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  • ATRAÇÃO JURASSIC WORLD E EXPOSIÇÃO AUDIOVISUAL “A NATUREZA ESTÁ MAIS PERTO DO QUE VOCÊ IMAGINA”- NO

    De 17 de janeiro a 17 de fevereiro, acontece na praça central do Shopping Vitória o evento de férias “Jurassic World”. Foto: Lais Pimentel O evento acontece por meio de “Bilheteria Solidária”, na qual todo o valor arrecadado será destinado aos projetos e ações em prol da conservação do meio ambiente, realizados pela ONG sem fins lucrativos Instituto Marcos Daniel. Trata-se de uma ação social realizada pelo Shopping Vitória e Instituto Marcos Daniel, Instituto Últimos Refúgios, Universal Filmes, proporcionando muita diversão e adrenalina para a criançada! Foi montado um parque temático baseado no filme “Jurassic World: Reino Ameaçado”, o qual possui variados brinquedos e atividades incríveis como: Escalada do Vulcão; Escorregador Triceratop; Desafio Raptors; Piscina de Lava; Escalada de Cordas Stegosaouro; Cenografias ‘Tire Fotos’. É permitida a entrada de crianças entre 3 (três) e 10 (dez) anos, mediante uma contribuição de R$8,00 reais por criança na entrada. O parque está aberto ao público de segunda a sábado, das 10 horas às 22 horas, e aos domingos e feriados, das 13 horas às 21 horas. Para acessar o regulamento do evento e ter mais informações clique aqui. Foto: Lais Pimentel O Davi e a Helena (das fotos abaixo) adoraram a atração e se divertiram muito nos brinquedos e com a decoração do parque: Fotos: Cristina Zampa (inferior esquerda) e Marcelo Renan de Deus Santos (superior esquerda) e Natália Rabelo(superior direita e inferior direita) SOBRE O INSTITUTO MARCOS DANIEL Foi fundado pelo Dr. Marcos Daniel Santos, em 2004, e desenvolve projetos de monitoramento da saúde da fauna silvestre, conservação de biodiversidade e educação ambiental por meio do ecoturismo. Possui como missão, “contribuir para a conservação da biodiversidade, gerando conhecimento científico, boas práticas, comunicando e estimulando a promoção de uma sociedade sustentável”. Um exemplo de projetos da ONG é o Projeto Caiman, uma iniciativa pioneira que dedica-se à conservação dos jacarés-de-papo-amarelo (Caiman latirostris) da Mata Atlântica Brasileira, fazendo pesquisa, educação ambiental, resgate de animais e divulgação científica. Saiba mais sobre o Instituto e suas ações no site: https://www.imd.org.br/ EXPOSIÇÃO “A natureza está mais perto do que você imagina!” Paralelo a essa atividade para a criançada, foi criada para os adultos (mas as crianças também estão convidadas) a exposição fotográfica / audiovisual “A natureza está mais perto do que você imagina!”, um olhar do fotógrafo Leonardo Merçon, fotógrafo de natureza e Presidente do Instituto Últimos Refúgios. Por meio de imagens lindas, intrigantes e contagiantes, pode-se vivenciar alguns momentos fantásticos do Instituto Marcos Daniel (em especial das atividades do Projeto Caiman) em busca da conservação da biodiversidade capixaba e seus habitantes! Além das fotos, há textos e vídeos para uma melhor compreensão a respeito dessa causa ambiental e as atividades que o Instituto Marcos Daniel desenvolve! A exposição é gratuita e patrocinada pela ArcelorMittal Tubarão e apoiada pelo Shopping Vitória e Instituto Últimos Refúgios. Está posicionada em frente ao Outback, também no Shopping Vitória, e como o parque, ficará até 17 de fevereiro. Fotos: Lais Pimentel SOBRE O TRABALHO DO FOTÓGRAFO LEONARDO MERÇON COM O INSTITUTO ÚLTIMOS REFÚGIOS “O Instituto Últimos Refúgios é uma organização socioambiental e cultural sem fins lucrativos, que atua desde 2011 na divulgação e sensibilização ambiental, estimulando o diálogo entre sociedade, organizações ambientais, instituições privadas e governamentais.” Tem como foco o trabalho fotográfico e audiovisual relacionado à natureza, em prol da conservação ambiental e do despertar de novos hábitos, por meio de ações como oficinas, exposições artísticas e atividades de sensibilização. Missão: “Estimular o desenvolvimento da empatia das pessoas pela natureza, animais silvestres, e populações tradicionais.” REFERÊNCIAS: REGULAMENTO DO EVENTO DE FÉRIAS JURASSIC WORLD SHOPPING VITÓRIA 2019. Acesso em: 21 janeiro 2019 EDUCAÇÃO AMBIENTAL ATRAVÉS DE PESQUISA CIENTÍFICA. Acesso em: 21 janeiro.2019 QUEM SOMOS. Acesso em: 22 janeiro.2019

  • Problema do lixo - Praia Limpa 2018, Vitória/ES

    Vídeo produzido pelo Instituto Últimos Refúgios para o Instituto Ecomaris e a PMV para o Projeto Praia Limpa. O vídeo foi exibido momentos antes da virada de ano 2018/2019, num telão na praia de Camburi (lotada, por sinal)! Assistam, compartilhem, viralizem... pois a mensagem é muito importante! Precisamos conscientizar as pessoas sobre a destinação correta dos resíduos que produzimos! Instituições participantes da ação: Prefeitura de Vitória Instituto Últimos Refúgios Projeto Pegada Sea Sheperd Brasil Instituto O Canal Amigos da Jubarte Vida de Ilha Instituto Jacarenema de Pesquisa Ambiental Vigilantes dos Ecossistemas Desbravadores - Distrito de Barra do Jucu #trashtag

  • IBAMA/ES Homenageia Instituto Últimos Refúgios, Projeto Marsupiais e outros Parceiros do CETAS/ES.

    No dia 18 de dezembro de 2018, o Centro de Triagem de Animais Silvestres, localizado no município de Serra, Espírito Santo, abriu suas portas para uma homenagem aos colaboradores e uma reunião técnica, onde foram abordados temas de melhorias para execução dos trabalhos e projetos do ano de 2019. Equipe do Cetas/ES, Rogério os Santos Araújo (Agente Ambiental Federal), Josiano Cordeiro Torezani (Analista Ambiental), Vinícius de Seixas Queiroz (Analista Ambiental), Décio Luiz Castelões Mota (Analista Ambiental e Responsável do Cetas/ES) e Equipe Últimos Refúgios Lorena Musiello (Voluntária do Projeto Marsupiais), Iasmin Macedo (Coordenadora do Projeto Marsupiais) e Leonardo Merçon (Presidente do Instituto Últimos Refúgios. Durante o período de apoio, os colaboradores voluntários não mediram esforços para ajudá-los com a saúde, reabilitação e soltura dos animais silvestres da fauna Espirito Santense. O evento contou com a presença do Superintendente do IBAMA/ES, Tarcísio José Föeger, e do Responsável pelo Centro de Triagem de Animais Silvestres DITEC/IBAMA/ES, Décio Luiz Castelões Mota, que ao longo da cerimônia fizeram uma homenagem aos colaboradores, certificando os representantes, de forma pública, e destacando a importância dos auxílios prestados de forma voluntária. Dentre os homenageados haviam o Instituto Últimos Refúgios e o Projeto Marsupiais, além de Veterinários, Biólogos, Reabilitadores, Clínicas, Laboratórios, outras Instituições de Conservação e Universidades, que tornam mais efetivo o trabalho do CETAS/Ibama. "Agraciados foram escolhidos entre colaboradores e entidades que se destacaram à frente de ações em parceria com o CETAS/ES na proteção da Fauna Silvestre Capixaba. O Superintendente Tarcísio Föeger entregou a honraria em solenidade no Centro Integrado de Gestão Ambiental da Lagoa Jacuném, em Serra/ES, na manhã de ontem (18)" Vinícius de Seixas Queiroz, Analista Ambiental do NUFAU/ES/IBAMA. Certificação entregue ao Instituto Últimos Refúgios e Projeto Marsupiais Além das homenagens, foi realizada ainda uma visita técnica às instalações do CETAS/ES e uma reunião de alinhamento, entre as entidades, visando agilizar os canais de comunicação e otimizar os procedimentos. De acordo com o Vinícius, a partir dessa discussão, foram programados três encontros técnicos para 2019. O primeiro em janeiro, onde os profissionais do CETAS e alguns voluntários receberão treinamento para otimizar o manejo visando a estabilização de pacientes críticos em quadros de emergência. Em seguida, no mês de fevereiro, serão discutidos os procedimentos operacionais pré e pós-operatórios para quadros ortopédicos (com principal destaque para fraturas de asas em aves de rapina). E o terceiro evento ocorrerá em março, quando será realizada uma oficina de trabalho (Workshop) para alinhamento entre órgãos públicos e privados nas diretrizes para atendimento a situações de conflito com animais silvestres em áreas urbanas da Grande Vitória. Equipe Cetas/ES, Representantes do batalhão da polícia ambiental e das Instituições colaboradoras. Sobre os CETAS Os Centros de Triagem de Animais Silvestres (Cetas) do Ibama são unidades responsáveis pelo manejo dos animais silvestres que são recebidos de ação fiscalizatória, resgate ou entrega voluntária de particulares. Os Cetas possuem a finalidade de receber, identificar, marcar, triar, avaliar, recuperar, reabilitar e destinar esses animais silvestres, com o objetivo maior de devolvê-los à natureza, além de realizar e subsidiar pesquisas científicas, ensino e extensão. A solicitação de pesquisa deverá ser formalizada na Superintendência do Ibama. Fonte: Ibama 2018. Segundo Josiano Cordeiro Torezani (Analista Ambiental), até a presente data do ano de 2018, o CETAS do Espírito Santo atendeu 2.267 animais, dentre aves, mamíferos e répteis. Grande parte desses animais foram reabilitados e soltos na natureza ou então destinados para o CEREIAS (Centro de Reintrodução de Animais Selvagens - Aracruz/ES), onde também são reabilitados para posterior soltura em ambiente natural preservado. Este número representa o bom trabalho realizado pelo CETAS, e claro, com a ajuda dos colaboradores conseguiremos avançar ainda mais na preservação da fauna do estado. * Texto: Lorena Musiello - Estudante de Medicina Veterinária e Iasmin Macedo - Bióloga coordenadora do Projeto Marsupiais. Conheça mais sobre o Projeto Marsupiais no LINK. Acompanhe também o Instituto Últimos Refúgios nas mídias sociais. Facebook - www.facebook.com/ultimosrefugios Youtube - www.youtube.com/ultimosrefugios O Instituto Últimos Refúgios é uma organização sem fins lucrativos na qual os participantes são voluntários. Se gosta de nosso trabalho e quer que ele continue, saiba como colaborar no link: PARTICIPE. "Inspirando pessoas, promovemos mudanças!"

  • Ação de limpeza nas praias de Vitoria-ES recolhe, em uma manhã, um "baleia de lixo".

    No dia 25 de novembro aconteceu a limpeza das praias de Vitória no Espírito Santo, realizado pelo Projeto Pegada envolvendo diversas ONGs (instigadas pelo Sea Sheperd Brasil e Instituto O Canal), a prefeitura de Vitória e pessoas de diferentes idades, juntas pelo meio ambiente. Esta ação teve como objetivo fazer a limpeza das praias retirando o lixo (que é um grande causador de morte de animais marinhos) e sensibilizar as pessoas sobre a poluição dos mares. Foi recolhido aproximadamente 1 tonelada de lixo nesta ação. Dentre os objetos recolhidos, pudemos ver alguns residuos curiosos. Mostrando assim a necessidade de mais ações focadas no bem do meio ambiente. Segundo a BBC Brasil o oceano recebe todo ano cerca de 8 milhões de toneladas de lixo plástico, o que coloca em risco a vida de milhares de espécies de animais marinhos em especial as tartarugas e as baleias, que muitas vezes morrem intoxicados ou asfixiadas após ingerirem esse tipo de lixos. Segundo uma notícia do G1 de 2015, de todo o lixo gerado no Brasil por ano, cerca de 30% dele poderia ser reaproveitado e apenas 3% do total é reciclado, levando a imaginar que o cenário que vimos no domingo poderia ser bem diferente se nós déssemos a destinação certa ao nosso lixo. Além de recolhimento de lixo, aconteceu a fiscalização feita pela Prefeitura de Vitória para retirar redes de pesca ilegais, que matam por ano, milhares de animais que não são alvo daquela pesca (tartarugas, golfinhos, baleias e muitas espécies ameaçadas de extinção). Ao final da ação foi montado um mosaico em forma de baleia com parte do lixo recolhido para mostrar a quantidade de lixo recolhido em um trecho pequeno de praia e tambem mostrar de forma simbolica mais uma baleia sendo salva da poluição marinha. Obrigado a todos que participaram dessa ação!! Instituíções participantes da ação: @projetopegadaoficial @amigosdajubarte @Vida de Ilha @sea_sheperd_brasil @institutoocanal @Instituto Últimos Refúgios @Instituto Jacarenema de Pesquisa Ambiental @EcoMaris @prefeituradevitória @Vigilantes dos Ecossistemas @Desbravadores e o PovoBrasileiro (nossos voluntários) * Texto de João Pedro Zanardo, Voluntário do Instituto Últimos Refúgios. * Fotos de Leonardo Merçon, Presidente do Instituto Últimos Refúgios. #trashtag Link dos sites citados: https://www.bbc.com/portuguese/noticias/2015/02/150213_plastico_mares_lk http://g1.globo.com/jornal-hoje/noticia/2015/04/apenas-3-de-todo-o-lixo-produzido-no-brasil-e-reciclado.html

  • Viagem para Abrolhos: Experiencia de um voluntario do Instituto Últimos Refúgios

    No mês de Julho de 2018, nosso voluntario João Pedro Zanardo de Andrade teve o prazer de conhecer o arquipélago dos Abrolhos na Bahia acompanhando o Instituto Baleia Jubarte e trouxe varias historias e fotos sobre as Baleias e o Arquipélago. Abaixo, segue o texto escrito por ele sobre tudo o que viu por lá: "O Arquipélago dos Abrolhos fica localizado no estado da Bahia, a cerca de 36 milhas náuticas da costa. Constituído por cinco ilhas vulcânicas, esse tipo de formação é ideal para quem deseja enxergar de perto, e de forma clara, a teoria dos ecossistemas de ilhas de Darwin na prática. Isso desperta a curiosidade de muitos biólogos e admiradores da natureza, fazendo com que Abrolhos seja um ecossistema único para visitar. Por ser considerado o lugar de maior biodiversidade do atlântico sul, o arquipélago ganhou o apelido de “amazônia marinha”. Para você ter uma ideia da riqueza do lugar, de acordo com o site do ICMBio, nas cinco ilhas existem cerca de 1300 espécies, sendo que 45 estão em risco de extinção, como apresentadas na lista da IUCN. A formação geológica do arquipélago resultou em uma área com águas rasas e quentes, ambiente ideal para as baleias-jubarte, que saem da Antártida e migram para Abrolhos todos os anos. Essa visita acontece nos meses de junho e julho, e dura até outubro e novembro. Esse é o período em que as baleias estão acasalando ou dando a luz aos filhotes, já que o ambiente é ideal para que os pequenos aprendam a nadar e se alimentar. Além disso, é aqui que eles se preparam para a jornada até a Antártida, onde fecham o ciclo anual da população de jubartes do Atlântico Sul. Atualmente, o Banco dos Abrolhos localizado no mar do Sul da Bahia e do Norte do Espírito Santo, é considerado o melhores lugares para o avistamento de baleias-jubarte em todo Brasil. MINHA EXPERIÊNCIA NO ARQUIPÉLAGO Nessa expedição, fui como acompanhante do Instituto Baleia Jubarte, e tive a oportunidade de ter contato com a pesquisa e a observação das baleias-jubarte com a equipe. Segundo eles, nós fomos privilegiados, pois tivemos a sorte de ver de perto os vários tipos de comportamentos das Jubarte, como o salto com batida de peitoral, a batida de caudal, a exposição de caudal, a batida peitoral e o SpyHope. Além disso, foi possível observar uma variedade de formações sociais das baleias, como fêmea com filhote, fêmea com filhote e um acompanhante, grupos competitivos de até 6 baleias, grupos pequenos e até mesmo baleias sozinhas. Ao fim da expedição, a equipe contabilizou 40 baleias, somando todos os momentos. No total, foram cerca de 4 horas com baleias próximas a proa do barco e, após 8 horas de observação, foi possível avistar 3 filhotes. ALÉM DAS BALEIAS - ILHA DE SANTA BÁRBARA Além da observação de baleias, também pude visitar outras ilhas do arquipélago, começando pela Ilha de Santa Bárbara. Dentre as cinco, esta é a única que não faz parte da jurisdição do Parque Nacional, pois está sob o domínio da Marinha Brasileira. É nela que se localiza o famoso Farol de Santa Bárbara, ativo desde 1862. Essa é a única ilha habitada do Arquipélago, já que alguns militares vivem lá, e trabalham para manter o funcionamento do farol e análises das condições marítimas, que são passadas para o continente. Além dos militares, pesquisadores também têm permissão para morar na ilha, durante o período em que realizam algum tipo de trabalho de pesquisa no Arquipélago. Por conta da presença humana, a Ilha de Santa Bárbara teve a fisionomia alterada, já que o homem modifica a paisagem e introduz espécies exóticas de plantas e animais domésticos, como cabras para a produção de leite e carne. Isso resultou em vários tipos de degradação na vegetação da ilha. A distância em relação ao continente também contribui para que o ambiente por aqui seja sensível, fazendo com que pequenas atitudes tenham como resultado grandes impactos. - ILHA SIRIBA De acordo com a Teoria dos Ecossistemas de Ilhas, é comum observarmos uma espécie mais adaptada e, consequentemente, dominante sobre as outras, em diferentes ilhas, mesmo estando próximas. No caso de Abrolhos, a segunda ilha que conheci foi a Ilha Siriba, onde pude observar a dominância em quantidade do Atobá-Grande (Sula dactylatra) voando pela região o dia inteiro. Essa espécie de ave é muito comum em áreas oceânicas, e estão sempre em casal, podendo haver variações de parceiros, , dependendo da temporada de acasalamento. Os machos possuem o comportamento de dar presentes para as fêmeas. Além disso, têm o costume de fazer seus ninhos em áreas planas e com pouca vegetação, o que tornam as ilhas perfeitas para eles, já que são áreas de solo rochoso, com predominância de plantas rasteiras e arbustos. Caminhar pelas trilhas da Ilha Siriba não é uma atividade muito fácil, já que a região está repleta de ninhos. - ILHA REDONDA A ilha Redonda é a segunda maior ilha do arquipélago, e é dominada pela Tesourão (Fregata magnificens), uma ave comum na costa brasileira. De coloração preta,o animal tem como característica marcante um papo vermelho nos machos. Durante a temporada de acasalamento, esse papo fica inchado, em prol de atrair as fêmeas. Os ninhos da Tesourão ficam localizados no topo da ilha, onde não é permitido o acesso. Isso é necessário porque a ave é muito arisca e, quando se assusta, foge voando e deixando o seu ninho desprotegido. Um dos comportamentos do macho dessa espécie é quebrar os ovos dos quais não são pais, fazendo com que uma visitação à essa área possa atrapalhar o ciclo de reprodução da ave. Algumas partes da Ilha Redonda são repletas de lixo, mas não são rastros deixados pelos turistas. A sujeira, na verdade, vêm com o mar, pelas correntes marítimas. Em certos locais, é comum ver peças de barcos, madeiras, garrafas de plástico, vidro e até latinhas com escritas em línguas estrangeiras, mostrando que o lixo que chega na ilha vem de muito longe. O RETORNO Após 3 dias no mar, dormindo e comendo enquanto sentia o balanço das ondas, pude voltar para casa com a mochila leve, sem lembranças materiais (em respeito às ilhas). Em compensação, a câmera veio cheia de fotos, e minha memória repleta de experiências e histórias incríveis para contar. Em Abrolhos, pude ver as belezas do ecossistema marinho e verificar toda aquela teoria que aprendemos na faculdade. Pude viver tudo na prática, através da sinergia com o local. Também pude aumentar minha sensibilidade em relação à importância da preservação, colocando em perspectiva algo como uma latinha, que alguém jogou fora de maneira incorreta em algum lugar do mundo, achando que nada iria acontecer, pode afetar tanto um ambiente tão belo e importante." * Texto e fotos de João Pedro Zanardo de Andrade, Biólogo e Voluntário do Últimos Refúgios. Acompanhe também o Instituto Últimos Refúgios nas mídias sociais. Facebook - www.facebook.com/ultimosrefugios Youtube - www.youtube.com/ultimosrefugios Instagram - www.instagram.com/ultimosrefugios O Instituto Últimos Refúgios é uma organização sem fins lucrativos na qual os participantes são voluntários. Se gosta de nosso trabalho e quer que ele continue, saiba como colaborar no link: PARTICIPE

  • Celebrando e apreciando nossos rios e córregos no Dia Mundial dos Rios

    Essa semana comemora-se o Dia Mundial dos Rios (Quarto Domingo de Setembro) onde mais de 60 países e milhões de pessoas se reúnem para celebrar nossos rios e córregos. Durante toda a semana acontecem dias práticos, workshops, palestras e outros eventos. Na última segunda feira dia 24 de Setembro de 2018 a pesquisadora Carolina Pinto representou o Instituto Últimos Refúgios no evento de restauração do córrego 'Pipp Brook' na Inglaterra. A 'World Rivers Week' (Semana Mundial dos Rios) tem como principal objetivo promover e relatar a entrega de projetos de restauração fluvial e melhoria dos rios em apoio à abordagem de ‘restauração de bacias hidrográficas’ e ao enquadramento dos corpos d'água na Europa (Water Framework Directive 2000/60/EC). Os grupos de proteção aos rios e córregos aspiram alcançar a melhor gestão de enchentes através do uso de elementos naturais (NFM), minimizar os prováveis impactos negativos do aquecimento global, criar e conectar habitats para a vida selvagem. Além de re-conectar pessoas ao ambiente natural e promover o engajamento do público na recuperação de cursos d'água. Tanto para membros da comunidade local quanto para os profissionais envolvidos, as atividades de restauração fluvial são interessantes, variadas e muito recompensadoras, e ainda é possível aprender muitas habilidades no campo. No vídeo produzido pela That's TV Surrey da Inglaterra, Glen Skelton, que é o oficial responsável pelo setor de ‘Wetland Landscapes’ da ‘Surrey Wildlife Trust’ explica que até este pequeno trecho de rio fornece serviços muito importantes, não é apenas a água potável, mas a redução do risco de inundações também. Se tivermos corredores de rios saudáveis, podemos reduzir as inundações nas cidades’. Dentre os voluntários envolvidos Alan, de 83 anos, deixou claro o porquê se envolver neste tipo de projeto ‘nossos rios são preciosos para as pessoas e para a vida selvagem e farei o que puder para ajudar’. Já no primeiro dia de eventos foi possível instalar duas grandes estruturas feitas de ‘feixes de galhos’ intra-calha e também avaliar a evolução das estruturas instaladas em Maio de 2017. A semana não terminou por aí, foram realizadas caminhadas, ações com comunidades ribeirinhas, palestras e mais restauração. Muitas celebrações ocorrem no domingo dia 30 de Setembro onde promove-se a importância da preservação de rios em todo o planeta neste Dia Mundial dos Rios. *O Instituto Últimos Refúgios é uma organização sem fins lucrativos na qual os participantes são voluntários. Se gosta de nosso trabalho e quer que ele continue, saiba como colaborar no link: PARTICIPE

  • Projeto Marsupiais no encontro do GEAS-UENF, Campos dos Goytacazes, RJ.

    Dia 19 de setembro, Iasmin Macedo, Coordenadora do Projeto Marsupiais, participou de um encontro com o Grupo de Estudos de Animais Silvestres da Universidade Estadual Norte Fluminense Darcy Ribeiro (GEAS-UENF), de Campos dos Goytacazes, Rio de Janeiro. O Tema da palestra foi “Reintrodução de Marsupiais” e teve como foco os trabalhos de resgate, cuidados e soltura dos marsupiais feitos ou apoiados pelo projeto. Participaram do encontro alunos e profissionais da área de Medicina Veterinária e Ciências Biológicas. Além disso, foi apresentado as técnicas de monitoramento que poderão ser utilizadas e outros objetivos do Projeto Marsupiais, como Difusão Científica, por meio de imagens de natureza, e Pesquisa Científica. Sobre o GEAS-UENF Com objetivo de trazer para dentro da universidade um maior estímulo ao estudo voltado para conservação e medicina veterinária de animais silvestres, um grupo de alunos decidiu dar início a um órgão que na forma de palestras, cursos, simpósios, aulas e outros meios de trocar conhecimento científico iria instigar a curiosidade de alunos e incentivar a formação de profissionais na área pouco vista nas disciplinas de graduação. Nos encontros, que ocorrem de forma quinzenal, é possível contar com a presença de profissionais e alunos pesquisadores que apresentam seu devido ramo e fomentam o debate sobre o mesmo. Email: projetomarsupiais@gmail.com Ajude-nos a proteger nossos marsupiais! Siga o Projeto Marsupiais e compartilhe nossas publicações. Fotos: João Zanardo *O Instituto Últimos Refúgios é uma organização sem fins lucrativos na qual os participantes são voluntários. Se gosta de nosso trabalho e quer que ele continue, saiba como colaborar no link: PARTICIPE Artigo 29 da Lei nº 9.605 (Lei de Crimes Ambientais) de 12 de Fevereiro de 1998 É crime - Matar, perseguir, caçar, apanhar, utilizar espécimes da fauna silvestre, nativos ou em rota migratória, sem a devida permissão, licença ou autorização da autoridade competente, ou em desacordo com a obtida. Pena - detenção de seis meses a um ano, e multa.

  • Onde estará a cuíca-d’água no Espírito Santo?

    Você viu? Tem foto ou vídeo? Manda para a gente!!! A espécie Chironectes minimus, conhecida popularmente como cuíca-d’água, chichica-d'água ou até mesmo gambá-d'água, é considerada de grande importância ecológica, por ser bioindicadora do estado de conservação de córregos e rios; além de ser apontada como espécie bandeira, pois contribui na preservação de diversas outras espécies. Mas o que significa ser bioindicadora de um rio?! E por que ela é apontada como tal?! A cuíca-d’água é totalmente dependente de um ambiente aquático preservado e rico em fauna. Por esse motivo, é comum se dizer: onde tem cuíca-d’água, tem um rio em bom estado de conservação. Pesquisadores apontam que a degradação desses ambientes é um grande fator para o risco de extinção da espécie, e a perda de uma de suas subpopulações seria irreversível. Por que estamos buscando a cuíca-d’água no estado do Espírito Santo? Ela tem sua distribuição por todo o território capixaba. No entanto, atualmente, dificilmente é encontrada. Existem no estado apenas dois registros depositados em Museu, sendo os dois indivíduos de Santa Teresa da década de 1940. Outros registros foram feitos por Augusto Ruschi em 1978 para a região do Caparaó e Tonini em 2010 para a Reserva Biológica de Duas Bocas, em Cariacica. Porém, são apenas dados visuais. Em trabalhos já realizados, diversos pesquisadores ressaltam a dificuldade em visualizar e capturar a espécie. Por esse motivo contamos com a ajuda da população do Espírito Santo e comunidades próximos a locais preservados para localizarmos e registrarmos os indivíduos presentes no estado. Sobre a espécie Segundo a União Internacional para Conservação da Natureza (IUCN) e o Ministério do Meio ambiente (MMA), a espécie está listada na categoria de ameaça como de “menor preocupação” (Least Concern - LC). Porém, no estado do Espírito Santo está classificada como “criticamente em perigo”, assim como em outros tantos estados brasileiros. Pesquisadores afirmam que o conhecimento sobre a cuíca d'água ainda é muito limitado e que sua categorização nas listas nacional e internacional são subestimativas, baseadas em crenças anedóticas e não em inquéritos de campo e avaliações da população. Habitat e abrigo: O leito do rio apresenta corrente moderada, com predominante vegetação arbórea e em alguns casos com vegetação arbustiva.Os abrigos são cavidades nas margens de rios, em pedras ou em meio às raízes e ao solo. Apenas com uma abertura, direcionada diretamente para a água.Esses animais raramente se distanciam dos cursos d’água, pois ali se encontram seus abrigos e alimentos. O que o Projeto Marsupiais já realizou e ainda vai realizar: Nossa equipe está indo a campo para realizar a busca ativa com o objetivo de localizar a espécie no Espírito Santo. A busca ativa consiste em realizar caminhadas em locais de possível presença dos animais e, por vezes, se manter estacionados à espera. É de grande importância que essas caminhadas aconteçam em horários de atividades da espécie, ou seja, durante o período noturno. Sendo assim utilizamos lanternas para a localização do indivíduo. Além da busca ativa, instalamos também câmeras "traps", estas armadilhas fotográficas são amarradas em troncos de árvores, próximas aos rios, capturam o movimento e registram o comportamento natural dos animais. Até o momento não obtivemos sucesso em encontrar o animal, mas coletamos dados importantes, como condições climáticas e ambientais, além de dados sobre o local. Até mesmo a fase da lua foi considerada. Com informações e registros da espécie em localidades aqui do estado do ES, enviados pela população, iremos fazer outras expedições para tentarmos coletar ainda mais informações sobre esses animais de tamanha importância para a biodiversidade capixaba. Telefone para contato: (27) 3022-1667 / (27) 99810-5848 Email: projetomarsupiais@gmail.com Ajude-nos a proteger nossos marsupiais! Siga o Projeto Marsupiais e compartilhe nossas publicações. Fotos: Daniel Gois *O Instituto Últimos Refúgios é uma organização sem fins lucrativos na qual os participantes são voluntários. Se gosta de nosso trabalho e quer que ele continue, saiba como colaborar no link: PARTICIPE Artigo 29 da Lei nº 9.605 (Lei de Crimes Ambientais) de 12 de Fevereiro de 1998 É crime - Matar, perseguir, caçar, apanhar, utilizar espécimes da fauna silvestre, nativos ou em rota migratória, sem a devida permissão, licença ou autorização da autoridade competente, ou em desacordo com a obtida. Pena - detenção de seis meses a um ano, e multa.

  • Visita do Últimos Refúgios a escola municipal da Serra

    No dia 08 de julho deste ano, os voluntários do Instituto Últimos Refúgios realizaram mais um trabalho de educação ambiental. A apresentação foi feita na EMEF Professora Naly da Encarnação Miranda, em Feu Rosa, e abordou o tema Animais da Mata Atlântica. O objetivo da ação era mostrar aos alunos do sétimo ano do Ensino Fundamental que os animais existentes na fauna da mata atlântica são de extrema importância, e é preciso preservá-los. Os voluntários apresentaram diversas espécies de animais, muitas das quais os alunos nem conheciam, mesmo estando perto de casa, já que o Espírito Santo é um estado riquíssimo em mata atlântica. Além de garantir novos conhecimentos aos alunos, a equipe do UR ressaltou a importância e a necessidade de preservar, apresentando alguns dos projetos realizados no estado. Assim, as crianças tiveram a chance de descobrir ações ambientais e, quem sabe, receberam uma dose de incentivo para se envolver com a preservação e fazer a diferença. Com fotografias, os alunos puderam ver de perto características interessantes e curiosidades de cada animal mencionado. A fauna foi exibida de um jeito que as crianças não estão acostumadas a ver e, com isso, o interesse pela natureza aumentou. A ação terminou com uma dinâmica na qual os alunos desenharam o animal que mais chamou atenção, além de escreverem em quatro parâmetros notas de zero a dez, que eles dariam para aquele animal. A brincadeira é semelhante ao jogo Super Trunfo e, assim, as crianças poderiam jogar como se fossem cartas, grupo contra grupo, enquanto relembravam os detalhes do dia de educação ambiental. A professora Mariana Brandão foi muito receptiva e apoiou os voluntários durante todas as atividades. Por fim, disse que os alunos gostaram das apresentações e a que a visita ajudou no desenvolvimento do conteúdo abordado em sala de aula. As crianças também se mostraram interessadas e muitas deixaram claro a preocupação com o meio ambiente, além da vontade de ajudar no futuro. Esse tipo de reação é exatamente o que satisfaz os voluntários, afinal, é esse tipo de atitude que confirma que o objetivo foi alcançado, que a mensagem de conservação foi passada adiante. * Texto de João Pedro Zanardo de Andrade, Biólogo e Voluntário do Últimos Refúgios. * Imagem de Lais Pimentel e João Pedro Zanardo de Andrade. * Participação: Wesley Simões Lapa, Luriê Damiani, Lais Pimentel Evangelista e João Pedro Zanardo de Andrade Acompanhe também o Instituto Últimos Refúgios nas mídias sociais. Facebook - www.facebook.com/ultimosrefugios Youtube - www.youtube.com/ultimosrefugios O Instituto Últimos Refúgios é uma organização sem fins lucrativos na qual os participantes são voluntários. Se gosta de nosso trabalho e quer que ele continue, saiba como colaborar no link: PARTICIPE "Inspirando pessoas, promovemos mudanças!"

  • Conheça a "Penélope", uma Gambá resgatada

    A Penélope, uma gambazinha fofa foi resgatada e adotada pela bióloga Iasmin Macedo. Segundo a legislação brasileira, é ilegal possuir animais silvestres de estimação. Para adotá-la, Iasmin precisou de uma autorização especial. A Penélope perdeu a cauda, ainda novinha, e por isso ficou impossibilitada de voltar para a natureza. Em uma das visitas feitas ao Centro de Triagem de Animais Silvestres – CETAS, depois que Iasmin começou a estudar uma possível parceria com o Projeto Marsupiais, ela deparou com a situação dessa filhote, uma gambá resgatada, ainda pequena, e que havia perdido a cauda e assim ficaria impossibilitada de voltar a natureza. Alguns perguntam, “Porquê?” “Só por causa da cauda?” - Sim, a cauda é muito importante para os marsupiais em geral, eles utilizam-na para equilíbrio. Se por acaso ela tivesse perdido a cauda depois de adulta, talvez não teria tanto problema, mas perdeu numa fase muito importante da vida. Desde o dia 23 de novembro de 2017 que a Iasmin está com ela, e já presenciou alguns impasses. Penélope não gosta muito de andar pelas árvores, anda meio desengonçada e já caiu de lugares altos, exatamente pela falta de equilíbrio. A cauda dos marsupiais é preênsil, isso quer dizer que eles se seguram nas coisas, como por exemplo nos galhos de árvores. Se ela tivesse a cauda, em um momento de desequilíbrio, a usaria para se agarrar. Assim não correria o risco de cair e, dependendo da altura, acabar se machucando. Com todo esse problema, a equipe responsável do CETAS decidiu que ela não poderia voltar para a natureza e então o Instituto Últimos Refúgios, representado pela bióloga Iasmin Macedo, através do documento de autorização concedido pelo Ministério do Meio Ambiente por meio do Termo de Transferência de Animais Silvestres nº42/17 – CETAS/IBAMA/ES, tornou-se mantenedor da Gambá. Isso significa que temos a guarda provisória para cuidar e auxiliar no que for necessário para ela. Para deixar claro, ela não é animal doméstico, assim como qualquer outro marsupial, são animais silvestres da nossa fauna brasileira e devem ser valorizados e respeitados. A Penélope achou uma nova casa e recebe todos os cuidados necessários. E ela é até famosinha. Já passou no programa Em Movimento na TV Gazeta. Ficou curioso? Confira o programa aqui: Lembra-se, segundo a legislação brasileira, é ilegal possuir animais silvestres de estimação. Se você encontrou um animal silvestre ferido ou órfão, procure um responsável especialista para auxiliá-lo nos procedimentos e entre em contato com os órgãos responsáveis (IBAMA, CETAS, CRAS, Polícia Ambiental, entre outros). Artigo 29 da Lei nº 9.605 (Lei de Crimes Ambientais) de 12 de Fevereiro de 1998 É crime - Matar, perseguir, caçar, apanhar, utilizar espécimes da fauna silvestre, nativos ou em rota migratória, sem a devida permissão, licença ou autorização da autoridade competente, ou em desacordo com a obtida. Pena - detenção de seis meses a um ano, e multa. Ajude-nos a proteger nossos marsupiais! Segue o Projeto Marsupiais e compartilhe nossas publicações. Se achar um marsupial na região da grande Vitória/ES que precise de atenção entre em contato, se for de outras regiões e precisar de orientação estaremos disponíveis. Telefone para contato: (27) 3022-1667 / (27) 99810-5848 Email: projetomarsupiais@gmail.com *O Instituto Últimos Refúgios é uma organização sem fins lucrativos na qual os participantes são voluntários. Se gosta de nosso trabalho e quer que ele continue, saiba como colaborar no link: PARTICIPE

  • As Baleias-Jubarte chegam em Vitória! Temporada 2018

    As baleias-jubarte estão novamente em casa! O Projeto Amigos da Jubarte inicia as pesquisas da temporada de 2018. No dia 01 de junho, foi possível avistar e registrar a nossa primeira jubarte em águas capixabas deste ano. Começou no dia 31 de maio, quando o parceiro Rafael Braga avistou duas baleias-jubarte (Megaptera novaeangliae) e um grupo de cerca de doze golfinhos-nariz-de-garrafa (Tursiops truncatus) em Vitória no estado Espírito Santo. Os golfinhos acompanharam a embarcação e deram um show de saltos e manobras. No dia seguinte Rafael entrou em contato com a nossa equipe, para que pudéssemos acompanhá-lo na procura das grandonas e realizarmos os nossos primeiros registros. No finalzinho da expedição conseguimos encontrar uma única baleia. Ela não se exibiu muito para nós, por isso não tivemos grandes chances para registrá-la, mas ainda assim, foi possível captar cenas bem legais, inclusive do alto, com o uso de drone. A chegada das baleias neste período já era esperada. Ainda assim, é sempre uma grande emoção recebe-las! As donas da casa estão, agora, voltando do seu período de férias pela Antártida. Nesses primeiros dias, é possível perceber a timidez das gigantes, mas elas já estão se aquecendo. O que vem por aí: Lembrando que elas têm os mares do Espírito Santo e Bahia como berçário e área de reprodução. Ficam por aqui de junho a novembro. O Projeto Amigos da Jubarte recomenda saídas a partir da segunda semana de junho. Assim, as chances de ver as grandonas dando show de acrobacias é bem maior. Esse show pode, inclusive, ser feito com várias delas, até mesmo acompanhada dos filhotes. A expectativa para essa nova temporada é de que nossos mares sejam uma festa das baleias. Nós vamos estar no mar para registrar todos os "passos", tanto para a pesquisa cientifica, quanto para divulgação turística.No ano passado tivemos a honra de ver muitas baleias por aqui e, neste ano, esperamos encontrar ainda mais, já que a população de jubartes está crescendo. Nas palavras de Rafael Braga, @vidadeilha: "Já faz um tempo que a saudade de ir para o mar e encontrar com essas dóceis gigantes estava difícil de aguentar. Desde o início de maio começamos a sair a procura das primeiras a chegarem, para podermos quantificar, com mais precisão, o início da temporada. Além disso, queríamos novamente bater palmas e dar gritos de incentivos espontâneos para esses cetáceos que habitam nossa costa por aproximadamente 6 meses do ano. Foi então que, na saída do dia 31 de maio, chegamos a navegar 20 milhas para fora da costa sem o menor sinal delas. Aguardamos por aproximadamente 40 minutos em alto mar, até que comecei a voltar bem devagar, para ver se encontrava algum sinal. Quem está sempre no mar sabe como os nossos olhos pregam peças, ainda mais quando o desejo de ver algo é grande. Toda hora pensávamos ter visto um borrifo ou um splash. Infelizmente, eram alarmes falsos. Mesmo com o desanimo, uma dessas ‘miragens’ me deixou muito intrigado. ‘Não posso estar enganado’ eu pensava. Comecei a voltar para terra na direção desse suposto sinal de baleia. O que me desanimava é que por muitas milhas, navegando em busca da origem daquela suspeita, nada mais aparecia. Eu estava chegando mais perto da terra, onde no início da temporada as chances de encontrar uma baleia é menor. Foi quando, depois de muita expectativa, veio a confirmação! Dois borrifos na nossa proa! Meu Deus, que festa que foi a bordo. Quanta alegria! Estávamos distantes do ponto onde a vimos, mas saber que elas estão de volta, que a porteira está aberta, bastou. Foi incrível. Foi como quando um familiar, que viajou e ficou muito, mas muito tempo fora, volta para casa e você o encontra no aeroporto. ELAS ESTÃO EM CASA! Chegando mais perto, tivemos mais uma surpresa. Um grupo de Golfinhos Nariz de Garrafa nadava escoltando as baleias. Eram aproximadamente 12 golfinhos que deram um show à parte. Todo esforço valeu a pena e tenho a honra de anunciar que: está aberta a temporada de baleias Jubarte no Espírito Santo!” O Projeto Amigos da Jubarte e seus parceiros buscam fomentar a observação de baleias no estado como instrumento de conservação, educação ambiental e desenvolvimento econômico sustentável para toda região. Para saber mais sobre o projeto, além de saber como ver as baleias capixabas, acesse: www.queroverbaleia.com * O projeto Amigos da Jubarte é uma realização do Instituto O Canal, com co-realização do Instituto Últimos Refúgios, Instituto Baleia Jubarte (Projeto Baleia Jubarte) e Instituto Ecomaris, com apoio da Vale e Universidade Federal do Espírito Santo. Além de prever ações de caráter educacionais, científicos e culturais, a iniciativa aposta num novo panorama turístico, pautado no desenvolvimento sustentável, fomentando a indústria limpa e servindo principalmente de vetor para a sensibilização ambiental.

  • Montanhas: as vigias do clima

    Sempre me encantei com montanhas. A grandiosidade dos paredões rochosos envoltos por neblina ou cobertos por neve evoca algo de mágico no imaginário humano. Quase como se esses gigantes quisessem nos dizer algo. De fato, para os fotógrafos, cientistas e entusiastas da natureza, eles dizem muita coisa. Muito além da sua beleza estética, as montanhas carregam também uma parte importante da história do nosso planeta e também de como ele vem mudando ao longo do tempo. Isso é especialmente interessante quando o assunto é aquecimento global e mudanças climáticas. Muitos dos animais e plantas que vivem nas montanhas passaram por um longo processo evolutivo de adaptação a condições ambientais hostis, como temperaturas extremas, solos pobres, alta exposição solar, ar rarefeito e restrição de água. Falamos aqui de uma relação muito íntima entre os organismos e seu ambiente. Sendo assim, se o ambiente mudar e tornar-se desfavorável, as opções são restritas: migrar para lugares mais favoráveis, evoluir (o que biologicamente significa mudar, e geralmente demanda muito tempo de diversificação e atuação da seleção natural) ou simplesmente perecer. No cenário de mudanças climáticas globais, com aumento da temperatura média do planeta, aquecimento de alguns lugares e resfriamento de outros, a vida nas montanhas é uma das primeiras a ser afetadas. Isso porque os organismos que acabamos de mencionar, tão especializados na vida nas montanhas, são obrigados a acompanhar as mudanças de temperatura que lhes são favoráveis. Como a temperatura cai em função da altitude, se o clima de uma região esquenta, as espécies que antigamente ocupavam a base de uma montanha, mais adaptadas ao calor, agora são capazes ou mesmo forçadas a ocupar áreas mais altas, que agora tem temperatura mais amena. Por outro lado, as espécies mais adaptadas ao frio presenciam uma redução na sua área de ocorrência potencial, pois são obrigadas a ocuparem regiões mais próximas ao topo das montanhas, onde a temperatura é mais baixa. De forma semelhante, se o clima regional esfriar, as espécies do topo das montanhas são capazes de colonizar áreas mais baixas, enquanto as espécies adaptadas ao clima mais quente da base das montanhas são obrigadas a descerem ainda mais em busca de temperaturas menos extremas. Bom, até aí tudo bem. O grande problema é que a área disponível também diminui com a altitude, já que o relevo montanhoso tende a se aproximar de uma forma cônica. O que isto significa? Significa que os animais e plantas adaptados a viver nas regiões mais frias e com condições ambientais mais rigorosas, no topo das montanhas, não terão para onde ir caso a temperatura aumente, simplesmente por que não há como subir mais! Isso tem levado à extinção de inúmeras espécies em âmbito global, e tem se tornado uma preocupação cada vez maior de ecólogos e ambientalistas. Estudos conduzidos nos campos rupestres da Cordilheira do Espinhaço (maior cadeia montanhosa do Brasil, ilustrada pelas quatro primeiras fotos desta matéria), por exemplo, apontam para uma possível perda de mais de 80% da área adequada para sobrevivência das espécies ali existentes até 2070, devido às mudanças climáticas. Essa perda pode ser ainda maior quando considerados outros fatores que agem em conjunto, com a perda de hábitat pela expansão urbana, minerações, avanço da agropecuária, silvicultura e espécies invasoras. Isso faz com que as espécies e ecossistemas associados às montanhas fiquem cada vez mais ilhados e vulneráveis a outros impactos. As montanhas atuam assim como grandes vigias do clima, nos alertando sobre as mudanças pelas quais nosso planeta está passando. A mudança nos padrões de distribuição das espécies é um dos primeiros sinais de que mudanças ambientais maiores estão por vir, e deve ser cuidadosamente analisada para evitar futuras perdas de biodiversidade e de todos os serviços ambientais associados. * Texto e fotos de Augusto Milagres e Gomes, Biólogo, mestre em ecologia e fotógrafo da natureza. Conheça mais sobre o trabalho do Augusto no LINK. Acompanhe também o Instituto Últimos Refúgios nas mídias sociais. Facebook - www.facebook.com/ultimosrefugios Youtube - www.youtube.com/ultimosrefugios O Instituto Últimos Refúgios é uma organização sem fins lucrativos na qual os participantes são voluntários. Se gosta de nosso trabalho e quer que ele continue, saiba como colaborar no link: PARTICIPE "Inspirando pessoas, promovemos mudanças!" Referências Fernandes, G.W.; Barbosa, N.P.U.; Negreiros, D.; Paglia, A.P. 2014. Challenges for the conservation of vanishing megadiverse rupestrian grasslands. Natureza & Conservação 12(2): 162–165. Fernandes, G.W. 2016. Ecology and conservation of mountaintop grasslands in Brazil. Springer, Switzerland. Fernandes, G.W.; Barbosa, N.P.U.; Alberton, B.; Barbieri, A.; Dirzo, R.; Goulart, F.; Guerra, T.J.; Morellato, L.P.C. & Solar, R.R.C. 2018. The deadly route to collapse and the uncertain fate of Brazilian rupestrian grasslands. Biodiversity and Conservation (https://doi.org/10.1007/s10531-018-1556-4).

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