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711 resultados encontrados com uma busca vazia

  • Ação ambiental em limpeza de praia

    No dia 16 de setembro aconteceu o Clean up the world Brasil, que começou na Austrália há 20 anos e há 15 acontece aqui no Brasil. No segundo sábado de setembro de todo ano, cerca de 35 milhões de pessoas no mundo se reunem para fazer a limpeza de rios e praias. E o Últimos Refúgios apoiou essa ação aqui em Vitória-ES junto com o IPRAM e Amigos da Jubarte. Organizado pela nossa voluntária Jeane Santos, através da sua empresa Novos Mares Serviços ambientais (que atua com educação ambiental), apoiou o Projeto Pegada que realiza há 4 anos essa atividade em Vitória. Com o objetivo de sensibilizar e conscientizar as pessoas essas ações são importantes e deveriam acontecer com mais frequência. A ação começou as 9 horas com o pessoal se reunindo na entrada da Ilha do Frade e seguindo até o local da limpeza. Compareceram nesse evento 37 pessoas e uma criança (acompanhada da mãe, rs) e com 3 horas de atividade retiraram das praias cerca de 50 kg de lixo entre eles, isopor, vidro, plástico (a maioria). Além de deixar as praias com visual mais legal, é menos lixo que não vai matar os animais. Esse passo que foi dado é apenas uma fração do que nós cidadãos podemos fazer, com simples atitudes e mudanças de hábitos podemos fazer uma grande diferença para a natureza e para nós seres humanos que dependemos dos recursos ambientais para sobreviver. “ Inspirando pessoas, promovendo mudanças! ” VEJA MAIS FOTOS DA ATIVIDADE ABAIXO Fotos: Joarley Rodrigues

  • UR realiza atividade de Educação Ambiental com plantio de muda na Escola Moinho de Invento

    Na sexta-feira passada, dia 22 de setembro, os voluntários do Últimos Refúgios realizaram mais uma atividade de Educação Ambiental, e dessa vez com plantio de muda da Escola Moinho de Invento em Jardim Camburi, Vitória A escola recebe constantemente visitas ilustres de diversos passarinhos, porém as crianças notaram que algumas espécies desapareceram, então o UR foi convidado a realizar uma atividade com o plantio de muda para atrair novamente as aves. A muda escolhida foi a quaresmeira, árvore que atrai principalmente beija-flores. Antes do plantio os voluntários ministraram uma palestra que teve como objetivo mostrar para as crianças através de fotografias do Leonardo Merçon, como a degradação do meio ambiente, causada pelo homem, afeta a vida e a sobrevivência das aves. Além de registros de diversas espécies da Mata Atlântica, abordando questões como a caça e o risco de extinção. Durante o plantio, em uma área anexa à escola, os alunos ajudaram nos processos de adubação e preparo da terra, e para finalizar todos regaram a muda. Essa participação envolve os alunos, que em sua maioria não possui contato com a natureza, além de conscientizá-lo sobre a conservação e cuidado com o meio ambiente. As atividades da escola mostram a preocupação da interação das crianças com a natureza. Esse é um fator muito importante no processo de educação, que infelizmente está escasso. Fotos: Joarley Rodrigues

  • Lançamento do video clipe "Sweet River", do cantor capixaba Manfredo

    Sweet River foi apresentado ao público pela primeira vez no programa "Santo de Casa" da Rádio Cidade (ES) em Agosto deste ano e o videoclipe teve sua Premiere dentro da 12ª Mostra Produção Independente Aldeias da ABD Capixaba no mesmo mês exibido no Cine Jardins concorrendo na categoria "Melhor Curta". O lançamento oficial do videoclipe aconteceu no último dia 11 de Setembro dentro da primeira mostra de videoclipes no 24º Festival de Cinema de Vitória. Em seguida vieram os lançamentos digitais no You Tube, nas redes sociais e nas plataformas de streaming. Sinopse do Videoclipe “Sweet River”, antes de ser apenas um videoclipe de música,surge como um manifesto em forma de lamento artístico, explorando as belas e tristes imagens captadas por uma expedição feita pela ONG Últimos Refúgios (ES), dias após o rompimento da barragem de rejeitos em Mariana (MG), em 2015. E propõe a reflexão sobre os impactos nocivos do nosso consumo no meio ambiente. Vidas perdidas, ecossistemas inteiros eliminados. A ironia de um Rio Doce amargando o fim de maneira tão trágica e violenta.“Sweet River” tem letra e música composta por Manfredo, foi gravada nos estúdios Hirota Records pelo engenheiro de som Fabiano Hirota, que também gravou os teclados e o músico Guto Kennedy no violino. O Videoclipe foi produzido pela Moustache Produções Artísticas em parceria com a Ezzotic Fotografia, Hirota Records e o Instituto Últimos Refúgios. Ficha Técnica Sweet River (Videoclipe) Direção, Roteiro, Produção Executiva, Direção de Arte, Montagem, Trilha Sonora: Manfredo; Empresa Produtora: Moustache Produções Artísticas; Direção de Fotografia: Léo Merçon e Glauber Castro; Som Direto: Léo Merçon e Glauber Castro; Edição de Som: Fabiano Hirota e Manfredo; Mixagem: Fabiano Hirota.

  • Palestra no II Simpósio de Ecossistemas do Espírito Santo/Simpec da Faesa

    Na semana passada a Iasmin, nossa voluntária no UR, apresentou uma palestra no II Simpósio de Ecossistemas do Espírito Santo/Simpec da Faesa. A palestra teve como foco apresentar aos alunos do curso de Ciências Biológicas as atividades e projetos desenvolvidos pelo Instituto. O objetivo da palestra era levar ao público universitário um pouco do trabalho do Instituto, que tem como atividades principais a produção fotográfica e audiovisual e o uso do poder da imagem para sensibilizar o público e promover mudanças; a difusão científica de pesquisas desenvolvidas por ONGs parceiras, tais como a divulgação das atividades do Projeto Caiman e Pró-Tapir do IMD, no intuito de promover a troca de informações entre pesquisadores e divulgar a pesquisa científica para um público mais diverso; a promoção do ecoturismo através da criação do guia de observação de aves e da divulgação do turismo de baleias promovido pelo projeto Amigos da Jubarte; o ativismo midiático; o trabalho de educação ambiental nas escolas; o banco de imagens para uso sem fins lucrativos; a promoção de palestras e cursos e a divulgação das mídias sociais e dos livros de fotografia de natureza. Além disso, foram divulgados na palestra o trabalho realizado pelos voluntários do Instituto, que conta com a ajuda de graduandos e profissionais de diversas áreas e competências para a realização de suas atividades. Os participantes do simpósio gostaram muito e mostraram interesse nas atividades do projeto, além de se divertirem com uma das cenas do vídeo que abre a web-série “História de Fotógrafo”, em que uma irara faz “festa” para o Leonardo Merçon durante uma expedição fotográfica. O Simpósio contou com a presença de alunos dos cursos de Ciências Biológicas da Faesa e de outras instituições de ensino superior. Fotos: Joarley Rodrigues

  • Quebra-cabeças para Sensibilização Ambiental

    O Instituto Últimos Refúgios, disponibilizou através de nosso programa de doação de imagens para ações de conservação e educação ambiental (saiba mais aqui), as fotos para que os parceiros do Programa Pró-Tapir confeccionassem quebra-cabeças para ação com crianças. O material foi utilizado em uma ação realizada em parceria com a Reserva Natural Vale, no Centro de Acolhida Maria Imaculada, em Sooretama. O Centro recebe aproximadamente 120 crianças/adolescentes diariamente, nos contra-turnos da escola. A ação faz parte do 5º módulo do Programa de Educação Ambiental, da RNV. O Instituto Últimos Refúgios acredita que através de atividades inspirando crianças e jovens, promovemos mudanças! VEJA MAIS FOTOS DA ATIVIDADE ABAIXO

  • Matéria sobre as Baleias Capixabas na Capa do Site da National Geographic

    ​Saiu uma matéria do projeto Amigos da Jubarte falando das baleias capixabas, na capa do site da National Geographic Brasil. :) Além de informações sobre as baleias, também apresentaram um relato de como é uma expedição do projeto Amigos da Jubarte para realizar a pesquisa com as baleias! Para saber mais sobre o projeto AMIGOS DA JUBARTE, além de saber como ver as baleias capixabas, acesse: www.queroverbaleia.com ou www.amigosdajubarte.com.br Sempre que conseguimos colocar um dos projetos de conservação que participo na imprensa, ficamos super felizes! Os projetos ganhando força torna menos difícil a luta pela conservação das espécies pelas quais esses projetos levantam a bandeira. :) Leonardo Merçon, autor das fotos, é fotógrafo de natureza e conservação e fundador do Instituto Últimos Refúgios. O projeto Amigos da Jubarte é uma realização do Instituto O Canal, com co-realização do Instituto Últimos Refúgios, Instituto Baleia Jubarte e Instituto Ecomaris, com apoio da Vale, Universidade Federal do Espírito Santo e Prefeitura Municipal de Vitória. Além de prever ações de caráter educacionais, científicos e culturais, a iniciativa aposta num novo panorama turístico, pautado no desenvolvimento sustentável, fomentando a indústria limpa e servindo principalmente de vetor para a sensibilização ambiental. #amigosdajubarte #baleia #jubarte #baleiajubarte #humpback #whale#vitoria #espiritosanto #cetaceos #mamifero #mammal #oceano #ocean#observacaodebaleia #amores

  • UR ministra palestra sobre Educação Ambiental no Colégio Primeiro Mundo.

    ​Os voluntários do Instituto Últimos Refúgios realizaram mais uma atividade de Educação Ambiental. Dessa vez, no dia 30/08, fizemos uma apresentação no Colégio Primeiro Mundo em Vitória, para os alunos de Ensino Fundamental l. A palestra teve como foco a conservação da natureza por meio de fotografias do Instituto Últimos Refúgios, que mostram o que a ação do homem tem causado ao meio ambiente. Além de registros da fauna, abordando a caça, as causas da perda de habitat, do risco de extinção, e o trabalho de recuperação de algumas das espécies abordadas, para passar a mensagem de que nem tudo está perdido e que eles, as crianças, precisam assumir também a responsabilidade desde já. Nossos voluntários perceberam que os alunos demonstraram interesse e fascínio ao serem apresentados a cada registro de fauna, e interagiram bastante, mostrando conhecimento. Como parte da atividade, após a palestra os alunos foram acompanhados às suas respectivas salas para a realização da atividade artística, onde desenham o que mais lhes chamou atenção durante a apresentação. Nesse momento é possível observar a importância da conscientização ambiental sendo trabalhada por meio da cultura. O colégio tem desenvolvido com os alunos ao longo do ano um projeto sobre a natureza, que será apresentado no fim do ano letivo, e este evento do UR contribuiu para projeto. Participaram das atividades os voluntários: Jeane Santos de Jesus Gabriela Scoto Silva dos Santos Danrley Junio Neves de Souza Lidiane Barros dos Santos Jennifer Oliveira da Silva Darciane da Silva Bastos Parabéns pessoal!

  • Promessa cumprida!

    ​Quando criança, antes de dormir, meu pai lia para mim todo o tipo de revistas relacionado a natureza, lugares com culturas diferentes, teorias sobre a vida e o universo. Aquelas informações faziam minha mente de moleque viajar muito, muito longe. Naquela época não havia internet. Era na base das revistas compradas na banca da pracinha mesmo. Lembro que as revistas que eu mais gostava que meu pai lesse, eram as da National Geographic, na época em inglês, que ele traduzia para mim. Na época, mesmo que ainda nem se sonhasse com fotos digitais, a revista já vinha com as imagens fantásticas de natureza e as história dos aventureiros que faziam aquelas fotografias. Lembro vividamente o dia que, com cerca de 10 anos de idade, impressionado com aquelas histórias cativantes nas páginas da revista, afirmei para meu pai: - "Um dia ainda vou ter um trabalho igual ao dessas pessoas. Com certeza!". Meu pai, com a sabedoria que lhe era peculiar, me disse: - "Se essas pessoas da revista conseguiram, você também pode conseguir. Aqui no Brasil é difícil, mas é só trabalhar muito pra isso!". Então, prometi para ele que um dia iria ter fotos minhas publicadas na National Geographic. Em 2016, 25 anos depois daquela promessa, realizei uma expedição em parceria com a ONG de pesquisa e conservação, Instituto Marcos Daniel, para a Ilha de Coroa Vermelha, em Abrolhos-BA. O objetivo da expedição era estudar a saúde das tartarugas marinhas naquela ilha distante do continente. Meu objetivo, como fotógrafo de natureza e conservação, era tentar mostrar essa história. Encontramos uma tartaruga presa dentre os corais na maré vazante. Como ela não poderia escapar, com tranquilidade, pude registrar o momento da captura feita por um dos membros da expedição, mostrando o cenário ao fundo, ilustrando bem o contexto desse trabalho. Com o resultado da pesquisa, de que a saúde das tartarugas estava afetada, pensei que precisávamos divulgar a história para alertar as pessoas sobre as consequências das ações inconsequentes de nossa sociedade. Estamos afetando os mais longínquos cantos do mundo. Enviei a proposta para os editores da revista, que se interessaram pelo assunto e compraram a fotografia que ilustra esse texto e um pequeno texto. Fazendo com que, em Agosto de 2016, eu tivesse minha primeira fotografia publicada oficialmente pela National Geographic em sua versão impressa. Já havia tido fotografias publicadas no site, porém, na revista foi especial. Meu pai não está mais entre nós, porém, fico feliz de conseguir cumprir aquela promessa que marcou minha vida para sempre! Aproveito para agradecer a meu pai e minha mãe por sempre acreditarem em mim e por, em NENHUM momento de minha vida, me dizerem para seguir caminhos contrários aos meus sonhos! Espero que seja a primeira, porém, que não seja a última publicação na revista. Obrigado a todos que apoiam minha luta pela conservação da natureza através do Instituto Últimos Refúgios.

  • A Vida, a lagartixa e a aranha.

    ​ ​Em 2011, fui convidado pelo renomado fotógrafo Sebastião Salgado, para fotografar a biodiversidade do Instituto Terra, localizado em Aimorés, Minas Gerais. Durante 1 ano de trabalho, exploramos a região em busca da fauna e flora que havia retornado devido ao reflorestamento promovido pelo projeto, que transformou pasto em floresta em poucos anos. Andando por uma das trilhas da fazenda sede do Instituto, me deparei com um filhotinho de lagartixa bonitinho, todo rajado. Chamei minha esposa, Ilka Westermeyer, que estava me ajudando como assistente e pedi para me trazer a lente macro e os flashes. Aquela criaturinha poderia render fotos bem interessantes. O pequeno réptil permanecia imóvel no chão. Enquanto esperava, fiz um movimento já procurando o melhor ângulo para fotografá-la. A lagartixa correu para o lado errado e rapidamente uma pequena aranha, que estava camuflada 1 metro para o lado, cravou suas as presas na pobrezinha que fugia de mim. Pensei em ajudá-la, mas já estava ferida. Ela morreria pelos ferimentos de qualquer forma, e ainda, a aranha continuaria com fome. Me senti mal pois, por minha culpa, ela correu em direção à aranha. A Ilka chegou e falou: “Pobrezinha... um bebê de lagartixa tão novinho. É uma morte täo horrível.” Falei que nao tinha mais jeito e que não deveríamos interferir, explicando o motivo. Enquanto já fazia a foto que ilustra este texto, olhei novamente para a ilka e ela segurava os flashes olhando para o outro lado e com o rosto molhado pelas lágrimas... é a tal da “empatia”, que pessoas sensíveis e que amam a natureza sentem. É algo profundo e inexplicável. Empatia, da forma que eu entendo, significa a capacidade de sentir o que um outro ser vivo sente. De se colocar no lugar dele. Uma característica tão rara hoje em dia, que me surpreendo com cada pessoa capaz de senti-la. É um termo muito utilizado para relações interpessoais, porém, também pode ser aplicado ao que sentimos por outros animais. Acredito que com o passar dos anos, minha empatia tem aumentado de forma gradativa. Quanto mais conheço a natureza, mais me apaixono. E consequentemente, mais me importo com ela. Por muitas vezes me pego sentindo o sofrimento de animais que fotografo em tragédias ou problemas causados pelo “progresso”. Uma característica que na sociedade em que vivemos, considero um defeito, no sentido de que sempre me machuco muito emocionalmente falando. Porém, algo muito necessário a ser desenvolvido nas pessoas, caso queiramos conseguir sobreviver como sociedade e como espécie. Tratando outros seres vivos bem, estaremos criando um mundo melhor para nós mesmos. Ao final, voltando a falar da pequena lagartixa, terminei de fazer as fotos, quando ela já não mais respirava. Voltamos para o alojamento, calados, refletindo sobre aquele pequeno acontecimento. Sobre a fragilidade da vida. Sobre uma situação que é o reflexo do mundo em que vivemos. Um mundo com paisagens e seres maravilhosos, porém, por muitas vezes, cruel. OBS.: O resultado do trabalho que fiz no Instituto Terra pode ser conferido no LINK.

  • Eles não precisam de mais uma ameaça!

    ​Como fotógrafo de natureza e conservação, meu objetivo com as imagens que faço é de que elas tenham um efeito positivo. De preferência fomentando a empatia para com a natureza. Partindo do pressuposto de que fotógrafos focados na conservação como eu, produzem e divulgam suas fotografias para tentar proteger a biodiversidade pela qual somos tão apaixonados, por vezes somos frustrados pelo fato de que apesar de belas, muitas delas não conseguem o apelo necessário ou causar um impacto que gostaríamos que tivessem. Porém algumas fotos acabam nos surpreendendo, atingindo um grande número de pessoas, assim, cumprindo o papel para o qual elas foram criadas. Apesar de sempre preferir registrar a beleza do mundo natural, muitas das fotografias que fiz e que atingiram esse patamar são de tragédias. Assuntos tristes nos quais normalmente as fotografias mostram explicitamente esses temas ruins, como o que aconteceu com o Rio Doce, mostrando os peixes mortos ou, como em outro exemplo, o atropelamento de animais silvestres, com fotos de vidas perdidas nas rodovias. Entretanto, em alguns casos, existem fotografias belas, que são utilizadas para defender causas nobres. Um exemplo disso foi a cena que captei, mostrando um grupo de bugios (Alouatta guariba) em Pedra Azul no Espírito Santo. Havíamos iniciado o percurso de estrada de chão voltando da casa de um amigo, logo após o nascer do sol. Era uma manhã fria com a neblina característica da região nessa hora do dia. Como sempre faço, prestava atenção nas árvores abaixo dos barrancos pelos quais passávamos, em busca de vida selvagens. Uma mania que adquiri nas milhares de horas em campo em busca dos assuntos para fotografar. Passando por uma alta Embaúba (árvore bem característica da Mata Atlântica), percebi alguma coisa diferente. Com o carro em movimento, as pequenas "bolinhas" peludas de cor marrom, no vão principal da Embaúba, me chamaram a atenção. Se tratava de uma família de macacos bugio , também chamados de barbados. Quando parei para fotografar a cena, um desses macacos, que estavam dormindo todos encolhidos e juntos pra se proteger do frio, levantou a cabeça me direcionou um olhar bem profundo. Aquele olhar me comoveu. Na hora, senti que aquela foto um dia serviria para uma causa maior. Fui para casa editei a foto e guardei para utilizá-la no momento certo. Com as histórias veiculadas pela mídia sobre a tragédia da morte de centenas de macacos devido ao surto de Febre Amarela e o drama da vacinação da população, para piorar a história um novo cenário se formou, no qual, pessoas com pouco acesso à informação e com medo da doença, começaram a matar primatas indiscriminadamente, deixando as populações desses animais ainda mais vulneráveis. Foi nesse contexto que tive contato com as ações dos amigos pesquisadores do “Projeto Muriqui - ES” divulgando informações sobre o caso e fazendo campanhas sobre os macacos não serem culpados pela transmissão da doença. Então, através do Instituto Últimos refúgios resolvi ajudar a alertar as pessoas sobre o fato de que os macacos não transmitem a doença. Os macacos contraem o vírus dos mosquitos, assim como os humanos. Para os macacos terem a doença os mosquito já tem que estar contaminados para transmitirem. Levando a conclusão de que a ação de exterminar os primatas é não só um perigo ao equilíbrio ambiental das florestas, mas também inútil para o combate a Febre Amarela. Assim, criamos a campanha com a mensagem de que os macacos não transmitem a febre amarela e que eles são tão vítimas quanto nós e nossas famílias. Para ilustrar a arte da campanha, utilizamos a fotografia dos bugios que disse acima. Até o momento em que escrevo este texto, a campanha teve uma ótima repercussão nas mídias sociais, atingindo mais de meio milhão de pessoas, com quase 10 mil compartilhamentos. Eu particularmente, considero que essa é uma foto que cumpriu o objetivo para o qual ela foi criada. Já sentia, desde do momento do click do olho no olho com aquele Bugio, que a foto serviria para um propósito maior. Espero que com a campanha tenha, mesmo que um pouquinho, feito a diferença na vida de alguns bugios e evitando que pessoas façam mal a esses macacos que já estão sofrendo tanto com a febre amarela. Eles não precisam de mais uma ameaça! LINK do post em questão.

  • Fauna ameaçada de extinção!

    A Lista Vermelha da União Internacional para a Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais (IUCN) das espécies ameaçadas, também conhecida como Lista Vermelha da IUCN ou, em inglês, IUCN Red List, constitui um dos inventários mais detalhados do mundo sobre o estado de conservação mundial de várias espécie de plantas, animais, fungos e protistas. A Lista Vermelha obedece a critérios precisos, para avaliar os riscos de extinção de milhares das espécies e subespécies, pertinentes a todas as espécies e em todas as regiões do mundo, com o objetivo de informar sobre a urgência das medidas de conservação para o público e legisladores, assim como ajuda a comunidade internacional na tentativa de reduzir as extinções. Vulnerável (VU): considerada como estando a sofrer um risco elevado de extinção na natureza. Em perigo (EN): considerada como estando a sofrer um risco muito elevado de extinção na natureza. Em perigo crítico (CR): considerada como estando a sofrer um risco extremamente elevado de extinção na natureza. As principais ameaças à conservação das espécies são a perda de habitat, a caça e a competição com gado (García et al., 2012; Medici et al., 2012; Naveda et al., 2008). No entanto, nos últimos anos, uma ameaça que tem chamado a atenção são os atropelamentos de indivíduos em rodovias (Medici et al., 2012). No Espírito Santo, restam poucos refúgios para animais representativos da fauna da MAta Atlântica. A Reserva Biológica de Sooretama, uma unidade de conservação federal e o seu entorno, composto pela Reserva Natural Vale, a Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN) Recanto das Antas e a RPPN Mutum-Preto. Estas áreas somam aproximadamente 53 mil ha de floresta contínua, consistindo em um dos 77 fragmentos florestais que possuem mais de 10.000 ha em toda Mata Atlântica (Ribeiro et al., 2009). Porém, esse resquício de Mata Atlântica sofre pressões diárias, comprometendo seu papel de ser um reservatório biológico único no Espírito Santo. Espécies de bandeira globalmente ameaçadas que habitam a ReBio Sooretama: Anta - Lowland Tapir (Tapirus terrestris) - IUCN Status: Vulnerável (VU) Mutum-do-Sudeste - Red-billed Curassow (Crax blumenbachii) - IUCN Status: Em perigo (EN) Tatu-canastra - Giant Armadillo (Priodontes maximus) - IUCN Status: Vulnerável (VU) Jacu-estalo - Rufous-vented Ground-cuckoo (Neomorphus geoffroyi) - IUCN Status: Vulnerável (VU) Queixada - White-lipped peccary (Tayassu pecari) - IUCN Status:Vulnerável (VU) Harpia - (Harpia harpyja) - IUCN Status: Quase ameaçada (NT) Macaco prego de crista - (Sapajus robustus) - IUCN Status: Em perigo (EN) Sabiá-Piementa - Black-headed Berryeater (Carpornis melanocephalus) - IUCN Status: Vulnerável (VU) Jaó-do-sul - (Crypturellus noctivagus) - IUCN Status: Quase ameaçada (NT) ANTA: Tapirus Terrestris é o maior mamífero terrestre do Brasil e o segundo da América do Sul e constitui-se em um importante dispersor de sementes, engolindo-as e depois liberando elas pelas fezes. A anta é listada como vulnerável pela União Internacional para a Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais (IUCN). No Brasil, a espécie não figura na lista nacional, entretanto, a espécia consta na lista estadual do Espírito Santo como “em perigo”. As ameaças à sobrevivência da anta são a caça, a alteração e degradação do habitat, atropelamentos, doenças advindas de animais domésticos e até envenenamento. MUTUM DO SUDESTE: Espécie endêmica do bioma Mata Atlântica, habita matas primárias em regiões quentes e úmidas. É restrito a pequenas áreas do sul da Bahia até o norte do Rio de Janeiro e Minas Gerais. Atuam como grandes dispersores de sementes. Estão em extinção devido à caça e principalmente à destruição de seu habitat. Atualmente, são consideradas globalmente em perigo pelo Bird Life e IUNC. TATU CANASTRA: A espécie, apesar de possuir ampla diversidade geográfica, é bem raro em toda a sua área de ocorrência. O tatu-canastra é classificado como um engenheiro ecológico (Desbiez e Kluyber, 2013), cuja presença ou atividade altera a estrutura física do ambiente ao seu redor ou o fluxo de recursos, desta forma, cria ou modifica diferentes hábitats, influenciando a disponibilidade de recursos e todas as espécies a eles relacionadas. No Brasil, é classificada como “Criticamente em perigo” em diversos estados, inclusive no ES. Estão vulneráveis à extinção devido à caça para obtenção de carne e pelo desmatamento do seu habitat. JACU-ESTALO: Ocorre na região Amazônica, no sul da Bahia, Minas Gerais, Espírito Santo e também ao norte do Rio de Janeiro. Inspeciona montes de galhos secos, buracos de tatus e cupinzeiros terrestres ocos, em busca de alimento. O táxon endêmico da Mata Atlântica é considerado ameaçado devido à sua raridade. QUEIXADA: Alimenta-se de frutas, sementes, brotos, raizes e folhas, e também de pequenos invertebrados e presas como sapos, lagartos e filhotes de aves. Possui ampla distribuição geográfica mas dado ser uma espécie que exige amplos territórios e é muito sensível à caça, provavelmente já está extinta em alguns locais. HARPIA: Espécie rara por possuir um crescimento populacional muito lento. Habita florestas primárias densas e florestas de galeria. Tem um crescimento populacional muito lento. A destruição de grandes áreas florestais e à caça indiscriminada, torna a espécie ameaçada de extinção no nosso país, uma vez que a espécie precisa de grandes áreas preservadas para sobreviver e só entrelaça o ninho nas árvores mais ascendentes. Para resguardá-la, não resta outro caminho que não a conscientização. MACACO PREGO DE CRISTA: Sapajus robustus é uma espécie de macaco prego endêmica do Brasil que habita florestas tropicais úmidas e secas da Mata Atlântica, assim como as áreas de Cerrado e a Caatinga. A espécie é ameaçada principalmente por conta do alto grau de destruição do habitat. Possui cerca de 3000 indivíduos na Reserva Biológica de Sooretama. SABIÁ-PIMENTA: Espécie endêmica da Mata Atlântica brasileira. Se alimenta de frutas e já foi observado regurgitando as sementes (dispersor). A espécie é considerada sedentária por, frequentemente, ser encontrada sozinha, seleciona certos locais para cantar. JAÓ-DO-SUL: Habita a Mata Atlântica costeira do Sudeste ao Sul do Brasil. Sua distribuição abrange os estados do Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Alimenta-se principalmente de sementes, pequenos frutos e também de plantas. Essas são apenas algumas das MUITAS espécies ameaçadas, que sofrem com a perda de seu habitat e as perseguições constantes da caça e atropelamentos. Um Workshop realizado em abril de 2004 em Vitória concluiu que no Estado do Espírito Santo existem 197 espécies de animais ameaçadas de extinção e 11 foram consideradas regionalmente extintas, ou seja, não ocorrem mais naturalmente neste estado. O número de espécies consideradas “Criticamente em Perigo” foi 66, “Em Perigo” foi 36 e “Vulnerável” foi 95. Apesar de quase metade das espécies listadas estarem enquadradas na categoria de menor risco entre as ameaçadas, isto não quer dizer que não devemos nos preocupar com a situação delas. O risco de extinção de tais espécies pode se tornar muito alto se os atores de ameaça persistirem. O grupo de aves é o grupo que apresenta o maior número de espécies ameaçadas ou regionalmente extintas, com 85 espécies (41%), seguido de mamíferos, com 32 espécies (15%), peixes com 29 espécies (14%), invertebrados terrestres, com 23 espécies (11%), invertebrados aquáticos, com 19 espécies (9%), e anfíbios e répteis com 10 espécies cada (5% cada). A cada dia que passa perdemos mais espécies. Quando entenderemos que não conseguimos viver sozinhos no planeta?

  • Eu, as aranhas-saltadoras e o universo!

    Durante os dias em que estive fotografando em Itaúnas, no Espírito Santo, pensei em uma frase: "Como indivíduos somos fantásticos, como sociedade, inconsequentemente irracionais!". Reflexões como esta me vêem quando estou longe da bolha da normalidade, em pequenas experiências que poderiam passar totalmente despercebidas. Voltando para casa ao final do projeto, meu carro parou por problemas mecânicos, no meio do nada, em uma estrada cercada por uma plantação de eucalipto. Tive que esperar o guincho. Sentei à beira da estrada, em cima do cantil de água e fiquei em silêncio, analisando a vegetação ao redor. Tudo parecia deserto e sem vida. Uma característica comum das monoculturas. Passados 20 minutos, inesperadamente, a vida começou a se mostrar. Parece que os pássaros e insetos menos impactados por ambientes antropizados, haviam se escondido de mim. Ou, não os estava percebendo antes, enquanto dirigia com a cabeça perdida nos problemas de vida cotidiana. Fiquei observando aquilo tudo. Um universo limitado de vida que, mesmo sendo um fotógrafo de natureza, raramente parei para observar despretensiosamente e sem câmeras em mãos, por tanto tempo. Então, foquei minha atenção em uma moita próxima. Eu lá, sentado observando os detalhes por mais de uma hora. Em certo momento, vi em uma folha uma pequena aranha-saltadeira, daquelas cabeçudas, com os olhos grandes. Vindo da direção oposta, uma outra aranhazinha da mesma espécie aproximou-se. Quando as duas perceberam a presença uma da outra, começaram uma disputa pela pequena folha. A moita parecia imensa em relação às duas. Fiquei lá, observando isso por uns 5 minutos, até que uma das aranhazinhas foi subjugada e fugiu com um grande salto. Parei, olhei ao redor, e pensei: "Com uma floresta gigante dessas (mesmo sendo de eucaliptos) ao seu dispor, essas aranhazinhas “estúpidas” ficam lutando por uma moita minúscula!". Refleti novamente e concluí: "O que estou falando!? Nós, seres humanos, não agimos muito diferente disso. Não somos menos estúpidos do que aquelas pequenas que ferozmente disputavam um espaço tão pequeno!" Em um universo com possibilidades infinitas, ficamos lutando e desperdiçando nossos já escassos recursos para dominar este minúsculo pedacinho de rocha. Se somássemos tudo o que é gasto em guerras inúteis, em um progresso a inconsequente, e investíssemos no bem comum, conseguiríamos manter nosso planeta a salvo das catástrofes ambientais que enfrentamos com cada vez mais frequência, além de que alcançaríamos fronteiras inimagináveis, com recursos infinitos! Enfim, pensei: “Está na hora de começarmos a inventar novas formas de viver, ao invés de novas formas de matar e destruir!” O guincho chegou e voltei a realidade, achando engraçado até onde minha mente havia chegado apenas observando uma aranhazinha!

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