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- As Aves e a formação em “V”
As aves são grandes exemplos de envolvimento, sincronização, respeito e cooperação. Hoje, vamos falar sobre uma inteligente estratégia de migração, capaz de facilitar sua locomoção. Pesquisas sobre a formação em “V”, indicam que esta prática tem por objetivo amenizar a turbulência em voo. É como se as aves fizessem uma coreografia durante todo o percurso, cada qual com sua ilustre participação, observando o comportamento das outras, a fim de sincronizarem seus movimentos. Tudo é calculado milimétricamente, desde a posição até a sincronia das batidas das asas, a fim de viajar um grande percurso poupando energia. A liderança é revezada para que não haja um grande desgaste de quem comanda. Os pássaros que estão atrás, aproveitam as correntes de ar dos que estão à sua frente. É um trabalho funcional e admirável! A formação em “V”, nos faz perceber que o trabalho em equipe poupa energia e garante segurança. Mostra também a importância de boa liderança com rotatividade, aproveitando diferentes capacidades, idades, experiências e competências. Inspirar-se no comportamento da natureza é um meio de sobrevivência, pois o instinto animal sabe o que é ideal para o nosso progresso. Na foto acima, observamos um bando de Cabeça-seca (Mycteria americana), ave bastante encontrada no Pantanal, onde foi feito esse registro pelo fotógrafo Leonardo Merçon, idealizador do Instituto Últimos Refúgios que conta com o apoio de voluntários e profissionais da área, para trazer informações relevantes sobre a fauna e a flora, a fim de que possamos conhecer para proteger. E para a realização deste lindo trabalho, a equipe também pratica e se inspira na formação em “V”. Como na foto abaixo, é possível perceber! Texto de Fernanda Miller, escritora e voluntária do Instituto Últimos Refúgios. Fotos de Leornado Merçon / Instituto Últimos Refúgios. Acompanhe também o Instituto Últimos Refúgios nas mídias sociais. Facebook - www.facebook.com/ultimosrefugios Youtube - www.youtube.com/ultimosrefugios O Instituto Últimos Refúgios é uma organização sem fins lucrativos na qual os participantes são voluntários. Se gosta de nosso trabalho e quer que ele continue, saiba como colaborar no link: PARTICIPE "Inspirando pessoas, promovemos mudanças!"
- Inofensivo? Desde que eu não seja ameaçado!
O inofensivo tamanduá-mirim (Tamandua tetradactyla) também conhecido como tamaduá-de-colete, ocorre em todos os biomas brasileiros (Amazônia, Caatinga, Cerrado, Mata Atlântica, Pantanal e Pampa). Como um de seus nomes sugere, sua pelagem escura, na parte das costas, faz parecer que ele usa colete preto. São animais solitários, arborícolas e de hábitos tanto diurnos quanto noturnos. Se alimentam principalmente de formigas e cupins, usando suas fortes e poderosas garras para abrir buraco no cupinzeiro, e como não possuem dentes, usam sua língua comprida e pegajosa para capturá-los. Também atacam ninhos de abelhas para comer mel. Mas peraí, inofensivo? Bom, nem sempre. Quando ele se sente ameaçado, sua defesa é assumir uma postura ereta, ficando apoiado em suas patas traseiras e sua cauda, deixando as garras dianteiras, fortes e poderosas, prontas para combate. Dizem por aí que sua postura de defesa é o “abraço do tamanduá”. Acho que ninguém está afim de receber esse abraço com poder de rasgo né? Pena que essa defesa não é o bastante para deixar de se preocupar com sua sobrevivência, pois muitos são vítimas de atropelamento, caça para consumo e utilização de seu couro para fabricação de produtos, ataque por cães domésticos, venda como animais de estimação, perda do habitat e incêndios florestais. Apesar disso a espécie está listada como preocupação menor pela IUCN. Texto de Jennifer Oliveira, graduanda em Biologia e voluntária do Instituto Últimos Refúgios. Fotos de Leonardo Merçon \ Instituto Últimos Refúgios. REFERÊNCIAS FONSECA, G. A. B.; HERRMANN, G.; LEITE, Y. L. R.; MITTERMEIER, R. A.; RYLANDS, A. B.; PATTON, J. L. Lista anotada dos mamíferos do Brasil. Occasional Papers in Conservation Biology. n. 4. Belo Horizonte: Conservation Internacional; Fundação Biodiversitas, 1996, 38 p. Smith, P. Handbook of Mammals of Paraguay – Tamandua tetradactyla. Fauna of Paraguay. Vol. 2, 2007. Hayssen, V. Tamandua tetradactyla (Pilosa:Myrmecophagidae). Mammalian Species. vol. 43, n. 1, ed. 875, p. 64-74, 2011. NOWAK, R. M. Walker's Mammals of the World. v. 1. 6. ed. Baltimore and London: The Johns Hopkins University Press, 1999, 836 p.
- As incríveis formigas nômades
Já pensou em mudar de casa a cada 20 dias levando mais de mil familiares com você? Isso faz parte da biologia das formigas legionárias, ou formigas de correição. Esses insetos são considerados nômades e movimentam-se com frequência mudando toda a colônia de localidade e no caminho alimentando-se de pequenos invertebrados como aranhas, gafanhotos ou grilos mas também de vertebrados muitos maiores do que elas, como sapos e lagartos. O termo “formiga de correição” refere-se a mais de 200 espécies de formigas que apresentam o comportamento nômade. A espécie mais estudada deste grupo é a Eciton burchellii, registrada nessas fotos pelo fotógrafo e idealizador do Instituto Últimos Refúgios, Leonardo Merçon. Com tamanhos impressionantes para formigas e mandíbulas longas e pontudas, as formigas dessa espécie possuem uma força impressionante, principalmente quando caçam em grupo, podendo dilacerar presas muitos maiores do que elas em apenas segundos. Cada formiga é capaz de cortar e carregar presas que pesam mais do que seu próprio corpo e, além disso, estudo mostra que existe cooperação entre formigas próximas na hora de carregar grandes pedaços de presa, de forma que um grupo de formigas juntas é capaz de suportar pesos muitos maiores do que a soma do que cada uma das formigas é capaz de carregar sozinha. Nesse caso, a união faz a força e viver e ninhos contendo um grande número de formigas conseguem captar grande quantidade de alimento para seus integrantes. Um ninho de formigas legionárias é formado principalmente pelo próprio corpo de formigas operárias, que se aglomeram em um grande globo, mantendo sempre a rainha na posição mais protegida no ninho: o centro. Quando chega a hora de mudar de local, esses grandes grupos movimentam-se em filas de até 200 m contendo várias formigas que se guiam apenas pelo cheiro de substâncias chamadas feromônios, que são liberadas ao longo de todo o caminho por onde uma formiga passa, de forma que a formiga de trás, que percebe esses feromônios com suas antenas, possa seguir exatamente o mesmo caminho, e assim sucessivamente. Como você já deve imaginar, milhares e milhares de formigas andando em fila no chão da floresta não é algo que passa despercebido pelos animais da floresta. Vários insetos e outros pequenos animais se movimentam para fugir dessa grande marcha de formigas, o que é um prato cheio para quem se alimenta dessas pequenas presas, como alguns pássaros, lagartos, sapos e outros animais que já foram registrados acompanhando as formigas legionárias para se alimentar dessa grande fuga causada pela correição. Um estudo publicado em 2011 mostrou que mais de 500 espécies podem, em momentos distintos, estar associadas às correições de Eciton burchellii e que aproximadamente 300 dessas espécies dependem dessa associação, evidenciando o papel fundamental que essas formigas nômades possuem para manter a diversidade de animais dos locais onde ocorre! Texto de Lissa D. Franzini, Bióloga CRBio 98000/01-D Mestranda - Laboratório de Herpetologia Universidade Federal da Paraíba Fotos de Leonardo Merçon \ Instituto Últimos Refúgios. Referências: - Rettenmeyer, C. W., Rettenmeyer, M. E., Joseph, J & Berghoff, S. M. 2011. The largest animal association centered on one species: the army ant Eciton burchellii and its more than 300 associates. Insectes sociaux. 58: 282-292. - Franks, N. R. 1985. Teams in social insects: group retrieval of prey by army ants (Eciton burchellii, Hymenoptera: Formicidae). Behavioral Ecology and Sociobiology. 18 (6): 425-429. - Hölldobler, B. and Wilson, E. O. 1990. The Ants. Cambridge, Mass. Harvard University Press. 746 pp.
- Jacaré-do-pantanal, o que olha de banda.
"Não me olha de banda que eu não sou quitanda". A popular expressão mineira tem correspondência no termo de origem tupi-guarani “îakaré”, que significa “o que olha de banda”. A expressão cai bem para descrever o olhar do jacaré-do-pantanal (Caiman yacare). É um animal robusto que pode chegar a três metros de comprimento, mas inofensivo à espécie humana. Sua aparência assustadora mete medo em muita gente, que associa os jacarés aos imensos crocodilos que habitam o imaginário popular por cauda das histórias da Cuca de Monteiro Lobato, o Capitão Gancho e dos filmes de Indiana Jones. Afinal, a expressão “Cuidado com a Cuca que a Cuca te pega” já assustou muita criancinha por aí, não é mesmo? E o tic-tac insidioso na barriga do crocodilo que perseguia o Capitão Gancho a fim de terminar sua refeição? Assustador! Mas não se esqueçam, jacarés e crocodilos, apesar de serem répteis da ordem dos Crocodilianos, pertencem a famílias bem diferentes. Os jacarés são bem mais pacíficos e raramente atacam as pessoas. Sorte nossa! Os chineses acreditam que o jacaré é um ser mágico, criador do canto e do tambor e que tem poderes sobre as águas e a terra. Possuiria o poder de harmonizar o mundo. Entre os antigos astecas o mundo teria nascido de um jacaré que vivia em águas primordiais. Porém, na mitologia egípcia o jacaré está associado à morte. Em outras culturas ele representa fecundidade, pois curiosamente, os jacarés ficam mais férteis à medida que envelhecem. Não há dúvida de que são animais fascinantes e que precisam ser preservados, pois são importantíssimos ao equilíbrio dos ecossistemas aquáticos. Texto de Cristina Zampa Sanchez, bióloga e voluntária do Instituto Últimos Refúgios. * Fotos do Jacaré-do-pantanal realizadas em expedição cientifica realizada pelo com o Projeto Caiman - Jacarés da Mata Atlântica.
- Ação ambiental em limpeza de praia
No dia 16 de setembro aconteceu o Clean up the world Brasil, que começou na Austrália há 20 anos e há 15 acontece aqui no Brasil. No segundo sábado de setembro de todo ano, cerca de 35 milhões de pessoas no mundo se reunem para fazer a limpeza de rios e praias. E o Últimos Refúgios apoiou essa ação aqui em Vitória-ES junto com o IPRAM e Amigos da Jubarte. Organizado pela nossa voluntária Jeane Santos, através da sua empresa Novos Mares Serviços ambientais (que atua com educação ambiental), apoiou o Projeto Pegada que realiza há 4 anos essa atividade em Vitória. Com o objetivo de sensibilizar e conscientizar as pessoas essas ações são importantes e deveriam acontecer com mais frequência. A ação começou as 9 horas com o pessoal se reunindo na entrada da Ilha do Frade e seguindo até o local da limpeza. Compareceram nesse evento 37 pessoas e uma criança (acompanhada da mãe, rs) e com 3 horas de atividade retiraram das praias cerca de 50 kg de lixo entre eles, isopor, vidro, plástico (a maioria). Além de deixar as praias com visual mais legal, é menos lixo que não vai matar os animais. Esse passo que foi dado é apenas uma fração do que nós cidadãos podemos fazer, com simples atitudes e mudanças de hábitos podemos fazer uma grande diferença para a natureza e para nós seres humanos que dependemos dos recursos ambientais para sobreviver. “ Inspirando pessoas, promovendo mudanças! ” VEJA MAIS FOTOS DA ATIVIDADE ABAIXO Fotos: Joarley Rodrigues
- UR realiza atividade de Educação Ambiental com plantio de muda na Escola Moinho de Invento
Na sexta-feira passada, dia 22 de setembro, os voluntários do Últimos Refúgios realizaram mais uma atividade de Educação Ambiental, e dessa vez com plantio de muda da Escola Moinho de Invento em Jardim Camburi, Vitória A escola recebe constantemente visitas ilustres de diversos passarinhos, porém as crianças notaram que algumas espécies desapareceram, então o UR foi convidado a realizar uma atividade com o plantio de muda para atrair novamente as aves. A muda escolhida foi a quaresmeira, árvore que atrai principalmente beija-flores. Antes do plantio os voluntários ministraram uma palestra que teve como objetivo mostrar para as crianças através de fotografias do Leonardo Merçon, como a degradação do meio ambiente, causada pelo homem, afeta a vida e a sobrevivência das aves. Além de registros de diversas espécies da Mata Atlântica, abordando questões como a caça e o risco de extinção. Durante o plantio, em uma área anexa à escola, os alunos ajudaram nos processos de adubação e preparo da terra, e para finalizar todos regaram a muda. Essa participação envolve os alunos, que em sua maioria não possui contato com a natureza, além de conscientizá-lo sobre a conservação e cuidado com o meio ambiente. As atividades da escola mostram a preocupação da interação das crianças com a natureza. Esse é um fator muito importante no processo de educação, que infelizmente está escasso. Fotos: Joarley Rodrigues
- Lançamento do video clipe "Sweet River", do cantor capixaba Manfredo
Sweet River foi apresentado ao público pela primeira vez no programa "Santo de Casa" da Rádio Cidade (ES) em Agosto deste ano e o videoclipe teve sua Premiere dentro da 12ª Mostra Produção Independente Aldeias da ABD Capixaba no mesmo mês exibido no Cine Jardins concorrendo na categoria "Melhor Curta". O lançamento oficial do videoclipe aconteceu no último dia 11 de Setembro dentro da primeira mostra de videoclipes no 24º Festival de Cinema de Vitória. Em seguida vieram os lançamentos digitais no You Tube, nas redes sociais e nas plataformas de streaming. Sinopse do Videoclipe “Sweet River”, antes de ser apenas um videoclipe de música,surge como um manifesto em forma de lamento artístico, explorando as belas e tristes imagens captadas por uma expedição feita pela ONG Últimos Refúgios (ES), dias após o rompimento da barragem de rejeitos em Mariana (MG), em 2015. E propõe a reflexão sobre os impactos nocivos do nosso consumo no meio ambiente. Vidas perdidas, ecossistemas inteiros eliminados. A ironia de um Rio Doce amargando o fim de maneira tão trágica e violenta.“Sweet River” tem letra e música composta por Manfredo, foi gravada nos estúdios Hirota Records pelo engenheiro de som Fabiano Hirota, que também gravou os teclados e o músico Guto Kennedy no violino. O Videoclipe foi produzido pela Moustache Produções Artísticas em parceria com a Ezzotic Fotografia, Hirota Records e o Instituto Últimos Refúgios. Ficha Técnica Sweet River (Videoclipe) Direção, Roteiro, Produção Executiva, Direção de Arte, Montagem, Trilha Sonora: Manfredo; Empresa Produtora: Moustache Produções Artísticas; Direção de Fotografia: Léo Merçon e Glauber Castro; Som Direto: Léo Merçon e Glauber Castro; Edição de Som: Fabiano Hirota e Manfredo; Mixagem: Fabiano Hirota.
- Palestra no II Simpósio de Ecossistemas do Espírito Santo/Simpec da Faesa
Na semana passada a Iasmin, nossa voluntária no UR, apresentou uma palestra no II Simpósio de Ecossistemas do Espírito Santo/Simpec da Faesa. A palestra teve como foco apresentar aos alunos do curso de Ciências Biológicas as atividades e projetos desenvolvidos pelo Instituto. O objetivo da palestra era levar ao público universitário um pouco do trabalho do Instituto, que tem como atividades principais a produção fotográfica e audiovisual e o uso do poder da imagem para sensibilizar o público e promover mudanças; a difusão científica de pesquisas desenvolvidas por ONGs parceiras, tais como a divulgação das atividades do Projeto Caiman e Pró-Tapir do IMD, no intuito de promover a troca de informações entre pesquisadores e divulgar a pesquisa científica para um público mais diverso; a promoção do ecoturismo através da criação do guia de observação de aves e da divulgação do turismo de baleias promovido pelo projeto Amigos da Jubarte; o ativismo midiático; o trabalho de educação ambiental nas escolas; o banco de imagens para uso sem fins lucrativos; a promoção de palestras e cursos e a divulgação das mídias sociais e dos livros de fotografia de natureza. Além disso, foram divulgados na palestra o trabalho realizado pelos voluntários do Instituto, que conta com a ajuda de graduandos e profissionais de diversas áreas e competências para a realização de suas atividades. Os participantes do simpósio gostaram muito e mostraram interesse nas atividades do projeto, além de se divertirem com uma das cenas do vídeo que abre a web-série “História de Fotógrafo”, em que uma irara faz “festa” para o Leonardo Merçon durante uma expedição fotográfica. O Simpósio contou com a presença de alunos dos cursos de Ciências Biológicas da Faesa e de outras instituições de ensino superior. Fotos: Joarley Rodrigues
- Quebra-cabeças para Sensibilização Ambiental
O Instituto Últimos Refúgios, disponibilizou através de nosso programa de doação de imagens para ações de conservação e educação ambiental (saiba mais aqui), as fotos para que os parceiros do Programa Pró-Tapir confeccionassem quebra-cabeças para ação com crianças. O material foi utilizado em uma ação realizada em parceria com a Reserva Natural Vale, no Centro de Acolhida Maria Imaculada, em Sooretama. O Centro recebe aproximadamente 120 crianças/adolescentes diariamente, nos contra-turnos da escola. A ação faz parte do 5º módulo do Programa de Educação Ambiental, da RNV. O Instituto Últimos Refúgios acredita que através de atividades inspirando crianças e jovens, promovemos mudanças! VEJA MAIS FOTOS DA ATIVIDADE ABAIXO
- Matéria sobre as Baleias Capixabas na Capa do Site da National Geographic
Saiu uma matéria do projeto Amigos da Jubarte falando das baleias capixabas, na capa do site da National Geographic Brasil. :) Além de informações sobre as baleias, também apresentaram um relato de como é uma expedição do projeto Amigos da Jubarte para realizar a pesquisa com as baleias! Para saber mais sobre o projeto AMIGOS DA JUBARTE, além de saber como ver as baleias capixabas, acesse: www.queroverbaleia.com ou www.amigosdajubarte.com.br Sempre que conseguimos colocar um dos projetos de conservação que participo na imprensa, ficamos super felizes! Os projetos ganhando força torna menos difícil a luta pela conservação das espécies pelas quais esses projetos levantam a bandeira. :) Leonardo Merçon, autor das fotos, é fotógrafo de natureza e conservação e fundador do Instituto Últimos Refúgios. O projeto Amigos da Jubarte é uma realização do Instituto O Canal, com co-realização do Instituto Últimos Refúgios, Instituto Baleia Jubarte e Instituto Ecomaris, com apoio da Vale, Universidade Federal do Espírito Santo e Prefeitura Municipal de Vitória. Além de prever ações de caráter educacionais, científicos e culturais, a iniciativa aposta num novo panorama turístico, pautado no desenvolvimento sustentável, fomentando a indústria limpa e servindo principalmente de vetor para a sensibilização ambiental. #amigosdajubarte #baleia #jubarte #baleiajubarte #humpback #whale#vitoria #espiritosanto #cetaceos #mamifero #mammal #oceano #ocean#observacaodebaleia #amores
- UR ministra palestra sobre Educação Ambiental no Colégio Primeiro Mundo.
Os voluntários do Instituto Últimos Refúgios realizaram mais uma atividade de Educação Ambiental. Dessa vez, no dia 30/08, fizemos uma apresentação no Colégio Primeiro Mundo em Vitória, para os alunos de Ensino Fundamental l. A palestra teve como foco a conservação da natureza por meio de fotografias do Instituto Últimos Refúgios, que mostram o que a ação do homem tem causado ao meio ambiente. Além de registros da fauna, abordando a caça, as causas da perda de habitat, do risco de extinção, e o trabalho de recuperação de algumas das espécies abordadas, para passar a mensagem de que nem tudo está perdido e que eles, as crianças, precisam assumir também a responsabilidade desde já. Nossos voluntários perceberam que os alunos demonstraram interesse e fascínio ao serem apresentados a cada registro de fauna, e interagiram bastante, mostrando conhecimento. Como parte da atividade, após a palestra os alunos foram acompanhados às suas respectivas salas para a realização da atividade artística, onde desenham o que mais lhes chamou atenção durante a apresentação. Nesse momento é possível observar a importância da conscientização ambiental sendo trabalhada por meio da cultura. O colégio tem desenvolvido com os alunos ao longo do ano um projeto sobre a natureza, que será apresentado no fim do ano letivo, e este evento do UR contribuiu para projeto. Participaram das atividades os voluntários: Jeane Santos de Jesus Gabriela Scoto Silva dos Santos Danrley Junio Neves de Souza Lidiane Barros dos Santos Jennifer Oliveira da Silva Darciane da Silva Bastos Parabéns pessoal!
- Promessa cumprida!
Quando criança, antes de dormir, meu pai lia para mim todo o tipo de revistas relacionado a natureza, lugares com culturas diferentes, teorias sobre a vida e o universo. Aquelas informações faziam minha mente de moleque viajar muito, muito longe. Naquela época não havia internet. Era na base das revistas compradas na banca da pracinha mesmo. Lembro que as revistas que eu mais gostava que meu pai lesse, eram as da National Geographic, na época em inglês, que ele traduzia para mim. Na época, mesmo que ainda nem se sonhasse com fotos digitais, a revista já vinha com as imagens fantásticas de natureza e as história dos aventureiros que faziam aquelas fotografias. Lembro vividamente o dia que, com cerca de 10 anos de idade, impressionado com aquelas histórias cativantes nas páginas da revista, afirmei para meu pai: - "Um dia ainda vou ter um trabalho igual ao dessas pessoas. Com certeza!". Meu pai, com a sabedoria que lhe era peculiar, me disse: - "Se essas pessoas da revista conseguiram, você também pode conseguir. Aqui no Brasil é difícil, mas é só trabalhar muito pra isso!". Então, prometi para ele que um dia iria ter fotos minhas publicadas na National Geographic. Em 2016, 25 anos depois daquela promessa, realizei uma expedição em parceria com a ONG de pesquisa e conservação, Instituto Marcos Daniel, para a Ilha de Coroa Vermelha, em Abrolhos-BA. O objetivo da expedição era estudar a saúde das tartarugas marinhas naquela ilha distante do continente. Meu objetivo, como fotógrafo de natureza e conservação, era tentar mostrar essa história. Encontramos uma tartaruga presa dentre os corais na maré vazante. Como ela não poderia escapar, com tranquilidade, pude registrar o momento da captura feita por um dos membros da expedição, mostrando o cenário ao fundo, ilustrando bem o contexto desse trabalho. Com o resultado da pesquisa, de que a saúde das tartarugas estava afetada, pensei que precisávamos divulgar a história para alertar as pessoas sobre as consequências das ações inconsequentes de nossa sociedade. Estamos afetando os mais longínquos cantos do mundo. Enviei a proposta para os editores da revista, que se interessaram pelo assunto e compraram a fotografia que ilustra esse texto e um pequeno texto. Fazendo com que, em Agosto de 2016, eu tivesse minha primeira fotografia publicada oficialmente pela National Geographic em sua versão impressa. Já havia tido fotografias publicadas no site, porém, na revista foi especial. Meu pai não está mais entre nós, porém, fico feliz de conseguir cumprir aquela promessa que marcou minha vida para sempre! Aproveito para agradecer a meu pai e minha mãe por sempre acreditarem em mim e por, em NENHUM momento de minha vida, me dizerem para seguir caminhos contrários aos meus sonhos! Espero que seja a primeira, porém, que não seja a última publicação na revista. Obrigado a todos que apoiam minha luta pela conservação da natureza através do Instituto Últimos Refúgios.












