos parceiros espalhados pelo Brasil (incluindo o Instituto Últimos Refúgios), que atuam no mapeamento e monitoramento da espécie gavião-real em regiões da Amazônia, do Cerrado e da Mata Atlântica capixaba . As ações apoiam o desenvolvimento de pesquisas científicas, a reabilitação de aves feridas, a sensibilização ambiental e o incentivo ao turismo sustentável com ajuda de pesquisadores, biólogos, voluntários e estudantes. A equipe ainda conta com ajuda de comunidades locais para monitoramento de ninhos em habitat natural. Projeto Harpia PERD O Projeto Harpia PERD é uma realização do grupo Unidos Pelo PERD, que conta com o envolvimento das seguintes instituições. Instituições: Instituto Últimos Refúgios , Instituto de Conservação de Animais Silvestres (ICAS) , Muriqui Instituto de Biodiversidade (MIB ), Waita Instituto de Pesquisa e Conservação e Universidade Federal de São João del-Rei (UFJS) . Projetos: Projeto Harpia , Projeto Tatu Canastra , Primatas Perdidos , Projeto Bicudos e Projeto Carnívoros do Rio Doc e. Apoio: Plataforma Semente , Caoma MPMG , Ministério Público do Estado de Minas Gerais (MPMG) , Parque Estadual do Rio Doce (PERD) , Instituto de Florestas (IEF) , Governo do Estado de Minas Gerais e Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) . Conheça as Mídias do Projeto Harpia e acompanhe todos os núcleos: Portal Projeto Harpia Instagram Projeto Harpia Brasil Instagram Projeto Harpia Mata Atlântica Instagram Projeto Harpia Carajás FOTOS: Paulo Quadros
- Observadores da Natureza: Instituto realiza formação para professores da rede municipal de Vitória
Equipe do Instituto e professores reunidos em frente ao córrego Camburi / FOTO: Caroline Reis No último dia 19 o Instituto Últimos Refúgios promoveu mais uma formação para professores da rede municipal de Vitória, dessa vez abordando as metodologias do Clube de Observadores da Natureza (atividade de educação ambiental realizada pelo Instituto com alunos do ensino fundamental). O Clube de Observadores da Natureza é um projeto de ciência cidadã , que incentiva crianças e adolescentes a se conectarem com o meio ambiente. A iniciativa busca integrar o conteúdo teórico estudado em sala de aula com atividades práticas de observação de fauna e flora, além da produção de fotografias de natureza, garantindo um aprendizado mais dinâmico, lúdico e divertido. Apresentação teórica no CMEI Lizandre Ignes Carpenedo do Carmo / FOTOS: Caroline Reis e Julia Seixas A atividade foi realizada por Leonardo Merçon , fotógrafo de natureza e idealizador do projeto do Clube de Observadores no Instituto Últimos Refúgios. No primeiro momento, os mais de 60 educadores, reunidos no CMEI Lizandre Ignes Carpenedo do Carmo, assistiram a uma apresentação sobre o Instituto, suas atividades de sensibilização ambiental e os métodos de aplicação do Clube de Observadores da Natureza. Já na segunda etapa, foi realizada uma atividade externa, na Praia de Camburi , próximo ao Atlântica Parque e ao futuro Paque Costeiro , para a observação e registros da fauna e flora local. Foram avistadas diversas espécies como o sagui-de-cara-branca , sabiá-da-praia e um jacaré-de-papo-amarelo (esse no Córrego Camburi). Caminhada pela Praia de Camburi e arredores / FOTOS: Caroline Reis e Leonardo Merçon Ao final da formação, foi proposto aos professores a criação de um Clube de Observadores em suas respectivas escolas. Jacaré-do-papo-amarelo visto no Córrego Camburi / FOTO: Leonardo Merçon Clube de Observadores da Natureza Com o Clube de Observadores da Natureza, a equipe do Instituto Últimos Refúgios, busca promover educação ambiental para crianças e adolescentes com aulas teóricas (em sala de aula) e de campo, aproximando esses alunos de diferentes ecossistemas. O clube consiste em práticas de observação e registros de espécies de animais e plantas, além de sensibilização por meio da integração entre sociedade e natureza, fazendo com que a população também tenha participação no levantamento de material científico, por meio da plataforma iNaturalist. Gostou da ideia? Quer ser um patrocinador desse projeto, entre em contato com a gente! Instituto Últimos Refúgios O Instituto Últimos Refúgios, uma OSC que atua como um HUB de inovação para o desenvolvimento de projetos ambientais/sociais/culturais buscando uma relação mais equilibrada entre as pessoas e a natureza.
- Com novidade, instituto marca presença em mais uma edição da Festa Junina na Ilha do Frade
Mascotes Olívia (tartaruga-verde) e Penelope (Gambá-de-orelha-preta) durante evento / FOTO: Felipe Facini No último da 14, o Instituto Últimos Refúgios vestiu o chapéu, a roupa xadrez e entrou no clima de São João. Isso porque o Projeto Ecofrade, junto ao Projeto Vitória da Restinga estiveram no Arraiá da Ilha, tradicional festa junina na Ilha do Frade, promovida pela SAMIFRA (Associação de Moradores). Além de muita animação, música e comidas típicas, a noite também trouxe sensibilização ambiental para os presentes. A equipe do Projeto Ecofrade promoveu jogos adaptados para a ocasião, com o objetivo de realizar abordagens em prol da coleta seletiva na ilha, visando engajar os moradores e o público presente na redução de resíduos e reciclagem, iniciativa que conserva a biodiversidade local. Atividades promovidas pelo Projeto Ecofrade / FOTOS: Felipe Facini e Jenifer Zamperlini Já a novidade do evento ficou por conta do Projeto Vitória da Restinga, que anunciou que também levará suas atividades e ações externas para a Ilha do Frade no Ano de 2024. A equipe de educadoras ambientais chegou com os tradicionais jogos da Restinga, uma maquete que representa a fauna e flora do ecossistema e muita sensibilização ambiental para aqueles que aproveitavam a festividade. A comemoração também contou com a participação da Tartaruga Olívia (Símbolo no Projeto Ecofrade) e da Gambá Penelope, ambas mascotes do Instituto Últimos Refúgios, que levaram muita animação e interação com os presentes. Atividades desenvolvidas pelo Projeto Vitória da Restinga / FOTOS: Felipe Facini e Jenifer Zamperlini Mascotes interagindo com o Público / FOTOS: Felipe Facini Projeto de Coleta Seletiva Ecofrade O Projeto Ecofrade é uma iniciativa focada na implementação da coleta seletiva na Ilha do Frade, um dos pontos turísticos muito visitados e com uma das maiores biodiversidade do Espírito Santo. Além da instalação e manutenção dos coletores e PEVs (Postos de Entrega Voluntária), o objetivo é difundir a importância socioambiental da coleta seletiva para todos os frequentadores da região, incentivando uma mudança de mentalidade e a transformação da Ilha do Frade em um exemplo de sustentabilidade para a Grande Vitória. O Projeto Ecofrade é uma realização do Instituto Últimos Refúgios em parceria com a Vale e a SAMIFRA (Associação dos Moradores Proprietários e Amigos da Ilha do Frade), com apoio da Prefeitura de Vitória e da AMARIV (Associação dos Catadores de Materiais Recicláveis da Ilha de Vitória). Projeto Vitória da Restinga Ilha do Frade O Projeto Vitória da Restinga Ilha do Frade é uma realização do Instituto Últimos Refúgios, em parceria com a Vale e Prefeitura de Vitória e busca promover o diálogo com moradores e frequentadores da região, por meio de ações de sensibilização ambiental, informando sobre a importância da Restinga, a biodiversidade local e o trabalho de revitalização na Restinga na Ilha do Frade, em Vitória, capital do Espírito Santo. O objetivo é gerar um efeito positivo para as comunidades locais e ressaltar a importância de conservar a biodiversidade desse ambiente tão impactado.
- Reurbanização da Curva da Jurema: Projeto Vitória da Restinga promove ação de sensibilização na praia
Abordagem de sensibilização ambiental durante a ação / FOTO: Jenifer Zamperlini No último domingo (16), o Projeto Vitória da Restinga marcou presença em mais uma ação para promover a sensibilização ambiental no município de Vitória. Trata-se da Inauguração da Reurbanização da Curva da Jurema, ponto que agora está de "cara nova" para atender a população. Durante o evento as educadoras ambientas do projeto estiveram presentes em um estande destinado à abordagens com as pessoas que transitaram por ali, utilizando ferramentas como jogos (para o público infantil) e uma maquete que mostra a fauna e flora da Restinga. O objetivo foi sensibilizar a comunidade com informações a respeito do ecossistema de Restinga, sua importância e conservação. Instrumentos de educação ambiental sendo utilizados no evento. Como os monoculos com fotos de animais e a maquete que representa a Restinga. / FOTOS: Jenifer Zamperlini Outras equipes de sensibilização que integraram o quadro do evento foram as da Secretaria Municipal de Meio Ambiente de Vitória (Semmam) e do Projeto Tamar. Você pode conferir a galeria de fotos do evento clicando aqui Projeto Vitória da Restinga O Projeto Vitória da Restinga é uma realização do Instituto Últimos Refúgios, em parceria com a Vale e a Prefeitura de Vitória e busca promover o diálogo com a comunidade por meio de ações de sensibilização ambiental, informando sobre a importância da Restinga, a biodiversidade local e o trabalho de revitalização na Restinga de Vitória, capital do Espírito Santo. O objetivo é gerar um efeito positivo para as comunidades locais e ressaltar a importância de conservar a biodiversidade desse ambiente tão impactado.
- Projeto Marsupiais lança edital para voluntariado
O Instituto Últimos Refúgios por meio do Projeto Marsupiais convida você da área de Ciências Biológicas, Medicina Veterinária, administração, comunicação, marketing, educação ambiental e afins, para o novo programa de voluntariado à distância. A oportunidade selecionará colaborares para o gerenciamento das mídias sociais do projeto (Facebook e Instagram, Linkedin, Youtube, WhatsApp e X). Espera-se que o candidato apresente boa capacidade de comunicação e escrita, pontualidade com prazos e metas, seja criativo, de fácil relacionamento, adaptável, dedicado, responsável, proativo e capaz de seguir instruções. A primeira fase das inscrições consiste no preenchimento de um formulário online, em que os candidatos serão selecionados para a etapa posterior. As inscrições permanecerão abertas até o dia 20 de junho. Acesse o EDITAL e confira o cronograma completo, além de todas as informações. Você pode fazer o download abaixo: O Instituto Últimos Refúgios é uma organização sem fins lucrativos na qual os participantes são voluntários e precisa de recursos para financiar as suas atividades. Se gosta de nosso trabalho e quer que ele continue, saiba como colaborar clicando na imagem abaixo ou no link: PARTICIPE.
- Projeto Marsupiais realiza apresentação para Ensino Municipal da Serra
Iasmin Macedo e Professor Andreíve junto à mascotes do Instituto Últimos Refúgios / Foto: Julia Seixas Ao final do mês de maio (27), o Projeto Marsupiais esteve presente no município de Serra para mais uma ação de sensibilização ambiental, mais precisamente no Centro Municipal de Educação Infantil (CMEI) Clarindo Penha, em Novo Porto Canoa. Na ocasião, as biólogas Iasmin Macedo e Julia Seixas, ministraram uma palestra informativa sobre diversos animais do Cinturão Verde (área de vegetação que circunda a cidade). Dentre as diversas espécies, a que teve maior destaque foi o gambá-de-orelha-preta (Didelphis aurita), que contou com uma peça taxidermizada, exibida para os alunos de 4 a 6 anos. Na apresentação foram abordados temas como características do animal, a importância e sua interação com a biodiversidade. Interação com alunos durante a palestra e exibição de gambá taxidermizado / FOTOS: Iasmin Macedo e Julia Seixas Também foi apresentado para os pequenos o Corredor Ecológico Duas Bocas - Mestre Álvaro, que abrange a cidade de Serra, além de Cariacica, Viana e Santa Leopoldina. Outro detalhe mostrado para os estudantes foram as vocalizações de aves presentes na área, além da onça-parda, animal já visto na região do Mestre Álvaro. Mais um ponto de destaque foi a coruja-buraqueira (Athene cunicularia), espécie que está sendo estudada e utilizada como referência na escola no ano de 2024. Vale lembrar que materiais do Projeto Marsupiais e outros informativos do Instituto Últimos Refúgios já eram utilizados na escola pelo professor Andreíve Barnabé, que começou a apresenta-los devido à proximidade da escola com o Cinturão Verde. Confira aqui: Difusão científica: material do Instituto é implementado em aulas de escola na Serra "Por ser próxima de um Cinturão Verde (zona florestal que circunda a cidade), a incidência de espécies como o gambá-de-orelha-preta é muito comum em meio à comunidade onde fica localizada a escola, seja nas casas, ou nas próprias dependências da instituição de ensino. Por falta de informação, a situação gera conflitos com os moradores", explicou o professor de educação artística. A ação ainda contou com a presença das mascotes Penelope, que representa o gambá-de-orelha-preta, e Atena (coruja-buraqueira). Projeto Marsupiais O Projeto Marsupiais vem desenvolvendo e planejando o trabalho de resgate e reabilitação dos marsupiais que necessitem de cuidados. Este trabalho acontece inicialmente nas cidades da Grande Vitória, no Espírito Santo. Com auxílio de parcerias, pretendemos realizar o resgate e deslocamento do animal até um centro de tratamento, para que o mesmo possa ser avaliado por especialistas, indicando assim o estado de saúde do animal e os cuidados necessários. Para a reabilitação, pretendemos avaliar as metodologias já utilizadas e adaptá-las, caso necessário, para que os marsupiais possam ser soltos na natureza com maiores chances de sobrevivência. Ainda nesse sentido, queremos capacitar voluntários para realizar os cuidados e a reabilitação dos animais, além de criar um banco de contatos de pessoas capacitadas e regularizadas para realizar esse tipo de atividade. Por ser uma organização sem fins lucrativos, o Instituto Últimos Refúgios depende de doações para dar continuidade aos projetos em desenvolvimento. Para o Projeto Marsupiais não é diferente. Saiba como contribuir com as atividades do projeto clicando aqui. FOTOS: Iasmin Macedo e Julia Seixas
- Proteção de marsupiais no ES: conheça estudo em prol do bem estar do gambá-de-orelha-preta no estado
Momento de agradecimento ao CETAS/IBAMA/ES durante apresentação / FOTO: Caroline Reis O trabalho de dissertação de mestrado “Conflitos enfrentados pela população de gambás-de-orelha-preta, Didelphis aurita, Wied-Neuwied, 1826, em áreas urbanizadas”, realizado pela bióloga, Iasmin Macedo, está disponível online, aqui, no site do Instituto Últimos Refúgios. O estudo buscou identificar e caracterizar os conflitos que afetam o bem-estar e o estado de saúde da população de gambás-de-orelha-preta (Didelphis aurita), em área urbana no estado do Espírito Santo. “Animais da fauna nativa estão sofrendo com a perda de habitat e necessitam buscar novas áreas para sobreviver. As cidades se tornam uma opção para a sobrevivência desses animais, tendo farta disponibilidade de alimentos e abrigos. Algumas espécies se adaptaram muito bem ao ponto de terem sua densidade populacional maior em áreas urbanas do que em áreas naturais, denominadas ‘exploradoras urbanas’.”, é dessa premissa que a atual presidente do Instituto Últimos Refúgios parte para o estudo. Demais momentos durnte apresentação da dissertação / FOTOS: Caroline Reis Defendida em novembro de 2023, a dissertação descreve um trabalho prático de 12 meses, em que foram avaliados os gambá-de-orelha-preta resgatados por todo o Espírito Santo. A pesquisa foi realizada em parceria com o Centro de Triagem de Animais Silvestres (CETAS/ES), por meio do Acordo de Cooperação firmado, em 2020, entre o Instituto Últimos Refúgios e o IBAMA, para promover o apoio operacional ao CETAS-ES . Orientador do estudo, Aureo Banhos é Doutor em Genética, Conservação e Biologia Evolutiva e Professor na Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes). Ele salientou que dissertação contribui significativamente para a compreensão da dinâmica dos conflitos entre seres humanos e a fauna nativa, oferecendo dados essenciais para a gestão e conservação desses animais em ambientes urbanos. "Iasmin traz à luz a frequência e natureza dos conflitos, como o alto número de filhotes órfãos, e oferece insights valiosos sobre a reabilitação dos gambás-de-orelha-preta. Além disso, a pesquisa enfatiza a necessidade de ações educativas para a comunidade, visando reduzir esses conflitos e melhorar a convivência com a fauna urbana", explicou o professor, que concluiu dizendo que foi uma honra orientar o trabalho. Você pode conferir, assim como fazer o download da dissertação logo abaixo: O Doutor Yhuri Nobrega é especialista em Ecologia de Sistemas e integrou a banca avaliadora do Projeto. Ele classificou a conciliação do desenvolvimento urbano com as biodiversidades (uma das maiores problemáticas do trabalho) como um dos maiores desafios para as próximas gerações. Ele ainda cita que a dissertação aponta todo o processo de como todo essa harmonia aconteceria, além de novas soluções para o problema. "A Iasmin nos deu um trabalho de excelência, extremamente inovador, que aponta, para a sociedade, caminhos importântes para aplicarmos a ciência na conservação da natureza. Além disso é uma grande representatividade feminina no universo da conservação e da ciência, coisas que tornam a Iasmin, hoje, em uma das principais lideranças ambientais do Espírito Santo", concluiu Nóbrega que também é fundador do Projeto Caiman, iniciativa de pesquisa e conservação do jacaré-do-papo-amarelo no Brasil. Iasmin Macedo é capixaba e atual Presidente do Instituto Últimos Refúgios (IUR). Bacharel em Ciências Biológicas pela Faculdade Pitágoras de Linhares (2013). Mestre em Biologia Animal pela Universidade Federal do Espírito Santo (UFES) 2021-23. Desde 2017 atua como bióloga no IUR, coordenando equipe de pesquisa e trabalhos de Difusão Científica, e na coordenação e orientação de estagiários e voluntários. Idealizadora e coordenadora do Projeto Marsupiais, em prol da conservação das espécies de marsupiais brasileiras. Responsável técnica pelo Acordo de Cooperação Técnica firmado entre IUR e Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA), que visa o desenvolvimento de pesquisas científicas e trabalhos de resgates e reabilitação de animais debilitados recebidos pelo Centro de Triagem de Animais Silvestres (CETAS/ES). Fez parte da equipe de gestão e comunicação no projeto de transferência do Museu Augusto Ruschi e desenvolveu o Projeto de Livro fotográfico: Últimos Refúgios: Do Parque de Pedra Azul ao Parque do Forno Grande. Atualmente coordena o Projeto Vitória da Restinga, trabalhando a sensibilização ambiental em prol do ecossistema de restinga, faz parte da equipe do Projeto Harpia, no Parque Estadual do Rio Doce, está na equipe organizadora dos Documentários: Corredor Ecológico Pedra Azul x Forno Grande e Águas do Itapemirim e dos projetos de livros culturais/ambientais: Baía das Tartarugas, Restinga de Camburi e Parque Botânico Vale.
- Semana da Restinga: veja como foi seminário colaborativo sobre o ecossistema
Momento de apresentação no Parque Botânico / FOTO: Caroline Reis Ainda como parte das atividades relativas ao Dia Estadual da Floresta de Restinga, no último dia 27, o Instituto Últimos Refúgios esteve presente no Parque Botânico Vale para participar do seminário "A riqueza das Restingas Capixabas - Descobertas e Desafios", representado pelos biólogos João Pedro Zanardo, Iasmin Macedo e Thiago Soares. Aberto à comunidade, o evento contou com diversos públicos, como estudantes, moradores locais, representantes de associações de moradores, entre outros. A palestra foi introduzida por João Pedro Zanardo, que deu um contexto geral sobre a importância da Restinga e aproveitou a oportunidade para levar reflexões e conceitos aprofundados sobre ecologia aplicada ao ecossistema. "Gostei muito da oportunidade de falar sobre esse tema para aquele público, que não é grande entendedor do assunto. Como participo de muitos eventos voltados para a comunidade científica, as vezes acabamos discutindo mais entre nós do que com as pessoas que realmente precisam dessa informação. Tratar com esse público, em uma linguagem mais acessível, é uma oportunidade muito proveitosa", declarou Zanardo, que é Doutorando em Fisiologia Vegetal e coordena uma pesquisa sobre restauração de áreas degradadas de Restinga no Parque Paulo César Vinha. Da esquerda para a direita: João Pedro Zanardo, Iasmin Macedo e Thiago Soares durante palestra / FOTOS: Thiago Soares A Seguir, a presidente do Instituto Últimos Refúgios, Iasmin Macedo, conduziu a apresentação, falando sobre o Projeto Vitória da Restinga, uma realização do Instituto, em parceria com a Vale e Prefeitura de Vitória para promover o diálogo com a comunidade a respeito do ecossistema de Restinga. Ela detalhou as ações de sensibilização do projeto com o público, que são realizadas de forma online (via redes sociais) e externa, por meio de atividades em praias, parques, escolas e outros. "Acho super importante essas ações onde podemos conversar com um público diverso, sendo eles moradores e frequentadores das Restingas ou então os alunos das universidades. Quem sabe não serão essas pessoas as próximas a desenvolver trabalhos de sensibilização do público? O intuito é sempre fortalecer nossas ações, somando forças e multiplicando conhecimento", concluiu Iasmin que é mestre em biologia animal e coordenadora do Projeto Vitória da Restinga. Quem finalizou o momento foi Thiago Soares, que tratou sobre a fauna das Restingas do Espírito Santo e deu destaque para a área do Parque Paulo César Vinha, onde encontram-se 1500 hectares de Restinga preservada. Especialista em herpetofauna, ele destrinchou as espécies de anfíbios e répteis presentes no parque, assim como suas ameaças e casos particulares. "Gostaria de parabenizar a Vale por promover essa ação e valorizar o dia da Restinga, trazendo pesquisadores que se dedicam à pesquisa desse ecossistema. Somos um estado costeiro que deveríamos ter vegetação de Restinga por todo o nosso estado e infelizmente temos várias áreas desfalcadas. Temos que lutar pela conservação da Restinga que temos, que abrange tanta diversidade e deve continuar sendo esse refúgios para as espécies que vivem alí", terminou Soares, que é Ph.D. em Zoologia e especialista em répteis e anfíbios. Ao final do evento houve uma rodada de perguntas e respostas em que o público pôde interagir com os especialistas. Dia Estadual da Floresta de Restinga Aprovado em 2014 pela Assembleia Legislativa do Espírito Santo, o Dia Estadual da Floresta de Restinga é comemorado no dia 28 de abril e visa criar um sentimento de proximidade da Restinga com a comunidade, assim como estimular atitudes para a conservação desse ecossistema que é fundamental para a manutenção dos ambientes costeiros. A data foi escolhida em homenagem ao dia da morte do ativista ambiental Paulo César Vinha, que se destacou na luta pela preservação da Mata Atlântica e dá nome a um parque em Guarapari desde 1994.
















