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- O Desafio de Observação da Natureza de Itaguaçu chegou ao fim e agora é hora de postar seus registros!
Entre os dias 11 de dezembro de 2025 e 11 de janeiro de 2026, o município de Itaguaçu viveu um momento especial de conexão com a biodiversidade local. Durante um mês, a comunidade local e em especial, observadores da natureza, estudantes, professores e moradores foram convidados a participar do Desafio de Observação da Natureza de Itaguaçu, promovido pelo Instituto Últimos Refúgios, em parceria a Prefeitura de Aracruz, a Secretaria de Meio Ambiente de Aracruz e a Secretaria de Educação de Aracruz, por meio das escolas locais e o Clube de Observadores da Natureza Sabiá. A proposta foi simples: sair ao ar livre, observar a natureza, registrar tudo e postar no site iNaturalist, uma plataforma de ciência cidadã que ajuda a mapear a biodiversidade do planeta. E agora que o período oficial do desafio se encerrou, é hora de revisar, identificar e postar os registros feitos durante esse período! Ainda dá tempo de participar do Desafio de Observação da Natureza de Itaguaçu! Você participou do desafio e ainda não conseguiu subir suas fotos? Não tem problema! Vamos deixar um prazo estendido até o dia 31 de janeiro de 2026 para que todos os registros feitos entre 11/12 e 11/01 possam ser postados no iNaturalist. Lembre-se: apenas as observações feitas dentro desse período e postadas até o fim do mês serão consideradas na contagem final para a nossa divulgação dos resultados. 👉 Para garantir que suas imagens entrem no desafio: Acesse o projeto oficial no iNaturalist. Poste suas observações com a data e local corretos. Certifique-se de que seu registro esteja dentro dos limites do município de Itaguaçu. Se possível, identifique a espécie observada (mas não se preocupe, a comunidade de cientistas da plataforma pode ajudar) Inscreva-se no projeto “Itaguaçu - ES” https://www.inaturalist.org/projects/itaguacu-es Lembre-se também de editar sua filiação no projeto e colocar a opção "Sim, para qualquer uma das minhas observações", para a pergunta "Deseja confiar suas coordenadas ocultadas a este projeto?" Isso ajuda a gente a acompanhar melhor as contribuições e continuar fortalecendo a observação da natureza em Itaguaçu. E o que vem agora? Assim que o prazo de postagem terminar, vamos preparar uma divulgação dos resultados: Quantas pessoas participaram? Quantas espécies foram registradas? Quais foram os destaques do desafio? Como esse movimento ajudou a preencher lacunas no conhecimento sobre a biodiversidade de Itaguaçu? E depois do desafio? Mesmo com o encerramento oficial, o registro da natureza não para por aqui.Na verdade, esse é só o começo! O objetivo principal do desafio foi despertar o interesse da comunidade pela biodiversidade local e esperamos que esse olhar mais atento para a natureza continue. A plataforma iNaturalist permite que as pessoas continuem postando registros a qualquer momento, e mesmo fora do período do desafio, esses dados seguem sendo valiosos para a ciência e a conservação. A boa notícia é que conseguimos filtrar automaticamente os dados referentes ao desafio, mas ficaremos muito felizes se os registros continuarem sendo feitos. Quanto mais pessoas contribuírem, maior será o conhecimento sobre a biodiversidade de Itaguaçu e mais forte será nossa conexão com o território. Fica desde já o nosso agradecimento a todas as pessoas que participaram, incentivaram e ajudaram a mostrar que Itaguaçu tem muito mais natureza do que aparentava nas plataformas de ciência cidadã! 💚
- Ação de sensibilização ambiental marca início das atividades de Educação Ambiental do Instituto Últimos Refúgios em 2026
O Instituto Últimos Refúgios realizou, no sábado, 10 de janeiro, sua primeira ação de sensibilização ambiental de 2026 na Ilha do Frade. A atividade integrou o Programa Praia Limpa, da Prefeitura de Vitória, por meio do Projeto Vitória da Restinga, e aconteceu das 8h às 12h, com ações concentradas nas praias da Ilha do Frade, em diferentes pontos da ilha. A iniciativa contou com tendas informativas e equipes das instituíções participantes, percorrendo a área para dialogar diretamente com banhistas e moradores. As abordagens tiveram foco no descarte correto de resíduos, na preservação dos ecossistemas costeiros e na corresponsabilidade da população no cuidado com o território. A programação incluiu esquete teatral com musicalização e participação das nossas mascotes Olívia, a tartaruga-verde, e Penélope, a gambá-de-orelha-preta, atividades educativas, ações de sensibilização ambiental e um mutirão de limpeza de praia, conduzidos pela Gerência de Educação Ambiental da Prefeitura de Vitória, utilizando uma metodologia participativa e lúdica. O objetivo foi ampliar a consciência ambiental de forma acessível, especialmente em um período de alta frequência de visitantes. Durante a ação, também foram abordados temas como a Área de Proteção Ambiental Baía das Tartarugas, a importância da conservação da restinga e dos costões rochosos, além de orientações sobre balneabilidade, guarda responsável de animais e cuidados com a saúde. Por parte da participação do Instituto Últimos Refúgios, a atividade foi coordenada por Raphael Gaspar. “O projeto conta com o apoio da Vale e da Samifra (Associação dos Moradores Proprietários e Amigos da Ilha do Frade), reforçando a importância de parcerias para o fortalecimento de ações de educação ambiental e proteção dos ambientes costeiros de Vitória”, aponta Gaspar. Com essa iniciativa, o Instituto Últimos Refúgios dá início à sua agenda de ações de 2026, reafirmando o compromisso com a sensibilização ambiental, a conservação da restinga e a construção de uma relação mais responsável entre sociedade e natureza.
- Instituto Últimos Refúgios apresenta Projeto Marsupiais na XVII SEBIVIX
O Instituto Últimos Refúgios marcou presença na 17ª Semana da Biologia da Ufes em Vitória (SeBiVix). Com o tema “Biologia Integrativa e o Futuro da Vida diante dos Desafios Climáticos”, o evento ocorreu entre os dias 8 e 12 de dezembro, no campus Goiabeiras. Biólogas Ingrid e Rafaela no estande do Projeto Marsupiais no XVII SEBIVIX . No dia 9, as biólogas Ingrid Cole e Rafaela Barbosa apresentaram o Projeto Marsupiais para os participantes. Em um estande educativo, foram expostas imagens de diferentes espécies de marsupiais e exemplares preservados em meio úmido por taxidermia, além de folderes informativos sobre as ações de pesquisa, educação ambiental e conservação desenvolvidas pela iniciativa. O Projeto Marsupiais, criado em 2017 pelo Instituto Últimos Refúgios, desenvolve atividades de acolhimento, cuidado e reabilitação de marsupiais, além de desenvolvimento de protocolos técnicos, produção de conhecimento científico e ações de sensibilização ambiental. Em apoio ao Centro de Triagem de Animais Silvestres (CETAS) por meio de uma parceria com o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA), já atendeu mais de 2,3 mil animais desde agosto de 2020. CONHEÇA O PROJETO MARSUPIAIS: SITE: https://www.ultimosrefugios.org.br/projeto-marsupiais INSTAGRAM: https://www.instagram.com/projetomarsupiais/
- Diretor do Últimos Refúgios recebe Comenda Augusto Ruschi
Raphael Gaspar, diretor do Instituto Últimos Refúgios, recebeu no dia 10 de dezembro a Comenda Augusto Ruschi, concedida pela Comissão de Proteção ao Meio Ambiente da Assembleia Legislativa do Espírito Santo (ALES). A homenagem é destinada a profissionais que se destacam nas áreas de ciência, pesquisa, cultivo e estudo de plantas e da fauna e flora brasileiras, sendo considerada a maior honraria relacionada à causa ambiental do Estado. Gaspar atua neste momento nos projetos Vitória da Restinga e Ecofrade, na criação do Centro Cultural Ambiental do Instituto Últimos Refúgios (CEA-IUR) e na execução dos documentários “Corredor de Vida Santa Teresa: Conexões da Mata Atlântica” e “Sooretama: a vida pede passagem”.
- Últimos Refúgios participa do 2º Workshop do Projeto Harpia Mata Atlântica
Equipe do Projeto Harpia durante o evento | FOTO: Leonardo Merçon Entre os dias 1º e 5 de dezembro de 2025, o Instituto Últimos Refúgios participou, na Reserva Natural Vale , em Linhares (ES), do 2º Workshop do Projeto Harpia : Viabilidade Populacional, Qualidade de Habitat e Perspectivas para Translocação na Mata Atlântica. O evento reuniu pesquisadores de referência, parceiros institucionais e profissionais de diferentes áreas do conhecimento para discutir o futuro da harpia ( Harpia harpyja ) na Mata Atlântica . O encontro teve como objetivo central construir, de forma coletiva, estratégias concretas para evitar o colapso populacional da espécie na Mata Atlântica. Ao longo de cinco dias de trabalho, os participantes reconheceram que a situação da harpia é preocupante, principalmente no norte da Mata Atlântica, especialmente nas florestas de tabuleiro do sul da Bahia e norte do Espírito Santo, onde são monitorados os únicos ninhos ativos da espécie conhecidos em todo o bioma. Análises apresentadas e debatidas durante o workshop indicam que, diante da fragmentação florestal, da redução de presas, da caça, da eletrocussão em redes de energia e de outros impactos antrópicos, a espécie pode desaparecer do norte da Mata Atlântica nas próximas décadas, caso medidas efetivas não sejam adotadas. Apresentação do projeto Harpia durante o workshop | FOTO: Leonardo Merçon Idealizadores, realizadores e apoiadores do Workshop O 2º Workshop reforçou o papel do Projeto Harpia Mata Atlântica como uma das iniciativas dedicadas à conservação das grandes águias florestais no Brasil. Coordenado pela Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), o projeto atua de forma integrada, combinando pesquisa científica, formação de profissionais, articulação institucional, comunicação e sensibilização ambiental. A realização do workshop também evidenciou a importância das parcerias institucionais, com destaque para a Reserva Natural Vale, que sediou o encontro, além de universidades, institutos de pesquisa, organizações da sociedade civil e financiadores que acreditam na ciência como caminho para a conservação. O evento integrou o subprojeto Asas da Mata Atlântica, coordenado pela Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) em parceria com o Instituto Últimos Refúgios, e financiado pelo Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (FUNBIO). Reserva Natural Vale preparada para o evento | FOTO: Leonardo Merçon Ciência aplicada para decisões urgentes O workshop foi estruturado a partir de eixos temáticos estratégicos, que abordaram desde a análise da qualidade e conectividade dos habitats, passando por modelos de Análise de Viabilidade Populacional (AVP), até discussões aprofundadas sobre resgate, reabilitação e translocação de indivíduos. Pesquisadores e técnicos como Tânia Margarete Sanaiotti (INPA), Aureo Banhos (UFES), Ana Carolina Loss (UFES), Charles Gladstone Duca Soares (PUC-Minas), Paulo Quadros de Menezes (UFES), Maria Cristina Valdetaro Rangel (UFES), José Eduardo Mantovani (INMA), Andrea Siqueira Carvalho (UFMG), Francisca Helena Aguiar-Silva (INPA), Mylena Kaizer (UFES), José Alves da Costa Filho (UFES), Antônio Eduardo Araújo Barbosa (CEMAVE/ICMBio), Ygo Silvestre (IEMA), Frederico Drumond (ICMBio), Eliton Limas (ICMBio), Leornardo Merçon (Últimos Refúgios), entre outros especialistas convidados, contribuíram com dados, experiências de campo e reflexões técnicas fundamentais para embasar as decisões discutidas. Estratégias discutidas para evitar a extinção local Entre os principais pontos debatidos ao longo do workshop estão a necessidade de: Manter e restaurar áreas-chave de floresta , garantindo conectividade entre fragmentos; Aprimorar o monitoramento populacional , por meio de tecnologias como telemetria, genética da conservação e acompanhamento de ninhos; Avaliar, com rigor científico, a viabilidade de translocação como estratégia complementar em áreas com habitat e capacidade suporte adequado, onde a espécie foi extinta ou comporta a suplementação de indivíduos; Fortalecer ações de manejo e resposta a emergências , como resgates e reabilitação de indivíduos; Ampliar o diálogo com setores estratégicos , incluindo comunidades locais, empresas, áreas protegidas e o poder público. Essas discussões resultaram na construção coletiva de uma proposta técnica que servirá de base para os próximos passos do Projeto Harpia Mata Atlântica, orientando ações de curto, médio e longo prazo. Fotos: Leonardo Merçon Chamado à ação As análises apresentadas apontam que, sem ações coordenadas e baseadas em evidências científicas, a harpia pode deixar de fazer parte da paisagem da Mata Atlântica. O 2º Workshop foi um marco de alinhamento estratégico, reafirmando o compromisso coletivo de pesquisadores e parceiros em trabalhar para que a harpia continue voando nas florestas brasileiras.
- Apresentação do Projeto do Corredor de Biodiversidade para comunidade em Aracruz
No dia 17 de novembro, o Instituto Últimos Refúgios , apresentou junto a Prefeitura de Aracruz o seminário técnico-científico “Corredor de Biodiversidade de Aracruz: Conectando Natureza, Ciência e Comunidade”, realizado em Santa Cruz. O evento reuniu pesquisadores, gestores públicos e representantes de comunidades locais para apresentar projetos em andamento nas áreas de preservação do município. Representando o Instituto Últimos Refúgios, o fotógrafo Leonardo Merçon apresentou à comunidade a proposta que busca valorizar o território a partir do turismo da observação da natureza como ferramenta de desenvolvimento sustentável, educação ambiental e aproximação entre sociedade e natureza. O evento reforçou a importância do diálogo direto com a população, especialmente com comunidades que convivem e apoiam as pesquisas realizadas na região. A troca de informações e a apresentação dos resultados de alguns dos projetos contribuem para uma gestão ambiental mais participativa, transparente e alinhada às realidades locais. Além do Instituto Últimos Refúgios, o encontro contou com a participação de pesquisadores da UFES, representantes de órgãos ambientais como ICMBio, Seama e Iema, conselheiros da RDS Piraquê-Açu, empresas parceiras e moradores de diversas comunidades de Aracruz, o que fortalece a construção coletiva das ações de conservação no município. Nós, do Instituto Últimos Refúgios, estamos ansiosos para os próximos passos dessa empreitada que promete trazer muitas coisas positivas para o município de Aracruz e sua comunidade! A participação do Instituto Últimos Refúgios é uma parceria com a Secretaria Municipal de Meio Ambiente para valorizar o Corredor de Biodiversidade de Aracruz, criado pela Prefeitura de Aracruz.
- O Clube de Observadores da Natureza Sabiá visita a RPPN dos Guaribus, em Itaguaçu
Na manhã do dia 11 de dezembro, o silêncio da floresta foi preenchido por risadas, vozes curiosas e olhos atentos. Era a primeira saída oficial do recém-criado Clube de Observadores da Natureza Sabiá , da EMIEIF Pedro Thomazini de Itaguaçu , para dar início ao Desafio de Observação da Natureza do município. E o foi a RPPN dos Guaribus , um refúgio particular de biodiversidade, uma RPPN (Reserva Particular do Patrimônio Natural) em Itaguaçu. Acompanhadas pela equipe do Instituto Últimos Refúgios , as crianças da EMIEIF Pedro Thomazini , no interior de Itaguaçu, foram recebidas pela guardiã da RPPN, dona Helga , que abriu as trilhas da reserva e os corações dos pequenos para uma nova forma de enxergar o mundo. Em cada passo, uma descoberta, uma história e um encantamento. Durante o percurso guiado, os alunos puderam observar aves, insetos, árvores enormes, cogumelos e flores silvestres. Alguns registraram imagens com celulares, outros anotaram curiosidades em cadernos, outros apenas pararam para observar a mata. Era contagiante as crianças procurando as espécies e chamando a nossa equipe a cada ser que encontravam. A observação vira inspiração O passeio foi uma porta de entrada para a ciência cidadã e a valorização do território. A visita à RPPN marcou o início oficial do Desafio de Observação da Natureza de Itaguaçu , uma ação coletiva que convida toda a comunidade a registrar espécies de plantas, animais e outros organismos na plataforma iNaturalist , entre os dias 11 de dezembro e 11 de janeiro. E o Clube Sabiá saiu na frente. Ao final da trilha, dezenas de registros já haviam sido registrados, aumentando os dados sobre a biodiversidade local. Histórico do município Antes do início do projeto, Itaguaçu era um dos municípios capixabas com menos registros na plataforma iNaturalist. Isso não significava ausência de biodiversidade, mas ausência de observação da natureza, o registro e o compartilhamento do conhecimento ecológico local. Esse cenário começou a mudar com a chegada do Clube de Observadores da Natureza , uma iniciativa do Instituto Últimos Refúgios, com apoio do Instituto Unimed , ComproCard , da Prefeitura de Itaguaçu e do PAT Capixaba-Gerais (o Plano de Ação Territorial para Conservação de Espécies Ameaçadas do Espírito Santo fora das UCs). Ao levar crianças para observar a natureza, como na RPPN dos Guaribus, o projeto planta sementes de pertencimento, curiosidade e responsabilidade ambiental. Uma rede que cresce O Clube de Observadores da Natureza Sabiá se conecta a uma rede crescente de iniciativas de base comunitária, que buscam democratizar o acesso ao conhecimento ambiental e transformar observadores em agentes de conservação. A expectativa é que esse modelo se espalhe por outras escolas, municípios e regiões com poucos registros, ampliando o alcance da ciência cidadã no estado e fortalecendo o vínculo das comunidades com seus ambientes naturais. Faça parte O Desafio de Observação da Natureza de Itaguaçu segue até o dia 11 de janeiro, e todos estão convidados a participar. Basta criar uma conta gratuita no iNaturalist e registrar qualquer organismo vivo observado no município. 📸 Acesse e participe do projeto: www.inaturalist.org/projects/itaguacu-es Cada registro importa!
- Desafio de Observação da Natureza em Itaguaçu mobiliza a comunidade
O Instituto Últimos Refúgios (IUR) iniciou em Itaguaçu uma mobilização de ciência cidadã voltada à documentação da biodiversidade local. Entre 11 de dezembro e 11 de janeiro , moradores, estudantes e professores participaram do Desafio de Observação da Natureza de Itaguaçu , ação parte do projeto Clube de Observadores da Natureza nas Escolas . A iniciativa conta com o apoio do Instituto Unimed , ComproCard , Prefeitura de Itaguaçu e do Plano de Ação Territorial para Conservação de Espécies Ameaçadas – PAT Capixaba-Gerais , que se somam ao esforço para fortalecer o vínculo da comunidade com seu território e ampliar o conhecimento sobre a fauna e flora nos territórios, e neste caso, em Itaguaçu-ES. Por que Itaguaçu? Durante o planejamento das ações do Clube de Observadores da Natureza, o Instituto Últimos Refúgios identificou que Itaguaçu estava entre os municípios com menor número de registros de espécies no iNaturalist, uma das maiores plataformas de ciência cidadã do mundo. O diagnóstico indicava um potencial biológico subdocumentado, não por falta de biodiversidade, mas pela ausência de iniciativas que incentivassem a observação e o registro. Antes da chegada do projeto às escolas, havia apenas 18 espécies registradas para o município. Logo após a primeira atividade conduzida pelo Instituto, esse número saltou para 62. Esses resultados reforçaram a decisão do IUR de transformar Itaguaçu em um caso-piloto de mobilização comunitária para ciência cidadã. O “Clube de Observadores da Natureza Sabiá” A primeira etapa do projeto ocorreu na EMIEIF Pedro Thomazini, onde foi realizada uma atividade de sensibilização ambiental. Durante a visita, um episódio marcou estudantes e equipe técnica. Um sabiá-barranco havia construído ninho no terraço da escola, e as crianças acompanhavam diariamente o cuidado dos adultos com os filhotes. A cena inspirou o nome oficial do grupo: Clube de Observadores da Natureza Sabiá . O Instituto registrou o momento, que se tornou um símbolo do propósito do projeto no local. A observação que nasce de um gesto simples pode transformar a forma como uma comunidade se relaciona com sua biodiversidade. Como funciona o Desafio de Observação da Natureza de Itaguaçu O desafio convida toda a população a registrar espécies encontradas no município ao longo de um mês. Vale fotografar plantas, insetos, aves, mamíferos, fungos, rastros e outros elementos naturais. As fotografias devem ser enviadas para o iNaturalist, e o observador estar inscrito no no projeto criado pelo Instituto: https://www.inaturalist.org/projects/itaguacu-es O objetivo é construir, de forma colaborativa, um panorama mais completo da biodiversidade local, utilizando a metodologia da ciência cidadã. Primeira saída oficial ocorrerá na RPPN dos Guaribus Como parte das ações conduzidas pelo Instituto Últimos Refúgios, o Clube Sabiá realizará sua primeira saída de campo em 11 de dezembro, com visita à RPPN dos Guaribus , em Triunfo. A atividade inclui trilha guiada, escutas e observações, reforçando o aprendizado ambiental das crianças e estimulando o contato direto com os ecossistemas locais. Um modelo O Instituto Últimos Refúgios considera Itaguaçu um território estratégico para desenvolver um modelo replicável em outras regiões do Espírito Santo que ainda apresentam baixa documentação de biodiversidade. O avanço dos registros nas primeiras semanas evidencia o potencial de engajamento quando há mediação qualificada e ações educativas consistentes. O Desafio de Observação da Natureza segue ativo até 11 de janeiro , e o Instituto junto com seus parceiros, reforçam o convite para que moradores participem e colaborem com a construção de um retrato mais completo da vida silvestre do município. Instituto Últimos Refúgios – Inspirando pessoas, promovendo mudanças.
- Selo dos Correios que homenageia Sebastião Salgado e o Instituto Terra é lançado na COP 30
Os Correios lançaram selos em homenagem ao Instituto Terra , Sebastião Salgado e Lélia Wanick na COP30 . Tive a honra de as minhas imagens representarem essa ação. Um pedaço da minha história É impossível falar da minha trajetória como fotógrafo de natureza sem lembrar do Instituto Terra. Desde 2010/2011, quando pisei pela primeira vez naquela floresta em regeneração, eu já sabia que havia algo especial ali. Fui a convite da Lélia Wanick e do próprio Sebastião Salgado, meu ídolo e uma das grandes inspirações para seguir esse caminho. A floresta ainda dava seus primeiros sinais de recuperação. Tinha em torno de dez anos. Algumas áreas já mostravam avanço, outras ainda carregavam as marcas da degradação. Meu papel era simples: fotografar a natureza local. Mas o que vi ali transformou minha forma de ver o mundo e meu papel como artista. Uma homenagem que emociona Essa semana, durante a COP 30 em Belém, os Correios lançaram uma coleção especial de selos postais em homenagem ao Instituto Terra, à Lélia e ao Sebastião Salgado. E, para minha surpresa e alegria, as imagens escolhidas para representar essa história tão poderosa foram feitas por mim, durante os anos em que acompanhei de perto o renascimento daquela floresta. A utilização dos registros que nasceram da minha lente, para ações importantes, é algo que me emociona profundamente. Uma honra e a sensação de fazer parte, ainda que de forma pequena e simbólica, de um capítulo tão bonito da conservação brasileira. Uma história de transformação Foram muitos os aprendizados. Durante o tempo que vivi e fotografei no Instituto Terra, há 15 anos, vi a floresta ganhar força, a fauna se multiplicar, a comunidade crescer junto com as árvores. Jaguatirica, irara, cachorro-do-mato, mão-pelada, paca, centenas de espécies de aves. A vida voltando a ocupar um espaço que antes estava ferido, desértico. Dez anos depois, em 2019, voltei à região, desta vez a convite da BBC de Londres, para documentar o avanço da regeneração para o documentário Green Planet (Planeta Verde). Vi com meus próprios olhos a evolução do que começou com sementes, hoje abrigando árvores maiores, e para a minha surpresa, o retorno de animais de topo da cadeia alimentar, como o lobo-guará, o bugio e a onça-parda, que antes certamente (devido ao uso exaustivo de armadilhas fotográficas), não estavam por lá. Juliano Salgado e a continuidade do sonho Na cerimônia de lançamento dos selos, na COP 30, foi Juliano Salgado, filho de Sebastião e Lélia, quem representou a nova fase dessa caminhada. Ele abraçou a missão com a energia da juventude, aliando inovação à sabedoria que herdou dos pais. É inspirador ver como esse legado segue vivo, um lembrete de que a conservação é feita de continuidade. Histórias que passam de geração para geração. De gente que planta sabendo que talvez não veja a “floresta completa”, mas que planta mesmo assim. Pequena participação, grande alegria Minha participação nessa história pode parecer pequena. Mas, para mim, significa muito. Ao longo dos anos, me tornei parceiro do Instituto Terra. Sempre que precisam de registros fotográficos, sou convidado a voltar. E volto com a mesma alegria de quem visita a casa de amigos queridos. Agradeço também à equipe do Instituto Terra, que está lá, trabalhando com todo o coração. Um abraço ao Mário, Marilda, Camila, Gilson, Sergio, Regis, Gecio, Carolina, Thaís, Elisangela, Pedro, Olívia, Gabriela, Alan, Andrée, Arlon, Diego, Gilmar, Isabela, Lilian, Lucas, Marcella, Karina, Silvia, Maria Helena, Muryllo, Pieter, Roberto, Zé Armando, Weverton e muitos outros amigos. É com gente assim que as grandes ideias se tornam possíveis. Emoção Hoje, escrevo essa matéria emocionado. Porque, mesmo não estando presencialmente na COP 30, sinto que uma parte de mim está lá. Representada nessas imagens que contam a história de um Brasil que resiste, que regenera, que acredita. Que essa homenagem toque outras pessoas como me tocou. Que mais sementes sejam lançadas. Que mais histórias floresçam. E que, como nos ensinou o Instituto Terra, quando tudo parecer perdido, como um deserto árido, sempre há um caminho de volta, basta começar.
- Campanha Ecolé retorna à Ilha do Frade neste fim de semana; confira datas
Atores performando na Praia da Curva da Jurema em janeiro | FOTO: Vitor Pinheiro A campanha " Ecolé: feito por você e para você " volta às areias da Ilha do Frade neste sábado (15), às 12h. Será a primeira das seis ações restantes ao longo do ano. Os cenários escolhidos são as Praias da Direita, Barreira e da Castanheira, onde um grupo de atores, como forma de sensibilização ambiental, circula e oferece itens produzidos com sacolas e garrafas plásticas, guimbas de cigarro, palito de picolé, embalagens e outros resíduos deixados na praia pelos próprios frequentadores. Uma forma divertida de abordar um assunto tão sério. Vale lembrar que durante os meses de janeiro e fevereiro foram realizadas sete ações da campanha. Publico assistindo à esquete Ecolé: feito por você e para você na Praia da Curva da Jurema | FOTO: Vitor Pinheiro “Esse pequeno teatro é uma forma bem-humorada e irônica de reforçar a importância da limpeza das praias para a biodiversidade marinha, composta de peixes, arraias, golfinhos, tartarugas e outras espécies. As pessoas pensam que os atores são vendedores, interagem normalmente, se incomodam com os itens mostrados e acabam refletindo sobre o assunto”, conta Raphael Gaspar, diretor do Instituto Últimos Refúgios e coordenador do Projeto Ecofrade. Confira as próximas datas: 21/11 das 12h às 16h 23/11 das 12h às 16h 28/11 das 09h às 13h 6/12 das 12h às 16h 13/12 das 10h às 15h Confira o vídeo Ecolé: feito por você: A campanha “Ecolé: feito por você e para você” faz parte do projeto Ecofrade, que incentiva a coleta seletiva na Ilha do Frade com a participação da Cooperativa de Trabalho dos Recicladores de Vitória (COOPREV). A iniciativa é uma parceria do Instituto Últimos Refúgios, da Associação dos Moradores, Proprietários e Amigos da Ilha do Frade (Samifra) e da empresa Vale.
- Exposição “Baía das Tartarugas” chega ao Espaço Jubarte em nova etapa de itinerância
A exposição “ Baía das Tartarugas ”, realizada pelo Instituto Últimos Refúgios , acaba de inaugurar mais uma etapa do seu ciclo itinerante. Desta vez, o conjunto de totens fotográficos com imagens e informações sobre a biodiversidade marinha da capital capixaba está exposta no Espaço Jubarte, localizado na Praça do Papa, em Vitória (ES) . A mostra é parte do projeto homônimo que resultou também na publicação do livro “Baía das Tartarugas”, obra que celebra e revela a importância da Área de Proteção Ambiental (APA) da Baía das Tartarugas, uma Unidade de Conservação situada no litoral da capital capixaba. A APA é um refúgio vital para diversas espécies de fauna e flora. Itinerância além do previsto Originalmente, o projeto previa apenas três exibições públicas. No entanto, o entusiasmo do público e o propósito maior de dar visibilidade à riqueza natural e cultural da Baía das Tartarugas impulsionaram o Instituto a seguir com a exposição por mais etapas. Desde sua estreia, a mostra já passou por locais conhecidos pelos capixabas, como o Parque Costeiro da Praia de Camburi, o Projeto Tamar Vitória, o Shopping Vitória, o Parque Pedra da Cebola e outros pontos estratégicos de circulação popular. Agora, no Espaço Jubarte, gerido pelo Projeto Baleia Jubarte, a exposição continua sua missão até o dia 2 de fevereiro, com o intuito de despertar o olhar da população para um dos maiores tesouros naturais da cidade. As imagens registradas pelo fotógrafo Leonardo Merçon mostram a beleza da vida marinha e também a urgência em protegê-la. “A itinerância da exposição tem sido uma forma de levar a natureza onde as pessoas estão. Acreditamos que só se protege aquilo que se conhece e se valoriza”, reforça Leonardo Merçon, diretor do Instituto Últimos Refúgios. Próximos destinos O Instituto pretende continuar levando a exposição para novos espaços públicos e privados do Espírito Santo, com o objetivo de seguir ampliando a consciência ambiental e o orgulho capixaba por esse patrimônio natural. O instituto Últimos Refúgios aceita convites de espaços interessados em receber a exposição. Se você ainda não teve a chance de visitar, aproveite a oportunidade de conhecer a exposição no Espaço Jubarte, na Praça do Papa. E fique atento: a próxima parada da exposição pode ser no seu bairro, escola ou centro cultural.
- Mulheres no monitoramento de fauna: confira bate-papo com presidente do Instituto Últimos Refúgios e outras especialistas
No dia 01/11 a iniciativa “Mulheres e Fauna Terrestre” promoveu um bate-papo sobre a inclusão do gênero no monitoramento de fauna. Dentre os especialistas que compuseram a mesa-redonda estava Iasmin Macedo Gois, presidente do Instituto Últimos Refúgios, que deu seu parecer sobre o assunto e discutiu diversos pontos com as demais. Ela transitou por vários assuntos como, a dificuldade de mulheres ocuparem posições de liderança, sua jornada no Instituto Últimos Refúgios e produções audiovisuais com protagonismo feminino. Além de Iasmin, as especialistas Victoria Pinheiro, Tati Valença, Yasmine Antonine, Eliza Freire, Juliana Fernandes e Keila Nunes integraram o bate-papo que durou cerca de 3h20. Você pode conferir na integra no youtube, por meio do canal @MulhereseFaunaTerrestre e não é necessário fazer inscrição. VEJA O VÍDEO NO PLAYER ABAIXO:
















