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10/07/2019

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Desbravando novos refúgios: expedição à Reserva Águia Branca

A produção do novo livro da Série Áreas Protegidas levou a equipe do Instituto Últimos Refúgios até o município de Vargem Alta na Reserva Águia Branca para uma verdadeira experiência de campo em meio a natureza.

 

Localizada entre os parques estaduais de Forno Grande e Pedra Azul, a região é uma RPPN (Reserva Particular do Patrimônio Natural), área administrada por organizações privadas empenhadas na conservação ambiental. Propriedade do Grupo Águia Branca, a reserva é responsável por fazer o intercâmbio entre fragmentos florestais, consolidando-se como importante unidade de preservação da biodiversidade local.

 

 

OBJETIVO

Entre os dias 29 de outubro e 05 de novembro, o fotógrafo de natureza Leonardo Merçon, a coordenadora e bióloga Iasmin Macedo, o produtor Raphael Gaspar, os cinegrafistas Felipe Facini e Ilka Westermeyer, o assistente de fotografia Joarley Rodrigues, o guia de observação de aves Felipe Ventura e o guia e conhecedor das trilhas locais Ângelo Uliana, aventuraram-se nessa verdadeira jornada de contemplação e registro da fauna local. 

 

A expedição foi a primeira de busca e registro dos animais nativos que irão compor a obra “Últimos Refúgios: Do Parque de Pedra Azul ao Parque de Forno Grande”, que trará fotografias inéditas das Unidades de Conservação que formam o Corredor Ecológico, retratando as belezas, espécies locais e toda a conjuntura da sustentabilidade deste território.

 

 

 

Além do trabalho fotográfico para a realização do livro, as filmagens imersivas e contemplativas da natureza local servirão para compor alguns dos futuros projetos audiovisuais do Instituto. Os bastidores também foram registrados para a criação de uma minissérie documental de making of do trabalho em campo, que abordará a beleza e as dificuldades da atividade.

 

 

 

A EXPEDIÇÃO

O planejamento começou muito antes do primeiro dia da expedição. A fim de assegurar o alcance de objetivos e expectativas, houve a elaboração de um cronograma para otimizar as oportunidades de registro dos animais e um estudo minucioso da região, com levantamento de áreas promissoras para exploração.

 

Além disso, o processo exigiu fechamento de contratos, checklist de equipamentos fotográficos e de segurança e suprimento das necessidades básicas da equipe, como alimentação, transporte e alojamento.

 

 

 

A coordenadora Iasmin Macedo estava ansiosa para sua primeira expedição em três anos no Instituto. “Minhas expectativas para viver uma experiência de campo com o Últimos Refúgios sempre foram altas. Diferente das atividades de levantamento e captura de animais em que já atuei como bióloga, o Últimos Refúgios trabalha com o levantamento fotográfico por meio do registro das espécies que encontra na natureza. É uma busca muito mais ativa, de desbravamento e descoberta, tornando a experiência de encontrar os animais muito mais surpreendente e emocionante”, relata Iasmin.

 

O cronograma da equipe consistia em sair todos os dias logo pela manhã em busca de aves e à noite à procura de mamíferos com auxílio de uma câmera térmica, fundamental para encontrar animais em ambientes escuros. O equipamento atua na detecção de calor, evidenciando as cores quentes do sangue dos animais em contraste às cores frias da floresta. Desse modo, assim que alguma espécie era identificada, a equipe iluminava o local indicado com uma lanterna e fazia o registro, dessa vez com a câmera profissional.

 

Apesar do planejamento, a imprevisibilidade da natureza deixava todos em estado de alerta, prontos para registrar quaisquer espécies que cruzassem o caminho.

 

 

 

Em certa ocasião, uma preguiça foi avistada ao longe, no topo de uma árvore, enquanto secava seus pêlos após um banho de chuva. O momento não escapou das lentes do fotógrafo Leonardo Merçon, que ao identificar o animal, logo apressou-se para fazer o registro. 

 

 

 

A rotina foi intensa. Algumas das saídas desdobraram-se em longas horas madrugada adentro, com partida à 1 hora da manhã e retorno ao amanhecer. O clima instável apresentava frio pelas manhãs, sol ardente durante o dia e temperaturas ainda menores à noite, que chegaram a atingir 10°C. Além disso, pancadas repentinas de chuva dificultaram algumas atividades, atrasando o cronograma. 

 

 

 

A experiência impactou os membros da equipe de diferentes maneiras. O cinegrafista Felipe Facini fala sobre a realização pessoal e profissional de fazer parte deste trabalho: “Foi incrível. Participar de uma expedição ao lado de um fotógrafo contratado pela National Geographic (Leonardo Merçon), ter a oportunidade de desbravar uma região ainda pouco explorada do Espírito Santo documentando e apreciando os animais, com certeza foi uma experiência única e muito enriquecedora. Profissionalmente também foi muito inovador pelo uso da câmera térmica e da câmera com sensor de movimento, que permite o registro fotográfico de forma remota."

 

O trabalho serviu como parâmetro para a organização das futuras expedições e também para entrosar a recém formada equipe de campo do Instituto Últimos Refúgios.

 

 

 

Sem novos lançamentos desde 2015, o novo volume da Série Áreas Protegidas se estabelece como início de um novo ciclo, promovido pelo edital da lei de incentivo à cultura federal e o patrocinador Grupo Águia Branca.

 

Para Leonardo Merçon, presidente do Instituto e um dos coordenadores do projeto, a expedição foi um grande sucesso: “Como fotógrafo de natureza, fiquei bastante satisfeito por encontrar neste primeiro campo tantas espécies incríveis. Tivemos a oportunidade de fotografar anfíbios, mamíferos e diversas espécies de aves, como a sanã-vermelha, saíra-víuva, tocava-cantadora, arapapá e tesourinha-da-mata, bastante comum nesta área. Com certeza será bastante promissor desenvolver este projeto na região entre Pedra Azul e Forno Grande, um dos locais mais ricos em biodiversidade do Espírito Santo e do Brasil."

 

“O Instituto Últimos Refúgios continuará desbravando as riquezas da região em futuras expedições para retratá-las no 3º livro da Série Áreas Protegidas. Fique ligado em nosso site e redes sociais para acompanhar todas as novidades do projeto.

 

 

 

 

O Livro "Últimos Refúgios: Do Parque Estadual de Pedra Azul ao Parque Estadual de Forno Grande" é uma realização do Instituto Últimos Refúgios e Ministério da Cultura, com apoio do IEMA e Reserva Águia Branca e patrocínio do Grupo Águia Branca.

 

O Instituto Últimos Refúgios é uma organização sem fins lucrativos na qual os participantes são voluntários e precisa de recursos para financiar as suas atividades. Se gosta de nosso trabalho e quer que ele continue, saiba como colaborar clicando na imagem abaixo ou no link: PARTICIPE.

 

 

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