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10/07/2019

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Cacimba de Mágoa: uma voz aos ribeirinhos do Rio Doce

 

O Instituto Últimos Refúgios (UR), com colaboração do Instituto O Canal, produziu o clipe da música “Cacimba de Mágoa”, composta pela banda Falamansa em parceria com o cantor Gabriel, o Pensador. O vídeo, dirigido pela coordenadora audiovisual do UR, a alemã Ilka Westermeyer, é um protesto pela falta de ações de amparo às famílias atingidas pelo rompimento da barragem da Samarco em novembro do ano passado e foi lançado na última segunda-feira (15), no Youtube.

 

O clipe retrata a destruição do Rio Doce causada pelos rejeitos de minérios da cidade de Mariana (MG) que chegaram até a Vila de Regência, litoral do Espírito Santo – maior desastre ambiental do país. As imagens de “Cacimba de Mágoa” foram feitas pelo fotógrafo capixaba e presidente do Últimos Refúgios, Leonardo Merçon, dentre outros colaboradores.

 

Cada visualização será revertida em doação para um fundo de assistência às famílias que vivem no entorno do Rio Doce e perderam suas casas e sua fonte de sustento. Até o momento, mais de 44 mil pessoas já viram o vídeo.

 

Várias personalidades sensíveis à causa participaram do clipe: como Neymar, os surfistas Gabriel Medina e Carlos Burle, os atores Caio Castro e Eri Johnson, as atrizes Grazi Massafera, Nanda Costa, Paolla Oliveira e Cris Vianna e os cantores Thiaguinho, Michel Teló, Bucheca, Anitta e Paula Lima.

 

Letra da música:

 

Cacimba de Mágoa  - Gabriel O Pensador (part. Falamansa)
  
O sertão vai virar mar
É o mar virando lama
Gosto amargo do rio Doce
De Regência a Mariana

 

Mariana, Marina, Maria, Márcia, Mercedes, Marília
Quantas famílias com sede, quantas panelas vazias?
Quantos pescadores sem redes e sem canoas?
Quantas pessoas sofrendo, quantas pessoas?

 

Quantas pessoas sem rumo, como canoas sem remos
Como pescadores sem linha e sem anzóis?
Quantas pessoas sem sorte, quantas pessoas com fome?
Quantas pessoas sem nome, quantas pessoas sem voz?

 

Adriano, Diego, Pedro, Marcelo, José
Aquele corpo é de quem, aquele corpo quem é?
É do Tião, é do Léo, é do João, é de quem?
É mais um joão-ninguém, é mais um morto qualquer

 

Morreu debaixo da lama, morreu debaixo do trem?
Ele era filho de alguém e tinha filho e mulher?
Isso ninguém quer saber, com isso ninguém se importa
Parece que essas pessoas já nascem mortas

 

E pra quem olha de longe, passando sempre por cima
Parece que essas pessoas não têm valor
São tão pequenas e fracas, deitando em camas e macas
Sobrevivendo, sentindo tristeza e dor

 

Quem nunca viu a sorte pensa que ela não vem
E enche a cacimba de mágoa
Hoje me abraça forte, corta esse mal, planta o bem
Transforma lágrima em água

 

O sertão vai virar mar
É o mar virando lama
Gosto amargo do rio Doce
De Regência a Mariana

O sertão vai virar mar
É o mar virando lama
Gosto amargo do rio Doce
De Regência a Mariana

 

Quem olha acima, do alto, ou na TV em segundos
Às vezes vê todo mundo mas não enxerga ninguém
E não enxerga a nobreza de quem tem pouco mas ama
De quem defende o que ama e valoriza o que tem

 

Antônio, Kátia, Rodrigo, Maurício, Flávia e Taís
Trabalham feito formigas, têm uma vida feliz
Sabem o valor da amizade e da pureza
Da natureza e da água, fonte da vida

 

Conhecem os bichos e plantas e, como o galo que canta
Levantam todos os dias com energia e com a cabeça erguida
Mas vêm a lama e o descaso, sem cerimônia
Envenenando o futuro e o presente

 

Como se faz desde sempre na Amazônia
Nas nossas praias e rios impunemente

 

Mas o veneno e o atraso, disfarçado de "progresso"
Que apodrece a nossa fonte e a nossa foz
Não nos faz tirar os olhos do horizonte
Nem polui a esperança que nasce dentro de nós

 

É quando a lágrima no rosto a gente enxuga e segue em frente
Persistente como as tartarugas e as baleias
E nessa lama nasce a flor que a gente rega
Com o amor que corre dentro do sangue, nas nossas veias

 

Quem nunca viu a sorte pensa que ela não vem
E enche a cacimba de mágoa
Hoje me abraça forte, corta esse mal, planta o bem
Transforma lágrima em água

 

O sertão vai virar mar
É o mar virando lama
Gosto amargo do rio Doce
De Regência a Mariana

O sertão vai virar mar
É o mar virando lama
Gosto amargo do rio Doce
De Regência a Mariana

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