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  • "Lágrimas do Rio Doce" chega à Itália

    O Instituto Últimos Refúgios (UR) foi convidado para apresentar o Projeto “Lágrimas do Rio Doce” – em forma de exposição fotográfica – na Itália. A mostra está sendo exibida no festival “Wecolme to Paradise” entre os dias 19 de maio a 5 de junho, na prefeitura de Modica, na Sicília, cidade patrimônio histórico da Unesco. O evento é aberto ao público gratuitamente. O festival é organizado pelo capixaba Marcel Cordeiro com o apoio de Tonino di Raimondo, presidente da Associação Cultura RIONARTE, que fez o convite ao fotógrafo e presidente do UR, Leonardo Merçon para levar este trabalho para a Itália. Merçon já está na Itália desde a última terça-feira (10), com o apoio do edital de locomoção da Secretaria de Estado da Cultura e está feliz com a oportunidade em poder apresentar seu trabalho de conscientização ambiental além das fronteiras brasileiras. “Minha expectativa é que os italianos entendam a gravidade desse problema ambiental. Essa exposição na Itália é uma forma de pressionar as empresas responsáveis pela tragédia e o Poder Público Brasileiro para fazer algo de fato efetivo às vítimas. A opinião pública internacional sendo formada acerca do desastre ambiental ocorrido pode fortalecer a nossa causa.”, afirma o fotógrafo. Informações Adicionais: Página do evento no Facebook: https://www.facebook.com/profile.php?id=1756939681192229&fref=ts Página do festival: https://www.facebook.com/welcome.toparadisemodica/?fref=ts PROJETO LÁGRIMAS DO RIO DOCE: http://www.ultimosrefugios.org.br/lagrimas-do-rio-doce O PROJETO O projeto 'Lágrimas do Rio Doce', mostra de forma independente a realidade e as consequências de um dos maiores desastres ambientais e sociais da história do Brasil. A tragédia teve início na cidade de Mariana-MG no dia 5 de Novembro de 2015, com o rompimento de uma barragem de mineração e impactou grande parte da extensão do Rio Doce em Minas Gerais e toda sua extensão no Espírito Santo, chegando ao mar, com consequências ainda desconhecidas, e até hoje, rejeitos tóxicos continuam descendo o rio. O principal objetivo de ‘Lágrimas do Rio Doce’ é difundir a realidade acerca do ocorrido e mostrar que o custo do desenvolvimento não sustentável e a valorização do dinheiro acima de tudo, é alto demais. Todo o material produzido por este projeto será transformado em produtos culturais capazes de multiplicar a sensibilização ambiental\social, sobretudo com ações envolvendo crianças. Para seguir em frente com “Lágrimas do Rio Doce”, precisamos que pessoas do mundo inteiro apoiem este projeto desenvolvido e financiado pela equipe de voluntários e parceiros da ONG brasileira. Os registros realizados por ‘Lágrimas do Rio Doce” poderão mobilizar a sociedade e dessa forma, contribuir para que possíveis ações - de fato efetivas - por parte do poder público sejam feitas para que a tragédia que comprometeu gravemente um dos rios mais importantes da Região Sudeste brasileira, e que ainda esta afetando pessoas e animais, não caia no esquecimento. Fotos de "Lágrimas do Rio Doce" que estão sendo exibidas no festival "Welcome to Paradise":

  • UR participa do Festival de Arte e Meio Ambiente de Matilde

    O Instituto Últimos Refúgios (UR) marcou presença no Festival “Estações: Festival de Arte e Meio Ambiente na Estação Ferroviária de Mathilde", em Alfredo Chaves, região Serrana do Espírito Santo, no último sábado (14). A Exposição “Redescobrindo a Mata Atlântica” de Leonardo Merçon - fotógrafo oficial e presidente do UR – além de curtas, apresentações e documentários sobre o Rio Doce foram as atrações promovidas pelo Últimos Refúgios. O Festival O Festival “Estações: Festival de Arte e Meio Ambiente na Estação Ferroviária de Mathilde" é organizado pelo Cineclube Ludovico Persici com o objetivo de fomentar mais ações de preservação da natureza e o repeito aos seres vivos.

  • EDITAL DE CONVOCAÇÃO PARA ASSEMBLEIA GERAL EXTRAORDINÁRIA

    INSTITUTO ÚLTIMOS REFÚGIOS, localizado na Av. Dr. Herwan Modenesi Wanderlei, n.180, Ed. Jardim Camburi Shopping, sala 06, Vitória, ES, pelo seu Presidente, LEONARDO PREST MERÇON ROCHA, CONVOCA a todos os associados para comparecer à ASSEMBLEIA GERAL EXTRAORDINÁRIA, que será realizada às 17 h, do dia 12 de maio de 2016, na Av. Nossa Senhora da Penha, n. 1495, sl 702, torre A, Vitoria (ES), CEP 29056-905, com a seguinte ordem do dia: Retificar o endereço da sede do Instituto para “Av. Doutor Herwan Modenese Wanderley, n. 180, sala 106, Jardim Camburi, Vitória (ES), CEP 29.090-640". A Assembleia Geral instalar-se-á em primeira convocação às 17h; e em segunda convocação 20 (vinte) minutos depois. Vitória (ES), 09 de maio de 2016. LEONARDO PREST MERÇON ROCHA Presidente FUNDADO EM 12 DE DEZEMBRO DE 2011 CNPJ: 15.716.272.0001-60

  • Últimos Refúgios no Parque Nacional Marinho dos Abrolhos

    O Instituto Últimos Refúgios (UR), em parceria com a Natura Ecoturismo, realizou uma expedição no Parque nacional dos Abrolhos (BA), entre os dias 15 a 17 de abril, para explorar ilhas, fotografar e promover atividades de preservação ambiental. Uma das ações feita foi a limpeza da praia na Ilha Redonda. Essa ilha, apesar de não receber visitantes - somente pesquisadores e voluntários - possui detritos provenientes dos rios, tais como isopor e garrafas pet. Natura Ecoturismo: É uma empresa especializada em condução de grupos em áreas de conservação ambiental, que comercializa roteiros guiados e outros serviços da cadeia do turismo. Página no facebook: https://www.facebook.com/naturaecoturismo/info/?tab=page_in Link do álbum da expedição Parque Nacional dos Abrolhos – Natura Ecoturismo : https://www.facebook.com/media/set/?set=a.1698356893775647.1073741830.1672653736345963&type=3

  • Você já viu alguma dessas imagens do Rio Doce?

    Com o intuito de chamar a atenção para a tragédia do Rio Doce, instigar mecanismos de apoio às vítimas dessa catástrofe e criar um acervo digital com fotografias e vídeos que dê voz às pessoas e animais atingidos, o Instituto Últimos Refúgios (UR) lançou, nesta quinta-feira (07), uma campanha de crowdfunding (financiamento coletivo) para arrecadar fundos e assim seguir em frente com o projeto 'Lágrimas do Rio Doce', que mostra de forma independente a realidade e as consequências do desastre que teve início na cidade de Mariana/MG , e impactou grande parte da extensão do Rio Doce em Minas e toda extensão dele no Espírito Santo. LINK DA CAMPANHA: www.catarse.me/lagrimas As doações podem ser feitas na plataforma online do Catarse, até o dia 9 de maio. O financiamento coletivo possibilita que pessoas do mundo inteiro contribuam, por meio de doações, para dar continuidade ao projeto que até então era financiado pela própria equipe de voluntários e parceiros da ONG capixaba. Os registros realizados por ‘Lágrimas do Rio Doce” poderão mobilizar a sociedade e dessa forma, contribuir para que possíveis ações - de fato efetivas - por parte do poder público sejam feitas para que o ocorrido em Mariana/MG e em um dos rios mais importantes da Região Sudeste, no dia 5 de novembro de 2015, não caia no esquecimento. O PROJETO O principal objetivo de ‘Lágrimas do Rio Doce’ é difundir a realidade acerca da tragédia, por meio da criação de um acervo digital constituído por fotografias, vídeos e depoimentos que registrem a realidade local da fauna, da flora e de moradores, e mostre que o custo do desenvolvimento não sustentável e a valorização do dinheiro acima das pessoas é alto demais. Todo o material produzido será transformado em produtos culturais, apresentações, exposições, artigos, vídeos e afins, capazes de multiplicar a sensibilização ambiental, sobretudo com educação ambiental envolvendo crianças. COMO FUNCIONA O CROWDFUNDING Os interessados em apoiar o projeto podem escolher uma recompensa ao fazer sua doação.As recompensas variam entre selos digitais representando o apoio à campanha, postais, fotografias exclusivas, camisas, canecas, quadros, cursos, dentre outros brindes. Caso a meta mínima seja ultrapassada, a cada R$3000 adicionais, um trabalho focado na sensibilização ambiental em mais uma escola rural, ao longo do Rio Doce, será realizado. Mediante apresentações lúdicas e oficinas artísticas, pretendemos estimular crianças a refletirem sobre o que aconteceu com o rio, ao mesmo tempo em que descobriremos qual foi a percepção das crianças com o ocorrido. Para mais informações acesse: http://www.ultimosrefugios.org.br/lagrimas-do-rio-doce - Email: contato@ultimosrefugios.com.br - Telefones: 27 30221667 (escritório do Instituto Últimos Refúgios) 27 999614014 (Leonardo Merçon –Presidente do Últimos Refúgios) Link para download de fotos (com fotos Inéditas) de divulgação do Rio Doce: http://urimages.photoshelter.com/gallery/MELHORES-RIO-DOCE/G0000JOoii90YKVs/C0000V0uI64dayUU SENHA PARA DOWNLOAD: riodoce Link para download do vídeo de divulgação da campanha: https://vimeo.com/161954822 Ajudando a divulgar esta campanha, você estará contribuindo com uma luta que não é só da equipe do projeto, mas sim de toda a sociedade! Queremos continuar contando essa história, pois a tragédia ainda não acabou. #eunaoesqueci www.catarse.me/lagrimas

  • ONÇAS-PINTADAS - Situação da população em um dos últimos redutos da espécie na Mata Atlântica

    As populações de onça-pintada remanescentes na Mata Atlântica estão restritas a oito regiões e todas as populações conhecidas parecem estar sofrendo declínio (redução gradual do número de indivíduos). O trabalho publicado esta semana na Oryx, revista internacional especializada em conservação de flora e fauna, relata a situação da população existente no Bloco Linhares-Sooretama, localizado na porção norte do estado do Espírito Santo. Esta representa uma das últimas populações da região sudeste do Brasil e a última população de onças-pintadas no estado como um todo. Foto: Projeto Felinos / Professora Ana Carolina Srbek de Araujo. Para desenvolvimento do trabalho, a população foi monitorada por meio de armadilhas fotográficas, em estudo iniciado em 2005. O estudo revelou que a população do Bloco Linhares-Sooretama está composta por cerca de 17 indivíduos, representando uma das maiores densidades populacionais já relatadas para a onça-pintada na Mata Atlântica. Apesar disso, a futuro da população está ameaçado por sua deterioração genética (em decorrência da redução do número de indivíduos e consequente ocorrência de acasalamentos entre indivíduos aparentados) e ameaças locais. As ameaças locais incluem a proposta de duplicação da rodovia BR-101, ressaltando que as onças-pintadas também são susceptíveis a atropelamentos (a exemplo do indivíduo morto em 2000) e que a duplicação do número de pistas poderá afetar o deslocamento dos animais, e a redução da disponibilidade de presas devido à ocorrência de atividades de caça no Bloco Linhares-Sooretama. Desta forma, a permanência da espécie na área dependerá da aplicação urgente de medidas para sua conservação. Foto: Projeto Felinos / Professora Ana Carolina Srbek de Araujo As ações necessárias incluem o reestabelecimento de fluxo genético com outras populações de onças-pintadas, o combate à caça e a implementação de medidas de mitigação em relação aos impactos da rodovia sobre a fauna local, sendo também recomendada a continuidade do monitoramento da população de onças-pintadas e de suas principais presas. O trabalho publicado foi desenvolvido pela Professora Ana Carolina Srbek de Araujo (Universidade Vila Velha), em colaboração com o Professor Adriano Chiarello (Universidade de São Paulo – Ribeirão Preto), e representa a primeira estimativa populacional das onças-pintadas no bloco de Linhares-Sooretama e no estado do Espírito Santo. VEJA O ARTIGO PUBLICADO EM INGLÊS NO LINK ABAIXO: [Population status of the jaguar Panthera onca in one of its last strongholds in the Atlantic Forest] Para maiores informações: https://www.facebook.com/Projeto.Felinos/?fref=ts Ana Carolina Srbek de Araujo Bióloga, Mestre em Zoologia de Vertebrados - PUC Minas Doutora em Ecologia, Conservação e Manejo de Vida Silvestre - UFMG

  • Últimos Refúgios no “Simbora Pro Parque”!

    O Instituto Últimos Refúgios (UR), esteve na Ilha de Coroa Vermelha, em Nova Viçosa (BA), para participar do projeto “Simbora Pro Parque”, promovido pelo Instituto Marcos Daniel (IMD), entre os dias 24 a 27 de março. O objetivo de “Simbora Pro Parque científico” – uma expedição especial de “Simbora pro Parque” na Bahia – foi realizar a coleta de sangue das tartarugas locais para a pesquisa do professor Dr. Marcelo Renan, parceiro do IMD, que está analisando e comparando das condições de saúde de diversas espécies de tartarugas.

  • Incêndio na Rebio de Sooretama

    O Instituto Últimos Refúgios (UR), juntamente com o professor universitário e biólogo Áureo Banhos, esteve na Reserva Biológica de Sooretama para averiguar os impactos causados por um incêndio de grande proporção, que se iniciou no dia 28 de fevereiro. O fogo já foi controlado, mas queimou cerca de 2000 hectares de vegetação nativa da Mata Atlântica e diversas espécies de animais.Para Leonardo Merçon, presidente e fotógrafo oficial do UR, foi triste ver a reserva biológica que ele fotografou no ano de 2015 para o livro “Últimos Refúgios: Reserva Biológica de Sooretama” incendiada: “A reserva de Sooretama, que foi local do meu último livro, pegando fogo, com um incêndio de grandes proporções, é desolador e revoltante...dói até”. Confira nestes vídeos o registro feito pelo Instituto Últimos Refúgios sobre o incêndio ocorrido na Reserva Biológica de Sooretama: Para mais informações acerca do livro "Últimos Refúgios: Reserva Biológica de Sooretama" acesse: http://www.ultimosrefugios.org.br/#!livros-fotograficos/c1pbk

  • Vem aí a campanha crowndfunding de “Lágrimas do Rio Doce”!

    O Instituto Últimos Refúgios (UR) lançará, em breve, uma campanha para arrecadar recursos a fim de continuar seguindo em frente com o projeto “Lágrimas do Rio Doce”. A previsão de lançamento do crownfunding Lágrimas do Rio Doce é início de abril. O objetivo dessa ação é juntar fundos para que o UR possa produzir produtos culturais, por meio de expedições às margens do Rio Doce, para colaborar na difusão das consequências de curto, médio e longo prazo da tragédia do rio para fauna, flora, populações locais e comunidades tradicionais. Além disso, será feito um projeto de sensibilização ambiental para crianças, em escolas rurais ao longo do Rio Doce. Por meio de oficinas artísticas, palestras e outras atividades, iremos estimulá-las a pensar sobre o que aconteceu com o rio, resgatando memórias e despertando a consciência reflexiva. Todos os trabalhos produzidos serão utilizados em exposições, documentários e em outras atividades socioambientais promovidas pelo Instituto Últimos Refúgios.O material também será disponibilizado para ONGs, pesquisadores, instituições e afins – Da forma que já vem sendo desde o ínicio do projeto “Lágrimas do Rio Doce”: Fotografias e vídeos foram disponibilizados para a BBC (British Broadcasting Corporation), ONU ( Organização das Nações Unidas) e para a produção do clipe da música “Cacimba de mágoa”. Crowndfunding: Significa financiamento coletivo. Consiste na obtenção de recursos financeiros para ações de interesse coletivo por meio da associação de múltiplas fontes de financiamento – que podem ser tanto pessoas físicas quanto jurídicas. Mais informações sobre o projeto “Lágrimas do Rio Doce”: http://www.ultimosrefugios.org.br/#!lagrimas-do-rio-doce/c16xv

  • Resenha Crítica : O último alerta Gaia e o testamento de Lovelock

    A Vingança de Gaia (2006), livro escrito pelo cientista inglês James Lovelock, é considerado seu testamento, sua carta de alerta à população da Terra. Para entendermos exatamente sobre que vingança ele fala e porque seu livro é um alerta, precisamos primeiramente entender o que é Gaia. Vamos voltar no tempo e encontrar James Lovelock no fim da década de 70, quando, ainda um cientista desconhecido, começou a questionar o que seria vida e que tipo de planeta a sustentava. Foi então que ele percebeu que o modo como nos referíamos ao planeta (e por consequência, o entendíamos) estava incompleto. A hipótese de Gaia, como ele expôs em Gaia: um novo olhar sobre a vida na Terra (1986) defendia que “a vida pode ser um produto do acaso e de circunstâncias oportunas, mas uma vez estabelecida no planeta, toma conta dele.” Embora simples, sua teoria demorou décadas para ser aceita. Havia dificuldade por parte do público e da comunidade científica em assimilar o conceito da Terra como um todo-vivo, (nota-se que o termo Biosfera difere do conceito de Gaia, pois só se considera Biosfera a estreita faixa de terra que cobre o planeta), e o próprio Lovelock tinha dificuldades em explicar, por falta de metáforas satisfatórias, o que seria Gaia. Foi aos poucos que ele chegou lá, lançando perguntas e incitando cientistas a respondê-las. Seus questionamentos iam na contramão da ideia até hoje arraigada de que somos um acaso fortuito no cosmos—incrivelmente sortudos por habitar o único planeta com condições para comportar a vida. Para Lovelock, é o oposto: a habitabilidade da Terra existe apenas por que a vida que se instalou nela, através da manipulação química dos oceanos e da atmosfera, definiu seu termostato e a mantém dentro de um intervalo de temperatura confortável para ela mesma, a vida. Ou seja: a vida é um agente ativo em sua própria sobrevivência, e ‘conversa com o chão’ onde se firmou. Como o próprio autor expôs, “Chamo Gaia de um sistema fisiológico porque parece dotada do objetivo inconsciente de regular o clima e a química em um estado confortável para a vida.” A teoria inicialmente polêmica de que a Terra é um organismo vivo e auto-regulador aos poucos foi sendo aceita, e, por fim, comprovada. Enquanto isso, mais livros surgiam: Depois de Gaia: um novo olhar sobre a vida na Terra vieram As eras de Gaia (1988), Gaia, a ciência prática de uma medicina planetária (1991), Homenagem à Gaia (2000) e A Vingança de Gaia (2006). A Vingança de Gaia A Vingança de Gaia é um livro de alerta, mas não um livro sobre o fim do planeta. Seu ponto fundamental— e segundo Lovelock, a chave para a vida aqui —repousa sobre uma condição fundamental: temperatura. É ela que propiciou no início que os oceanos se transformassem em uma sopa de vida e o assentamento de espécies em todo recanto do planeta, e que ainda hoje influencia tudo, desde colheitas a todo resto. Portanto, quando Lovelock levanta a questão do ‘aquecimento Global,’ (duas palavras que já não parecem tocar mais ninguém) ele fala sobre isso; sobre o desequilíbrio de uma condição essencial à vida que mexe com uma intrincada rede de simbioses (entre si e com Gaia) que, uma vez alterada, trará mudanças fatais para todos. O autor diagnostica: a Terra está com febre. Nós, humanos, crescemos em tal número que nossa presença no planeta se compararia a uma doença. Adoecida por uma infecção, como Gaia reagirá? Destruindo os organismos invasores que a incapacita? Ficando cronicamente doente? Destruída pela infecção? Ou desenvolverá uma relação de simbiose com a doença? O que estamos fazendo (ou demorando a fazer) a respeito disso decidirá nosso futuro. Oras, mas no início do parágrafo você disse que A Vingança de Gaia não é um livro sobre o fim do planeta. Exatamente: Não é. A Terra já deu inúmeras provas que pode cuidar de si; quando ela resolver revidar, a espécie a ser extinta seremos nós. O livro é sobre o nosso fim. Ações. A solução apontada por Lovelock em seu livro é antipopular. É o tipo de solução que, se você é daqueles que preferem não se mexer e pagar para ver, não vai agradar. O problema é que, interesse-se você ou não pelo assunto, o que o cientista descreve é um fato. Somos sete bilhões de humanos querendo melhorar de vida; querendo desenvolvimento e bem estar. É um erro, segundo o autor, crer que mais desenvolvimento é possível e que a terra continuará a prover em igual escala por mais alguns séculos. Ah, mas existe o desenvolvimento sustentável, correto? Tentar equilibrar os pilares bem-estar social/prosperidade econômica/proteção ambiental e sermos todos felizes reciclando e levando nossas próprias sacolas ao supermercado não vai adiantar. Lovelock compara a espera de que o desenvolvimento sustentável reverta os estragos que causamos até agora a esperar que um doente de câncer seja curado ao parar de fumar. Não é nem preciso dizer (mas digo assim mesmo) que adotar a política do laissez-faire (deixar as coisas como estão, fechando os olhos para o aríete destruidor que o progresso virou) trará mudanças globais desastrosas. Quando éramos poucos, mais ou menos um bilhão por volta de 1800, talvez pudéssemos nos dar ao luxo de pensar assim. Hoje? Hoje não dá mais. Mas a Terra não parece doente. Olhe ao redor. A Terra manda sinais, e cientistas nos alertam há décadas sobre eles. Lovelock aponta que nossa dificuldade em enxergar esse futuro sombrio recai sobre o fato de sermos “carnívoros tribais.” Estamos programados por nossa herança social e genética a ver os outros seres vivos como comestíveis e nos importarmos mais com nossa tribo nacional do que por qualquer outra coisa. Eu, pessoalmente, acredito que existe também um modo funcionalista (e errôneo) de ver o mundo. Animais, pedaço de terra, árvores, plantas ou qualquer outro elemento desse planeta são vistos e valorizados, pela maioria dos humanos, como funcionais ou não. Se eles tem função, merecem existir; se não, nos é indiferente se morrerem. Mais triste, impossível. Para o autor, ainda não ‘percebemos’ o que está acontecendo. Se nós percebêssemos, precisaríamos ainda passar para um segundo estágio, o de entender o problema. Só depois do reconhecimento e compreensão é que poderíamos passar para a etapa final de resolver o problema. Ou tentar, ao menos. Mas por que não conseguimos ser verdadeiramente tocados pelo que está acontecendo? Cortamos à décadas o vínculo com a terra; não pisamos mais em seu solo, não viajamos mais por ela. Como amar o que não se vê? E não, não vale a viagem de carro pelo interior, ou os dias que você passou no super fazenda-clube. Responda com sinceridade: qual foi a última vez que tirou os sapatos e sentiu a terra sob os pés? Que saiu dos limites das nossas super cidades de concreto e enveredou-se por um ecossistema puro? Não estou falando aqui de fazendas com sinal de TV a cabo, ou a praia do final de semana. Estou falando sobre floresta. Praias desertas. Oceanos limpos. Planícies solitárias. Quando foi que você realmente a visitou? O contato com a natureza nas circunstâncias que escrevi acima despertam em muitos uma reação espiritual, quase religiosa. Quem já não se sentiu tocado por um cenário, um animal, uma experiência que envolvia o mundo? Quem sentiu, sabe do que estou falando. Quem não sentiu, deveria tentar. É difícil entender a importância que o movimento conservacionista prega se nunca sentiu esse vínculo primitivo com o chão. Ah, mas esse tipo de visão negativa do futuro é balela, a terra está aí para ser domada, claro que ela tem uma função, a de suprir nossas necessidades. Se você se identificou com esse pensamento, você faz parte de uma corrente (bem maisntream, na verdade) religiosa e humanista que acredita que a terra existe para nos servir e para ser explorada em prol da humanidade. A opinião de Lovelock? Há uma grande chance da Terra discordar dessa visão. Mas e nossos esforços globais em discutir o assunto, como a Eco 92 e o protocolo de Kyoto? Para o autor, andamos discutindo sobre o futuro da maneira como fazemos a coisa a séculos: repetindo velhas fórmulas, com políticos pouco engajados em resolver efetivamente o problema e tentando apenas ganhar tempo. Não houve ainda, como ele escreve, aquela sirene soada no meio da noite, aquele sono interrompido pela iminência de um possível ataque relâmpago. Para o cientista isso é um questão de tempo, mas a batalha que travaremos será bem mais mortal que qualquer blitzkrieg. Declaramos guerra ao planeta quando o alteramos e violamos outras espécies e sua convivência harmônica. Quando extinguimos seres tão antigos quanto nós. Quando, utilizando mais uma metáfora bélica, invadimos o pais vizinho e o chamamos para a guerra. A solução A solução apontada por Lovelock não é fácil, e certamente desagradará a todos. Em primeiro lugar devemos frear, imediatamente, tudo que aquece de alguma forma o planeta. A primeira solução apontada por ele é interromper a queima de combustíveis fósseis.Peraí, você está dizendo petróleo? Sim, é isso mesmo: parar de queimar (ou seja, usar) petróleo. Em segundo lugar, toda e qualquer destruição de habitats naturais precisa ser imediatamente zerada. Não podemos mais abrir terras para cultivar, sob o risco de nos tornarmos aquele marinheiro que, com frio, queima a madeira do próprio barco para se aquecer. Isso significa diminuir pastagens, sim. Melhorar processos também. Em terceiro, temos que parar de acreditar que acordos internacionais nos salvarão. Eles demoram demais e resolvem pouco, e geralmente não são levados a sério. O que precisamos é uma mudança de corações e mentes. Parte difícil, essa. Em quarto, precisamos, segundo ele, reconsiderar as possibilidades de uma energia limpa, relativamente barata e muito difamada: isso mesmo, ele está falando da energia nuclear. Ponto polêmico. Por fim, precisamos reavaliar a visão de nosso lar terreno. Para aqueles que tem fé, precisamos devolver o planeta ao posto de sagrado, e ver sua destruição como uma transgressão às regras santas: algo da ordem do imoral e do profano. Talvez, se agirmos rápido e em conjunto, poderemos reverter as mudanças climáticas que já começaram a alterar o equilíbrio que sustenta a habitabilidade em Gaia. Gaia é uma mãe acalentadora mas bastante rigorosa, e nós estamos nos comportando como adolescentes rebeldes que, embora tenham grande potencial, pensam apenas em benefício próprio. No fundo, acho que sabemos de tudo isso. Que a alta concentração de dióxido de carbono vai esquentar a terra; que o fim das abelhas vai afetar a produção de alimentos, que nossa comida está infestada de pesticidas, agrotóxicos e hormônios. Mas quem está disposto a parar de usar o carro, comer o que quiser e se divertir sem pensar nas consequências? Esperamos que algo mude em nossos comportamentos e mentes. Que passemos a discutir práticas hoje vistas como imutáveis, e que consigamos ultrapassar nossa negação estrutural e enxergar que o futuro talvez não seja tão brilhante como gostaríamos de imaginar. Fica a dúvida se conseguimos visualizar a Gaia do futuro. É importante que pensemos em um cenário agonizante, com a vida em seus últimos estágios. O povo do futuro sem sombra de dúvida questionará onde estava nossa capacidade de ver além e por que demoramos tanto para agir.

  • Redução na diversidade genética da águia harpia (Harpia harpyja)

    De acordo com estudos realizados pelos professores Áureo Banhos, Tomas Hrbek, Tânia Sanaiotti e Izeni Pires Farias, pôde-se constatar uma redução de 15% a 19% na diversidade genética da espécie Harpia harpyja no sul da Amazônia e na Mata Atlântica – regiões que sofreram um extremo desmatamento nos últimos anos. A perda de habitat, consequência direta desse desmatamento de florestas tropicais brasileiras, é um dos princinpais fatores que contribuiram para a dimunição da diversidade genética da águia harpia – também chamada de “gavião-real”. Além disso, os efeitos da caça e captura para criação em cativeiro, do corte seletivo de árvores com ninhos ativos, os impactos diretos da construção de estradas, hidroeléticas e de redes de transmissão de energia são outros elementos que reduzem drasticamente a população das harpias. Com o objetivo de manter a diversidade génetica dessa éspecie , é necessário que ações de conservação que envolvam a preservação do habitat sejam colocadas em prática, tais como: - A proteção de árvores de nidificação e casais reprodutivos; - A proteção das áreas de florestas remanescentes do sul da Amazônia e na Mata Atlântica; - A restauração e proteção de corredores florestais entre a Amazônia e Mata Atlântica. É importante ressaltar que a diversidade genética é um componente importante da biodiversidade, e a sua redução pode aumentar o risco de extinção e diminuir o potencial evolutivo das populações. Sobre a Harpia harpyja: A harpia é a maior águia da região Neotropical, e mais da metade de sua distribuição está concentrada no Brasil. É uma espécie que depende da floresta, alimenta-se principalmente de presas arborícolas.Globalmente, a harpia é considerada quase ameaçada de extinção pela International Union for Conservation of Nature. No Brasil, a harpia é considerada ameaçada de extinção, na categoria de Vulnerável, pelo Ministério do Meio Ambiente. Harpia fotografada por João Marcos Rosa. Matéria baseada no artigo científico: Reduction of Genetic Diversity of the Harpy Eagle in Brazilian Tropical Forests Banhos A, Hrbek T, Sanaiotti TM, Farias IP (2016) Reduction of Genetic Diversity of the Harpy Eagle in Brazilian Tropical Forests. PLoS ONE 11(2):e0148902. doi: 10.1371/journal.pone.0148902 .

  • Cacimba de Mágoa: uma voz aos ribeirinhos do Rio Doce

    O Instituto Últimos Refúgios (UR), com colaboração do Instituto O Canal, produziu o clipe da música “Cacimba de Mágoa”, composta pela banda Falamansa em parceria com o cantor Gabriel, o Pensador. O vídeo, dirigido pela coordenadora audiovisual do UR, a alemã Ilka Westermeyer, é um protesto pela falta de ações de amparo às famílias atingidas pelo rompimento da barragem da Samarco em novembro do ano passado e foi lançado na última segunda-feira (15), no Youtube. O clipe retrata a destruição do Rio Doce causada pelos rejeitos de minérios da cidade de Mariana (MG) que chegaram até a Vila de Regência, litoral do Espírito Santo – maior desastre ambiental do país. As imagens de “Cacimba de Mágoa” foram feitas pelo fotógrafo capixaba e presidente do Últimos Refúgios, Leonardo Merçon, dentre outros colaboradores. Cada visualização será revertida em doação para um fundo de assistência às famílias que vivem no entorno do Rio Doce e perderam suas casas e sua fonte de sustento. Até o momento, mais de 44 mil pessoas já viram o vídeo. Várias personalidades sensíveis à causa participaram do clipe: como Neymar, os surfistas Gabriel Medina e Carlos Burle, os atores Caio Castro e Eri Johnson, as atrizes Grazi Massafera, Nanda Costa, Paolla Oliveira e Cris Vianna e os cantores Thiaguinho, Michel Teló, Bucheca, Anitta e Paula Lima. Letra da música: Cacimba de Mágoa - Gabriel O Pensador (part. Falamansa) O sertão vai virar mar É o mar virando lama Gosto amargo do rio Doce De Regência a Mariana Mariana, Marina, Maria, Márcia, Mercedes, Marília Quantas famílias com sede, quantas panelas vazias? Quantos pescadores sem redes e sem canoas? Quantas pessoas sofrendo, quantas pessoas? Quantas pessoas sem rumo, como canoas sem remos Como pescadores sem linha e sem anzóis? Quantas pessoas sem sorte, quantas pessoas com fome? Quantas pessoas sem nome, quantas pessoas sem voz? Adriano, Diego, Pedro, Marcelo, José Aquele corpo é de quem, aquele corpo quem é? É do Tião, é do Léo, é do João, é de quem? É mais um joão-ninguém, é mais um morto qualquer Morreu debaixo da lama, morreu debaixo do trem? Ele era filho de alguém e tinha filho e mulher? Isso ninguém quer saber, com isso ninguém se importa Parece que essas pessoas já nascem mortas E pra quem olha de longe, passando sempre por cima Parece que essas pessoas não têm valor São tão pequenas e fracas, deitando em camas e macas Sobrevivendo, sentindo tristeza e dor Quem nunca viu a sorte pensa que ela não vem E enche a cacimba de mágoa Hoje me abraça forte, corta esse mal, planta o bem Transforma lágrima em água O sertão vai virar mar É o mar virando lama Gosto amargo do rio Doce De Regência a Mariana O sertão vai virar mar É o mar virando lama Gosto amargo do rio Doce De Regência a Mariana Quem olha acima, do alto, ou na TV em segundos Às vezes vê todo mundo mas não enxerga ninguém E não enxerga a nobreza de quem tem pouco mas ama De quem defende o que ama e valoriza o que tem Antônio, Kátia, Rodrigo, Maurício, Flávia e Taís Trabalham feito formigas, têm uma vida feliz Sabem o valor da amizade e da pureza Da natureza e da água, fonte da vida Conhecem os bichos e plantas e, como o galo que canta Levantam todos os dias com energia e com a cabeça erguida Mas vêm a lama e o descaso, sem cerimônia Envenenando o futuro e o presente Como se faz desde sempre na Amazônia Nas nossas praias e rios impunemente Mas o veneno e o atraso, disfarçado de "progresso" Que apodrece a nossa fonte e a nossa foz Não nos faz tirar os olhos do horizonte Nem polui a esperança que nasce dentro de nós É quando a lágrima no rosto a gente enxuga e segue em frente Persistente como as tartarugas e as baleias E nessa lama nasce a flor que a gente rega Com o amor que corre dentro do sangue, nas nossas veias Quem nunca viu a sorte pensa que ela não vem E enche a cacimba de mágoa Hoje me abraça forte, corta esse mal, planta o bem Transforma lágrima em água O sertão vai virar mar É o mar virando lama Gosto amargo do rio Doce De Regência a Mariana O sertão vai virar mar É o mar virando lama Gosto amargo do rio Doce De Regência a Mariana

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