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- Não à redução da Área de Proteção Ambiental do Mestre Álvaro!
Já foi um grande retrocesso o plano do contorno do Mestre Álvaro, o novo traçado para a BR-101, que promoverá o isolamento da área do Mestre Álvaro do corredor florestal da região serrana do ES, impactando a biodiversidade, além de promover impactos nos solos e drenagem da região. O problema de alto fluxo do veículos, baixa velocidade e segurança viária da BR-101 na Serra poderia ser resolvido com novas faixas e alguns viadutos no traçado original, tornando o trânsito fluído e contínuo. Mas, infelizmente, optaram por um projeto de expansão do uso e ocupação das terras da área remanescente verde da Grande Vitória, tendo como vetor o contorno do Mestre Álvaro. É nessas horas que tenho vergonha dos políticos do ES, pois negligenciam o meio ambiente, justamente na terra do Patrono da Ecologia no Brasil, o capixaba Augusto Ruschi. Ruschi, na primeira metade do século XX, foi um dos proponentes da demarcação da área do Mestre Álvaro como uma das reservas florestais do ES. A primeira demarcação dessa unidade de conservação ocorreu 1976, mas como Reserva Biológica e Parque Florestal, categorias de proteção integral. A condição de APA e a delimitação atual foi dada em 1991, passando assim de categoria de proteção integral para uso sustentável. Ao invés dos impactos ambientais do plano do contorno do Mestre Álvaro serem mitigados e compensados, através da ampliação da sua área e da mudança de sua categoria de APA para uma categoria proteção e manejo mais restritiva, e que confira melhor uso público (considerando a vocação da área para o turismo e os serviços ecológicos prestados, como na manutenção do clima e na drenagem pluvial da Grande Vitória), como a categoria de Parque Estadual, a proposta infeliz agora é reduzir 1/3 da área total dessa unidade de conservação. A área do Mestre Álvaro não deveria servir à especulação de políticos e poderosos, mas sim servir à manutenção dos serviços ecológicos/ambientais que presta a todos nós capixabas. Serviços esses garantidos hoje pelos esforços daqueles que no passado pensaram em nós, no momento em que resolveram determinar a proteção daquela área. Devemos legar pelo menos o que foi defendido até agora também às próximas gerações, e com mais esforços melhorar a proteção do Mestre Álvaro, não retroceder ainda mais. * Texto de Aureo Banhos, Professor da Universidade Federal do Espirito Santo - UFES. * Fotografias de Frederico Pereira. Acompanhe também o Instituto Últimos Refúgios nas mídias sociais. Facebook - www.facebook.com/ultimosrefugios Youtube - www.youtube.com/ultimosrefugios O Instituto Últimos Refúgios é uma organização sem fins lucrativos na qual os participantes são voluntários. Se gosta de nosso trabalho e quer que ele continue, saiba como colaborar no link: PARTICIPE "Inspirando pessoas, promovemos mudanças!"
- Cine.Ema divulga filmes selecionados para mostra competitiva
Festival de cinema ambiental vai acontecer em junho, em Burarama. Esta edição traz como novidade a seleção de filmes voltados para o público infantil. Curta de animação “Pedro e o Velho Chico” concorre ao troféu Sino de Ouro Acabou o suspense! O Festival de Cinema Ambiental e Sustentável do Espírito Santo (Cine.Ema) acaba de divulgar o resultado dos filmes selecionados para a mostra competitiva que vai acontecer no distrito de Burarama, em Cachoeiro de Itapemirim, em junho. Oito curtas com a temática ambiental concorrem ao troféu “Sino de Ouro”, honraria dada para as melhores produções audiovisuais nas categorias animação, documentário e ficção. Minas Gerais foi o Estado com maior número de filmes selecionados, três no total: “Pedro e o Velho Chico”, de Renato Gaia, “Tembîara”, de Jackson Abacatu, e “A garota que reciclava sonhos”, de Patrick Moysés. Também concorrem os curtas “A Horta”, de Carla Leoni e Richard Dantas, “Desbrava”, de Gustavo Girotto, “Latossolo”, de Michel Santos, “Nanã”, de Rafael Amorim e “Cisternas nas escolas”, de Tiago Vieira dos Santos. O Cine.Ema 2018 recebeu um conjunto de cerca de 100 filmes, entre os da mostra competitiva e os da não-competitiva para uma reflexão cultural e de educação ambiental a partir do tema "Cadê a árvore que tava aqui?", que foram julgados pelos curadores Ilka Westermeyer, Leonardo Merçon e Roberta Fassarela. Além da seleção para a Competitiva, os curadores embarcaram na missão de escolher obras sobre meio ambiente para o público infantil, que compõem a mostra inédita Cine.Eminha. A curadora Roberta Fassarela destaca que pode parecer fácil demonstrar uma alusão da participação de crianças e jovens em ações de pro atividade pela questão ambiental, pura e simplesmente mas não é. “Nosso desafio é de nos lançarmos numa aventura de intersubjetividades e abordar a relação de crianças com a natureza; a questão ecológica da sociedade, porém relacionando-a a perspectiva infanto-juvenil; reconhecer o protagonismo infanto-juvenil nas discussões ambientais, resgatar nossa criança criativa frente a nosso adulto que adultera; e muito mais”, declara. Segundo ela, refletir sobre o roteiro, produção, imagens, sons e edição completa o exercício de diálogo com esses saberes-e- fazeres, que, em resumo, almejam um mundo melhor em que nos incluímos como pessoas melhores. “Nossas escolhas para a mostra são simplesmente um pequeno-grande recorte de nosso prazer por compartilhar essa aventura! Tem animação, documentário, ficção e mais expressões de nossas esperanças coletivas de seguirmos juntos. E vamos!", enfatiza. O curta documentário "Desbrava". O festival tem como proposta reconhecer a produção audiovisual destinada ao relacionamento com o meio ambiente nas mais diversas formas narrativas e introspectivas, trazendo à tona a importância da preservação de forma criativa, dinâmica e interativa, proporcionando um verdadeiro encontro entre a cultura e os aspectos naturais que circundam o distrito e a diversidade do Brasil. Inspirado na Pedra da Ema, ícone natural e paisagístico de Burarama, o “Cine.Ema” é realizado desde 2015 e conta com uma vasta programação, com atividades paralelas de educação ambiental que relacionem a ruralidade do distrito de Burarama, que é considerada a principal rota agroturística de Cachoeiro de Itapemirim, ao sul do estado. O curta de animação "Tembîara". Os curtas serão exibidos para o público nos dias 8 e 9 de junho, na Praça José Gava, com entrada gratuita. O vencedores serão conhecidos no encerramento do evento. Mostra Cine.Eminha A grande novidade desta edição do evento é o Cine.Eminha, uma mostra de cinema ambiental infantil. Os filmes também passaram pela avaliação dos curadores e os selecionados são: “Os Segredos do Rio Grande”, de Analúcia Godoi e os alunos do Projeto Animação (ES/MG, animação, 5min), “Bolona de Pelo”, de Almir Correia, (PR, animação, 11min), “As aventuras da Marigota - Quem conta um conto, aumenta um ponto”, de Daniel Barosa e Nikolas Maciel (SP, animação, 5min), e “O menino leão e a menina coruja”, de Renan Montenegro (DF, ficção, 16min). Sobre os curtas - Desbrava, de Gustavo Girotto (SP), doc, 8min Após muito tempo sem acampar, dois amigos partem em busca da cachoeira do Itiquira, uma das maiores do Brasil. No caminho, se aventuram refazendo uma trilha que marcou sua infância no cerrado brasileiro. - A Horta, de Carla Leoni e Richard Dantas (SP), fic, 12min Em um mundo distópico, Camila precisa escolher entre viver em sua zona de conforto ou romper as amarras e entrar numa desconhecida, porém fascinante realidade. Curta-Metragem vencedor do edital 21 Cultura Inglesa Festival. - Pedro e o Velho Chico, de Renato Gaia (MG), ani, 18min Curta metragem de animação inspirado no livro infantil “Pedro e o Velho Chico” conta a história do garoto Pedro e do catador de material reciclável “Seu Chico“. Ao emprestar seu diário ao garoto o "Velho Chico" o convida para uma viagem mágica pelo rio São Francisco. Apresenta um universo lúdico de leveza, magia e encantamento para as crianças, o curta traz reflexões importantes para as futuras gerações acerca dos problemas que envolvem o Rio São Francisco. O curta foi premiado com o troféu canoa de Tolda como melhor filme por juri popular durante o Circuito Penedo de Cinema 2018. - Latossolo, de Michel Santos (BA) híbrido, 18min O filme aborda de forma sensorial as relações humanas e a exploração da agricultura na região oeste da Bahia. Suas consequências sociais e ambientais no crescimento da cidade de Luís Eduardo Magalhães, utilizando da montagem e da construção imagética e sonora como narrativa. - Nanã, de Rafael Amorim (PE), fic, 25min Em um complexo portuário e industrial, a população enfrenta o processo de gentrificação do território. A resistência é a terra. “Uns escutam raízes, outros sussurram, a Terra se abre em gretas, grita. Nanã reimagina o cotidiano no território em trânsito de Suape em Pernambuco, conectado as forças sutis e violentas que o atravessam. Articulando a denúncia de ações mundanas com o anúncio de um mundo por vir. O filme de imagens-sons-re-encanta o mundo ao recriá-lo.” - Tembîara, de Jackson Abacatu (MG), ani, 10min Narrado na língua tupi, “Tembîara” traz a história de três caçadores, uma caça e um observador, em um lugar onde a ação pode se tornar inútil ante seu objetivo. Inspirado no poema de mesmo nome, que significa "a presa". - Cisternas nas escolas, de Tiago Vieira dos Santos (GO/BA), doc, 18min É a história da implantação de um projeto em escolas sertanejas, que aliou novas oportunidades para o desenvolvimento da criança, através de cisternas e hortas comunitárias. - A garota que reciclava sonhos, de Patrick Moysés (MG) fic, 25min Rosa é uma garota que foge de casa e vai morar na rua. Seu único modo de sobrevivência é a reciclagem do lixo que encontra nas lixeiras de sua cidade. Porém seu destino muda quando encontra antigos colegas de sala de aula. Serviço 4ª edição do Cine.Ema - Festival de Cinema Ambiental e Sustentável do Espírito Santo Oficinas, mostras de cinema, shows e teatro Data: 05 a 09/06 Local: Praça José Gava, Burarama - Cachoeiro de Itapemirim/ES Entrada gratuita
- #EaHoradoMar
Cientistas e ambientalistas lutam contra a possibilidade de parte sensível dos arquipélagos ficar de fora das Unidades de Conservação Marinhas propostas para os arquipélago de São Pedro e São Paulo (PE), e da cadeia de Montes Submarinos Vitória-Trindade e Arquipélagos de Trindade/Martim Vaz (ES) Essa questão é relacionada às discussões recentes sobre a criação de duas grandes reservas marinhas no Brasil. É necessário um movimento para aglutinar pessoas que tenham vontade de ver um Brasil que respeita a Natureza, para cobrar o que foi tão amplamente debatido e aprovado em reuniões públicas e após muitos anos de esforços em pesquisas. Há a preocupação de que as modificações no desenho, proposto para as Unidades de Conservação, torne as áreas de proteção não tão efetivas quanto deveriam e como havia sido propostas por cientistas e conservacionistas. Nas ilhas oceânicas e águas do entorno vivem dois tipos de animais, os recifais e os pelágicos/oceânicos. Os recifais são aqueles associados a rochas, algas calcárias, corais, esponjas e substratos consolidados. As espécies oceânicas e pelágicas vivem em uma vasta região, e se deslocam em águas mais profundas. Ao se desenhar uma reserva nesse cenário, é fundamental incluir nela uma boa parcela de região de ilhas, recifes rasos e picos submersos. Assim como, para os animais oceânicos, uma grande área de mar aberto, devido à sua grande área de vida. É preciso que a sociedade reforce a necessidade de termos as Unidades de Conservação Marinhas com os limites que foram discutidos nas reuniões e debates públicos. Todos sairemos ganhando! Natureza, conservação, soberania e pesca. Para isso é preciso englobar as ilhas, parte emersa e recifes rasos do entorno, para que as Unidades de Conservação façam pleno sentido. "Compatibilizar as necessidades de gestão entre Marinha e ICMBio, para que soberania e conservação da natureza sejam garantidas é possível. Reverter a perda de biodiversidade não." Angela Kuczach Manifeste seu apoio à inclusão da ilhas oceânicas, recifes rasos e picos submersos nas reservas da seguinte forma: 1 - POR TELEFONE: * Comandante da Marinha, Almirante Bacellar Ferreira: (61)3429–1001 * Casa Civil da Presidência - Ministro Eliseu Padilha: (61) 3411-1573/1935 * Gabinete Pessoal do Presidente da República: (61) 3411-1200 / (61) 3411-1201 2 - E-MAILS Institucionais ou Pessoais: * Educadamente peçam pela INCLUSÃO DAS ILHAS, RECIFES RASOS e PICOS SUBMERSOS, NOS MONUMENTOS NATURAIS. Ao Comando da Marinha assistcm@marinha.mil.br e ao gabinete da Presidência da República gabinetepessoal@presidencia.gov.br 3 - PETIÇÃO ONLINE: * Link: http://redeprouc.org.br/campanhas/eahoradomar/ 4 - CARTA ABERTA: * Instituições e Universidades - Solicite a participação através do e-mail: painelmar@gmail.com 5 - DIVULGAÇÃO: Divulgue esse conteúdo para a maior quantidade de pessoas e instituições possíveis, seja compartilhando a mensagem (em midias sociais, imprensa, whatsapp) ou criando seu próprio conteúdo. MAIS INFORMAÇÕES * Matéria no site da Associação O Eco * Relato do biólogo e documentarista da natureza João Paulo Krajewski Fotos: João Luiz Rosetti Gasparini
- Inscrições abertas para o Cine.Ema 2018
Festival de Cinema Ambiental e Sustentável do Espírito Santo acontecerá em junho em Burarama. Estão abertas até o dia 10 de março as inscrições de curtas metragens para a quarta edição do Cine.Ema, o festival de cinema ambiental e sustentável do Espírito Santo realizado em Burarama, Cachoeiro de Itapemirim. Podem se inscrever filmes de curta metragem (até 30 minutos) nas categorias de ficção, documentário, animação ou gênero híbrido que tematizem ou relacionem de alguma forma o meio ambiente e as questões sustentáveis. Os filmes inscritos serão avaliados por uma curadoria e, caso selecionados, participarão da mostra competitiva do Cine.Ema, previsto para ocorrer nos dias 08 e 09 de junho de 2018. O evento premiará os melhores filmes de cada categoria com o troféu “Sino”, uma alusão a lenda da Pedra da Ema, uma criação do artista plástico Bruno Salvador. A novidade de 2018 é a proposição da realização do Cine.Eminha, uma mostra de cinema ambiental infantil cujos filmes também serão selecionados através das inscrições realizadas. A proposta consiste na realização de uma mostra voltada para os pequenos, possivelmente crianças entre 06 e 14 anos, realizando pelo menos uma sessão e contemplando pelo menos 04 títulos de curta metragem. Os interessados podem inscrever seu filme através do formulário disponível aqui. Informações detalhadas sobre a forma de seleção poderão ser obtidas através do regulamento do festival. Com o tema “Geração Futura - Pequenos Grandes Aprendizes”, o festival propõe refletir sobre a relação dos pequeninos com a natureza e o respeito ao meio ambiente contribuindo para a formação de uma consciência ecológica infantil por meio de ações educacionais, com o objetivo de desenvolver uma população que cresça consciente e preocupada com a preservação e conservação do meio ambiente. Inspirado na Pedra da Ema, cartão postal do bucólico distrito de Burarama, em Cachoeiro de Itapemirim (ES), o “Cine.Ema – Festival de Cinema Ambiental e Sustentável do Espírito Santo” é um projeto social e cultural de ampliação da consciência ambiental através do cinema, exibindo gratuitamente obras audiovisuais que tematizem o meio ambiente e o desenvolvimento sustentável em mostras realizadas em rua, praça pública ou escolas. O evento realiza atividades paralelas de educação ambiental que relacionem a ruralidade do distrito, que é considerado a principal rota agroturística de Cachoeiro de Itapemirim, ao sul do estado. O Cine.Ema é uma realização do Instituto Últimos Refúgios e da Caju Produções. Até o momento o festival tem o apoio da Secretaria do Audiovisual do Ministério da Cultura - Governo Federal através do Edital de Mostras e Festivais de Cinema 2017.
- Existem camaleões no Brasil?
Os camaleões são lagartos capazes de efetuar rápidas e complexas mudanças em sua cor de pele. Essa característica é muito conhecida e já foi retratada em diversos filmes e desenhos animados, tornando esses bichinhos ainda mais famosos. Além de permitir que se camuflem em seus ambientes (assumindo cores que se confundem com o meio e diminuindo as chances de ser detectado por um predador), a mudança de cores em camaleões também pode ocorrer durante o cortejo dos machos para atrais fêmeas e afastar outros machos competidores. Essas mudanças de cor são possibilitadas pela presença de nanocristais fotônicos em sua pele. Parece complicado né? Tão complicado que os cientistas só conseguiram desvendar esse complexo mecanismo em 2015! A pesquisa de cientistas da Universidade de Genebra, na Suíça foi a primeira a mostrar que a mudança de cor ocorre devido à estrutura da pele desses animais, onde existem células (iridóforos) que contêm minúsculos cristais formados por uma susbtância chamada guanina. Essas células são organizadas em duas camadas, formando uma grade de cristais que refletem a luz que recebem de diferentes formas, dependendo da posição dessas camadas de cristais, o que explica como os camaleões conseguem assumir tamanha diversidade de cores. O estudo, publicado na revista Nature, mostra que a cor dos camaleões é resultado da reflexão da luz em diferentes comprimentos de onda, e não simplesmente pelo acúmulo de pigmentos, como ocorre na maioria dos animais. No entanto, o mecanismo molecular que permite que os camaleões alterem a organização dos nanocristais permanece desconhecido. Muito interessante, mas ainda não responde a nossa pergunta principal: afinal, existem camaleões no Brasil? A resposta é que não existem camaleões verdadeiros! A presença de grades de cristais que refletem luz é uma característica que só existe em algumas espécies da família Chamaeleonidae. Além disso, a posição dos dedos e a presença de olhos que se movimentam de forma independente são características que definem os animais dessa família, que não ocorre no Brasil, mas apenas na África, Ásia e sul da Europa. Vários lagartos no Brasil são conhecidos como camaleões ou camaleãozinhos, como Enyalius perditus, Dactyloa punctata e até iguanas, em certas regiões do país. No entanto, nenhuma delas pertence à família Chamaeleonidae e por isso não são consideradas camaleões verdadeiros. Mas se você já viu lagarto mudando de cor por aí, pode acreditar em seus olhos! Apesar de o mecanismo de cristais fotônicos ser uma característica da família Chamaeleonidae, vários lagartos brasileiros são capazes de, em certo nível, mudar a tonalidade de sua pele contraindo ou relaxando células que contém pigmento, assumindo cores mais opacas como marrom ou cinza ou mais vibrantes, como verde, de acordo com seu ambiente e comportamento. * Texto de Lissa D. Franzini, Bióloga pela Universidade Federal da Paraíba e Voluntária do Últimos Refúgios. * Imagem de Leornado Merçon, fotógrafo de natureza e conservação, voluntário do Instituto Últimos Refúgios (Instagram - @leonardomercon) e Frank Lukasseck. Quer conferir o estudo publicado na Nature? Clique no link (texto em inglês). Acompanhe também o Instituto Últimos Refúgios nas mídias sociais. Facebook - www.facebook.com/ultimosrefugios Youtube - www.youtube.com/ultimosrefugios O Instituto Últimos Refúgios é uma organização sem fins lucrativos na qual os participantes são voluntários. Se gosta de nosso trabalho e quer que ele continue, saiba como colaborar no link: PARTICIPE "Inspirando pessoas, promovemos mudanças!" Referências Teysser, J. Saenko, S. V., van der Marel, D. & Milinkovitch, M. C. 2015. Photonic crystals cause active colour change in chamaleons. Nature communication. Disponível em: link.
- Evento sobre conservação inova nas discussões dos problemas ambientais do Brasil
Os problemas da conservação da biodiversidade precisam ser enfrentados por todos. Todos merecem participar dessas discussões e opinar sobre o futuro ambiental do nosso planeta. Esse tão desejado empoderamento popular começa com o acesso à informação, mas imagine o desafio que é tentar unir a linguagem acadêmica, a linguagem popular e os diversos setores que fazem parte da conservação. Precisamos de profissionais de várias áreas para chegarmos à conclusões aplicáveis para entender as diversas situações que encontramos no ambiente natural. Precisamos de informações disponibilizadas por pesquisas de base, estudos de impactos sociais, serviços ambientais e ainda transmitir essas informações para os tomadores de decisão. Só assim temos condição de realizar a gestão da conservação da biodiversidade eficientemente no nosso país. E foi com essa ideologia que organizamos em 2017 o IV Simpósio Brasileiro de Biologia da Conservação (IV SBBC). O evento presencial, que foi sediado em Belo Horizonte/MG, teve a participação de vários setores responsáveis pela conservação e teve como um dos principais objetivos a aplicação prática do conhecimento a partir da socialização de experiências e conhecimentos relacionados às questões ambientais no Brasil. Além das tradicionais palestras, separamos um tempo considerável para discussões em mesas redondas abertas ao público, sempre com o objetivo de resolver problemas da conservação. Promotores públicos, advogados, pesquisadores, ONGs e profissionais da conservação participaram, discutindo sobre o papel da ciência na conservação, das políticas públicas, do terceiro setor e ainda a importância da comunicação científica e da socialização do conhecimento. A partir destas temáticas centrais, foram elaboradas recomendações e diretrizes visando a otimizar os resultados das ações de conservação da biodiversidade no país. A meta é que tais documentos possam ser utilizados para influenciar as tomadas de decisões políticas, científicas, econômicas e sociais relativas ao meio ambiente. Cada participante também podia apresentar seu trabalho, caso tivesse contribuições para a conservação, e ainda produzir um vídeo de divulgação com linguagem acessível. Depois de fecharmos esse cronograma multidisciplinar, ainda sentíamos que faltava muita coisa pra ser discutida e abordada e pensamos em uma alternativa que diminuiu as barreiras entre a academia e a sociedade. Então criamos o Pré-Simpósio Online, um espaço de diálogo virtual para estimular as discussões de forma democrática e gratuita ao longo do ano, por meio de vídeo-palestras semanais, entrevistas, tutoriais e outras atividades. Temas como planos de ação para a conservação de espécies e ecossistemas, gestão de conflitos e recursos hídricos e documentação científica da natureza foram disponibilizadas na internet de maneira gratuita. Tivemos a participação do Leonardo Merçon do Últimos Refúgios em um dos temas discutidos. Confira! O portal do Pré-Simpósio Online tem mais de 1600 pessoas inscritas e, até o dia de hoje, acessos aos conteúdos do site foram realizados em 402 municípios de todos os Estados brasileiros (Figura 1) e de 26 países dos 5 continentes (Figura 2). Isso demonstra o grande potencial dessa inovação para transpor as barreiras geográficas. O evento online tem possibilitado conhecer a realidade ambiental brasileira, assim como a socialização do conhecimento existente de forma ampla e acessível. Desafios da conservação devem ser discutidos por todos! Figura1: Mapa de acessos no Brasil ao Portal do Pré-Simpósio Online. Figura 2: Mapa de acesso dos países ao Portal do Pré-Simpósio Online. Com o IV SBBC, realizamos um evento integrativo com o uso de ferramentas online, promovendo a socialização da informação e a capacitação da sociedade para as questões ambientais. O resultado desta integração será a elaboração de diretrizes aplicáveis a diversos contextos nacionais, otimizando as ações de conservação no Brasil. Aguardem mais resultados desse evento e participe no site! Ah, e gravamos todo o evento presencial. Em breve estará tudo disponível no YouTube da Bocaina Biologia da Conservação. Vamos juntos pensar os novos rumos para a conservação da biodiversidade. *Texto e imagens de Lucas Neves Perillo, Biólogo, Doutor em Ecologia, Conservação e Manejo da Vida Silvestre pela UFMG. Diretor da Bocaina Biologia da Conservação, organizadora do IV SBBC. www.biologiadaconservacao.com.br www.biologiadaconservacao.com.br/IVSBBC Acompanhe também o Instituto Últimos Refúgios nas mídias sociais. Facebook - www.facebook.com/ultimosrefugios Youtube - www.youtube.com/ultimosrefugios O Instituto Últimos Refúgios é uma organização sem fins lucrativos na qual os participantes são voluntários. Se gosta de nosso trabalho e quer que ele continue, saiba como colaborar no link: PARTICIPE "Inspirando pessoas, promovemos mudanças!"
- Últimos Refúgios recomenda: programe suas férias usando nosso guia de observação de aves.
Finalmente a época mais aguardada do ano começou. As festas de fim de ano chegaram e com elas, as férias escolares. Os dias quentes e ensolarados são a promessa de muita diversão, passeios, viagens e aquele merecido descanso à beira do mar ou da piscina. Para quem decidiu conhecer o Estado do Espírito Santo ou mora aqui e não pretende fazer viagens muito longas, que tal incluir na programação das férias alguns passeios ecológicos e, de quebra, contribuir para impulsionar o nosso potencial ecoturístico? Praia e Lagoa de Caraís (Parque Estadual Paulo C Vinha, Guarapari) e Garças em Vitória, Espírito Santo. Fotos: Leonardo Merçon O Espírito Santo oferece múltiplos atrativos naturais que se diversificam ao longo de todo seu território. As opções variam desde o litoral até as montanhas capixabas, dos passeios de barco por manguezais e ilhas próximas à costa ao turismo de aventura e o ecoturismo oferecido em muitos municípios da região serrana do estado. Para contribuir na elaboração de sua programação de férias, consulte nosso Guia de Observação de Aves, clicando no link https://www.ultimosrefugios.org.br/aveses. Mesmo que você não seja um birdwatcher e nunca tenha ouvido falar nesta prática, nosso guia pode ser uma ótima ferramenta na escolha do local a ser visitado, oferecendo várias informações sobre a localidade desejada, tais como mapa, meios de chegar ao local, onde ficar, serviços oferecidos, entre outros. Todas as fotos do Guia foram tiradas pelo Instituto Últimos Refúgios em Unidades de Conservação e demais localidades do Espírito Santo com potencial ecoturístico. Fotos: Leonardo Merçon E por que não começar a praticar a observação de aves nas férias? Essa atividade pode se tornar um hobby bastante prazeroso, levando as pessoas a um contato mais íntimo com a natureza e despertando nelas o sentimento de pertencimento, bem estar e paz que a aproximação e vivência em ecossistemas naturais proporciona. O Espírito Santo é uma ótima parada para observadores de aves de todo o mundo, pois contêm uma grande diversidade de espécies interessantes e/ou raras, proporcionando uma experiência bastante prazerosa tanto para iniciantes quanto para os mais experientes nesta prática. Fotos: Leonardo Merçon A atividade de observar aves pode ser uma opção bacana para as suas férias. Proporciona momentos de relaxamento, paz de espírito e ajuda no desenvolvimento de uma maior empatia pelas aves e pelas causas ambientais, pois ambientes bem preservados contribuem para o avistamento de uma maior diversidade de espécies e o encontro de aves bastante interessantes e até mesmo raras. Aprender a admirar a beleza das aves, a apreciar seu colorido e seu canto melodioso, aproxima as pessoas do contato com a natureza, proporciona bem estar, alivia o estresse da rotina diária no ambiente urbano, traz paz de espírito, aprimora a concentração e pode até mesmo melhorar quadros de depressão e ansiedade, pois também permite interação social com pessoas que compartilham do mesmo interesse. Faz bem para o corpo, para a alma e a mente. Nada mau para curtir o período de férias com a família e/ou amigos e garantir bons momentos ao ar livre. Fotos: Leonardo Merçon Consulte nosso guia e aproveite as férias! Com isso, você ajudará a fomentar o turismo de observação de aves no Espírito Santo e contribuirá para disseminar essa atividade tão prazerosa. * Texto de Cristina Zampa Sanchez, Bióloga e Educadora Ambiental, voluntária do Instituto Últimos Refúgios. * Foto de Leornado Merçon, fotógrafo de natureza e conservação, voluntário do Instituto Últimos Refúgios (Instagram - @leonardomercon). Acompanhe também o Instituto Últimos Refúgios nas mídias sociais. Facebook - www.facebook.com/ultimosrefugios Youtube - www.youtube.com/ultimosrefugios O Instituto Últimos Refúgios é uma organização sem fins lucrativos na qual os participantes são voluntários. Se gosta de nosso trabalho e quer que ele continue, saiba como colaborar no link: PARTICIPE "Inspirando pessoas, promovemos mudanças!" REFERÊNCIAS https://www.ultimosrefugios.org.br/fotos https://www.ultimosrefugios.org.br/aveses http://revistaecoturismo.com.br/turismo-sustentabilidade/ed-177-aventura-e-ecoturismo-no-espirito-santo/
- Impactos dos fogos de artifício sobre os animais.
Usados há milhares de anos pelos chineses para afugentar maus espíritos e posteriormente em celebrações e festejos pelo mundo todo, os fogos de artifício perturbam não somente animais domésticos, bebês, crianças pequenas e alguns idosos como também causam inúmeros desconfortos na vida selvagem, podendo até provocar a morte de muitas espécies de animais. O som ensurdecedor e o brilho intenso emitidos em shows pirotécnicos são fontes de perturbação para inúmeras espécies de animais domésticos e silvestres no mundo todo. Foto: Leonardo Merçon É do conhecimento de todos que os animais domésticos e de criação se afligem bastante com o barulho das explosões de fogos de artifício. Há relatos de cães que fugiram, se machucaram e tiveram ataques de pânico e desmaios durante um show pirotécnico nas proximidades. Os ouvidos super sensíveis dos cães e dos gatos, bem como de muitos animais silvestres, tornam o ruído dos estouros muito mais perturbador e assustador. E há os casos de pets que apresentam problemas neurológicos ou cardíacos. O estresse e o medo podem causar vômitos, falta de ar, convulsões e arritmias cardíacas nesses casos. Foto: Leonardo Merçon As consequências desse tipo de estresse em animais domésticos é fácil de ser percebida, verificada e estudada. Mas como determinar os impactos causados à fauna silvestre? Como os shows pirotécnicos acontecem à noite, as respostas comportamentais dos animais são difíceis de serem percebidas e quantificadas. Para conseguir mensurar adequadamente e fundamentar as evidências dos efeitos negativos dos fogos de artifícios sobre as vida selvagem, pesquisadores holandeses utilizaram um radar meteorológico, que foi adaptado para localizar aves de grande tamanho corporal, como gansos. Os dados coletados em três réveillons consecutivos demonstraram que após a meia noite estas aves levantaram vôo, muitas permanecendo em torno dos 500 metros de altitude (quando o usual é até 100 metros) e a agitação durou cerca de 45 minutos. Algumas destas aves voaram muitos quilômetros antes de pousar e descansar. Isso sem dúvida gerou uma carga muito grande de estresse nesses animais. Em 2012, uma pequena cidade do Arkansas, EUA, foi manchete quando centenas de tordos-sargentos (Agelaius phoeniceus) foram encontrados mortos após o réveillon. Fatos semelhantes ocorreram na Louisiana e na Suécia. E o problema se repete em outras comemorações. Em 2007 pesquisadores registraram que um grande número de aves marinhas abandonou seus ninhos após as celebrações do dia da independência em Gualala, EUA. Apesar de muito protesto, os fogos foram proibidos nesta localidade em 2008. A cidade de Monrovia, na California-USA, também proibiu o uso de fogos de artifício por diversas razões, dentre elas incêndios e acidentes. Mãe-da-lua (Nyctibius griseus) . Foto: Leonardo Merçon Além do problema da poluição sonora intensa e das consequências desagradáveis e até mesmo trágicas causadas pelos ruídos da explosão, o processo de fabricação dos fogos e também a sua queima liberam percloratos, que contaminam o ar e os corpos d’água. Estas substâncias inibem o funcionamento da glândula tireóide, alterando o crescimento, desenvolvimento e metabolismo de várias partes do organismo dos animais que entram em contato com este poluente. Seus efeitos são conhecidos tanto em animais silvestres como em humanos. Capivara registrada em Cariacica, município do Espírito Santo, Brasil. Foto: Leonardo Merçon Acreditamos que a proibição de shows pirotécnicos seja uma meta impossível de se cumprir mas é possível pensar em soluções que minimizem os impactos na saúde e bem estar das pessoas e seus pets e na vida selvagem. Em casa, procure deixar livre o acesso a locais onde os animais de estimação possam se esconder e tente abafar o som com cobertores nas portas e janelas; se possível, não deixe o animal sozinho. Outras medidas que podem ser adotadas são instalar os fogos de artifício bem longe de centros residenciais e proibir a realização de shows pirotécnicos em localidades próximas a áreas de preservação, pois além do impacto para a fauna existe sempre o risco de incêndios. Outra medida interessante para minimizar o impacto à avifauna seria concentrar mais a queima de fogos. Assim, as aves teriam mais chances de encontrar um lugar calmo e seguro, em vez de ficarem voando de um lado para o outro, assustadas por barulhos que vêm de diferentes direções. Nós da equipe do Instituto Últimos Refúgios desejamos a todos boas festas e feliz ano novo! Curtam com responsabilidade e compromisso com o bem estar de todos. E que em 2018 nossas esperanças por um mundo mais justo e igualitário para todos os seres nele viventes possam ser renovadas. Foto: Leonardo Merçon * Texto de Cristina Zampa Sanchez, Bióloga e Educadora Ambiental, voluntária do Instituto Últimos Refúgios. * Foto de Leornado Merçon, fotógrafo de natureza e conservação, voluntário do Instituto Últimos Refúgios (Instagram - @leonardomercon). Acompanhe também o Instituto Últimos Refúgios nas mídias sociais. Facebook - www.facebook.com/ultimosrefugios Youtube - www.youtube.com/ultimosrefugios O Instituto Últimos Refúgios é uma organização sem fins lucrativos na qual os participantes são voluntários. Se gosta de nosso trabalho e quer que ele continue, saiba como colaborar no link: PARTICIPE "Inspirando pessoas, promovemos mudanças!" REFERÊNCIAS https://www.peta.org/blog/mass-bird-deaths-end-fireworks-displays http://www.bbc.com/news/world-us-canada-12105157 http://www.dailymail.co.uk/news/article-2081279/Dead-blackbirds-deliberately-targeted-New-Years-Eve-fireworks.html http://apassarinhologa.com.br/impactos-fogos-artificio-aves http://g1.globo.com/sao-paulo/sorocaba-jundiai/noticia/2014/12/animais-silvestres-sao-preparados-para-barulho-da-queima-de-fogos.html http://g1.globo.com/sao-paulo/sorocaba-jundiai/mundo-pet/noticia/2016/12/veterinaria-da-dicas-para-amenizar-efeitos-dos-fogos-de-artificio-nos-pets.html https://www.anda.jor.br/2016/07/fogos-de-artificio-prejudicam-animais-silvestres-e-domesticos-em-piracicaba-sp http://www.audubon.org/news/do-fireworks-cause-bird-deaths-what-do-fourth-july http://www.audubon.org/news/are-fireworks-dangerous-birds http://wildlifearticles.co.uk/what-fireworks-and-bonfires-really-mean-for-wildlife Michael A. Harbrow, Gordon R. Cessford and Bronek J. Kazmierow. The impact of noise on recreationists and wildlife in New Zealand’s natural areas. A literature review. Science for conservation, 314. November 2011, New Zealand Department of Conservation. Disponível em: http://www.doc.govt.nz/Documents/science-and-technical/sfc314entire.pdf. Shamoun-Baranes, J., Dokter, A., van Gasteren, H., van Loon, E., Leijnse, H., & Bouten, W. (2011). Birds flee en mass from New Year’s Eve fireworks Behavioral Ecology, 22 (6), 1173-1177 DOI: 10.1093/beheco/arr102. Utley, Sarah Jane. (2002) Perchlorate exposure and effects in wildlife. Tese de Mestrado, Texas Tech University. Disponível em: http://repositories.tdl.org/ttu-ir/bitstream/handle/2346/9121/31295017084079.pdf?sequence=1. Vieria, Carlos Eduardo Carrusca; et al. (2012) Os bastidores da produção de fogos de artifício em Santo Antônio do Monte: degradação das condições de trabalho e saúde dos pirotecnistas. Cadernos de Psicologia Social do Trabalho, 15(1), 135-152. Disponível em: http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?pid=S1516-37172012000100010&script=sci_arttext. Capilé, Karynn Vieira; Lima, Mariana Cortes de; Fischer, Marta Luciane. Environmental Bioethics: reflections on the use of fireworks and its consequences for animals. Revista Bioethikos- Centro Universitário São Camilo - 2014;8(4):406-412. DOI: 10.15343/1981-8254.20140804406412.
- Projeto Caiman lança livro "O Jacaré de papo amarelo - Guia para educação ambiental"
Nesta quinta-feira, 21 de dezembro, foi realizado o lançamento oficial do primeiro livro do Projeto Caiman nomeado "O jacaré de papo amarelo - Guia para Educação Ambiental", e tem como objetivo capacitar os professores e educadores ambientais para o desenvolvimento de ações de educação ambiental utilizando o Jacaré-de-papo-amarelo como espécie bandeira para a conservação, o presente apresenta tudo que o um profissional deve saber para desenvolver a atividade. Apresenta conhecimentos sobre a história natural e conservação da espécie, tecnicas de educação ambiental e propõe algumas atividades para serem desenvolvidas. Trata-se de uma obra muito importante, pois gera ferramentas para o uso do jacaré como espécie bandeira para a conservação da biodiversidade no Brasil, além de gerar impacto positivo para a conservação dos jacarés brasileiros. O Ebook foi disponibilizado de forma gratuíta para que a informação seja mais amplamente difundida. Você pode adquiri-lo baixando gratuitamente por esse link ou clicando na imagem abaixo: https://www.imd.org.br/projeto-caiman https://www.facebook.com/projetocaiman
- Resgate de jacaré na Serra
O Projeto Caiman - Jacarés da Mata Atlântica resgatou mais um jacaré-de-papo-amarelo em Serra Dourada 1, no Espírito Santo. Na garagem de uma casa onde tinha 2 crianças pequenas. Tamanho: 1,41 metros. Peso: 9 kg. Sexo : Macho Os moradores locais capturaram o animal com um fio e o amarraram em um poste. Ligaram para o Projeto Caiman para falar da ocorrência. Imediatamente o médico veterinário Marcelo Santos, e o fotógrafo de Natureza Joarley Rodrigues foram ao local para zelar pela saúde e bem estar do animal e das pessoas. Ao chegar no local o animal estava extremamente assustado e estressado, a final de contas estava amarrado em um poste no meio da rua, com muitas pessoas em volta. A equipe do Projeto Caiman instruiu as pessoas do local sobre a importância dos jacarés para a Mata Atlântica e também pera a humanidade. Em seguida, levou o para a sede do Projeto onde passou por um check-up de saúde e teve amostras coletadas para as pesquisas em conservação da espécie. No dia seguinte a equipe junto a equipe do CETAS- IBAMA realizou a soltura do animal em um local protegido onda já ocorre uma população natural de jacarés. O projeto Caiman é um programa de conservação referência do país em pesquisa e conservação de Jacarés. Desenvolve o monitoramento da saúde e ecologia de jacarés no Espírito Santo. O município dá Serra é um local privilegiado onde se encontram várias lagoas e a maior população de jacarés do ES. A população de Jacarés da Serra passa dos 300 animais. Infelizmente incidentes como o ocorrido na Serra são frequentes. Com a grande perda de habitat, os animais estão sendo espremidos em meio as cidades. Este cenário gera esse tipo de encontro entre os seres humanos e animais selvagens. O animal na maioria dos casos é molestado de diversas formas e em muitos casos se defendem como podem, o que pode gerar danos a saúde das pessoas. Em muitas situações o jacaré é caçado. A caça além de causar grave desequilíbrio ecológico, é uma ameaça a saúde pública. Pesquisa publicada pelos pesquisadores do Projeto Caiman em uma revista internacional em dezembro de 2017, comprovou que o consumo de carne de caça de jacaré no ES pode causar graves saúdes a população humana, e em casos graves pode levar a morte da pessoa que ingeriu a carne. Em situações como a de Serra Dourada, a equipe recomenda para que a população não se aproxime do animal, e mantenha uma distância segura. Sempre que encontrar um jacaré, ligue para a equipe do Projeto Caiman. Uma equipe especializada irá ao local zelar pela saúde do animal e das pessoas, além de orientar a população sobre aquela situação. Se achar um jacaré, ligue: 995734483 - Projeto Caiman 998183188 - Yhuri Nobrega (coordenador do projeto) https://www.imd.org.br/projeto-caiman
- Equipe de EA ministra palestra sobre o Manguezal
No dia 14 de novembro, a equipe de Educação Ambiental do Últimos Refúgios ministrou uma palestra na EMEF Maria Madalena de Oliveira Domingues (MMOD) em Jardim Camburi, Vitória - ES. Com o tema “A importância da preservação do Manguezal”. Uma de nossas voluntárias, a Jeane Santos abordou através das imagens a riqueza de biodiversidade que os manguezais possuem, sensibilizando e incentivando os alunos a conservarem e aprenderem mais sobre esse ambiente. A escola tem desenvolvido trabalhos de iniciação cientifica com os alunos do PIBIC Jr, onde estão abordando o tema manguezal, sua importância como berçário de espécies e para economia, além de toda degradação e poluição que sofre. As turmas dos 7º anos também assistiram a palestra e a interação deles foi proveitosa, mas mostra que ainda há muito o que ser tralhado sobre o tema. Conversando um pouco com os pesquisadores Jr, nos informaram que fizeram uma pesquisa com os alunos para saber o que sabiam sobre o Manguezal e o resultado foi que a maioria não sabia quase nada sobre esse importante ecossistema. Por isso é muito importante trabalhos de Iniciação científica como o que a EMEF realiza, incentivando os alunos a pesquisas sobre nossos ecossistemas e desenvolver trabalhos que passem esses conhecimentos para os outros alunos. Agradecemos o convite e parabenizamos a iniciativa da Profa. Mariana Lima Gonçalves e a escola EMEF MMOD. * Texto de Jeane Santos, Jennifer Oliveira e Livianne Costa, voluntárias no Instituto Últimos Refúgios. * Fotos de Joarley Rodrigues Acompanhe também o Instituto Últimos Refúgios nas mídias sociais. Facebook - www.facebook.com/ultimosrefugios Youtube - www.youtube.com/ultimosrefugios O Instituto Últimos Refúgios é uma organização sem fins lucrativos na qual os participantes são voluntários. Se gosta de nosso trabalho e quer que ele continue, saiba como colaborar no link: PARTICIPE "Inspirando pessoas, promovemos mudanças!"
- Em busca da natureza selvagem
Talvez a palavra em inglês “wilderness” coubesse melhor para este título, mas ela não tem uma tradução precisa para o português. Contudo, mexe muito comigo desde a primeira vez que a li. Mais do que um simples significado, ela carrega toda minha filosofia de vida. Cresci numa família de aventureiros. Minha infância foi desenhada pela janela do carro, pelos campos rupestres e pores-do-sol da Serra do Cipó, por sapos, passarinhos, grilos, morcegos e sempre vivas, pelas cores do Cerrado e pelos sons da noite. A imagem de uma natureza prístina, selvagem e intocada permaneceu vívida na minha cabeça desde então. Obviamente, essa bagagem cultural teve influência sobre toda a minha vida. E não poderia dar em outra. Estudei Biologia e fiz metrado em Ecologia. Entretanto, com o tempo descobri que eu não me contentaria apenas em entender a vida, mas precisaria também levar esse fascínio adiante. Seria muito egoísmo caso eu tivesse vivências tão fantásticas na natureza e não pudesse compartilhá-las com outras pessoas. Ademais, percebi que, se eu quisesse ter alguma influência real sobre a conservação da biodiversidade, precisaria descer do pedestal acadêmico e conversar com a sociedade. Isso fez com que a fotografia tomasse um lugar central em minha vida. Neste momento, comecei a buscar imagens que não somente fizessem sentido para mim, seja a título de registro ou encantamento pessoal, mas que também passassem uma mensagem para outras pessoas. Isso não é tarefa fácil. Tecer histórias visuais exige domínio extremo da técnica fotográfica, apuramento do olhar, embasamento teórico e uma visão global e interdependente sobre o assunto de interesse. Mais do que isso, falar por imagens exige proximidade e intimidade com o tema. Para minha sorte, nenhum tema fazia mais parte da minha vida do que a própria natureza selvagem. E é exatamente por isso que passei a procurar. Me aventurar em pântanos, subir montanhas, embrenhar em florestas à noite em busca de animais raros, vagar sozinho pelos sertões e madrugar para ver o raiar do dia viraram cenas comuns no meu cotidiano. Apesar de todo o “perrengue” envolvido, como apelidamos em Minas Gerais as situações arriscadas e difíceis, o resultado é fantástico. Não há nada mais gratificante do que perceber que nosso trabalho pode influenciar outras pessoas. Cada comentário, reação, curtida ou mensagem dizem um pouco sobre o poder da imagem aliada à ciência. A máxima “só protegemos o que conhecemos” nunca esteve tão em alta. Mas acredito que ela pode ser modificada para “só protegemos o que conhecemos e o que gostamos”. E é exatamente disso que precisamos: encantar e informar as pessoas! Concluo este artigo com uma frase que mudou minha vida e me despertou o interesse pela fotografia, eternizada por Christopher McCandless, no filme “Into the Wild”: “a felicidade só é real quando pode ser compartilhada”. * Texto e fotos de Augusto Milagres e Gomes, Biólogo, mestre em ecologia e fotógrafo da natureza. Conheça mais sobre o trabalho do Augusto no LINK. Acompanhe também o Instituto Últimos Refúgios nas mídias sociais. Facebook - www.facebook.com/ultimosrefugios Youtube - www.youtube.com/ultimosrefugios O Instituto Últimos Refúgios é uma organização sem fins lucrativos na qual os participantes são voluntários. Se gosta de nosso trabalho e quer que ele continue, saiba como colaborar no link: PARTICIPE "Inspirando pessoas, promovemos mudanças!"












