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  • A extraordinária visão das aves.

    Pergunte aos seus amigos quais são suas cores favoritas e você notará que raras vezes a resposta será os tons de marrom e cinza... é bem provável que a maioria responda que suas cores favoritas são o verde, o azul, os tons de roxo e violeta. A última sondagem mundial feita por uma empresa, a YouGov, revelou que a cor preferida das pessoas no mundo todo, independentemente do sexo, é a azul. Em segundo lugar, vem o vermelho, o roxo, o verde. E por último... adivinhem! O marrom. Beija-flor-rubi (Clytolaema rubricauda) fotografado em Santa Teresa, Espírito Santo. Foto: Leonardo Merçon Floresta (paisagem) fotografado em Linhares, Espírito Santo - Sudeste do Brasil. Bioma Mata Atlântica. Registro feito em 2013. Fotógrafo: Leonardo Merçon ​ ​As cores são importantes na vida das pessoas e influenciam o ambiente à nossa volta, por isso os profissionais que trabalham com design e decoração dão tanta importância às cores e à sua harmonia com as formas. É fato e notório que elas influenciam o nosso humor e comportamento. Por exemplo, as paredes de um hospital, de um quarto de hotel ou de uma escola jamais devem ser pintadas de vermelho, pois essa cor é muito estimulante e pode causar irritação a pessoas expostas a ela por um longo período de tempo. Por sua vez, o rosa é relaxante e desperta a proatividade. O laranja desperta o apetite. O verde diminui o estresse e o azul acalma, enquanto o amarelo desperta a energia. Lagoa de Caraís, Guarapari. Foto: Leonardo Merçon Mas será que as cores despertam as mesmas sensações nas aves? Qual seria a importância da visão colorida para estes animais? Pois saibam que as aves têm a capacidade de enxergar os raios ultravioleta (raios UV), o que para o ser humano é impossível sem o uso de equipamentos. Com certeza você já ouviu falar nos raios UV, principalmente agora que o verão está chegando. A exposição prolongada à radiação UV é nociva para a pele, podendo levar ao surgimento de câncer de pele. Mas, para as aves, essa radiação é importantíssima para sua sobrevivência. Elas influenciam na sua alimentação e estimulam a glândula pineal e a pituitária, desempenhando um importante papel no bom funcionamento do sistema nervoso central e no sistema endócrino das aves. Rendeira fêmea (Manacus manacus) fotografado em Linhares, Espírito Santo. Foto: Leonardo Merçon As aves se utilizam dessa capacidade no processo reprodutivo, sendo que a distinção dos indivíduos do sexo oposto é feita por meio do espectro dos raios UV percebido na plumagem. Sendo assim, mesmo que para nós, seres humanos, não haja dimorfismo sexual aparente, a reflexão dos raios UV nas penas, ao criar uma vasta gama de cores, tem efeito na seleção sexual, mesmo em aves que para os nossos olhos são totalmente escuras ou totalmente brancas. É bem provável que aquela ave que enxergamos como negra, marrom ou branca seja bastante colorida. Nossos olhos é que não são capazes de enxergar a gama de cores dos raios UV. Tiê-sangue fêmea e macho (Ramphocelus bresilius). Foto: Leonardo Merçon Apesar da nossa capacidade de enxergar uma ampla gama de cores, matizes e tons, as células que percebem cores na nossa retina, lá dentro bem no fundo do olho, chamadas cones, permitem a percepção de três cores primárias (vermelho, verde e azul) que se combinam. É a visão tricromática. Nas aves essas células são em número de quatro, o que lhes confere uma visão tetracromática. Esse quarto cone é sensível à radiação UV e permite a identificação de uma gama de cores distintas. Pesquisas indicam que algumas espécies apresentam um quinto cone, o que lhes daria a capacidade de diferenciar dois tipos de comprimento de ondas UV e uma capacidade incalculável e extraordinária de percepção de cores. Retirado de: http://photographyoftheinvisibleworld.blogspot.com.br/2017/09/how-to-simulate-what-birds-may-see.html Agora, imagine se você pudesse ver o mundo através dos olhos dessas aves! Como seria incrível poder ver uma gama de cores muito mais rica que a que podemos enxergar com nossos olhos, também fantásticos mas que perdem feio comparado às capacidades visuais encontradas nestes animais. Como será que a visão de uma gama maior de cores influenciaria nas nossas vidas? Seríamos mais felizes, comeríamos melhor ou amaríamos mais? Só as aves poderiam nos dizer. Amanhecer no Pantanal fotografado em Corumbá, Mato Grosso do Sul. Foto: Leonardo Merçon * Texto de Cristina Zampa Sanchez, Bióloga e Educadora Ambiental, Professora na Rede Municipal de Ensino da Serra-ES. * Foto de Leornado Merçon, fotógrafo de natureza e conservação, voluntário do Instituto Últimos Refúgios (Instagram - @leonardomercon). Acompanhe também o Instituto Últimos Refúgios nas mídias sociais. Facebook - www.facebook.com/ultimosrefugios Youtube - www.youtube.com/ultimosrefugios O Instituto Últimos Refúgios é uma organização sem fins lucrativos na qual os participantes são voluntários. Se gosta de nosso trabalho e quer que ele continue, saiba como colaborar no link: PARTICIPE "Inspirando pessoas, promovemos mudanças!" REFERÊNCIAS https://yougov.co.uk/news/2015/05/12/blue-worlds-favourite-colour/. FARINA, Modesto. Psicodinâmica das cores em comunicação. São Paulo: Edgard Blucher. 2006. TISKI-FRANCKOWIAK, Irene T. Homem comunicação e cor. São Paulo: Ícone. 2000. PINHEIRO, Daniel; SCHWENGBER, Eduardo Cipriani. As cores em ambientes internos com foco em suas influências sobre o comportamento dos estudantes. Em: http://www.uniedu.sed.sc.gov.br/wp-content/uploads/2016/03/Artigo-Daniel-Pinheiro.pdf. Acessado em 05/12/2017. CAMEIRO, Teresa Cristina Teixeira Vieira. Percepção das cores. Disponível em: . Acesso em: 05/12/2017. TOLEDO, MCB.; DONATELLI, RJ.. Spectral analysis of flowers used by nectar-feeding birds in an urban area in Southeastern Brazil. Braz. J. Biol., São Carlos , v. 70, n. 3, supl. p. 729-735, Oct. 2010. TOLEDO, MCB.; DONATELLI, RJ.. Spectral analysis of flowers used by nectar-feeding birds in an urban area in Southeastern Brazil. Braz. J. Biol., São Carlos , v. 70, n. 3, supl. p. 729-735, Oct. 2010 .

  • Projeto Marsupiais participa do primeiro resgate!

    Em setembro deste ano, o Projeto Marsupiais foi procurado para seu primeiro resgate. Dois filhotes de gambá haviam sido encontrados no Morro do Moreno, em Vila Velha, Espírito Santo. Filhote em tratamento no Cetas-IBAMA. Foto: Joarley Rodrigues. Gambás são animais de hábitos noturnos e se alimentam de ovos, frutos, vermes, insetos, lagartos, anfíbios e até mesmo filhotes de pássaros. Esses dois, porém, não precisavam apenas de alimentos, e sim de cuidados, já que eram muito novos e não conseguiam se alimentar e fazerem suas necessidades sozinhos e ainda um deles tinha um corte profundo no membro superior. Depois de resgatados, os animais foram alimentados com um leite especial e gema de ovo, seguindo os padrões de alimentação natural deles. O corte foi tratado com uma pomada e foi preciso enrolar os dois em panos, colocar dentro de uma meia e aquecer com um abajur, já que os dois sentiam muito frio e a meia simula o ambiente da bolsa materna. A polícia ambiental foi procurada pela equipe do Projeto Marsupiais para obter informações sobre como proceder com os dois gambás. Apesar do aspecto fofo e indefeso dessas criaturas nesse momento, eles são animais selvagens e é preciso autorização até mesmo para manipulá-los. Neste caso, a autorização e orientação foi recolher os animais e procurar o Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas-IBAMA), na Serra. No dia seguinte ao resgate, os gambás foram encaminhados para lá e estão passaram por um período de cuidados para que possam ser soltos com condições de sobreviverem sozinhos na natureza. Após os cuidados Assim que os filhotes atingem um certo tamanho e a equipe do Cetas percebe que eles podem sobreviver na natureza sozinhos, eles são soltos. E foi o que ocorreu com os dois Gambazinhos. Eles se recuperaram, inclusive o corte que um deles apresentava cicatrizou. Agora eles estão livres, por conta deles mesmo e pela mãe natureza! Ajude-nos a proteger nossos marsupiais! Curta a página e compartilhe nossas publicações. Se achar um marsupial na região da grande Vitória/ES que precise de atenção entre em contato, se for de outras regiões e precisar de orientação estaremos disponíveis. Telefone para contato: (27) 3022-1667 / (27) 99810-5848 Email: projetomarsupiais@gmail.com Página do Facebook: https://www.facebook.com/projetomarsupiais/ Instagram: https://www.instagram.com/projetomarsupiais/ * Texto da Bióloga, Iasmin Macedo, e da estudante de Jornalismo, Aline Soares Passos, voluntárias no Instituto Últimos Refúgios. * Fotos de Iasmin Macedo e Joarley Rodrigues - Fotógrafo, Diretor executivo do Instituto Últimos Refúgios (Instagram - @jowroddphotography) Acompanhe também o Instituto Últimos Refúgios nas mídias sociais. Facebook - www.facebook.com/ultimosrefugios Youtube - www.youtube.com/ultimosrefugios O Instituto Últimos Refúgios é uma organização sem fins lucrativos na qual os participantes são voluntários. Se gosta de nosso trabalho e quer que ele continue, saiba como colaborar no link: PARTICIPE "Inspirando pessoas, promovemos mudanças!"

  • Auxiliando cientistas e promovendo a saúde: a importância dos lagartos para a sociedade humana.

    Lagartixas, calangos, teiús, iguanas... esses são apenas alguns exemplos dos muitos lagartos que ocorrem no Brasil. Já são registradas no país mais de 260 espécies de lagartos (Costa & Bérnils, 2015) e esse número aumenta constantemente, conforme cientistas descobrem e descrevem novas espécies. Lagarto Papa-vento (Polychrus marmoratus) - Many-colored Bush Anole Essa diversidade torna-se ainda mais impressionante quando analisamos a variedade de formas de vida que ela compreende. Enquanto lagartos como a lagartixa-sul-americana (Chatogekko amazonicus) possuem o tamanho aproximado de uma moeda de R$ 1,00, não ultrapassando 2,4 cm (Gamble et al., 2011), iguanas (Iguana iguana) podem apresentar tamanhos totais superiores a 1,70 m (Alberts, 2004) e lagartos ainda maiores ocorrem em outros países. Em hábitats naturais, ocupam diversos microhábitats, sendo encontrados sobre árvores, rochas, no chão e até abaixo dele. Isso faz com esse seja um grupo fundamental para o funcionamento dos ecossistemas, pois ocupam diversos locais, atuando tanto como predadores (normalmente de pequenos artrópodes, como insetos e aranhas, mas existem lagartos que comem apenas plantas, como as iguanas) ou como presas (de animais serpentes, aves ou mamíferos). Ainda, por apresentar padrões tão variados de formas e comportamentos, os lagartos constituem uma ferramenta poderosa para os cientistas, que há anos estudam esses animais e aumentam nossa compreensão acerca de como os organismos se distribuem nas mais variadas regiões e as estratégias adotadas pelos animais para coexistir num mesmo espaço (Pianka & Vitt, 2006). Em uma mesma árvore podemos encontrar, por exemplo, pequenos lagartos ocupando espaços próximos às raízes sob o solo, escondidos sob cascas ou pequenos buracos nos troncos, lagartos um pouco maiores camuflando-se em galhos e ramos e grandes iguanas em partes mais altas da copa. E se você ainda está achando pouco, saiba que os lagartos são muito importantes para a sociedade humana, uma vez que alimentam-se de organismos que são vetores de doenças humanas e pragas agrícolas, auxiliando no controle biológico de organismos que poderiam ameaçar a saúde humana. E quanto aos nossos amigos de cauda longa, não se preocupe: no Brasil não existe nenhum registro de espécie peçonhenta! Isso significa que nenhum lagarto que você pode encontrar no país é capaz de inocular veneno... apesar de alguns lagartos como teiús e iguanas assustarem por seu grande tamanho e poderem causar arranhões, eles não representam nenhum risco à vida humana. Os lagartos estão fazendo muito pela humanidade, mas a cada dia sofrem mais com a destruição de seus hábitats. Precisamos conservar o meio ambiente para que toda essa diversidade seja mantida. E você, está fazendo a sua parte? Lagartixa-verde-da-amazônia (Dactyloa punctata) * Texto de Lissa D. Franzini, Bióloga CRBio 98000/01-D, Mestranda - Laboratório de Herpetologia - Universidade Federal da Paraíba. * Foto de Leornado Merçon, fotógrafo de natureza e conservação, voluntário do Instituto Últimos Refúgios (Instagram - @leonardomercon). Acompanhe também o Instituto Últimos Refúgios nas mídias sociais. Facebook - www.facebook.com/ultimosrefugios Youtube - www.youtube.com/ultimosrefugios O Instituto Últimos Refúgios é uma organização sem fins lucrativos na qual os participantes são voluntários. Se gosta de nosso trabalho e quer que ele continue, saiba como colaborar no link: PARTICIPE "Inspirando pessoas, promovemos mudanças!" REFERÊNCIAS Alberts, A. (2004). Iguanas: Biology and Conservation. [S.l.]: University of California Press. 356 pp. Gamble, T., Daza, J. D., Colli, G. C., Vitt, L. J. & Bauer A. B. (2011). A new genus of miniaturized and pug-nosed gecko from South America (Sphaerodactylidae: Gekkota). Zoological Journal of the Linnean Society. 163 (4): 1244–1266. Costa, H.C. & Bérnils, R.S. (2015): Répteis brasileiros: Lista de espécies 2015. Herpetologia Brasileira 4: 75-93. Pianka, E. R. & Vitt, L. J. (2006). Lizards: Windows to the Evolution of Diversity. [S.l.]: University of California Press. p. 186.

  • Guia Online de Aves do Espírito Santo

    Está pronta a seção de espécies do nosso Guia Online de Aves do Espírito Santo!! Para os observadores de aves e os amantes da natureza, o Guia Online de Aves do ES está à disposição. Foram diversas pesquisas até que o guia ficasse disponível. Todas as fotos foram tiradas pelo Instituto Últimos Refúgios em Unidades de Conservação ou locais do Espírito Santo. São cerca de 600 espécies de aves no estado. A observação de aves tem o intuito de contemplar e registrar espécies como forma de lazer e turismo. Além de fotografias, o observador também pode escutar os cantos e conhecer a ave através deles. Os beija-flores são as aves que representam o nosso estado, e como podemos ver na foto abaixo estão em grande diversidade por aqui. Algumas espécies ainda precisam ser fotografadas, como mostra a imagem abaixo, e se você tiver o registro (aqui no ES), pode nos enviar. Com a base de dados do Guia Online, você sabe quem procurar e aonde procurar. Lembrando que é ilegal a captura ou caça de animais silvestres. A observação deve ser feita sem causar prejuízo ao animal ou qualquer dano ao seu habitat. * Texto de Juliana Teixeira Moraes - Voluntária do Instituto Últimos Refúgios. * Fotos de Leornado Merçon, fotógrafo de natureza e conservação, voluntário do Instituto Últimos Refúgios (Instagram - @leonardomercon). Acompanhe também o Instituto Últimos Refúgios nas mídias sociais. Facebook - www.facebook.com/ultimosrefugios Youtube - www.youtube.com/ultimosrefugios O Instituto Últimos Refúgios é uma organização sem fins lucrativos na qual os participantes são voluntários. Se gosta de nosso trabalho e quer que ele continue, saiba como colaborar no link: PARTICIPE "Inspirando pessoas, promovemos mudanças!"

  • Vamos falar um pouco sobre as cutias?

    Para quem na infância cantava “corre cutia na casa da tia” nas brincadeiras de roda, sente que esse nome soa familiar. Mas quem é a cutia? Você sabe? As cutias são mamíferos roedores frugívoros do gênero Dasyprocta, elas estão distribuídas em toda a América Neotropical em 11 espécies das quais 9 ocorrem no Brasil. São animais de pequeno porte, pesam em média de 3kg a 6kg e cerca de 49 – 64 cm de comprimento. Esses mamíferos são chamados de forrageadores, que são aquelas espécies que passam maior parte do seu horário de atividade em busca de alimento. No caso da cutia, ela passa parte do dia forrageando à procura de frutas e sementes, e possuem um comportamento muito interessante: elas têm o hábito de carregar as sementes por longas distâncias e enterrá-las no solo como forma de estocar alimento para uso futuro. Devido a esse comportamento, elas desempenham grande importância ecológica como dispersores de sementes, pois contribuem para a manutenção da diversidade de árvores da floresta. É seu olfato apuradíssimo é que auxilia na procura de alimento e na comunicação entre os indivíduos, por meio de secreções deixadas no ambiente. Infelizmente as cutias correm o risco de entrar para a lista de ameaça de extinção por vários fatores. O primeiro deles é perda do habitat causada pela fragmentação da Mata Atlântica, no caso da nossa região, afetando seu hábito de forrageio que demanda grandes áreas florestais, leva a dispersão e isolamento das populações, impedindo o fluxo migratório para outras regiões e ainda facilita a caça, sendo este outro fator, já que sua carne é considerada pelos caçadores de boa qualidade para consumo. * Texto de Jennifer Oliveira, graduanda em Biologia e voluntária do Instituto Últimos Refúgios. * Foto de Leornado Merçon, fotógrafo de natureza e conservação, voluntário do Instituto Últimos Refúgios (Instagram - @leonardomercon). Acompanhe também o Instituto Últimos Refúgios nas mídias sociais. Facebook - www.facebook.com/ultimosrefugios Youtube - www.youtube.com/ultimosrefugios O Instituto Últimos Refúgios é uma organização sem fins lucrativos na qual os participantes são voluntários. Se gosta de nosso trabalho e quer que ele continue, saiba como colaborar no link: PARTICIPE "Inspirando pessoas, promovemos mudanças!" REFERÊNCIAS WILSON, D. E.; REEDER, D. M. Mammal species of the world: A Taxonomic and Geographic Reference. Johns Hopkins University Press: Baltimore, ed. 3, p. 2142, 2005. REIS, N. R; PERACCHI, A. L.; PEDRO, W. A.; LIMA, I. P. Mamíferos do Brasil. Londrina, N. R. Reis, ed. 2, p. 439, 2011. MULLER-LANDAU, H. C. Predicting the Long-Term Effects of Hunting on Plant Species Composition and Diversity in Tropical Forests. Biotropica. v. 39, p. 372–384, 2007. HOSKEN, F.M.; SILVEIRA, A.C. Criação de cutias. Aprenda fácil. Viçosa, Minas Gerais. v.4, p. 21-22, 2001. PERES, C. A. Effects of subsistence hunting on vertebrate community structure in Amazonian forests. Conservation Biology, v. 14, n. 1, p. 240-253, 2000. PERES, C. A. Synergistic effects of subsistence hunting and habitat fragmentation on Amazonian forest vertebrates. Conservation Biology, v. 15, n. 6, p. 1490-1505, 2001

  • Chega ao Fim a Temporada de Baleias Jubarte 2017

    Nossos queridos gigantes do mar estão, oficialmente, indo embora. A temporada de baleias jubarte no Brasil acabou neste mês de novembro e, no Espírito Santo, não é mais possível ver as baleias com facilidade. Apenas algumas "atrasadas" ainda estão seguindo seu caminho para a Antártida. O Instituto Baleia Jubarte, que tem sede em diversas cidades da Bahia, já registrou o encerramento da temporada também. Os animais fazem esse trajeto todos os anos, fugindo das águas geladas da Antártida, onde encontram alimento, e vindo em direção ao Espírito Santo e Bahia, para alcançar águas quentes e se reproduzirem. Nós somos abençoados com a visita desses majestosos animais de junho a novembro. A temporada de baleias jubarte no Brasil é um período precioso para que as campanhas ganhem destaque. No Espírito Santo, foram diversas expedições cientificas e turísticas para o alto mar, em busca de ver as baleias, sempre ressaltando a importância de proteger e preservar esses animais.. AAgora, esses gigantes do mar reiniciam a viagem de mais de dois meses para a Antártida, após o período de reprodução por aqui. Todo ano, o vai e vem das baleias resulta em mais pesquisas e informações sobre a vida desses animais. * Texto de Aline Soares Passos - Voluntária do Instituto Últimos Refúgios. * Fotos de Leornado Merçon, fotógrafo de natureza e conservação, voluntário do Instituto Últimos Refúgios (Instagram - @leonardomercon). Para saber mais sobre o projeto AMIGOS DA JUBARTE, além de saber como ver as baleias capixabas, acesse: www.queroverbaleia.com ou www.amigosdajubarte.com.br * O projeto Amigos da Jubarte é uma realização do Instituto O Canal, com co-realização do Instituto Últimos Refúgios e Instituto Ecomaris, com a parceria Instituto Baleia Jubarte (Projeto Baleia Jubarte), da Vale, Prefeitura de Vitória e Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes). Além de prever ações de caráter educacionais, científicos e culturais, a iniciativa aposta num novo panorama turístico, pautado no desenvolvimento sustentável, fomentando a indústria limpa e servindo principalmente de vetor para a sensibilização ambiental. #amigosdajubarte #baleia #jubarte #baleiajubarte #humpback #whale#vitoria #espiritosanto #cetaceos #mamifero #mammal #oceano #ocean #observacaodebaleia #amores #educaçãoambiental Acompanhe também o Instituto Últimos Refúgios nas mídias sociais. Facebook - www.facebook.com/ultimosrefugios Youtube - www.youtube.com/ultimosrefugios O Instituto Últimos Refúgios é uma organização sem fins lucrativos na qual os participantes são voluntários. Se gosta de nosso trabalho e quer que ele continue, saiba como colaborar no link: PARTICIPE "Inspirando pessoas, promovemos mudanças!"

  • Uma história de galhos tortos e motosserras: a incansável saga das florestas anãs

    Sempre quando falamos sobre savana, a primeira imagem que vem à cabeça é da vastidão dos campos africanos, povoados por leões, guinus, rinocerontes e girafas. Mas as savanas ocorrem em várias regiões da Terra, e a mais rica delas está aqui, bem pertinho de nós: o Cerrado! Se você já teve oportunidade de passar por ali, certamente observou as estranhas florestas anãs, ou florestas de cabeça para baixo, como também são chamadas em função das pequenas e tortuosas arvoretas com suas extensas raízes. O Cerrado é o segundo maior bioma brasileiro, ocupando originalmente 25% do território nacional, o que o coloca atrás apenas da Amazônia em extensão territorial. Ele se estende por pelo menos 10 estados brasileiros, do norte do Paraná até o Maranhão, limitado ao sul pelos Pampas, ao norte pela Amazônia, a leste pela Mata Atlântica e pela Caatinga, e ao oeste pelo Pantanal. São cerca de dois milhões de quilômetros quadrados do Brasil central dominados por campos, veredas, matas e savanas típicas que compreendem uma incrível diversidade de ecossistemas e formas de vida. Muita gente não sabe, mas o Cerrado é a savana com a maior biodiversidade do planeta. São conhecidas mais de 13000 espécies de plantas para o bioma, 250 espécies de mamíferos, 850 espécies de aves, 280 espécies de répteis, 200 espécies de anfíbios e 1200 espécies de peixes. Os invertebrados e fungos ainda são pouco conhecidos, mas estimativas apontam para cerca de 100000 espécies em cada um destes grupos. Outro aspecto que faz do Cerrado uma savana única é a alta taxa de endemismos, ou seja, o grande número de espécies que só ocorrem ali. Para ter uma ideia, quase 40% de todas as espécies de plantas e répteis e cerca de 50% dos anfíbios não são encontrados em nenhum outro lugar do mundo. Pode não parecer, mas logo abaixo da vegetação tortuosa e ressequida se encontra a grande caixa d’água do Brasil. O Cerrado é o lar das nascentes de algumas das mais importantes bacias hidrográficas do Brasil e da América do Sul: a bacia do Amazonas, do São Francisco, do Araguaia-Tocantins, do Parnaíba e do Paraná-Paraguai. Os rios que escoam dos chapadões do Brasil central abastecem parte considerável da população brasileira e alimentam os grandes aquíferos do país - reservatórios naturais de água subterrânea, que absorvem e filtram a água que escoa da superfície, fornecendo água limpa e de excelente qualidade para o uso humano. Essas e outras tantas riquezas naturais presentes no Cerrado propiciaram a ocupação humana na região a pelo menos 13000 anos. Eram grupos de caçadores-coletores que deram origem às mais de 83 etnias indígenas conhecidas atualmente para o bioma, como Xavantes, Tapuias, Carajás, Crahôs, Xerentes e Xacriabás. Os primeiros colonizadores europeus chegaram ao Cerrado em meados do século XVI, mas a grande reviravolta na ocupação do bioma só aconteceu ao longo do século XX, com o incentivo governamental para a expansão da agropecuária e para o estabelecimento de indústrias nos estados de São Paulo, Goiás e Minas Gerais. A preocupação com a proteção das fronteiras nacionais também levou a um estímulo para a colonização do Cerrado: foi a “marcha para o oeste” na sua versão tupiniquim. O maior marco desse processo foi a construção de Brasília, na década de 1950. Mais recentemente, o aumento da demanda por minério de ferro no mercado internacional trouxe uma nova e crescente ameaça para o Cerrado: a mineração. Como resultado de todo o processo de expansão agropecuária, industrial, demográfica e urbana, as pressões sobre o Cerrado brasileiro se multiplicaram a partir da segunda metade do século XX. Estimativas conservadoras mostram que pelo menos 50% da área original do Cerrado já foi perdida pela ação humana, enquanto as mais pessimistas apontam até 80% de perda. A proteção do Cerrado também ocorre de forma desigual ao longo do território. A maior proporção das áreas ainda conservadas se encontra na sua porção norte, nos estados de Piauí, Maranhão e Tocantins, enquanto os estados do sul (São Paulo, Paraná e Mato Grosso do Sul) apresentam as menores áreas de cobertura vegetal original. Além de pequenas e isoladas, as áreas protegidas no Cerrado representam uma fração ínfima da extensão territorial que esse bioma originalmente ocupava. Somente 2% do bioma estão legalmente protegidos, e estimativas indicam que pelo menos 20% das espécies endêmicas e ameaçadas permanecem fora dos parques e reservas existentes. Essa delicada balança entre preservação e desenvolvimento econômico fez com que o Cerrado entrasse para a seleta lista dos 25 hotspots mundiais: áreas com excepcional biodiversidade vegetal e que já vivenciaram uma perda considerável do hábitat original. São regiões que têm prioridade máxima para o planejamento de ações de conservação em nível global. Ou, em tese, deveriam ter. Infelizmente, ainda assim o Cerrado permanece secundário nas preocupações ambientais, mais voltadas aos biomas florestais, como a Amazônia e a Mata Atlântica. Enquanto a fauna e a flora do bioma ficam cada vez mais sufocados dentro dos seus últimos refúgios, a segurança hídrica e alimentar do Brasil se vê ameaçada por grandes projetos corporativos que visam o lucro das empresas multinacionais. O futuro da biodiversidade da savana mais rica do planeta e das pessoas que ali vivem está em nossas mãos. É hora de decidir, já, se queremos uma infinitude de campos estéreis ou água, alimentos saudáveis e lazer para as próximas gerações. *Texto e fotos de Augusto Milagres e Gomes, Biólogo e mestre em Ecologia. Conheça mais sobre o trabalho do Augusto no LINK. Acompanhe também o Instituto Últimos Refúgios nas mídias sociais. Facebook - www.facebook.com/ultimosrefugios Youtube - www.youtube.com/ultimosrefugios O Instituto Últimos Refúgios é uma organização sem fins lucrativos na qual os participantes são voluntários. Se gosta de nosso trabalho e quer que ele continue, saiba como colaborar no link: PARTICIPE "Inspirando pessoas, promovemos mudanças!" REFERÊNCIAS Alho, C.J.R. & Martins, E.S. 1995. De Grão em Grão, o Cerrado Perde Espaço. Cerrado – Impactos do Processo de Ocupação. WWF-Brasil, Brasília, DF. Avidos, M.F.D. & Ferreira, L.T. 2000. Frutos dos Cerrados. Biotecnologia Ciência & Desenvolvimento 15: 36-41. Brasil 2012. Lei nº 12.651. Dispõe sobre a proteção da vegetação nativa; altera as Leis nos 6.938, de 31 de agosto de 1981, 9.393, de 19 de dezembro de 1996, e 11.428, de 22 de dezembro de 2006; revoga as Leis nos 4.771, de 15 de setembro de 1965, e 7.754, de 14 de abril de 1989, e a Medida Provisória no 2.166-67, de 24 de agosto de 2001; e dá outras providências. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2012/Lei/L12651.htm#art83. Acesso em 10/02/2016. Cavalcanti, R.B. & Joly, C.A. 2002. Biodiversity and Conservation Priorities in the Cerrado Region. In: Oliveira, P.S. & Marquis, R.J. The Cerrados of Brazil: Ecology and Natural History of a Neotropical Savanna. New York. Columbia University Press. Pp. 351-367. Diegues, A.C.; Arruda, R.S.V.; Silva, V.C.F.; Figols, F.A.B. & Andrade, D. 1999. Biodiversidade e Comunidades Tradicionais no Brasil. Ministério do Meio Ambiente. São Paulo, SP. Hoffmann, W. A. & Jackson, R.B. 2000. Vegetation-climate feedbacks in the conversion of tropical savanna to grassland. Journal of Climate 13: 1593–1602. IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) 2016. Banco de Dados: Séries Estatísticas & Séries Históricas. Disponível em: http://seriesestatisticas.ibge.gov.br/. Acesso em 02/02/2016. Jepson, W. 2005. A disappearing biome? Reconsidering land-cover change in the Brazilian savanna. The Geographical Journal 171 (2): 99–111. Joly, C.A.; Aidar, M.P.; Klink, C.A.; McGrath, D.G.; Moreira, A.G.; Moutinho, P.; Nepstad, D.C.; Oliveira, A.A.; Pott, A.; Rodal, M.J.N. & Sampaio, E.V.S.B. 1999. Evolution of the Brazilian phytogeography classification systems: implications for biodiversity conservation Ciência e Cultura 51 331–48. Klink, C.A. & Moreira, A.G. 2002. Past and Current Human Occupation, and Land Use. In: Oliveira, P.S. & Marquis, R.J. The Cerrados of Brazil: Ecology and Natural History of a Neotropical Savanna. New York. Columbia University Press. Pp. 69-88. 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  • Ariranha ou lontra?

    A ariranha (Pteronura brasiliensis) é um mamífero endêmico da América do Sul. É um animal semiaquático e vivem em regiões úmidas como as margens dos rios, lagos e pântanos, sendo comum nos rios da Amazônia e do Pantanal. Vivem aproximadamente 20 anos. Possuem hábitos diurnos, vivem em bando de até dez indivíduos. Costumam fazer tocas debaixo das raízes das árvores próximas das margens dos rios, para se abrigarem durante a noite. Ariranha Lontra São carnívoros, se alimentam de peixes, crustáceos e moluscos que encontram nos rios, e ainda de pequenos mamíferos e aves aquáticas. Sua mordida é bem forte, facilitando abocanhar e matar suas presas. São ótimos nadadores, até porque é mergulhando que capturam alimento. Mas e a lontra? Muita gente faz confusão com as duas espécies. Mas vamos desfazer essa confusão com suas principais diferenças. A primeira delas é o tamanho, as ariranhas são maiores que as lontras, podem medir até 1,80 metros de comprimento, incluindo a cauda, e pesam cerca de 35 Kg. Já as lontras chegam a medir 1,30 metros, incluindo a cauda, e pesando 25 Kg. Sendo os machos de ambas as espécies sempre maiores que as fêmeas. Outra diferença é que o hábito e o habitat delas são diferentes, a ariranha é diurna e a lontra é mais noturna. As ariranhas são nativas da América do Sul, as lontras podem ser encontras na Europa, nas Américas, na Ásia e na África. As lontras (Lutra lutra) possuem a pelagem um pouco mais clara que das ariranhas e também são ótimas nadadoras. Infelizmente tanto a ariranha quando as lontras sofrem com o risco de extinção, principalmente devido à perda do habitat, ao desmatamento para expansão da urbanização e destruição das matas ciliares. A mineração também é um fator que contribui devido a contaminação de mercúrio nos rios. E ainda, no caso das lontras, a caça para comercialização de sua pele. Segundo a União Internacional para a Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais (IUCN), o estado de conservação da ariranha está na categoria “em perigo” e o da lontra está na categoria “quase ameaçada”. * Texto de Jennifer Oliveira, graduanda em Biologia e voluntária do Instituto Últimos Refúgios. * Fotos de Leornado Merçon, fotógrafo de natureza e conservação, voluntário do Instituto Últimos Refúgios (Instagram - @leonardomercon). Acompanhe também o Instituto Últimos Refúgios nas mídias sociais. Facebook - www.facebook.com/ultimosrefugios Youtube - www.youtube.com/ultimosrefugios O Instituto Últimos Refúgios é uma organização sem fins lucrativos na qual os participantes são voluntários. Se gosta de nosso trabalho e quer que ele continue, saiba como colaborar no link: PARTICIPE "Inspirando pessoas, promovemos mudanças!" REFERÊNCIAS Duplaix, N. Observation on the ecology and behavior of the giant otter Pteronura brasiliensis in Suriname. Revue Ecologique (Terre Vie) n. 34, p. 495–620, 1980. Carter, S. K. & Rosas, F. C. W. Biology and conservation of the giant otter Pteronura brasiliensis. Mammal. Rev. 27, p. 1–26, 1997. Rosas, F. C. W., da Rocha, C. S., de Mattos, G. E. & Lazzarini, S. M. Body WeightLength Relationships in Giant Otters (Pteronura brasiliensis) (Carnivora, Mustelidae). Braz. Arch. Biol. Technol. n.52, p.587–591, 2009. Farinha, N.J.R. A Lontra. João Azevedo Editor, Viseu. 98p. 2000. Ruiz-Olmo, J. & Palazón, S. The diet of the European Otter (Lutra lutra L., 1758) in Mediterranean Freshwater Habitats. The Journal Of Wildlife Research. n.2, v.2, p.171-181, 1997 Groenendijk, J., Duplaix, N., Marmontel, M., Van Damme, P. & Schenck, C. Pteronura brasiliensis. The IUCN Red List of Threatened Species 2015. Disponível em: . Acesso em 19 Out. 2017. Roos, A., Loy, A., de Silva, P., Hajkova, P. & Zemanová, B. Lutra lutra. The IUCN Red List of Threatened Species. Disponível em: . Acesso em 19 Out. 2017.

  • Cinzas no coração da Cerrado

    Já considerado pelo ICMBio o maior da história da Unidade de Conservação, o incêndio que atingiu recentemente a Chapada dos Veadeiros destruiu mais de 66 mil hectares de um dos nossos paraísos, equivalente a 28% da área total. Existem suspeitas de que o incêndio que atingiu o Parque Nacional a partir do dia 18 de outubro tenha sido criminoso, pois o fogo teve início em uma área onde o ICMBio não estava atuando e quem o provocou aproveitou a direção do vento para que as chamas se espalhassem rapidamente. É o que afirma o coordenador de prevenção e combate ao fogo do ICMBio, Christian Berlink. As polícias ambiental e civil de Goiás estão investigando relatos de que um dos incendiários utilizou uma motocicleta e galões de combustível para atear fogo em áreas escolhidas por alguém que conhece a região e o comportamento do fogo. O ministro do Meio Ambiente, Marcelo Cruz, disse que solicitou ao Ministério da Justiça o apoio da Polícia Federal, já que o parque é uma Unidade de Conservação da União. As ações também têm o apoio do Ministério da Defesa. Na última sexta feira (27) a chuva chegou e amenizou um pouco da destruição causada pelas chamas. Porém, um raio originou um novo foco de queimada no interior do parque. Segundo o ICMBio, no dia seguinte caiu uma chuva que cobriu 100% da área do parque e após sobrevoar a área as equipes de combate não avistaram mais focos de incêndio. A boa notícia é que agora o incêndio está sob controle, embora ainda seja cedo para afirmar que está extinto. Apesar de estar controlado, o incêndio atingiu uma área extensa e os danos são imensuráveis. Essa é a maior reserva de Cerrado do mundo, importante bioma brasileiro, com 240 mil hectares, é um dos biomas mais ricos em biodiversidade do país e é aqui, nesta região, que estão 62% das cavernas brasileiras, que ajudam a água da chuva a ir para o lençol freático, que são importantes reservatórios de água doce continentais, aflorando em nascentes e formando rios e bacias hidrográficas. Estima-se que existam mais de 320 mil espécies de animais e 12 mil espécies vegetais, muitas delas endêmicas. Dentre os animais encontrados no bioma do Cerrado, estão o tamanduá-bandeira, o lobo-guará, a seriema e a ema, a arara-canindé e a arara-vermelha, tucanos, gaviões, corujas, mochos, pica-paus, o pombão, o tatu-peba, o tatu-galinha, o tatu-canastra, o tatu-de-rabo-mole, o tamanduá-mirim, o veado campeiro, o cateto, a anta, o cachorro-do-mato, o cachorro-vinagre, o gato mourisco, e muito raramente a onça-parda e a onça-pintada. Já as espécies de plantas típicas do cerrado são o araticum, o coco babaçu, o bacuri, a palmeira buriti, a cagaita, o cajú, cajá e cajuí, o capim-dourado muito usado em artesanato regional, a carnaúba de onde extrai-se a cera, o jatobá, a macaúba, a mangaba, a lobeira, cujas sementes são espalhadas pelas fezes do lobo-guará, o murici, o pequi, a pitomba e o umbu. No Cerrado vivem colônias de abelhas nativas do Brasil, como a jataí e a iraí, que não possuem ferrão e produzem um mel de excelente qualidade, além de contribuir para a polinização da vegetação deste rico e belíssimo ecossistema brasileiro. As imagens que ilustram esta matéria foram registradas no Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros e arredores em fevereiro de 2015 pelo fotógrafo Leonardo Merçon, durante expedição fotográfica. * Texto de Cristina Zampa Sanchez e Aline Soares, voluntárias do Instituto Últimos Refúgios. * Fotos de Leornado Merçon, fotógrafo de natureza e conservação, voluntário do Instituto Últimos Refúgios (Instagram - @leonardomercon). Acompanhe também o Instituto Últimos Refúgios nas mídias sociais. Facebook - www.facebook.com/ultimosrefugios Youtube - www.youtube.com/ultimosrefugios O Instituto Últimos Refúgios é uma organização sem fins lucrativos na qual os participantes são voluntários. Se gosta de nosso trabalho e quer que ele continue, saiba como colaborar no link: PARTICIPE "Inspirando pessoas, promovemos mudanças!" REFERÊNCIAS http://www.mma.gov.br/index.php/comunicacao/agencia-informma?view=blog&id=2642 http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2017/10/1931292-incendio-no-parque-nacional-da-chapada-dos-veadeiros-e-controlado.shtml http://www.mma.gov.br/index.php/comunicacao/agencia-informma?view=blog&id=2653

  • Big Day Brasil

    Neste sábado, dia 28 de outubro, acontece o evento Big Day Brasil, onde os praticantes do birdwatching dedicam o dia todo a procura de novas espécies para registrar, catalogar e publicar as listas das espécies encontradas em plataformas online, como o eBird e o Wikiaves. A ideia é observar o maior número de aves possível dentro de 24 horas e os registros e listagens são muito importantes para contabilizar a biodiversidade, entre outros dados importantes. Mas você sabe de que se trata o birdwatching? O birdwatching, ou observação de aves, é um hobby antigo que reúne pessoas do mundo todo interessadas em observar aves em liberdade. Ele surgiu na Inglaterra e nos Estados Unidos por volta do século 19 e hoje envolve adeptos de todas as idades. Não se trata necessariamente de uma atividade de cunho científico. Ninguém precisa ser especialista em aves para observá-las, basta ter vontade e disposição. Praças, áreas rurais e litorâneas, parques urbanos e unidades de conservação são lugares perfeitos para a prática. Você pode sair a procura de aves até mesmo no seu bairro. Também não é necessário muitos equipamentos, mas estar munido de um binóculo, máquina fotográfica e um guia ajuda bastante quem quer levar a prática mais a sério. A atividade traz muitos benefícios a seus praticantes, bem como ao meio ambiente. Quem se apaixona mesmo pela prática acaba desenvolvendo mais empatia pelas aves e pelas causas ambientais, pois ambientes bem preservados contribuem para o avistamento de uma maior diversidade de espécies e o encontro de aves bastante interessantes e muitas vezes raras. Aprender a admirar a beleza das aves aproxima as pessoas do contato com a natureza, proporciona bem estar, alivia o estresse da rotina diária no ambiente urbano, traz paz de espírito e pode até mesmo melhorar quadros de depressão e ansiedade, pois também permite interação social. Faz bem para o corpo, para a alma e a mente. Para participar do Big Day Brasil não é necessário buscar uma espécie rara em um ambiente de difícil acesso e qualquer um pode participar. O site do Instituto Últimos Refúgios oferece o Guia Online de Observação de Aves, que indica bons locais para a prática para quem é iniciante ou veterano. Nele estão disponíveis informações sobre como chegar aos locais, rotas, hospedagem, características do local, pontos de observação, localização das unidades de conservação no mapa do Estado do Espírito Santo, espécies encontradas no local, guias experientes, entre outras. Consulte nosso guia e participe do evento! Com isso, você ajudará a fomentar a observação de aves no Espírito Santo e contribuirá para disseminar essa atividade tão prazerosa. * Texto de Cristina Zampa Sanchez, bióloga e voluntária do Instituto Últimos Refúgios. * Fotos de Leornado Merçon, fotógrafo de natureza e conservação, voluntário do Instituto Últimos Refúgios (Instagram - @leonardomercon). Acompanhe também o Instituto Últimos Refúgios nas mídias sociais. Facebook - www.facebook.com/ultimosrefugios Youtube - www.youtube.com/ultimosrefugios O Instituto Últimos Refúgios é uma organização sem fins lucrativos na qual os participantes são voluntários. Se gosta de nosso trabalho e quer que ele continue, saiba como colaborar no link: PARTICIPE "Inspirando pessoas, promovemos mudanças!"

  • A Força da Natureza.

    Basta nos envolvermos intensamente com a Natureza para um impulso involuntário dizer onde, quando e como fazer! A este impulso damos o nome de instinto, que pode ser qualificado como selvagem, fazendo nos sentir parte daquele habitat, como se há muito tempo vivêssemos por lá. A expressão facial muda, aflora a força bruta, desperta o prazer pela descoberta, seguimos freneticamente uma meta que desperta o instinto de sobrevivência. Mas “sobre a vivência” é preciso dizer que há aptidão para defender a fauna e a flora, pensando crer que o fato de conhecer ajuda a proteger. Encontrando uma maneira de amenizar a dificuldade daqueles que não sabem falar e vivem a se refugiar pelas florestas, assustados, escondidos no meio do mato. Preservar é construir com “braços de aço” algo que evite a extinção, que não extingue apenas uma espécie, mas também a origem do homem em seu processo de evolução. Toda colaboração é fundamental para a preservação, uma ideia diferente pode mudar a atitude de muita gente. Então, chega um pessoal camuflado e equipado, posicionam suas câmeras e nenhum animal se acanha, pois reconhecem a equipe do “Últimos Refúgios” que está sempre em Sooretama. A Diretora Audiovisual do Instituto Últimos Refúgios, Ilka Westermeyer, coloca a mão na massa (na enchada), para ajudar a instalar uma das armadilhas fotográficas que instalamos em Sooretama. Foto: Herone Fernandes A foto acima foi feita pelo fotógrafo Hernane Fernandes, durante a última expedição para o livro “Último Refúgios: Reserva Biológica de Sooretama”, que está disponível em nossa loja online: http://www.ultimosrefugios.org.br/loja Adquirindo o seu, você contribui com a manutenção dos projetos do Instituto em prol da causa ambiental. 100% do dinheiro arrecadado será revertido para este fim. Conheça, apoie, preserve, desperte esta força em você! A Natureza agradece e o nosso Propósito se Fortalece! * Texto de Fernanda Miller, escritora e voluntária do Últimos Refúgios. * Fotos de Herone Fernandes, fotógrafo e voluntário do Instituto Últimos Refúgios. Acompanhe também o Instituto Últimos Refúgios nas mídias sociais. Facebook - www.facebook.com/ultimosrefugios Youtube - www.youtube.com/ultimosrefugios O Instituto Últimos Refúgios é uma organização sem fins lucrativos na qual os participantes são voluntários. Se gosta de nosso trabalho e quer que ele continue, saiba como colaborar no link: PARTICIPE "Inspirando pessoas, promovemos mudanças!"

  • Jacaré-do-papo-amarelo - Um olharzinho curioso sob o luar.

    Os jacarés são animais muito importantes para os ecossistemas, pois fazem o controle biológico de outras espécies de animais, alimentando-se dos animais mais velhos e fracos que não conseguem escapar de seu ataque. Além disso, suas fezes servem de alimento a peixes e outros seres vivos aquáticos. Fazer o quê, tem gosto para tudo, até para cocô. Atualmente, os jacarés-de-papo-amarelo, Caiman latirostris, sofrem com a destruição de seu habitat e a poluição dos rios e estão ameaçados de extinção. As pressões que os centros rurais e urbanos promovem nos ecossistemas fazem com que os jacarés tenham que atravessar rodovias e avenidas para migrar de uma lagoa a outra, o que resulta muitas vezes no encontro entre o animal e as pessoas, causando estresse em ambos e podendo resultar em danos físicos ao animal, já que ele não tem o costume de atacar deliberadamente os seres humanos. E falando em ameaças à preservação desta espécie, nada de sair por aí caçando jacaré pra comer, viu. Primeiro porque é considerado um crime ambiental. Segundo, porque a caça diminui a população, resultando em perda de variabilidade genética e ameaça de extinção. E terceiro, por colocar em risco a saúde pública, já que o animal, quando caçado clandestinamente para consumo, não passa por nenhuma inspeção sanitária – lembre-se de como nossos rios e lagos estão poluídos por esgoto doméstico e por resíduos industriais e agrícolas. Isso acaba expondo quem consome a carne, pois ela pode estar contaminada por bactérias que causam doenças à população humana. Por isso, iniciativas como o Projeto Caiman – Jacarés da Mata Atlântica, desenvolvido pelo veterinário Yhuri Nóbrega do Instituto Marcos Daniel, são tão importantes para gerar conhecimento e promover a conservação destes animais fascinantes. Texto de Cristina Zampa Sanchez, bióloga e voluntária do Instituto Últimos Refúgios. Fotos de Leornado Merçon, fotógrafo de natureza e conservação, voluntário do Instituto Últimos Refúgios (Instagram - @leonardomercon). Acompanhe também o Instituto Últimos Refúgios nas mídias sociais. Facebook - www.facebook.com/ultimosrefugios Youtube - www.youtube.com/ultimosrefugios O Instituto Últimos Refúgios é uma organização sem fins lucrativos na qual os participantes são voluntários. Se gosta de nosso trabalho e quer que ele continue, saiba como colaborar no link: PARTICIPE "Inspirando pessoas, promovemos mudanças!"

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