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Fauna ameaçada de extinção!

July 27, 2017

A Lista Vermelha da União Internacional para a Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais (IUCN) das espécies ameaçadas, também conhecida como Lista Vermelha da IUCN ou, em inglês, IUCN Red List, constitui um dos inventários mais detalhados do mundo sobre o estado de conservação mundial de várias espécie de plantas, animais, fungos e protistas.

 

A Lista Vermelha obedece a critérios precisos, para avaliar os riscos de extinção de milhares das espécies e subespécies, pertinentes a todas as espécies e em todas as regiões do mundo, com o objetivo de informar sobre a urgência das medidas de conservação para o público e legisladores, assim como ajuda a comunidade internacional na tentativa de reduzir as extinções.

 

Vulnerável (VU): considerada como estando a sofrer um risco elevado de extinção na natureza.

 

Em perigo (EN): considerada como estando a sofrer um risco muito elevado de extinção na natureza.

 

Em perigo crítico (CR): considerada como estando a sofrer um risco extremamente elevado de extinção na natureza.

 

As principais ameaças à conservação das espécies são a perda de habitat, a caça e a competição com gado (García et al., 2012; Medici et al., 2012; Naveda et al., 2008). No entanto, nos últimos anos, uma ameaça que tem chamado a atenção são os atropelamentos de indivíduos em rodovias (Medici et al., 2012).
 

No Espírito Santo, restam poucos refúgios para animais representativos da fauna da MAta Atlântica. A Reserva Biológica de Sooretama, uma unidade de conservação federal e o seu entorno, composto pela Reserva Natural Vale,  a Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN) Recanto das Antas e a RPPN Mutum-Preto. Estas áreas somam aproximadamente 53 mil ha de floresta contínua, consistindo em um dos 77 fragmentos florestais que possuem mais de 10.000 ha em toda Mata Atlântica (Ribeiro et al., 2009). Porém, esse resquício de Mata Atlântica sofre pressões diárias, comprometendo seu papel de ser um reservatório biológico único no Espírito Santo.

 

Espécies de bandeira globalmente ameaçadas que habitam a ReBio Sooretama:

  • Anta - Lowland Tapir (Tapirus terrestris) - IUCN Status: Vulnerável (VU)

  • Mutum-do-Sudeste - Red-billed Curassow (Crax blumenbachii) - IUCN Status: Em perigo (EN)

  • Tatu-canastra - Giant Armadillo (Priodontes maximus) - IUCN Status: Vulnerável (VU)

  • Jacu-estalo - Rufous-vented Ground-cuckoo (Neomorphus geoffroyi) - IUCN Status: Vulnerável (VU)

  • Queixada - White-lipped peccary (Tayassu pecari) - IUCN Status:Vulnerável (VU)

  • Harpia - (Harpia harpyja) - IUCN Status: Quase ameaçada (NT)

  • Macaco prego de crista - (Sapajus robustus) - IUCN Status: Em perigo (EN)

  • Sabiá-Piementa - Black-headed Berryeater (Carpornis melanocephalus) - IUCN Status: Vulnerável (VU)

  • Jaó-do-sul - (Crypturellus noctivagus) - IUCN Status: Quase ameaçada (NT)

 

ANTA: Tapirus Terrestris é o maior mamífero terrestre do Brasil e o segundo da América do Sul e constitui-se em um importante dispersor de sementes, engolindo-as e depois liberando elas pelas fezes. A anta é listada como vulnerável pela União Internacional para a Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais (IUCN). No Brasil, a espécie não figura na lista nacional, entretanto, a espécia consta na lista estadual do Espírito Santo como “em perigo”. As ameaças à sobrevivência da anta são a caça, a alteração e degradação do habitat, atropelamentos, doenças advindas de animais domésticos e até envenenamento.

 

MUTUM DO SUDESTE: Espécie endêmica do bioma Mata Atlântica, habita matas primárias em regiões quentes e úmidas. É restrito a pequenas áreas do sul da Bahia até o norte do Rio de Janeiro e Minas Gerais. Atuam como grandes dispersores de sementes. Estão em extinção devido à caça e principalmente à destruição de seu habitat. Atualmente, são consideradas globalmente em perigo pelo Bird Life e IUNC.

 

TATU CANASTRA: A espécie, apesar de possuir ampla diversidade geográfica, é bem raro em toda a sua área de ocorrência. O tatu-canastra é classificado como um engenheiro ecológico (Desbiez e Kluyber, 2013), cuja presença ou atividade altera a estrutura física do ambiente ao seu redor ou o fluxo de recursos, desta forma, cria ou modifica diferentes hábitats, influenciando a disponibilidade de recursos e todas as espécies a eles relacionadas. No Brasil, é classificada como “Criticamente em perigo” em diversos estados, inclusive no ES. Estão vulneráveis à extinção devido à caça para obtenção de carne e pelo desmatamento do seu habitat.

 

JACU-ESTALO: Ocorre na região Amazônica, no sul da Bahia, Minas Gerais, Espírito Santo e também ao norte do Rio de Janeiro. Inspeciona montes de galhos secos, buracos de tatus e cupinzeiros terrestres ocos, em busca de alimento. O táxon endêmico da Mata Atlântica é considerado ameaçado devido à sua raridade.

 

 

QUEIXADA: Alimenta-se de frutas, sementes, brotos, raizes e folhas, e também de pequenos invertebrados e presas como sapos, lagartos e filhotes de aves. Possui ampla distribuição geográfica mas dado ser uma espécie que exige amplos territórios e é muito sensível à caça, provavelmente já está extinta em alguns locais.

 

HARPIA: Espécie rara por possuir um crescimento populacional muito lento. Habita florestas primárias densas e florestas de galeria. Tem um crescimento populacional muito lento. A destruição de grandes áreas florestais e à caça indiscriminada, torna a espécie ameaçada de extinção no nosso país, uma vez que a espécie precisa de grandes áreas preservadas para sobreviver e só entrelaça o ninho nas árvores mais ascendentes. Para resguardá-la, não resta outro caminho que não a conscientização.

 

MACACO PREGO DE CRISTA:  Sapajus robustus é uma espécie de macaco prego endêmica do Brasil que habita florestas tropicais úmidas e secas da Mata Atlântica, assim como as áreas de Cerrado e a Caatinga. A espécie é ameaçada principalmente por conta do alto grau de destruição do habitat. Possui cerca de 3000 indivíduos na Reserva Biológica de Sooretama.

 

SABIÁ-PIMENTA: Espécie endêmica da Mata Atlântica brasileira. Se alimenta de frutas e já foi observado regurgitando as sementes (dispersor). A espécie é considerada sedentária por, frequentemente, ser encontrada sozinha, seleciona certos locais para cantar.

 

JAÓ-DO-SUL: Habita a Mata Atlântica costeira do Sudeste ao Sul do Brasil. Sua distribuição abrange os estados do Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Alimenta-se principalmente de sementes, pequenos frutos e também de plantas.

 

Essas são apenas algumas das MUITAS espécies ameaçadas, que sofrem com a perda de seu habitat e as perseguições constantes da caça e atropelamentos.

 

Um Workshop realizado em abril de 2004 em Vitória concluiu que no Estado do Espírito Santo existem 197 espécies de animais ameaçadas de extinção e 11 foram consideradas regionalmente extintas, ou seja, não ocorrem mais naturalmente neste estado. O número de espécies consideradas “Criticamente em Perigo” foi 66, “Em Perigo” foi 36 e “Vulnerável” foi 95. Apesar de quase metade das espécies listadas estarem enquadradas na categoria de menor risco entre as ameaçadas, isto não quer dizer que não devemos nos preocupar com a situação delas. O risco de extinção de tais espécies pode se tornar muito alto se os atores de ameaça persistirem.

 

O grupo de aves é o grupo que apresenta o maior número de espécies ameaçadas ou regionalmente extintas, com 85 espécies (41%), seguido de mamíferos, com 32 espécies (15%), peixes com 29 espécies (14%), invertebrados terrestres, com 23 espécies (11%), invertebrados aquáticos, com 19 espécies (9%), e anfíbios e répteis com 10 espécies cada (5% cada).

 

A cada dia que passa perdemos mais espécies. Quando entenderemos que não conseguimos viver sozinhos no planeta?


 

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